sábado, dezembro 30, 2006
Saddam, Bush e a Besta do Apocalipse
Sim, o ditador iraquiano cometeu atrocidades e finalmente foi feita justiça pelos crimes cometidos. Segundo palavras de Bush, o enforcamento do ditador foi um marco para a democracia no Iraque. É aí que eu me pergunto: o que o Bush e suas tropas americanas (e aliadas) tinham que fazer no Iraque, pra início de conversa?
Diga-se de passagem, a Comunidade Européia considerou o enforcamento um ato de barbárie - o que era de se esperar porque a CE sempre foi contra a pena de morte (como a maioria dos países civilizados). A velha estória: não se combate violência com mais violência, nem barbárie com mais barbárie. E nesse ponto, eu concordo.
Pra finalizar, (e desculpem o paradoxo pois acabei de dizer que não acredito na violência como solução mas se tem uma pessoa que me tira do sério é este tal Bush) a pergunta que não quer calar: quando será o enforcamento de Bush? Porque convenhamos, ele vem cometendo atrocidades como, apenas para citar um exemplo recente, a guerra do Iraque (onde o número de soldados mortos quase atinge os 3000 e já ultrapassou o número de mortos no atentado de 9-11 em NY, a desculpa que ele usou para atacar o Iraque). E não há um ser neste planeta que consiga fazer com que ele páre de brincar de xerife do mundo!
Tem dias que a gente fica mesmo sem palavras...e nem vou comentar sobre a explosão de violência no Rio nas últimas 48 horas porque já é demais!!! Feliz Ano Novo para vocês assim mesmo...(e não, eu não uso lentes cor-de-rosa).
quinta-feira, dezembro 28, 2006
O fenômeno Orkut
Tem quem odeie, tem quem não viva sem ele. O Orkut faz parte da vida de um número cada vez maior de pessoas e se tornou um fenômeno impossível de ser ignorado. Eu mesma confesso que já tive algumas chateações no orkut (quem não teve que atire a primeira pedra) mas o lado positivo sempre foi mais forte e fez com que eu continuasse lá, enquanto via amigos cometerem orkuticídio pela segunda ou até mesmo, terceira vez...Cheguei à conclusão de que o Orkut nada mais é do que um reflexo do mundo lá fora. Uma espécie de microcosmos do macrocosmos representado pela sociedade moderna. Basicamente, no mundo orkutiano você encontra os mesmos tipos de pessoas (boas e ruins, bem-intencionadas e outras nem tanto assim) que encontraria em qualquer outro lugar. E não apenas encontra vários tipos de pessoas como pode estabelecer diferentes graus de amizade com cada uma delas - a escolha é unicamente sua!
Algumas dessas amizades terão a chance de se tornarem reais - hoje é cada vez mais comum uma amizade virtual se transformar em uma amizade real (ao vivo e a cores). No mundo em que vivemos hoje, o Orkut pode ser uma ponte, ou melhor ainda, um ponto de partida. Ali são estabelecidos contatos sociais e cada um decide o que faz (ou deixa de fazer) com esses contatos.
Um capítulo à parte são aquelas amizades especiais entre pessoas que nunca se encontraram no mundo físico e no entanto, conseguem estabelecer uma forte conexão, apesar da distância geográfica. Pessoas com quem temos forte empatia (mais do que afinidades) e que, muitas vezes, nos compreendem melhor do que aquelas mais próximas de nós. Eu acredito que exista não apenas distância física, mas distância emocional. Essa última sim é intransponível, mesmo que você veja a pessoa regularmente (um exemplo é a solidão a dois, inimiga de muitos casamentos).
E no final das contas, cada um tem o orkut que merece!
quarta-feira, dezembro 27, 2006
ô filme triste...
Não é brincadeira não, vai gostar de filme triste assim na Cochinchina...Hoje revi My Life Without Me e me dei conta de que o filme é mais triste do que eu lembrava.Imaginem uma menina de 23 anos, com duas filhinhas de 4 e 6 anos e que mora num trailer no quintal da mãe. Ela mora com as crianças e o marido e embora pobres, eles levam uma vidinha normal.... Até o dia em que ela desmaia, vai para o hospital e depois de alguns exames, descobrem que ela está com câncer nos dois ovários (e ela pensando que estava grávida). Como se não bastasse, o câncer está em estágio avançado e o médico diz que não há mais tratamento. Em suma, ela tem no máximo 3 meses de vida! Com a notícia atravessada na garganta, ela vai para uma lanchonete, pede um café e uma caneta, e começa a escrever uma lista: Things to do before I die (eu avisei que o filme era triste).
O resto do filme vocês podem imaginar...Triste sim, mas com ótimas cenas e diálogos e com uma jovem atriz (Sarah Polley) em uma atuação comovente sem ser sentimentalóide. Diga-se de passagem, o filme é produzido pela distribuidora de filmes do Pedro Almodovar (El Deseo). E quanto a mim, preciso começar a assistir filmes mais leves daqui pra frente. De qualquer forma, este eu recomendo.
domingo, dezembro 24, 2006
Em tempo de natal


Como não podia deixar de ser, meu natal alternativo vai ter muitos filmes, e não necessariamente aqueles clássicos de natal que passam todo ano na TV (e que confesso, também adoro rever, como It´s a Wonderful Life, Miracle on 34th Street e The Wizard of Oz). Ontem já fui na locadora e peguei 5 DVDs para assistir durante a semana.
Os filmes são: Bee Season (2005, foto à esquerda), que assisti ontem, gostei muito e comentarei em breve. Dois filmes da ótima diretora espanhola Isabel Coixet, um que eu já havia assistido, gostei muito e irei rever: My Life Without Me (2003, foto à direita) e o mais recente, The Secret Life of Words (2005). E ainda, Three Times (2005) de Hou Hsiao Hsien, um dos diretores de Taiwan mais falados da atualidade. Pra fechar a programação com chave de ouro, escolhi What the Bleep Down the Rabbit Hole - a continuação do maravilhoso What The Bleep Do We Know que já comentei aqui no blog anteriormente.
Mas agora vou preparar o quiche de bacon e alho-poró que vou levar pra Ceia de Natal entre amigos hoje à noite....fácil de fazer e delicioso!
sábado, dezembro 23, 2006
Coração apertado

Depois de uma semana muito corrida, ontem à noite finalmente deixei meu filho no aeroporto para embarcar pra Inglaterra. Com movimento recorde às vésperas do natal, chegamos com a antecedência necessária e pai e filho fizeram check-in sem problemas. Ainda tivemos tempo de fazer um lanche rápido no Burger King (o Liam está colecionando os brinquedinhos do filme Happy Feet!) e logo depois, acompanhei-os até a área de controle de passaportes (somente passageiros).
Foi ali que meu coração de mãe apertou, meu filho começou a chorar e eu, para encurtar a sessão-tortura, dei logo um abraço bem apertado, um beijo e fui embora - para não me debulhar em lágrimas na frente do menino e principalmente, porque mãe que é mãe evita surtar na frente dos filhos! Além do mais odeio despedidas, poderia escrever um livro sobre elas...Cheguei em casa, fui dormir e pouco depois da meia-noite, o telefone tocou. Atendi e ouvi a voz cansada do Liam dizendo que chegou na casa da avó - e que o avião era muito grande e ele tinha ficado com um pouco de medo...hehehe.
Agora ele vai curtir muito o natal inglês, com direito a ser paparicado pela família (avó, tias, tio e muitos primos) e ganhar muitos presentes. E eu fico aqui muito feliz por ele. Até porque, mãe de filho único tem de aprender a soltar a cria desde cedo...Eu, como filha única, bem sei como é isso. Minha mãe sempre me deixava ir - ficava com o coração apertado e lágrimas nos olhos mas deixava. E hoje eu procuro seguir o exemplo dela e fazer o mesmo com o meu filho. Não é fácil, mas é preciso.
terça-feira, dezembro 19, 2006
Surtada!
Acabei de ler o blog da querida Tróia e cá estoueu rindo sozinha (e esta menina escreve que é uma beleza). É que ela disse que anda surtada e que gostaria, ao menos, de aprender a surtar direitinho! Eu, como vivo surtada, achei graça.
Cá entre nós, surtar direitinho é uma arte que eu ainda não consegui dominar após anos de terapia, aulas de tai-chi (desisti em menos de 3 meses), e sessões esporádicas de reiki e acupuntura. To cut a long story short, eu simplesmente surto. E mais, confesso que morro de admiração por aquelas pessoas que conseguem manter a calma e a mente clara, apesar de tudo e de todos. Tem pessoas que o mundo pode cair à sua volta que elas nem se incomodam! Já outras almas mais sensíveis e de natureza impressionável (como a que vos escreve) se abalam com qualquer tempestade - seja uma tempestade de verdade ou a famosa tempestade em copo d´água. Ao menos estou aprendendo a rir das minhas desgraças, o que convenhamos, já é um bom começo!
Merry Christmas
Saddam, Bush e a Besta do Apocalipse
Sinceramente, com tanta coisa louca acontecendo neste mundo, nem sei mais sobre o que escrever. Hoje a principal manchete de todos os jornais do mundo é o enforcamento de Saddam Hussein, considerado inimigo número 1 dos EUA e mais especificamente, de George Bush.
Sim, o ditador iraquiano cometeu atrocidades e finalmente foi feita justiça pelos crimes cometidos. Segundo palavras de Bush, o enforcamento do ditador foi um marco para a democracia no Iraque. É aí que eu me pergunto: o que o Bush e suas tropas americanas (e aliadas) tinham que fazer no Iraque, pra início de conversa?
Diga-se de passagem, a Comunidade Européia considerou o enforcamento um ato de barbárie - o que era de se esperar porque a CE sempre foi contra a pena de morte (como a maioria dos países civilizados). A velha estória: não se combate violência com mais violência, nem barbárie com mais barbárie. E nesse ponto, eu concordo.
Pra finalizar, (e desculpem o paradoxo pois acabei de dizer que não acredito na violência como solução mas se tem uma pessoa que me tira do sério é este tal Bush) a pergunta que não quer calar: quando será o enforcamento de Bush? Porque convenhamos, ele vem cometendo atrocidades como, apenas para citar um exemplo recente, a guerra do Iraque (onde o número de soldados mortos quase atinge os 3000 e já ultrapassou o número de mortos no atentado de 9-11 em NY, a desculpa que ele usou para atacar o Iraque). E não há um ser neste planeta que consiga fazer com que ele páre de brincar de xerife do mundo!
Tem dias que a gente fica mesmo sem palavras...e nem vou comentar sobre a explosão de violência no Rio nas últimas 48 horas porque já é demais!!! Feliz Ano Novo para vocês assim mesmo...(e não, eu não uso lentes cor-de-rosa).
4:08 PM | | 2 Comments
O fenômeno Orkut
Tem quem odeie, tem quem não viva sem ele. O Orkut faz parte da vida de um número cada vez maior de pessoas e se tornou um fenômeno impossível de ser ignorado. Eu mesma confesso que já tive algumas chateações no orkut (quem não teve que atire a primeira pedra) mas o lado positivo sempre foi mais forte e fez com que eu continuasse lá, enquanto via amigos cometerem orkuticídio pela segunda ou até mesmo, terceira vez...
Cheguei à conclusão de que o Orkut nada mais é do que um reflexo do mundo lá fora. Uma espécie de microcosmos do macrocosmos representado pela sociedade moderna. Basicamente, no mundo orkutiano você encontra os mesmos tipos de pessoas (boas e ruins, bem-intencionadas e outras nem tanto assim) que encontraria em qualquer outro lugar. E não apenas encontra vários tipos de pessoas como pode estabelecer diferentes graus de amizade com cada uma delas - a escolha é unicamente sua!
Algumas dessas amizades terão a chance de se tornarem reais - hoje é cada vez mais comum uma amizade virtual se transformar em uma amizade real (ao vivo e a cores). No mundo em que vivemos hoje, o Orkut pode ser uma ponte, ou melhor ainda, um ponto de partida. Ali são estabelecidos contatos sociais e cada um decide o que faz (ou deixa de fazer) com esses contatos.
Um capítulo à parte são aquelas amizades especiais entre pessoas que nunca se encontraram no mundo físico e no entanto, conseguem estabelecer uma forte conexão, apesar da distância geográfica. Pessoas com quem temos forte empatia (mais do que afinidades) e que, muitas vezes, nos compreendem melhor do que aquelas mais próximas de nós. Eu acredito que exista não apenas distância física, mas distância emocional. Essa última sim é intransponível, mesmo que você veja a pessoa regularmente (um exemplo é a solidão a dois, inimiga de muitos casamentos).
E no final das contas, cada um tem o orkut que merece!
5:07 PM | Marcadores: Blythe dolls, curiosidades, divagações | 8 Comments
ô filme triste...
Não é brincadeira não, vai gostar de filme triste assim na Cochinchina...Hoje revi My Life Without Me e me dei conta de que o filme é mais triste do que eu lembrava.
Imaginem uma menina de 23 anos, com duas filhinhas de 4 e 6 anos e que mora num trailer no quintal da mãe. Ela mora com as crianças e o marido e embora pobres, eles levam uma vidinha normal.... Até o dia em que ela desmaia, vai para o hospital e depois de alguns exames, descobrem que ela está com câncer nos dois ovários (e ela pensando que estava grávida). Como se não bastasse, o câncer está em estágio avançado e o médico diz que não há mais tratamento. Em suma, ela tem no máximo 3 meses de vida! Com a notícia atravessada na garganta, ela vai para uma lanchonete, pede um café e uma caneta, e começa a escrever uma lista: Things to do before I die (eu avisei que o filme era triste).
O resto do filme vocês podem imaginar...Triste sim, mas com ótimas cenas e diálogos e com uma jovem atriz (Sarah Polley) em uma atuação comovente sem ser sentimentalóide. Diga-se de passagem, o filme é produzido pela distribuidora de filmes do Pedro Almodovar (El Deseo). E quanto a mim, preciso começar a assistir filmes mais leves daqui pra frente. De qualquer forma, este eu recomendo.
9:58 PM | Marcadores: filmes | 3 Comments
Em tempo de natal


Como não podia deixar de ser, meu natal alternativo vai ter muitos filmes, e não necessariamente aqueles clássicos de natal que passam todo ano na TV (e que confesso, também adoro rever, como It´s a Wonderful Life, Miracle on 34th Street e The Wizard of Oz). Ontem já fui na locadora e peguei 5 DVDs para assistir durante a semana.
Os filmes são: Bee Season (2005, foto à esquerda), que assisti ontem, gostei muito e comentarei em breve. Dois filmes da ótima diretora espanhola Isabel Coixet, um que eu já havia assistido, gostei muito e irei rever: My Life Without Me (2003, foto à direita) e o mais recente, The Secret Life of Words (2005). E ainda, Three Times (2005) de Hou Hsiao Hsien, um dos diretores de Taiwan mais falados da atualidade. Pra fechar a programação com chave de ouro, escolhi What the Bleep Down the Rabbit Hole - a continuação do maravilhoso What The Bleep Do We Know que já comentei aqui no blog anteriormente.
Mas agora vou preparar o quiche de bacon e alho-poró que vou levar pra Ceia de Natal entre amigos hoje à noite....fácil de fazer e delicioso!
12:41 PM | | 1 Comments
Coração apertado

Depois de uma semana muito corrida, ontem à noite finalmente deixei meu filho no aeroporto para embarcar pra Inglaterra. Com movimento recorde às vésperas do natal, chegamos com a antecedência necessária e pai e filho fizeram check-in sem problemas. Ainda tivemos tempo de fazer um lanche rápido no Burger King (o Liam está colecionando os brinquedinhos do filme Happy Feet!) e logo depois, acompanhei-os até a área de controle de passaportes (somente passageiros).
Foi ali que meu coração de mãe apertou, meu filho começou a chorar e eu, para encurtar a sessão-tortura, dei logo um abraço bem apertado, um beijo e fui embora - para não me debulhar em lágrimas na frente do menino e principalmente, porque mãe que é mãe evita surtar na frente dos filhos! Além do mais odeio despedidas, poderia escrever um livro sobre elas...Cheguei em casa, fui dormir e pouco depois da meia-noite, o telefone tocou. Atendi e ouvi a voz cansada do Liam dizendo que chegou na casa da avó - e que o avião era muito grande e ele tinha ficado com um pouco de medo...hehehe.
Agora ele vai curtir muito o natal inglês, com direito a ser paparicado pela família (avó, tias, tio e muitos primos) e ganhar muitos presentes. E eu fico aqui muito feliz por ele. Até porque, mãe de filho único tem de aprender a soltar a cria desde cedo...Eu, como filha única, bem sei como é isso. Minha mãe sempre me deixava ir - ficava com o coração apertado e lágrimas nos olhos mas deixava. E hoje eu procuro seguir o exemplo dela e fazer o mesmo com o meu filho. Não é fácil, mas é preciso.
2:44 PM | Marcadores: filhos | 0 Comments
Surtada!
Acabei de ler o blog da querida Tróia e cá estou
eu rindo sozinha (e esta menina escreve que é uma beleza). É que ela disse que anda surtada e que gostaria, ao menos, de aprender a surtar direitinho! Eu, como vivo surtada, achei graça.
Cá entre nós, surtar direitinho é uma arte que eu ainda não consegui dominar após anos de terapia, aulas de tai-chi (desisti em menos de 3 meses), e sessões esporádicas de reiki e acupuntura. To cut a long story short, eu simplesmente surto. E mais, confesso que morro de admiração por aquelas pessoas que conseguem manter a calma e a mente clara, apesar de tudo e de todos. Tem pessoas que o mundo pode cair à sua volta que elas nem se incomodam! Já outras almas mais sensíveis e de natureza impressionável (como a que vos escreve) se abalam com qualquer tempestade - seja uma tempestade de verdade ou a famosa tempestade em copo d´água. Ao menos estou aprendendo a rir das minhas desgraças, o que convenhamos, já é um bom começo!
11:48 PM | Marcadores: Blythe dolls | 2 Comments
Merry Christmas

Surfando pelo Flickr.com, achei esta foto irresistível da Pinky St. e decidi publicá-la aqui no meu blog. Aproveito a oportunidade para desejar a meus queridos amigos um Feliz Natal e um 2007 cheio de coisas boas - muita paz, alegria, saúde e sonhos realizados!
8:53 PM | | 1 Comments
