domingo, março 15, 2009

Selo do Calvin !!!


Eu não tenho fissura de colecionar selos (parece coisa de criança, hehehe). Mas este é um dos mais fofos que vi na blogosfera nos últimos tempos! Ainda mais pros fãs de Calvin e Haroldo como eu. Presente da querida Pat, do Fuça de Ferret. Muito obrigada, amiga blogueira (pronto, agora virei criança de vez). E antes que eu me esqueça, o selo é também um meme e as regras são:

1. Ao receber o selo, liste 7 coisas que te fazem sorrir.
2. Indique o selo a 7 blogs que te fazem sorrir.
3. Informe os blogueiros indicados que eles receberam o selo.


7 coisas que me fazem sorrir:
1. Meu filho
2. Meu namorado
3. Meus amigos
4. Um bom filme
5. Um bom livro
6. Um dia de sol
7. Impublicável (copiando a Pata)

7 blogs que me fazem sorrir:
1. Annix, a blogueira mais bem informada do pedaço
2. Bebete, cujas aventuras e desventuras me fazem rir e chorar
3. Labelle e suas divagações de mulher de 30
4. Andrea, jornalista e mamãe carioca
5. Cris, garota inteligente e fã assumida do Calvin
6. Tita Tróia e seu coração de poeta
7. Oops...sei lá!

Tudo tranquilo

Por aqui tudo tão tranquilo que ando até estranhando! E como voltei mais cedo da casa do namorado em Haia, decidi atualizar o blog. É que hoje ele tinha reunião de família e como eu ainda não conheço os pais dele, fiquei acanhada de ir (sem falar no desânimo de encarar umas 3 horas de trem e duas ou mais baldeações). Pra não ficar feio, prometi que iremos visitar os pais dele nas próximas semanas...confesso que simplesmente não sou chegada em reuniões de família (se puder evitar, eu evito).

Anyway, o fim-de-semana foi curto mas bem aproveitado. Sexta à noite cheguei em Haia e fomos jantar pela primeira vez num restaurante africano. Qual não foi a surpresa ao chegarmos lá e descobrirmos que era bufê. Maior surpresa ainda (embora nem tanto, se considerarmos as origens da culinária brasileira) foi reconhecer vários sabores...até quiabo e batata doce tinha! E um peixe frito bem ao estilo brasileiro, uma delícia...Depois fomos no Vavoom Tikibar - bar com ótimos drinks, decoração havaiana que faz lembrar um luau na praia e frequentado pela turma mais alternativa da cidade (infelizmente, a maioria dos bares da cidade são yuppies demais pro meu gosto). Lá esbarramos em dois amigos do F., tomamos alguns mojitos, trocamos muitas idéias e fomos felizes pra casa.

Sábado demos uma volta pelas lojas do centro, eu aproveitei pra fuçar as novidades na livraria American Book Center (também tem aqui em Amsterdã) enquanto ele dava um pulo na loja de instrumentos musicais pra comprar não sei o quê pra banda. F. toca baixo em uma banda, acreditem se quiserem. Depois fomos conhecer o novo winebar Crystal. Pedi um rosé e uma salada niçoise pra acompanhar o vinho (hehehe) e acabei não resistindo a sobremesa: cheesecake com molho de manga! Dali fomos pro cinema assistir Slumdog Millionaire. Mas este é assunto para o próximo post então tenham paciência! Só vou dizer que estava curiosíssima pra conferir um dos filmes mais comentados dos últimos tempos (antes e depois do Oscar). Achei (bastante) bom, mas não cheguei a considerar um clássico.

Hoje de manhã começamos a assistir Milk, o novo filme do Gus van Sant. Como a gente tinha de sair pra estação de trem, vou terminar de assistir hoje à noite e depois comento com calma. Assistimos metade do filme e já posso dizer que gostei muito, bem superior ao Paranoid Park. Sem falar no oscar mais do que merecido para Sean Penn no papel do ativista gay Harvey Milk.

That´s all for now, folks! Agora vou postar sobre os filmes.

terça-feira, março 10, 2009

5 minutos


Impressionante! Tá vendo este negocinho aí da foto? É o Mirena, um DIU (dispositivo intra-uterino) muito popular aqui na Europa. Você coloca o treco uma vez e ele funciona como contraceptivo por 5 anos. O que significa que você não precisa mais lembrar de tomar a pílula todas as noites nem usar camisinha - desde que esteja em um relacionamento estável (leia-se: monogâmico). Em suma: maravilha das maravilhas.

Eu não tenho o hábito de fazer propaganda mas ontem fui retirar o DIU antigo e colocar um novo e fiquei impressionada. Ou a minha médica é muito boa (ela é clínica geral com especialização em ginecologia, o que neste caso faz a diferença)...ou eu tive muita sorte!!! Ela simplesmente conseguiu retirar o DIU e colocar um novo em uma mera questão de 5 minutos. Sem anestesia, caros leitores (porque aqui na Holanda, nem durante o trabalho de parto eles dão anestesia, mas isso é assunto pra outro post que escreverei em breve).

Se dói? Claro que dói, mas a dor é suportável porque dura pouco. E eu já tinha colocado antes então acho que dói menos do que a primeira vez. Sem falar que eu tive parto natural o que provavelmente ajuda nessas horas. Fato é que, segundo o fabricante, Mirena pode ser usado pela maioria das mulheres, quer elas tenham tido filhos ou não. O que eu sei é que aqui na Holanda ela é usada por 9 entre 10 mulheres que já pariram. Porque funciona!

O DIU custa EUR 130 por aqui, mas felizmente ele é coberto pelo meu plano de saúde então não precisei pagar sequer um centavo! Aí no Brasil eu não sei como a coisa funciona mas que é um bom contraceptivo, isso ele é. E agora chega de propaganda, né?

sábado, março 07, 2009

Para minha mãe: mini álbum







Eu realmente sou uma pessoa de fases...volta e meia tenho surtos criativos de tirar o sono. Ontem tive um desses surtos e onze horas da noite levantei da cama e fui pra mesa da cozinha fazer um scrapbook album pra minha mãe. É que eu tinha comprado um mini-album kit ontem à tarde (K&Company, pra quem é viciado em scrapbooking como eu) e lembrei de um monte de fotos soltas que eu tinha da minha mãe em uma caixa. E pronto, não deu outra. O interessante é que quando eu tenho um desses surtos, em 1 hora tenho um trabalho desse nas mãos! Surto é surto.

As fotos deixam a desejar (acho que sou mais scrapper do que fotógrafa, rsrsrs). De qualquer forma, fiz o melhor que pude só pra dar uma idéia pra vocês! E modéstia à parte, fiquei satisfeita com os resultados obtidos (do álbum, não das fotos). Ainda mais se considerarmos que este é o meu segundo álbum - o primeiro álbum fiz mês passado pra presentear o F. no Dia dos Namorados...qualquer hora publico ele por aqui porque ficou lindo de morrer! Sem exagero algum.





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PS. 20 de fevereiro fez 10 anos que minha mãe faleceu, mas ela continua mais viva do que nunca na minha memória e no meu dia-a-dia. Este álbum é uma homenagem a ela e ao seu amor pelas flores. Minha mãe tinha dedos verdes...

sexta-feira, março 06, 2009

Do tempo da vovó



Não sei o que ditam as tendências de decoração aí no Brasil, mas sei que aqui na Holanda (e também na Inglaterra e países escandinavos), a grande onda mesmo é o passado. Desde o estilo vintage até o kitsch, tem de tudo pra todo gosto - e felizmente, pra todo bolso! O que eu tenho percebido é que em uma época de muitas incertezas, problemas ambientais e crise mundial, as artes domésticas vem sendo redescobertas. Assim sendo, muitas donas-de-casa tem redescoberto o crochê e o tricô (minha mãe tricotava que era uma beleza, embora a filha não seja exatamente o que se poderia chamar de moça prendada). Sem falar na arte de fazer bolos. Talvez sob influência de Nigella Lawson, que já faturou milhões com seus livros, entre eles How to Be a Domestic Goddess: Baking and the Art of Comfort Cooking. Precisa dizer mais alguma coisa?

Pois um dos exemplos mais inspiradores na blogosfera desta nova tendência (já apelidada pela mídia de The New Domesticity) é a Lucy, cujos trabalhos de crochê já foram até publicados em revistas inglesas de casa e decoração, confiram aqui! O trabalho dela é a minha cara, com todas as cores do arco-íris e por isso busco inspiração (quase) diária no blog da Lucy...O melhor da festa é que, como não sei fazer crochê, fiquei super feliz ao encontrar estas belas almofadas numa loja online!

A alegria foi tanta que encomendei logo duas, uma azul e outra rosa-laranja - aproveitando claro, a desculpa da liquidação. A azul já está no meu quarto, encima da cama. E a rosa está aboletada no sofá da sala e para minha agradável surpresa, combina perfeitamente com outra almofada de listras que eu tinha há anos! Parece que foram feitas uma para a outra, hehehe. O que me faz lembrar que estou precisando de um sofá novo, mas isso é outra estória. De qualquer forma, queria dizer que abrir o pacote do correio e tirar de dentro estas lindas almofadas já me fez feliz - nem que seja por apenas um dia. Ah, a arte de buscar a felicidade nas pequenas coisas...

As almofadas de crochê são da PakhuisOost, que tem ainda muito mais coisas bonitas pra vender. Eu mesma precisei me controlar pra não torrar meu dinheirinho. Visitem o site pra terem uma idéia do que estou falando: PakhuisOost





PS. Já aviso que minhas fotos não chegam aos pés daquelas no blog da Lucy mas estou aprendendo. Um dia eu chego lá ;-)

quinta-feira, março 05, 2009

Love is all you need

Agora vamos falar sério, amar é tudo que a gente precisa nesta vida mas não é fácil, hein?!! Na verdade, amar às vezes é bem complicado. E saber amar sem expectativas e sem medo é uma arte. Ainda mais pra quem saiu de um relacionamento muito machucado...É que amar deixa cicatrizes.

Não é à toa que tanta gente tem medo de amar - e sim, eu me incluo neste grupo mas estou aprendendo a amar de novo, apesar do medo. Há quase dois anos o amor bateu na minha porta e me pegou de surpresa, eu que estava muito feliz da vida no meu canto. E desde então meu coração bate mais forte. E eu fico com medo que um dia isso acabe, essa sensação incomparável de plenitute, um sonho realizado, felicidade mesmo. Ainda mais quando é a primeira vez que sentimos isso por alguém. Não no sentido de se apaixonar (porque a gente se apaixona muitas vezes por essa vida afora) mas no sentido de acreditar pela primeira vez que encontramos a nossa cara metade, aquela pessoa que nos completa e nos faz mais feliz do que qualquer outra na face da terra. Dá um medo danado, ainda mais quando confessamos ao amado que nunca sentimos isso antes e ele responde calmamente que ele já. Três vezes até! Durma-se com um barulho desses. Aí a gente entra em parafuso e se deixar, o monstro faz a festa (vide post anterior). Mas pensando bem, o que eu queria se o meu namorado tem 47 anos (bem)vividos e já amou para sempre o que um dia terminou? E ele ainda disse: pena que você só sentiu isso uma vez na vida inteira...Pois é, pena mesmo. Fiquei triste por mim mesma. E por nós dois, de certa forma.

Mas aí a gente respira fundo e pensa: que seja infinito enquanto dure. Porque o amor é assim: pleno mas sem garantias. E precisamos aprender a viver o momento sem nos prendermos ao passado ou ao futuro porque senão a gente pira (eu que o diga, caros amigos). E precisamos acreditar que é para sempre mas sem esperar muito, o que soa como um paradoxo mas assim é o amor: paradoxal. Quem ama sabe disso. E como sabe.

quarta-feira, março 04, 2009

Dos nossos monstros

Eu acredito que todo ser humano carrega consigo seus monstros, uns menores, outros maiores - mas de qualquer forma, monstros. Uns a gente até consegue ignorar e eles deixam a gente em paz...outros tiram noites de sono e nos deixam inquietos. Alguns são verdadeiros bullies e sabem arrancar lágrimas quando menos esperamos. Parece que sua principal razão de viver é nos tirar do sério. Pura maldade.

Pois um dos meus monstros que eu pensava estar bem quietinho no seu canto decidiu acordar pra atazanar a minha mente.... E (quase) fez um estrago danado. Porque monstro quando acorda sempre faz um estrago! Depois da tormenta a gente olha em volta pra avaliar os danos, recolher as ruínas e consertar o que pode ser consertado (e chorar pelo que se foi antes de seguir em frente). Chato é que monstro que se preze sempre surge sem avisar...e aí é que a coisa pega.

O meu monstro adora criar as estórias mais absurdas na minha cabeça, daquelas estórias que só existem na nossa cabeça mesmo (felizmente). Parece simples mas é bem mais complicado do que você pode imaginar... até porque, pimenta nos olhos dos outros é sempre refresco, né? Ele adora me encher de dúvidas e destruir minha arduamente conquistada paz de espírito. Ele conhece meus medos e inseguranças como ninguém e basta eu estar um pouco vulnerável pra ele atacar sem dó nem piedade.

Geralmente depois de um desses ataques, costumo passar uns dias de ressaca, tentando organizar as idéias e analisar as emoções, pra evitar repetir o estrago. Foi assim depois deste fim-de-semana, sorte que eu tinha terapia logo na segunda então conversando com a psicóloga já deu pra colocar algumas coisas em perspectiva. Confesso que cheguei com lágrimas e saí de lá com o coração leve. O melhor de tudo é que entrei naquela sala acompanhada de um monstro enorme e quando saí de lá, ele havia se transformado num monstrinho! Plaft, ploft...diante dos meus próprios olhos.

Então descobri que reconhecer o monstro é fundamental nessas horas. Antes de enfrentar o inimigo a gente deve reconhecê-lo. Só assim teremos alguma chance de vencer a batalha.
Tecnologia do Blogger.

Selo do Calvin !!!


Eu não tenho fissura de colecionar selos (parece coisa de criança, hehehe). Mas este é um dos mais fofos que vi na blogosfera nos últimos tempos! Ainda mais pros fãs de Calvin e Haroldo como eu. Presente da querida Pat, do Fuça de Ferret. Muito obrigada, amiga blogueira (pronto, agora virei criança de vez). E antes que eu me esqueça, o selo é também um meme e as regras são:

1. Ao receber o selo, liste 7 coisas que te fazem sorrir.
2. Indique o selo a 7 blogs que te fazem sorrir.
3. Informe os blogueiros indicados que eles receberam o selo.


7 coisas que me fazem sorrir:
1. Meu filho
2. Meu namorado
3. Meus amigos
4. Um bom filme
5. Um bom livro
6. Um dia de sol
7. Impublicável (copiando a Pata)

7 blogs que me fazem sorrir:
1. Annix, a blogueira mais bem informada do pedaço
2. Bebete, cujas aventuras e desventuras me fazem rir e chorar
3. Labelle e suas divagações de mulher de 30
4. Andrea, jornalista e mamãe carioca
5. Cris, garota inteligente e fã assumida do Calvin
6. Tita Tróia e seu coração de poeta
7. Oops...sei lá!

Tudo tranquilo

Por aqui tudo tão tranquilo que ando até estranhando! E como voltei mais cedo da casa do namorado em Haia, decidi atualizar o blog. É que hoje ele tinha reunião de família e como eu ainda não conheço os pais dele, fiquei acanhada de ir (sem falar no desânimo de encarar umas 3 horas de trem e duas ou mais baldeações). Pra não ficar feio, prometi que iremos visitar os pais dele nas próximas semanas...confesso que simplesmente não sou chegada em reuniões de família (se puder evitar, eu evito).

Anyway, o fim-de-semana foi curto mas bem aproveitado. Sexta à noite cheguei em Haia e fomos jantar pela primeira vez num restaurante africano. Qual não foi a surpresa ao chegarmos lá e descobrirmos que era bufê. Maior surpresa ainda (embora nem tanto, se considerarmos as origens da culinária brasileira) foi reconhecer vários sabores...até quiabo e batata doce tinha! E um peixe frito bem ao estilo brasileiro, uma delícia...Depois fomos no Vavoom Tikibar - bar com ótimos drinks, decoração havaiana que faz lembrar um luau na praia e frequentado pela turma mais alternativa da cidade (infelizmente, a maioria dos bares da cidade são yuppies demais pro meu gosto). Lá esbarramos em dois amigos do F., tomamos alguns mojitos, trocamos muitas idéias e fomos felizes pra casa.

Sábado demos uma volta pelas lojas do centro, eu aproveitei pra fuçar as novidades na livraria American Book Center (também tem aqui em Amsterdã) enquanto ele dava um pulo na loja de instrumentos musicais pra comprar não sei o quê pra banda. F. toca baixo em uma banda, acreditem se quiserem. Depois fomos conhecer o novo winebar Crystal. Pedi um rosé e uma salada niçoise pra acompanhar o vinho (hehehe) e acabei não resistindo a sobremesa: cheesecake com molho de manga! Dali fomos pro cinema assistir Slumdog Millionaire. Mas este é assunto para o próximo post então tenham paciência! Só vou dizer que estava curiosíssima pra conferir um dos filmes mais comentados dos últimos tempos (antes e depois do Oscar). Achei (bastante) bom, mas não cheguei a considerar um clássico.

Hoje de manhã começamos a assistir Milk, o novo filme do Gus van Sant. Como a gente tinha de sair pra estação de trem, vou terminar de assistir hoje à noite e depois comento com calma. Assistimos metade do filme e já posso dizer que gostei muito, bem superior ao Paranoid Park. Sem falar no oscar mais do que merecido para Sean Penn no papel do ativista gay Harvey Milk.

That´s all for now, folks! Agora vou postar sobre os filmes.

5 minutos


Impressionante! Tá vendo este negocinho aí da foto? É o Mirena, um DIU (dispositivo intra-uterino) muito popular aqui na Europa. Você coloca o treco uma vez e ele funciona como contraceptivo por 5 anos. O que significa que você não precisa mais lembrar de tomar a pílula todas as noites nem usar camisinha - desde que esteja em um relacionamento estável (leia-se: monogâmico). Em suma: maravilha das maravilhas.

Eu não tenho o hábito de fazer propaganda mas ontem fui retirar o DIU antigo e colocar um novo e fiquei impressionada. Ou a minha médica é muito boa (ela é clínica geral com especialização em ginecologia, o que neste caso faz a diferença)...ou eu tive muita sorte!!! Ela simplesmente conseguiu retirar o DIU e colocar um novo em uma mera questão de 5 minutos. Sem anestesia, caros leitores (porque aqui na Holanda, nem durante o trabalho de parto eles dão anestesia, mas isso é assunto pra outro post que escreverei em breve).

Se dói? Claro que dói, mas a dor é suportável porque dura pouco. E eu já tinha colocado antes então acho que dói menos do que a primeira vez. Sem falar que eu tive parto natural o que provavelmente ajuda nessas horas. Fato é que, segundo o fabricante, Mirena pode ser usado pela maioria das mulheres, quer elas tenham tido filhos ou não. O que eu sei é que aqui na Holanda ela é usada por 9 entre 10 mulheres que já pariram. Porque funciona!

O DIU custa EUR 130 por aqui, mas felizmente ele é coberto pelo meu plano de saúde então não precisei pagar sequer um centavo! Aí no Brasil eu não sei como a coisa funciona mas que é um bom contraceptivo, isso ele é. E agora chega de propaganda, né?

Para minha mãe: mini álbum







Eu realmente sou uma pessoa de fases...volta e meia tenho surtos criativos de tirar o sono. Ontem tive um desses surtos e onze horas da noite levantei da cama e fui pra mesa da cozinha fazer um scrapbook album pra minha mãe. É que eu tinha comprado um mini-album kit ontem à tarde (K&Company, pra quem é viciado em scrapbooking como eu) e lembrei de um monte de fotos soltas que eu tinha da minha mãe em uma caixa. E pronto, não deu outra. O interessante é que quando eu tenho um desses surtos, em 1 hora tenho um trabalho desse nas mãos! Surto é surto.

As fotos deixam a desejar (acho que sou mais scrapper do que fotógrafa, rsrsrs). De qualquer forma, fiz o melhor que pude só pra dar uma idéia pra vocês! E modéstia à parte, fiquei satisfeita com os resultados obtidos (do álbum, não das fotos). Ainda mais se considerarmos que este é o meu segundo álbum - o primeiro álbum fiz mês passado pra presentear o F. no Dia dos Namorados...qualquer hora publico ele por aqui porque ficou lindo de morrer! Sem exagero algum.





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PS. 20 de fevereiro fez 10 anos que minha mãe faleceu, mas ela continua mais viva do que nunca na minha memória e no meu dia-a-dia. Este álbum é uma homenagem a ela e ao seu amor pelas flores. Minha mãe tinha dedos verdes...

Do tempo da vovó



Não sei o que ditam as tendências de decoração aí no Brasil, mas sei que aqui na Holanda (e também na Inglaterra e países escandinavos), a grande onda mesmo é o passado. Desde o estilo vintage até o kitsch, tem de tudo pra todo gosto - e felizmente, pra todo bolso! O que eu tenho percebido é que em uma época de muitas incertezas, problemas ambientais e crise mundial, as artes domésticas vem sendo redescobertas. Assim sendo, muitas donas-de-casa tem redescoberto o crochê e o tricô (minha mãe tricotava que era uma beleza, embora a filha não seja exatamente o que se poderia chamar de moça prendada). Sem falar na arte de fazer bolos. Talvez sob influência de Nigella Lawson, que já faturou milhões com seus livros, entre eles How to Be a Domestic Goddess: Baking and the Art of Comfort Cooking. Precisa dizer mais alguma coisa?

Pois um dos exemplos mais inspiradores na blogosfera desta nova tendência (já apelidada pela mídia de The New Domesticity) é a Lucy, cujos trabalhos de crochê já foram até publicados em revistas inglesas de casa e decoração, confiram aqui! O trabalho dela é a minha cara, com todas as cores do arco-íris e por isso busco inspiração (quase) diária no blog da Lucy...O melhor da festa é que, como não sei fazer crochê, fiquei super feliz ao encontrar estas belas almofadas numa loja online!

A alegria foi tanta que encomendei logo duas, uma azul e outra rosa-laranja - aproveitando claro, a desculpa da liquidação. A azul já está no meu quarto, encima da cama. E a rosa está aboletada no sofá da sala e para minha agradável surpresa, combina perfeitamente com outra almofada de listras que eu tinha há anos! Parece que foram feitas uma para a outra, hehehe. O que me faz lembrar que estou precisando de um sofá novo, mas isso é outra estória. De qualquer forma, queria dizer que abrir o pacote do correio e tirar de dentro estas lindas almofadas já me fez feliz - nem que seja por apenas um dia. Ah, a arte de buscar a felicidade nas pequenas coisas...

As almofadas de crochê são da PakhuisOost, que tem ainda muito mais coisas bonitas pra vender. Eu mesma precisei me controlar pra não torrar meu dinheirinho. Visitem o site pra terem uma idéia do que estou falando: PakhuisOost





PS. Já aviso que minhas fotos não chegam aos pés daquelas no blog da Lucy mas estou aprendendo. Um dia eu chego lá ;-)

Love is all you need

Agora vamos falar sério, amar é tudo que a gente precisa nesta vida mas não é fácil, hein?!! Na verdade, amar às vezes é bem complicado. E saber amar sem expectativas e sem medo é uma arte. Ainda mais pra quem saiu de um relacionamento muito machucado...É que amar deixa cicatrizes.

Não é à toa que tanta gente tem medo de amar - e sim, eu me incluo neste grupo mas estou aprendendo a amar de novo, apesar do medo. Há quase dois anos o amor bateu na minha porta e me pegou de surpresa, eu que estava muito feliz da vida no meu canto. E desde então meu coração bate mais forte. E eu fico com medo que um dia isso acabe, essa sensação incomparável de plenitute, um sonho realizado, felicidade mesmo. Ainda mais quando é a primeira vez que sentimos isso por alguém. Não no sentido de se apaixonar (porque a gente se apaixona muitas vezes por essa vida afora) mas no sentido de acreditar pela primeira vez que encontramos a nossa cara metade, aquela pessoa que nos completa e nos faz mais feliz do que qualquer outra na face da terra. Dá um medo danado, ainda mais quando confessamos ao amado que nunca sentimos isso antes e ele responde calmamente que ele já. Três vezes até! Durma-se com um barulho desses. Aí a gente entra em parafuso e se deixar, o monstro faz a festa (vide post anterior). Mas pensando bem, o que eu queria se o meu namorado tem 47 anos (bem)vividos e já amou para sempre o que um dia terminou? E ele ainda disse: pena que você só sentiu isso uma vez na vida inteira...Pois é, pena mesmo. Fiquei triste por mim mesma. E por nós dois, de certa forma.

Mas aí a gente respira fundo e pensa: que seja infinito enquanto dure. Porque o amor é assim: pleno mas sem garantias. E precisamos aprender a viver o momento sem nos prendermos ao passado ou ao futuro porque senão a gente pira (eu que o diga, caros amigos). E precisamos acreditar que é para sempre mas sem esperar muito, o que soa como um paradoxo mas assim é o amor: paradoxal. Quem ama sabe disso. E como sabe.

Dos nossos monstros

Eu acredito que todo ser humano carrega consigo seus monstros, uns menores, outros maiores - mas de qualquer forma, monstros. Uns a gente até consegue ignorar e eles deixam a gente em paz...outros tiram noites de sono e nos deixam inquietos. Alguns são verdadeiros bullies e sabem arrancar lágrimas quando menos esperamos. Parece que sua principal razão de viver é nos tirar do sério. Pura maldade.

Pois um dos meus monstros que eu pensava estar bem quietinho no seu canto decidiu acordar pra atazanar a minha mente.... E (quase) fez um estrago danado. Porque monstro quando acorda sempre faz um estrago! Depois da tormenta a gente olha em volta pra avaliar os danos, recolher as ruínas e consertar o que pode ser consertado (e chorar pelo que se foi antes de seguir em frente). Chato é que monstro que se preze sempre surge sem avisar...e aí é que a coisa pega.

O meu monstro adora criar as estórias mais absurdas na minha cabeça, daquelas estórias que só existem na nossa cabeça mesmo (felizmente). Parece simples mas é bem mais complicado do que você pode imaginar... até porque, pimenta nos olhos dos outros é sempre refresco, né? Ele adora me encher de dúvidas e destruir minha arduamente conquistada paz de espírito. Ele conhece meus medos e inseguranças como ninguém e basta eu estar um pouco vulnerável pra ele atacar sem dó nem piedade.

Geralmente depois de um desses ataques, costumo passar uns dias de ressaca, tentando organizar as idéias e analisar as emoções, pra evitar repetir o estrago. Foi assim depois deste fim-de-semana, sorte que eu tinha terapia logo na segunda então conversando com a psicóloga já deu pra colocar algumas coisas em perspectiva. Confesso que cheguei com lágrimas e saí de lá com o coração leve. O melhor de tudo é que entrei naquela sala acompanhada de um monstro enorme e quando saí de lá, ele havia se transformado num monstrinho! Plaft, ploft...diante dos meus próprios olhos.

Então descobri que reconhecer o monstro é fundamental nessas horas. Antes de enfrentar o inimigo a gente deve reconhecê-lo. Só assim teremos alguma chance de vencer a batalha.