sábado, janeiro 04, 2014
Quadrinhos: Mister Wonderful
O primeiro livro do ano não foi um livro e sim uma história em quadrinhos. Bem verdade que se trata de quadrinhos da melhor qualidade, de um dos mais renomados autores do gênero: Daniel Clowes! Ele é mais conhecido por Ghost World, uma série de quadrinhos que virou cult movie com roteiro do próprio autor (como cinéfila que sou, este filme também está na minha lista de favoritos). Além de ser ótimo, o filme ainda registra uma das primeiras atuações de uma de minhas atrizes favoritas: Scarlet Johansson!
O que acontece é que ontem fui à biblioteca em busca dos clássicos quadrinhos de Will Eisner (New York e Conversations with God, assunto para outro post) e acabei esbarrando neste livro aqui encima (em holandês). Resultado, peguei o livro emprestado e li ontem mesmo. Ou melhor dizendo: devorei! Mais um anti-herói típico de Clowes, com suas inseguranças, defeitos e imperfeições. O protagonista (ironicamente apelidado de "Mister Wonderful" porque ironia é o que não falta neste cartunista) é um homem divorciado que consegue uma date (blind date, patrocinada por um amigo em comum) depois de seis anos sem se relacionar com ninguém. Ele vai ao encontro ansioso mas ao mesmo tempo cheio de esperanças. E para sua surpresa, se depara com uma anti-heroína feita sob medida para ele. Uma mulher também separada, cheia de inseguranças e em busca do homem perfeito para completar sua vida.
Recomendo especialmente pra turma que curtiu Ghost World. Eu admito que vi o filme mas não li o livro - e pretendo "corrigir este erro" em breve.
sexta-feira, janeiro 03, 2014
Retrospectiva literária 2013
O livro juvenil que mais gostei: Before I Fall, Lauren Oliver (leia aqui)
A aventura que me tirou o fôlego: Gone Girl, Gillian Flynn (leia aqui), o livro é acima de tudo um triller, e já até virou filme este ano (ainda não em cartaz)
O romance que me fez suspirar: Difícil responder, não costumo ler necessariamente "romances" mas estórias como The Fault on Our Stars (YA) e até mesmo The Night Circus também poderiam ser considerados romances, de certa forma. Assim como a excelente autobiografia The Three of Us, embora seja um romance totalmente fora dos padrões tradicionais (do jeito que eu gosto)
A saga que me conquistou: The Night Circus, Erin Morgenstern (leia aqui)
O clássico que me marcou: Não li nenhum clássico este ano (mas já li muitos nesta vida), mas poderia considerar A Tale for the Time Being como um clássico moderno - e não apenas por ele ter concorrido ao Booker Prize 2013
O livro que me fez refletir: My Year of Meats, Ruth Ozeki
O livro que me fez rir: Oh Dear Silvia de Dawn French, famosa atriz e comediante inglesa da renomada dupla French & Saunders (Absolutely Fabulous). Li os dois livros dela este ano (o outro se chama A Tiny Bit Marvellous), ótimos para desopilar o fígado
O livro que me fez chorar: The Glass Castle, Jeannette Walls - uma das melhores biografias que já li em toda minha vida (leia aqui)
O melhor livro de fantasia: The Radleys, Matt Haig, com uma família de vampiros em temos modernos, escrito com muita ironia e humor
O livro que me decepcionou: The Ice Queen, Alice Hoffman
O livro que me surpreendeu: The Middlesteins, Jami Attenberg
O(a) personagem do ano: Fiquei dividida entre Bernadette de Where'd You Go, Bernadette e Edie, a anti-heroína obesa de The Middlesteins
O casal perfeito: Hazel e August do livro The Fault in Our Stars, John Green
O(a) autor(a) revelação: Ruth Ozeki, sem sombra de dúvida
O melhor livro nacional: não li nada em português mas irei corrigir isso em breve
O melhor livro que li em 2013: A Tale for the Time Being, de Ruth Ozeki (leia aqui)
Li em 2013: 30 livros (em 8 meses, porque passei 4 meses em ler...)
Meta literária para 2013: Ler mais livros, sempre...
sábado, dezembro 28, 2013
Um pouco melhor...
E os dias passam, a tempestada passa, tudo passa. E eu estou me sentindo um pouco melhor. Desde o último post muita coisa aconteceu.
Já voltei a falar com uma amiga com quem não falava há um ano (brigamos ano passado mas é amiga de quase 30 anos e amizade velha a gente não pode se dar ao luxo de jogar fora nos dias corridos de hoje). Quinta-feira outro grande amigo da mesma época chegou do Rio pra ficar uns dias aqui em casa. Na mesma quinta, o ex-namorado veio passar duas noites aqui em casa...ele "meio que se convidou" e eu deixei porque é Natal e coisa e tal e namorado ou não, F. é uma das pessoas mais estáveis na minha vida cheia de altos e baixos (e eu preciso de algum grau de estabilidade nesta vida, né gente?)
Já tive duas ceias de natal: uma ceia brasileira com pernil macio delicioso, farofa de ovo e banana, salpicão e muito vinho feitos por uma amiga de quem também andei afastada mas que voltamos a nos entender nos últimos meses porque o mundo dá voltas (e o meu mundo mais ainda) . E uma ceia inglesa na casa do ex-marido (que cozinha melhor que eu). Na ceia inglesa teve peru de natal perfeito, batatas assadas, verduras e yorkshire puddings (uma das minhas comidas favoritas da Inglaterra, original da região norte). E mais vinho. Porque é natal, é fim de ano e eu até que bebi pouco este ano.
De resto, em tempos virtuais tenho preferido o contato olho no olho, à moda antiga. É disso que preciso hoje em dia, mais do que nunca. Minha cura certamente não inclui o mundo virtual, muito pelo contrário. Em fases delicadas, sempre fujo do Facebook como o diabo foge da cruz...Não é novidade que sempre tive uma relação complicada com aquela rede e eu já saquei há tempos que a minha vida não é apropriada para o público em geral. E eu cansei de pisar em ovos e tentar explicar o que não pode ser explicado (e a verdade é que não devo explicaçoes a ninguém).
Também tenho lido bons livros e tido preguiça de comentar aqui (mas irei postar em breve minha retrospectiva literária, aguardem). E tenho visto bons filmes mas também ando sem saco de comentar aqui. Ando com a cabeça cheia mas vazia de palavras. Me desculpem...
No mais, os problemas continuam os mesmos, eu tive uma crise de depressão em novembro que me obrigou a mudar de medicamento (voltei pro bom e velho Prozac) e buscar outro psiquiatra. Mas o pior já passou e em janeiro meu diagnóstico será revisto porque dizem as más línguas que algo está errado. Provavelmente eu passei anos tomando o medicamento errado. Devia estar tomando estabilizadores de humor (lítio ou coisa parecida) em vez de antidepressivos mas isso é assunto para outro post...ou não. (#prontofalei).
Moral da estória...minha primeira resolução para o ano novo é continuar sendo eu mesma. Porque quem gosta de mim não foge e quem não gosta não me faz falta. E no final das contas, o que é nosso ninguém tira mesmo. Simples assim (a gente é que complica).
Aproveito para desejar um fantástico 2014 para os amigos que ainda não desistiram de mim (até quando eu mesma desisti) e aos leitores deste humilde mas sincero blog.
sábado, dezembro 14, 2013
Eu ando triste...
Só vou dizer uma coisa: eu posso não ter família na Holanda, posso ter poucos amigos aqui perto mas graças a Deus temos tido (muita) assistência de outras pessoas. Gente cuja vocação - mais do que mera profissão - é ajudar os que precisam de um ombro amigo, de ouvidos para ouvir sem críticas ou julgamentos apressados. A começar pela minha médica da família, que me acompanha há oito anos, conhece o meu histórico e sempre tem tempo pra me ouvir sem minimizar ou "relativar" a minha dor. Esta mesma médica achou bom encaminhar o Liam para um psicólogo. Até porque, adolescência ou não, ele faz parte do grupo de risco (minha mãe também sofreu de depressão a vida inteira).
Quanto a mim, este blog costumava ser a minha válvula de escape, uma espécie de diário pessoal, um relato das minhas lutas e vitórias - só estar viva já é pra mim uma grande vitória. Mas depois de várias experiências desagradáveis com amizades, decidi me isolar ainda mais e me poupar. Só que o isolamento é uma faca de dois gumes...e infelizmente isso só parece ter agravado a minha situação (assim como o fato de ter parado de escrever aqui sobre essas questões).
Porque a verdade é simples: eu preciso escrever. Não interessa se alguém vai ler ou deixar de ler, se vai entender ou não. Eu sei que muitos não entendem, mas tem muita gente que entende, que vive a mesma batalha e é para eles que eu escrevo nessas horas. Eu preciso escrever pra colocar pra fora esta avalanche de pensamentos descoordenados dentro da minha cabeça. Preciso escrever para tentar colocar ordem no caos, para tentar conter os estragos. Mas perdi a vontade de compartilhar qualquer coisa hoje em dia. Com o passar dos anos desisti de contar com a ajuda de amigos (e nem posso, se for pensar bem, cada um tem seus próprios problemas e no final das contas, é cada um por si mesmo).
Felizmente tenho a ajuda de profissionais, que nunca me desapontaram ao longo de todos estes anos. O que é até irônico porque aqui na Holanda o que mais tem é brasileiro reclamando do sistema de saúde holandês! E foi uma das poucas coisas em que tive sorte por aqui, sempre me "enviaram" a pessoa certa na hora certa. Nessas horas acredito que eu tenha um "anjo da guarda" mexendo os pauzinhos lá encima pra mim. E a estória se repete agora na escola do Liam, onde encontramos pessoas dedicadas e maravilhosas, dispostas a ouvir e a ajudar. Faz toda a diferença, acreditem.
Last but not least, tem o F. que nunca me abandonou, até quando eu mesma decidi abandoná-lo. Uma presença essencial na minha vida e que me ajuda a manter a minha estabilidade (sanidade) emocional e mental. Uma pessoa tão diferente de mim, com a vida toda certinha (tudo planejado) e a cabeça e o coração nos lugares certos! Podemos até não estar namorando "oficialmente" (eu já terminei este namoro duas vezes nos últimos seis anos) mas ele sempre vem aqui me visitar, quase todo fim-de-semana. E se eu estiver mal, sei que posso ligar pra ele a qualquer hora do dia ou da noite. O que eu não posso dizer de outras pessoas. E isso também tem feito toda a diferença nesses dias escuros. Porque ninguém vence esta batalha sozinha.
Desculpem o assunto chato, desculpem a falta de boas notícias. Mas hoje eu só precisava escrever. Mais nada.
quarta-feira, novembro 27, 2013
Dezembro em Amsterdam
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| Feira de Natal |
Enfim, chega novembro, os dias ficam mais curtos e a cidade começa a ser decorada para o natal. Surgem decorações de rua com muitas luzes de natal, na primeira semana de dezembro é colocada a tradicional árvore de natal na praça Dam (Dam Square) e nos últimos anos, a prefeitura de Amsterdam resolveu atrair mais turistas com uma Feira de Natal no modelo das tradicionais feiras de natal tão comuns na Alemanha. Aquelas feiras com barraquinhas que vendem todo tipo de guloseima que associamos aos meses de inverno. Chocolate quente, waffels, glüwein, bolinhos fritos aqui chamados de oliebollen e consumidos em quantidades enormes pelos holandeses nesta época do ano (e especialmente na virada do ano, como manda a tradição holandesa).
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| A famosa árvore de natal da Dam |
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| Os deliciosos waffels |
Mas a minha dica especial para os meses de inverno não é o mercado de natal e sim uma tarde curtindo um dos vários museus da cidade, seguida de um bom café com torta de maçã em um dos cafés típicos. Quem quiser dicas específicas sobre os cafés mais legais frequentados pelos locais (e não apenas aquelas armadilhas para turistas), entre em contato comigo. Pra terem uma idéia do que estou falando, dêem uma olhada no meu board no Pinterest chamado Amsterdam by the locals. Vejam aqui.
Pra finalizar, os mais aventureiros não podem deixar de visitar um dos mais belos rinques de patinação no gelo da Holanda, localizado no Museumplein. Sim, a famosa "praça dos museus" e sem dúvida, a mais prestigiosa da cidade. O rinque abre no dia 29 de novembro e funciona 7 dias na semana até final de janeiro/início de fevereiro!
segunda-feira, novembro 18, 2013
Melhor livro do ano
Este ano descobri uma nova escritora favorita: Ruth Ozeki. Ela é uma escritora americana e o último (terceiro) livro dela, A Tale for the Time Being, concorreu ao Man Booker Prize desde ano. Perdeu para Luminaries, de uma escritora da Nova Zelândia, mas ganhou desta singela leitora o prêmio de MELHOR LIVRO DO ANO. E eu já li 24 livros este ano, o que é pouco para mim mas é que fiquei os meses de primavera/verão sem ler nada...shame on me!
Eu simplesmente me apaixonei pela estória e pelo estilo da autora. Na verdade, são duas estórias paralelas, em tempo e lugares distintos. Os temas principais são o tempo, a morte e o biculturalismo - este último tema me atrai por motivos óbvios, afinal eu também aprendi a (sobre)viver entre duas culturas (no meu caso, a brasileira e a holandesa). Outros temas não menos importantes são depressão, suicídio e...zen-budismo! Enfim, um prato variado capaz de manter o leitor envolvido até a última página.
O que torna este livro interessante é o fato de a escritora relatar de forma tão minuciosa os contrastes entre duas culturas e dois estilos de vida tão distintos: a cultura americana e a cultura japonesa. E isso ela faz magistralmente, pois ela mesma cresceu e vive nos EUA, filha de mãe japonesa.
As duas protagonistas da estória (que não podiam ser mais diferentes) são uma jovem japonesa chamada Nao, que mora no Japão depois de ter vivido seus "anos de formação" nos EUA com seus pais (o pai era engenheiro e trabalhou no Silicon Valley até ser demitido e se ver obrigado a retornar a Tóquio, onde acaba desempregado e deprimido). Nao volta aos 13 anos para o Japão e não consegue se adaptar à cultura japonesa, e além de lidar com problemas de adaptação ela sofre ainda com bullying na escola. A outra personagem é Ruth, uma escritora americana já na terceira idade que mora com seu marido em uma ilha isolada que pertence ao território de British Columbia (Canadá), onde a Internet oferece o único acesso à civilização.
Estes dois universos e personagens se cruzam quando Ruth encontra numa praia uma lancheira da Hello Kitty (mais japonês impossível), contendo intacto um diário escrito em japonês. Logo ela descobre que esta caixinha é um resíduo trazido pelo mar de um dos maiores tsunamis da história do Japão: o tsunami de Tohoku em 2011 (leia mais aqui). O tsunami foi tão devastador que afetou ainda vários países na costa do Pacífico, do Alasca até o Chile.
Enfim, o livro é uma viagem surpreendente por duas culturas, duas vidas e com toques de zen-budismo e até mesmo uma aula de meditação oferecidos por Jiku, bisavó de Nao e monge budista, outra personagem-chave nesta trama original. Em suma, leiam!
PS. Pesquisei no site da Livraria Cultura mas oi livro parece ainda não ter sido traduzido para o mercado brasileiro...quem puder ler em inglês, leia!
domingo, novembro 10, 2013
Once Upon a Time
Esta semana estive na minha biblioteca favorita e decidi pegar uma série de tv nova para assistir em casa. Eles tem um acervo enorme e atualizado, e você paga apenas 1 euro por semana! Enfim, grande idéia para as longas noites de inverno que se aproximam.
Desta vez peguei a série Once Upon a Time, cujas primeiras duas temporadas já passaram aqui na tv holandesa mas eu perdi (só vi mesmo uns trailers). E admito que já assisti 18 dos 22 episódios da primeira temporada e me apaixonei! Viciante mesmo, fiquem avisados.
No fundo, no fundo, acho que todo mundo gosta de um Conto de Fadas...e tem gente que até acredita no tal Príncipe Encantado (o belo Prince Charming da série). Eu nunca acreditei em príncipes e por isso mesmo adorei a série...porque ela lida com os Contos de Fadas de forma original e dá um twist no famoso final feliz. Ou seja, as estórias aqui não necessariamente acabam bem e tem um final aternativo, pra dizer o mínimo. Ou não tem final. E os personagens tem um caráter muito mais complexo, com várias faces...e não me refiro apenas à Rainha Má (Evil Queen) da Branca de Neve!
E por falar em Branca de Neve, parece até mentira mas os protagonistas da série, Branca de Neve e seu Príncipe Galante não apenas estão namorando na vida real como anunciaram mês passado que pretendem se casar em breve! Notícia do ano pra quem não acredita em Contos de Fadas, hehehe.
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| O conto de fadas se torna realidade |
A série foi escrita pela mesma equipe de LOST, outra série cult mas que por incrível que pareça, nunca me interessei em assistir (desculpem aí os fãs da série).
Pra quem ficou curioso ou já acompanha a série, aqui está um link para a página com resumo (em inglês) de todos os episódios das três primeiras temporadas:
http://abc.go.com/shows/once-upon-a-time/episode-guide?category=Season+1&displayall=1
Quadrinhos: Mister Wonderful
O primeiro livro do ano não foi um livro e sim uma história em quadrinhos. Bem verdade que se trata de quadrinhos da melhor qualidade, de um dos mais renomados autores do gênero: Daniel Clowes! Ele é mais conhecido por Ghost World, uma série de quadrinhos que virou cult movie com roteiro do próprio autor (como cinéfila que sou, este filme também está na minha lista de favoritos). Além de ser ótimo, o filme ainda registra uma das primeiras atuações de uma de minhas atrizes favoritas: Scarlet Johansson!
O que acontece é que ontem fui à biblioteca em busca dos clássicos quadrinhos de Will Eisner (New York e Conversations with God, assunto para outro post) e acabei esbarrando neste livro aqui encima (em holandês). Resultado, peguei o livro emprestado e li ontem mesmo. Ou melhor dizendo: devorei! Mais um anti-herói típico de Clowes, com suas inseguranças, defeitos e imperfeições. O protagonista (ironicamente apelidado de "Mister Wonderful" porque ironia é o que não falta neste cartunista) é um homem divorciado que consegue uma date (blind date, patrocinada por um amigo em comum) depois de seis anos sem se relacionar com ninguém. Ele vai ao encontro ansioso mas ao mesmo tempo cheio de esperanças. E para sua surpresa, se depara com uma anti-heroína feita sob medida para ele. Uma mulher também separada, cheia de inseguranças e em busca do homem perfeito para completar sua vida.
Recomendo especialmente pra turma que curtiu Ghost World. Eu admito que vi o filme mas não li o livro - e pretendo "corrigir este erro" em breve.
11:09 AM | Marcadores: livros | 0 Comments
Retrospectiva literária 2013
O livro juvenil que mais gostei: Before I Fall, Lauren Oliver (leia aqui)
A aventura que me tirou o fôlego: Gone Girl, Gillian Flynn (leia aqui), o livro é acima de tudo um triller, e já até virou filme este ano (ainda não em cartaz)
O romance que me fez suspirar: Difícil responder, não costumo ler necessariamente "romances" mas estórias como The Fault on Our Stars (YA) e até mesmo The Night Circus também poderiam ser considerados romances, de certa forma. Assim como a excelente autobiografia The Three of Us, embora seja um romance totalmente fora dos padrões tradicionais (do jeito que eu gosto)
A saga que me conquistou: The Night Circus, Erin Morgenstern (leia aqui)
O clássico que me marcou: Não li nenhum clássico este ano (mas já li muitos nesta vida), mas poderia considerar A Tale for the Time Being como um clássico moderno - e não apenas por ele ter concorrido ao Booker Prize 2013
O livro que me fez refletir: My Year of Meats, Ruth Ozeki
O livro que me fez rir: Oh Dear Silvia de Dawn French, famosa atriz e comediante inglesa da renomada dupla French & Saunders (Absolutely Fabulous). Li os dois livros dela este ano (o outro se chama A Tiny Bit Marvellous), ótimos para desopilar o fígado
O livro que me fez chorar: The Glass Castle, Jeannette Walls - uma das melhores biografias que já li em toda minha vida (leia aqui)
O melhor livro de fantasia: The Radleys, Matt Haig, com uma família de vampiros em temos modernos, escrito com muita ironia e humor
O livro que me decepcionou: The Ice Queen, Alice Hoffman
O livro que me surpreendeu: The Middlesteins, Jami Attenberg
O(a) personagem do ano: Fiquei dividida entre Bernadette de Where'd You Go, Bernadette e Edie, a anti-heroína obesa de The Middlesteins
O casal perfeito: Hazel e August do livro The Fault in Our Stars, John Green
O(a) autor(a) revelação: Ruth Ozeki, sem sombra de dúvida
O melhor livro nacional: não li nada em português mas irei corrigir isso em breve
O melhor livro que li em 2013: A Tale for the Time Being, de Ruth Ozeki (leia aqui)
Li em 2013: 30 livros (em 8 meses, porque passei 4 meses em ler...)
Meta literária para 2013: Ler mais livros, sempre...
10:00 PM | Marcadores: livros | 1 Comments
Um pouco melhor...
E os dias passam, a tempestada passa, tudo passa. E eu estou me sentindo um pouco melhor. Desde o último post muita coisa aconteceu.
Já voltei a falar com uma amiga com quem não falava há um ano (brigamos ano passado mas é amiga de quase 30 anos e amizade velha a gente não pode se dar ao luxo de jogar fora nos dias corridos de hoje). Quinta-feira outro grande amigo da mesma época chegou do Rio pra ficar uns dias aqui em casa. Na mesma quinta, o ex-namorado veio passar duas noites aqui em casa...ele "meio que se convidou" e eu deixei porque é Natal e coisa e tal e namorado ou não, F. é uma das pessoas mais estáveis na minha vida cheia de altos e baixos (e eu preciso de algum grau de estabilidade nesta vida, né gente?)
Já tive duas ceias de natal: uma ceia brasileira com pernil macio delicioso, farofa de ovo e banana, salpicão e muito vinho feitos por uma amiga de quem também andei afastada mas que voltamos a nos entender nos últimos meses porque o mundo dá voltas (e o meu mundo mais ainda) . E uma ceia inglesa na casa do ex-marido (que cozinha melhor que eu). Na ceia inglesa teve peru de natal perfeito, batatas assadas, verduras e yorkshire puddings (uma das minhas comidas favoritas da Inglaterra, original da região norte). E mais vinho. Porque é natal, é fim de ano e eu até que bebi pouco este ano.
De resto, em tempos virtuais tenho preferido o contato olho no olho, à moda antiga. É disso que preciso hoje em dia, mais do que nunca. Minha cura certamente não inclui o mundo virtual, muito pelo contrário. Em fases delicadas, sempre fujo do Facebook como o diabo foge da cruz...Não é novidade que sempre tive uma relação complicada com aquela rede e eu já saquei há tempos que a minha vida não é apropriada para o público em geral. E eu cansei de pisar em ovos e tentar explicar o que não pode ser explicado (e a verdade é que não devo explicaçoes a ninguém).
Também tenho lido bons livros e tido preguiça de comentar aqui (mas irei
postar em breve minha retrospectiva literária, aguardem). E tenho visto
bons filmes mas também ando sem saco de comentar aqui. Ando com a
cabeça cheia mas vazia de palavras. Me desculpem...
No mais, os problemas continuam os mesmos, eu tive uma crise de depressão em novembro que me obrigou a mudar de medicamento (voltei pro bom e velho Prozac) e buscar outro psiquiatra. Mas o pior já passou e em janeiro meu diagnóstico será revisto porque dizem as más línguas que algo está errado. Provavelmente eu passei anos tomando o medicamento errado. Devia estar tomando estabilizadores de humor (lítio ou coisa parecida) em vez de antidepressivos mas isso é assunto para outro post...ou não. (#prontofalei).
Moral da estória...minha primeira resolução para o ano novo é continuar sendo eu mesma. Porque quem gosta de mim não foge e quem não gosta não me faz falta. E no final das contas, o que é nosso ninguém tira mesmo. Simples assim (a gente é que complica).
Aproveito para desejar um fantástico 2014 para os amigos que ainda não desistiram de mim (até quando eu mesma desisti) e aos leitores deste humilde mas sincero blog.
2:35 PM | Marcadores: datas, desabafos | 4 Comments
Eu ando triste...
Só vou dizer uma coisa: eu posso não ter família na Holanda, posso ter poucos amigos aqui perto mas graças a Deus temos tido (muita) assistência de outras pessoas. Gente cuja vocação - mais do que mera profissão - é ajudar os que precisam de um ombro amigo, de ouvidos para ouvir sem críticas ou julgamentos apressados. A começar pela minha médica da família, que me acompanha há oito anos, conhece o meu histórico e sempre tem tempo pra me ouvir sem minimizar ou "relativar" a minha dor. Esta mesma médica achou bom encaminhar o Liam para um psicólogo. Até porque, adolescência ou não, ele faz parte do grupo de risco (minha mãe também sofreu de depressão a vida inteira).
Quanto a mim, este blog costumava ser a minha válvula de escape, uma espécie de diário pessoal, um relato das minhas lutas e vitórias - só estar viva já é pra mim uma grande vitória. Mas depois de várias experiências desagradáveis com amizades, decidi me isolar ainda mais e me poupar. Só que o isolamento é uma faca de dois gumes...e infelizmente isso só parece ter agravado a minha situação (assim como o fato de ter parado de escrever aqui sobre essas questões).
Porque a verdade é simples: eu preciso escrever. Não interessa se alguém vai ler ou deixar de ler, se vai entender ou não. Eu sei que muitos não entendem, mas tem muita gente que entende, que vive a mesma batalha e é para eles que eu escrevo nessas horas. Eu preciso escrever pra colocar pra fora esta avalanche de pensamentos descoordenados dentro da minha cabeça. Preciso escrever para tentar colocar ordem no caos, para tentar conter os estragos. Mas perdi a vontade de compartilhar qualquer coisa hoje em dia. Com o passar dos anos desisti de contar com a ajuda de amigos (e nem posso, se for pensar bem, cada um tem seus próprios problemas e no final das contas, é cada um por si mesmo).
Felizmente tenho a ajuda de profissionais, que nunca me desapontaram ao longo de todos estes anos. O que é até irônico porque aqui na Holanda o que mais tem é brasileiro reclamando do sistema de saúde holandês! E foi uma das poucas coisas em que tive sorte por aqui, sempre me "enviaram" a pessoa certa na hora certa. Nessas horas acredito que eu tenha um "anjo da guarda" mexendo os pauzinhos lá encima pra mim. E a estória se repete agora na escola do Liam, onde encontramos pessoas dedicadas e maravilhosas, dispostas a ouvir e a ajudar. Faz toda a diferença, acreditem.
Last but not least, tem o F. que nunca me abandonou, até quando eu mesma decidi abandoná-lo. Uma presença essencial na minha vida e que me ajuda a manter a minha estabilidade (sanidade) emocional e mental. Uma pessoa tão diferente de mim, com a vida toda certinha (tudo planejado) e a cabeça e o coração nos lugares certos! Podemos até não estar namorando "oficialmente" (eu já terminei este namoro duas vezes nos últimos seis anos) mas ele sempre vem aqui me visitar, quase todo fim-de-semana. E se eu estiver mal, sei que posso ligar pra ele a qualquer hora do dia ou da noite. O que eu não posso dizer de outras pessoas. E isso também tem feito toda a diferença nesses dias escuros. Porque ninguém vence esta batalha sozinha.
Desculpem o assunto chato, desculpem a falta de boas notícias. Mas hoje eu só precisava escrever. Mais nada.
3:08 PM | Marcadores: desabafos | 8 Comments
Dezembro em Amsterdam
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| Feira de Natal |
Enfim, chega novembro, os dias ficam mais curtos e a cidade começa a ser decorada para o natal. Surgem decorações de rua com muitas luzes de natal, na primeira semana de dezembro é colocada a tradicional árvore de natal na praça Dam (Dam Square) e nos últimos anos, a prefeitura de Amsterdam resolveu atrair mais turistas com uma Feira de Natal no modelo das tradicionais feiras de natal tão comuns na Alemanha. Aquelas feiras com barraquinhas que vendem todo tipo de guloseima que associamos aos meses de inverno. Chocolate quente, waffels, glüwein, bolinhos fritos aqui chamados de oliebollen e consumidos em quantidades enormes pelos holandeses nesta época do ano (e especialmente na virada do ano, como manda a tradição holandesa).
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| A famosa árvore de natal da Dam |
![]() |
| Os deliciosos waffels |
Mas a minha dica especial para os meses de inverno não é o mercado de natal e sim uma tarde curtindo um dos vários museus da cidade, seguida de um bom café com torta de maçã em um dos cafés típicos. Quem quiser dicas específicas sobre os cafés mais legais frequentados pelos locais (e não apenas aquelas armadilhas para turistas), entre em contato comigo. Pra terem uma idéia do que estou falando, dêem uma olhada no meu board no Pinterest chamado Amsterdam by the locals. Vejam aqui.
Pra finalizar, os mais aventureiros não podem deixar de visitar um dos mais belos rinques de patinação no gelo da Holanda, localizado no Museumplein. Sim, a famosa "praça dos museus" e sem dúvida, a mais prestigiosa da cidade. O rinque abre no dia 29 de novembro e funciona 7 dias na semana até final de janeiro/início de fevereiro!
2:38 PM | Marcadores: coisas de Holanda, datas | 5 Comments
Melhor livro do ano
Este ano descobri uma nova escritora favorita: Ruth Ozeki. Ela é uma escritora americana e o último (terceiro) livro dela, A Tale for the Time Being, concorreu ao Man Booker Prize desde ano. Perdeu para Luminaries, de uma escritora da Nova Zelândia, mas ganhou desta singela leitora o prêmio de MELHOR LIVRO DO ANO. E eu já li 24 livros este ano, o que é pouco para mim mas é que fiquei os meses de primavera/verão sem ler nada...shame on me!
Eu simplesmente me apaixonei pela estória e pelo estilo da autora. Na verdade, são duas estórias paralelas, em tempo e lugares distintos. Os temas principais são o tempo, a morte e o biculturalismo - este último tema me atrai por motivos óbvios, afinal eu também aprendi a (sobre)viver entre duas culturas (no meu caso, a brasileira e a holandesa). Outros temas não menos importantes são depressão, suicídio e...zen-budismo! Enfim, um prato variado capaz de manter o leitor envolvido até a última página.
O que torna este livro interessante é o fato de a escritora relatar de forma tão minuciosa os contrastes entre duas culturas e dois estilos de vida tão distintos: a cultura americana e a cultura japonesa. E isso ela faz magistralmente, pois ela mesma cresceu e vive nos EUA, filha de mãe japonesa.
As duas protagonistas da estória (que não podiam ser mais diferentes) são uma jovem japonesa chamada Nao, que mora no Japão depois de ter vivido seus "anos de formação" nos EUA com seus pais (o pai era engenheiro e trabalhou no Silicon Valley até ser demitido e se ver obrigado a retornar a Tóquio, onde acaba desempregado e deprimido). Nao volta aos 13 anos para o Japão e não consegue se adaptar à cultura japonesa, e além de lidar com problemas de adaptação ela sofre ainda com bullying na escola. A outra personagem é Ruth, uma escritora americana já na terceira idade que mora com seu marido em uma ilha isolada que pertence ao território de British Columbia (Canadá), onde a Internet oferece o único acesso à civilização.
Estes dois universos e personagens se cruzam quando Ruth encontra numa praia uma lancheira da Hello Kitty (mais japonês impossível), contendo intacto um diário escrito em japonês. Logo ela descobre que esta caixinha é um resíduo trazido pelo mar de um dos maiores tsunamis da história do Japão: o tsunami de Tohoku em 2011 (leia mais aqui). O tsunami foi tão devastador que afetou ainda vários países na costa do Pacífico, do Alasca até o Chile.
Enfim, o livro é uma viagem surpreendente por duas culturas, duas vidas e com toques de zen-budismo e até mesmo uma aula de meditação oferecidos por Jiku, bisavó de Nao e monge budista, outra personagem-chave nesta trama original. Em suma, leiam!
PS. Pesquisei no site da Livraria Cultura mas oi livro parece ainda não ter sido traduzido para o mercado brasileiro...quem puder ler em inglês, leia!
4:02 PM | Marcadores: livros | 2 Comments
Once Upon a Time
Esta semana estive na minha biblioteca favorita e decidi pegar uma série de tv nova para assistir em casa. Eles tem um acervo enorme e atualizado, e você paga apenas 1 euro por semana! Enfim, grande idéia para as longas noites de inverno que se aproximam.
Desta vez peguei a série Once Upon a Time, cujas primeiras duas temporadas já passaram aqui na tv holandesa mas eu perdi (só vi mesmo uns trailers). E admito que já assisti 18 dos 22 episódios da primeira temporada e me apaixonei! Viciante mesmo, fiquem avisados.
No fundo, no fundo, acho que todo mundo gosta de um Conto de Fadas...e tem gente que até acredita no tal Príncipe Encantado (o belo Prince Charming da série). Eu nunca acreditei em príncipes e por isso mesmo adorei a série...porque ela lida com os Contos de Fadas de forma original e dá um twist no famoso final feliz. Ou seja, as estórias aqui não necessariamente acabam bem e tem um final aternativo, pra dizer o mínimo. Ou não tem final. E os personagens tem um caráter muito mais complexo, com várias faces...e não me refiro apenas à Rainha Má (Evil Queen) da Branca de Neve!
E por falar em Branca de Neve, parece até mentira mas os protagonistas da série, Branca de Neve e seu Príncipe Galante não apenas estão namorando na vida real como anunciaram mês passado que pretendem se casar em breve! Notícia do ano pra quem não acredita em Contos de Fadas, hehehe.
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| O conto de fadas se torna realidade |
A série foi escrita pela mesma equipe de LOST, outra série cult mas que por incrível que pareça, nunca me interessei em assistir (desculpem aí os fãs da série).
Pra quem ficou curioso ou já acompanha a série, aqui está um link para a página com resumo (em inglês) de todos os episódios das três primeiras temporadas:
http://abc.go.com/shows/once-upon-a-time/episode-guide?category=Season+1&displayall=1
3:55 PM | Marcadores: séries de tv | 1 Comments













