terça-feira, outubro 25, 2011
100 fatos sobre mim - 61 a 70
61- Sou formada em Letras mas sempre tive (e continuo tendo) muito interesse na área de Ciências Humanas. Se não tivesse feito Letras, provavelmente teria feito Sociologia, Psicologia ou mesmo Antropologia.
62 - Sempre tive uma fascinação pelo ser humano no sentido de querer entender as pessoas à minha volta e a mim mesma (o que explica o item anterior). Acima de tudo, ir além das aparências e buscar a profundidade dos motivos e emoções escondidos atrás de determinados comportamentos.
63 - Odeio gente ignorante e preconceituosa...Não tenho paciência mesmo!
64 - Também evito gente superficial e que só liga para as aparências (eu não sei fazer cara de paisagem então também costumo afastar essas companhias). Pra mim o que importa é o conteúdo. Quem você é (e não quem você finge ser).
65 - A injustiça me faz muito mal. Meu coração fica apertado quando vejo gente ou bichos sofrendo.
66 - No mundo de hoje, eu acho fundamental que a gente tente ao menos estar informado. Informação há por toda parte (a começar obviamente pela internet). E se for pra dar sua opinião sobre uma coisa, pelo menos saiba do que está falando...porque tem gente que fala sem o menor conhecimento de causa!
67 - Como todo ser vivo, eu estou em fase de construção e busco o autoconhecimento para tentar mudar o que for possível ser mudado. Tenho medo de gente que diz que nunca muda, acho que é necessário um certo grau de flexibilidade nesta vida.
68 - Um dos meus lemas é Viva e Deixe Viver. Eu cuido da minha vida, você cuida da sua e todo mundo fica feliz. Isso significa, entre outras coisas, que evito dar conselhos (conselho se fosse bom se vendia). A menos que a pessoa em questão o peça! Também odeio gente que "em nome da amizade" fica dando conselho o tempo todo e querendo resolver nossos problemas pra gente.
69 - Eu tenho uma mente aberta e isso já me colocou em situações constrangedoras porque não sei lidar com gente preconceituosa. Eu acho que cada um deve ter o direito de viver como bem entende, desde que respeite o direito do próximo.
70 - Uma coisa que eu não posso viver sem é a LIBERDADE. Liberdade de ir e vir. Liberdade de escolher nossas companhias. Liberdade de expressão. Liberdade de ser quem você é. Liberdade de sentir o que você está sentindo sem repressão.
Pequenos achados (feirinha de livros)
Dois títulos de Machado de Assis traduzido para o holandês (edição de capa dura, provavelmente há tempos esgotada por aqui). Um euro cada livro! Como se isso já não fosse sorte o suficiente, ainda achei uma edição bilíngue (port-hol) do Fernando Pessoa. Também por 1 euro e traduzido por um tradutor renomado - que eu até tive a chance de conhecer em uma conferência de tradutores de literatura brasileira na PUC-RJ séculos atrás! Um tradutor apaixonado pelo Brasil e pela língua portuguesa, e simplesmente o melhor tradutor de literatura brasileira na Holanda. Foi ele que apresentou aos holandeses grandes nomes da literatura brasileira como Machado de Assis (o Dom Casmurro da foto é trabalho dele), Graciliano Ramos, Guimarães Rosa e Drummond. Infelizmente, ele faleceu em 2007.
Depois de arrecadar essas pérolas, ainda esbarrei com uma edição de bolso da Penguin Classics do livro Good Wives, de Louisa May Alcott. Uma autora que comentei recentemente aqui no blog. Concidências não existem!
Preciso dizer que a tal feirinha fez o meu dia?
quinta-feira, outubro 20, 2011
À moda antiga
Pra quem não sabe, meu blog já fez 5 anos e nos primeiros tempos, eu escrevia o que tinha vontade de escrever. Sem me preocupar se alguém iria ler ou não. Sem me preocupar sobre o que as pessoas iriam pensar. Mas os tempos mudam, o número de visitas aumenta, a gente fica menos ingênuo e um belo dia se dá conta que escreve mais posts mentais do que publica (e eu sou campeã de posts mentais, acreditem). A gente começa a se policiar, a se reprimir. E sabem de uma coisa? Eu odeio isso! Eu queria sinceramente poder voltar aos tempos em que eu não estava nem aí. Porque minha cabeça continua cheia de idéias e acima de tudo, questionamentos.
Agora não se iludam. No fundo, eu não estou nem aí pro que os outros pensam. Mas ao mesmo tempo, eu entendo hoje melhor do que ontem que a internet é um ESPAÇO PÚBLICO. E isso é bom e ruim. Bom porque ela nos dá mil oportunidades de conhecer muita gente, em vários níveis (e felizmente não apenas no nível superficial do Facebook com o qual ainda tento me acostumar mas no qual acho que nunca me "encaixarei", eu me sinto mais em casa na blogosfera ). Ruim porque as pessoas estão se poupando e se escondendo cada vez mais. Até mesmo nos blogs ditos "pessoais", como o meu sempre foi. E eu, de certa forma, acabei entrando neste movimento. Mas tem dia que dá vontade de mandar todo mundo se danar e botar a boca no trombone...
Eu acho que o que faz o sucesso de um blog pessoal é justamente esta capacidade que a pessoa tem de se comunicar e se expor sem medos (dentro dos limites, claro). É esta espontaneidade cada vez mais rara (e a dose necessário de ingenuidade) que diferencia um blog de tantos outros. Porque a maioria dos blogueiros diz muito mas não conta nada! Eles mais escondem do que expõe. Enfim, é uma escolha.
Então quando digo que sinto falta de mim mesma, na verdade o que eu quero dizer é que não quero mudar (e que se danem os outros). No fundo sei muito bom que o que me faz especial é justamente esta capacidade de me expressar sem medo, de ter meu próprio referencial apesar de tudo e de todos. Esta necessidade (ou teimosia) de ir a fundo quando todo mundo à sua volta se contenta em "voar raso". Quando todo mundo evita a todo custo pensar em qualquer coisa, como vejo no Facebook quase que diariamente.
Sinceramente? Eu tenho a (forte) impressão de que as pessoas estão cada vez com mais preguiça de pensar, de dar sua opinião. Não é nem mais uma questão de se expor ou não. Em alguns casos, é mera preguiça mental mesmo. E nessas horas, nada como o botão I like pra resolver o problema e encerrar a discussão que nem sequer foi iniciada.
Tá bom que as pessoas tem mais o que fazer e que a vida lá fora é muito mais (e melhor) do que nossas vidinhas virtuais. Mas o nível de superficialidade tem me incomodado. Não apenas no Facebook como na própria blogosfera. Porque eu queria conhecer pessoas autênticas, pessoas pessoas! Pessoas corajosas e capazes de auto-expressão e de auto-reflexão (com ou sem hífen). Pessoas que não necessariamente se escondem atrás da opinião ou das palavras dos outros.
Gente, será que é pedir demais?
terça-feira, outubro 18, 2011
100 fatos sobre mim - 51 a 60
51- Nunca fui fã de super heróis, nem costumo assistir filmes. A grande exceção é X-men cujos filmes adorei, principalmente os três primeiros! Talvez por eles serem uma minoria discriminada de mutantes...eu tenho uma queda por minorias (e sempre me senti um pouco "mutante").
52 - Prefiro cinemas vazios a sessões cheias de adolescentes (ou pior ainda, crianças aos berros). Quando vou a filmes infantis com meu filho, sempre que possível assistimos a versão original em inglês (como os filmes da Pixar, Harry Potter, mas também Coraline, Fantastic Mr. Fox e muitos outros). Assim escapamos da barulhada das crianças que vão assistir os filmes dublados (em holandês). E ele ainda sai da sala de cinema todo orgulhoso de ver os filmes com os adultos "nerds", rsrsrs.
53 - Odeio esta moda de filmes em 3D...muitas vezes saio com dor-de-cabeça do cinema! Com raras exceções (How to Tame A Dragon), acho totalmente desnecessário.
54 - Sou apaixonada pelos filmes da Pixar, vi TODOS com meu filho. Meus favoritos são Toy Story e Monsters & Co. Já Cars foi um dos que menos gostei...
55 - Adoro filmes de arte desde que me conheço por gente. Fui com minha mãe aos 13 anos assistir Bergman (Sonata de Outono, nunca mais me esqueço) e desde então peguei gosto. Diga-se de passagem, Bergman é um dos meus diretores favoritos.
56 - Odeio quando as pessoas ficam conversando durante o filme (antes ou depois do filme ainda vai, até eu mesma converso). Felizmente aqui na Holanda é coisa raríssima...quando acontece, as pessoas reclamam e o problema é logo resolvido!
57- Eu sou (meio) chata pra filmes e costumo implicar com blockbusters...Prefiro filmes alternativos que me façam pensar e filmes clássicos. Se você me chamar para ver comédias idiotas tipo American Pie provavelmente nunca mais irei falar com você, rsrsrs.
58 - Eu tenho hábito constrangedor de chorar no cinema, até mesmo em filmes infantis. Sou manteiga derretida!
59 - Eu não tenho o menor problema de ir sozinha ao cinema, mas acho mais gostoso ir com uma amiga ou namorado.
60 - Cinema é uma das grandes paixões da minha vida. Meus diretores favoritos são, entre outros: Woody Allen, Almodovar, Gilhermo del Toro, Michel Gondry, Wong Kar-wai, Sofia Coppola, etc etc etc.
segunda-feira, outubro 17, 2011
Caminhada em Amsterdã no Outono
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| Villa Zeezicht, vista da mesa à janela |
Outono é mês meio complicado...a gente nunca sabe quando seremos agraciados com belos dias de sol. Semana passada choveu a semana inteira e esta semana o sol resolveu dar o ar da sua graça - certamente no fim-de-semana - e a cidade está com um clima de outono irresistível. Dias ensolarados, árvores com folhas cada dia mais avermelhadas e marrons, muita gente buscando os cafés enquanto ainda não está muito frio pra saborear um café em uma mesa do lado de fora.
Aproveitei o fim-de-semana para passear bastante pela cidade com o namorido (em vez de ficar em casa assistindo filmes como gostamos de fazer). Sábado fizemos uma caminhada pelo centro e pelo meu bairro antigo (Oud-West, onde fica o mais famoso parque da cidade: o Vondelpark). Começamos o passeio no Villa Zeezicht , um dos meus cafés favoritos e que conheço desde que me mudei pra cá há 17 anos! O lugar tem uma ótima localização (esquina com Singel, veja foto acima) e é muito frequentado por estudantes e locais durante a semana e turistas nos finais de semana.
Dali seguimos rumo a Oud West, um dos bairros mais badalados da cidade depois do Jordaan. Westermarkt (onde fica a famosa casa de Anne Frank), Rozengracht onde parei pra visitar duas lojas favoritas (anotem a dica): Kitsch Kitchen e De Kinderboekwinkel. Seguimos andando até a Bilderdijkstraat e a Kinkerstraat, onde visitei mais uma favorita, a livraria Hoogstins. No final da rua (a rua é bem comprida viu?) ainda aproveitei para comprar farofa na loja de produtos brasileiros Finalmente Brasil (. Quem mora aqui provavelmente conhece, mas fica a dica para quem está de passagem ou mora em outra cidade aqui da Holanda. Além da farinha de mandioca, não resisti e comprei um pacote de biscoitos BIS !!! Só não comprei mistura pra bolo de fubá e de mandioca porque trouxe do Brasil recentemente. Sim, eu sou gulosa.
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| Museumplein com Rijksmuseum ao fundo |
No final da Kinkerstraat dobramos na Jan van heijdenstraat (com várias lojinhas interessantes, mais uma dica), andamos a rua até a Overtoom, Nassaukade e dali até o Leidseplein. No Leidseplein, demos uma passada na LAST MINUTE TICKET OFFICE (grande dica para quem quer ingressos pela metade do preço para eventos no mesmo dia ou dia seguinte). E conseguimos ingressos para domingo de manhã na maior e mais renovada sala de concertos da cidade (Het Concertgebouw). Uma apresentação de música barroca que incluia ainda uma peça de um compositor brasileiro anônimo, como parte do Brasil Festival que rola na cidade este mês!
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| Dois cafés vizinhos no Keizersgracht: Walem e Morlang |
Depois continuamos pela Leidsestraat (rua comercial), dobramos a esquina no canal Keizersgracht e fomos tomar um vinho no café Walem, que conheço desde que moro aqui mas já não visitava há anos! Tomei um gostoso vinho branco e acabei decidindo comer uma Cesar Salade (tem melhor acompanhamento pra saladas do que um bom vinho branco?).
No domingo saímos nove e meia da manhã para tomar café num dos cafés mais escondidos de Amsterdã mas também muito agradável, o Grand Café, ali mesmo dentro da Centraal Station (no segundo andar). Um café com uma bela decoração do século passado e um cardápio que inclui as deliciosas panquecas holandesas. Depois do café, tomamos um tram para o Concertgebouw, onde encontramos meu filho e o pai dele, que também estavam indo ao concerto! Depois do concerto, com o sol brilhando lá fora seguimos pelo Museumplein novamente em direção ao Leidseplein, e sentamos os quatro numa mesa no terraço de um dos pubs irlandeses mais populares daqui, logo ao lado do Hard Rock Café (Max Euweplein, para quem está de passeio pela cidade). Sim, você leu bem: os quatro: eu, namorado, ex-marido e filho. Parece inacreditável mas é possível...nós conseguimos!
Dali ainda fomos passear um pouco mas a cidade estava abarrotada de gente pelas ruas então acabamos nos escondendo num outro café tranquilo, ali mesmo no burburinho da Praça Dam. O café do hotel Krasnapolsky, onde é possível tomar um café acompanhado de tortas ou de um croque mosieur Deluxe (como eu escolhi). Com direito à vista para a Dam, sem a multidão te empurrando!
E assim passou-se um fim-de-semana bastante agitado, mas no bom sentido.
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| Kitsch Kitchen, uma explosão de cores! |
sexta-feira, outubro 14, 2011
quarta-feira, outubro 12, 2011
100 fatos sobre mim - 41 a 50
41 - Detesto natal. Sempre senti falta de família nesta data. Mesmo quando morava ainda no Rio com meus pais. Éramos sempre os três à mesa para a ceia e minha mãe ficava triste, com saudades da família em Porto Alegre. Acho que herdei essa tristeza dela. Hoje em dia pra mim natal é um dia comum, como qualquer outro. É a maneira que encontrei pra lidar com esta data.
42 - Em compensação, adoro Revéillon. Aqui na Holanda não chego a festejar mas ano novo é sempre uma esperança de vida nova, novos projetos e novas amizades. Começar de novo!
43 - Apesar de ser brasileira e ter morado no Rio de Janeiro, não sou fã de carnaval. Muito barulho e bagunça pro meu gosto. Vez ou outro até assistia os desfiles de carnaval na tv, com minha mãe.
44 - Desde que moro na Holanda, meu mês preferido do ano é maio. É o mês da primavera, das tulipas e narcissos e quando a temperatura começa a subir e as pessoas vão pra rua depois de um longo e tenebroso inverno! Também tem Dia das Mães, quando ganho um presente feito pelo meu filho e fazemos um café da manhã especial.
45 - Tenho sempre o mesmo pesadelo recorrente. Estou correndo atrasada tentando pegar um avião ou outro meio de transporte. Corro, corro mas sempre chego tarde demais! A tempo de ver o avião decolar ou o trem partir. É uma sensação angustiante.
46 - Pra piorar, raramente lembro dos meus sonhos ao acordar. Só quando tenho um desses pesadelos. Ninguém merece!
47 - Não sou uma pessoa de fazer planos e já sofri as consequências disso (ainda sofro, de certa forma). Gostaria de ser uma daquelas pessoas que faz lista de planos e metas mas nunca fui assim, Azar meu!
48 - Sou muito ansiosa e tenho tendência ao pessimismo (é patológico, viu?). Como se não bastasse eu penso demais, minha cabeça nunca para.
49 - Fisicamente, alguns me acham parecida com meu pai mas eu sinceramente não vejo a semelhança. Por outro lado, em termos de personalidade herdei muita coisa da minha mãe. Coisas boas e ruins.
50 - Não vou à igreja desde meus 18 anos.Não acredito que você precise ir à igreja pra encontrar Deus. E nem que as pessoas que frequentam a missa são melhores do que as outras (tudo é relativo). Pra mim Deus está em toda parte (até mesmo dentro de você). Com o passar dos anos, a única religião com a qual me identifico é o budismo.
100 fatos sobre mim - 61 a 70
61- Sou formada em Letras mas sempre tive (e continuo tendo) muito interesse na área de Ciências Humanas. Se não tivesse feito Letras, provavelmente teria feito Sociologia, Psicologia ou mesmo Antropologia.
62 - Sempre tive uma fascinação pelo ser humano no sentido de querer entender as pessoas à minha volta e a mim mesma (o que explica o item anterior). Acima de tudo, ir além das aparências e buscar a profundidade dos motivos e emoções escondidos atrás de determinados comportamentos.
63 - Odeio gente ignorante e preconceituosa...Não tenho paciência mesmo!
64 - Também evito gente superficial e que só liga para as aparências (eu não sei fazer cara de paisagem então também costumo afastar essas companhias). Pra mim o que importa é o conteúdo. Quem você é (e não quem você finge ser).
65 - A injustiça me faz muito mal. Meu coração fica apertado quando vejo gente ou bichos sofrendo.
66 - No mundo de hoje, eu acho fundamental que a gente tente ao menos estar informado. Informação há por toda parte (a começar obviamente pela internet). E se for pra dar sua opinião sobre uma coisa, pelo menos saiba do que está falando...porque tem gente que fala sem o menor conhecimento de causa!
67 - Como todo ser vivo, eu estou em fase de construção e busco o autoconhecimento para tentar mudar o que for possível ser mudado. Tenho medo de gente que diz que nunca muda, acho que é necessário um certo grau de flexibilidade nesta vida.
68 - Um dos meus lemas é Viva e Deixe Viver. Eu cuido da minha vida, você cuida da sua e todo mundo fica feliz. Isso significa, entre outras coisas, que evito dar conselhos (conselho se fosse bom se vendia). A menos que a pessoa em questão o peça! Também odeio gente que "em nome da amizade" fica dando conselho o tempo todo e querendo resolver nossos problemas pra gente.
69 - Eu tenho uma mente aberta e isso já me colocou em situações constrangedoras porque não sei lidar com gente preconceituosa. Eu acho que cada um deve ter o direito de viver como bem entende, desde que respeite o direito do próximo.
70 - Uma coisa que eu não posso viver sem é a LIBERDADE. Liberdade de ir e vir. Liberdade de escolher nossas companhias. Liberdade de expressão. Liberdade de ser quem você é. Liberdade de sentir o que você está sentindo sem repressão.
12:20 PM | Marcadores: 100 fatos sobre mim | 6 Comments
Pequenos achados (feirinha de livros)
Sábado foi um dia de sorte pra mim...fui ali no shopping center perto da minha casa e me deparei com alguns standes de uma feira de livros que estava arrecadando dinheiro para um projeto na África. Como sempre, não resisti e fui bisbilhotar os livros. E achei algumas pérolas que se estivesse procurando, não teria encontrado.
Dois títulos de Machado de Assis traduzido para o holandês (edição de capa dura, provavelmente há tempos esgotada por aqui). Um euro cada livro! Como se isso já não fosse sorte o suficiente, ainda achei uma edição bilíngue (port-hol) do Fernando Pessoa. Também por 1 euro e traduzido por um tradutor renomado - que eu até tive a chance de conhecer em uma conferência de tradutores de literatura brasileira na PUC-RJ séculos atrás! Um tradutor apaixonado pelo Brasil e pela língua portuguesa, e simplesmente o melhor tradutor de literatura brasileira na Holanda. Foi ele que apresentou aos holandeses grandes nomes da literatura brasileira como Machado de Assis (o Dom Casmurro da foto é trabalho dele), Graciliano Ramos, Guimarães Rosa e Drummond. Infelizmente, ele faleceu em 2007.
Depois de arrecadar essas pérolas, ainda esbarrei com uma edição de bolso da Penguin Classics do livro Good Wives, de Louisa May Alcott. Uma autora que comentei recentemente aqui no blog. Concidências não existem!
Preciso dizer que a tal feirinha fez o meu dia?
11:57 AM | Marcadores: livros | 2 Comments
À moda antiga
Pra quem não sabe, meu blog já fez 5 anos e nos primeiros tempos, eu escrevia o que tinha vontade de escrever. Sem me preocupar se alguém iria ler ou não. Sem me preocupar sobre o que as pessoas iriam pensar. Mas os tempos mudam, o número de visitas aumenta, a gente fica menos ingênuo e um belo dia se dá conta que escreve mais posts mentais do que publica (e eu sou campeã de posts mentais, acreditem). A gente começa a se policiar, a se reprimir. E sabem de uma coisa? Eu odeio isso! Eu queria sinceramente poder voltar aos tempos em que eu não estava nem aí. Porque minha cabeça continua cheia de idéias e acima de tudo, questionamentos.
Agora não se iludam. No fundo, eu não estou nem aí pro que os outros pensam. Mas ao mesmo tempo, eu entendo hoje melhor do que ontem que a internet é um ESPAÇO PÚBLICO. E isso é bom e ruim. Bom porque ela nos dá mil oportunidades de conhecer muita gente, em vários níveis (e felizmente não apenas no nível superficial do Facebook com o qual ainda tento me acostumar mas no qual acho que nunca me "encaixarei", eu me sinto mais em casa na blogosfera ). Ruim porque as pessoas estão se poupando e se escondendo cada vez mais. Até mesmo nos blogs ditos "pessoais", como o meu sempre foi. E eu, de certa forma, acabei entrando neste movimento. Mas tem dia que dá vontade de mandar todo mundo se danar e botar a boca no trombone...
Eu acho que o que faz o sucesso de um blog pessoal é justamente esta capacidade que a pessoa tem de se comunicar e se expor sem medos (dentro dos limites, claro). É esta espontaneidade cada vez mais rara (e a dose necessário de ingenuidade) que diferencia um blog de tantos outros. Porque a maioria dos blogueiros diz muito mas não conta nada! Eles mais escondem do que expõe. Enfim, é uma escolha.
Então quando digo que sinto falta de mim mesma, na verdade o que eu quero dizer é que não quero mudar (e que se danem os outros). No fundo sei muito bom que o que me faz especial é justamente esta capacidade de me expressar sem medo, de ter meu próprio referencial apesar de tudo e de todos. Esta necessidade (ou teimosia) de ir a fundo quando todo mundo à sua volta se contenta em "voar raso". Quando todo mundo evita a todo custo pensar em qualquer coisa, como vejo no Facebook quase que diariamente.
Sinceramente? Eu tenho a (forte) impressão de que as pessoas estão cada vez com mais preguiça de pensar, de dar sua opinião. Não é nem mais uma questão de se expor ou não. Em alguns casos, é mera preguiça mental mesmo. E nessas horas, nada como o botão I like pra resolver o problema e encerrar a discussão que nem sequer foi iniciada.
Tá bom que as pessoas tem mais o que fazer e que a vida lá fora é muito mais (e melhor) do que nossas vidinhas virtuais. Mas o nível de superficialidade tem me incomodado. Não apenas no Facebook como na própria blogosfera. Porque eu queria conhecer pessoas autênticas, pessoas pessoas! Pessoas corajosas e capazes de auto-expressão e de auto-reflexão (com ou sem hífen). Pessoas que não necessariamente se escondem atrás da opinião ou das palavras dos outros.
Gente, será que é pedir demais?
10:49 PM | Marcadores: eu por mim mesma, mundo dos blogs | 8 Comments
100 fatos sobre mim - 51 a 60
51- Nunca fui fã de super heróis, nem costumo assistir filmes. A grande exceção é X-men cujos filmes adorei, principalmente os três primeiros! Talvez por eles serem uma minoria discriminada de mutantes...eu tenho uma queda por minorias (e sempre me senti um pouco "mutante").
52 - Prefiro cinemas vazios a sessões cheias de adolescentes (ou pior ainda, crianças aos berros). Quando vou a filmes infantis com meu filho, sempre que possível assistimos a versão original em inglês (como os filmes da Pixar, Harry Potter, mas também Coraline, Fantastic Mr. Fox e muitos outros). Assim escapamos da barulhada das crianças que vão assistir os filmes dublados (em holandês). E ele ainda sai da sala de cinema todo orgulhoso de ver os filmes com os adultos "nerds", rsrsrs.
53 - Odeio esta moda de filmes em 3D...muitas vezes saio com dor-de-cabeça do cinema! Com raras exceções (How to Tame A Dragon), acho totalmente desnecessário.
54 - Sou apaixonada pelos filmes da Pixar, vi TODOS com meu filho. Meus favoritos são Toy Story e Monsters & Co. Já Cars foi um dos que menos gostei...
55 - Adoro filmes de arte desde que me conheço por gente. Fui com minha mãe aos 13 anos assistir Bergman (Sonata de Outono, nunca mais me esqueço) e desde então peguei gosto. Diga-se de passagem, Bergman é um dos meus diretores favoritos.
56 - Odeio quando as pessoas ficam conversando durante o filme (antes ou depois do filme ainda vai, até eu mesma converso). Felizmente aqui na Holanda é coisa raríssima...quando acontece, as pessoas reclamam e o problema é logo resolvido!
57- Eu sou (meio) chata pra filmes e costumo implicar com blockbusters...Prefiro filmes alternativos que me façam pensar e filmes clássicos. Se você me chamar para ver comédias idiotas tipo American Pie provavelmente nunca mais irei falar com você, rsrsrs.
58 - Eu tenho hábito constrangedor de chorar no cinema, até mesmo em filmes infantis. Sou manteiga derretida!
59 - Eu não tenho o menor problema de ir sozinha ao cinema, mas acho mais gostoso ir com uma amiga ou namorado.
60 - Cinema é uma das grandes paixões da minha vida. Meus diretores favoritos são, entre outros: Woody Allen, Almodovar, Gilhermo del Toro, Michel Gondry, Wong Kar-wai, Sofia Coppola, etc etc etc.
11:22 AM | Marcadores: 100 fatos sobre mim | 4 Comments
Caminhada em Amsterdã no Outono
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| Villa Zeezicht, vista da mesa à janela |
Outono é mês meio complicado...a gente nunca sabe quando seremos agraciados com belos dias de sol. Semana passada choveu a semana inteira e esta semana o sol resolveu dar o ar da sua graça - certamente no fim-de-semana - e a cidade está com um clima de outono irresistível. Dias ensolarados, árvores com folhas cada dia mais avermelhadas e marrons, muita gente buscando os cafés enquanto ainda não está muito frio pra saborear um café em uma mesa do lado de fora.
Aproveitei o fim-de-semana para passear bastante pela cidade com o namorido (em vez de ficar em casa assistindo filmes como gostamos de fazer). Sábado fizemos uma caminhada pelo centro e pelo meu bairro antigo (Oud-West, onde fica o mais famoso parque da cidade: o Vondelpark). Começamos o passeio no Villa Zeezicht , um dos meus cafés favoritos e que conheço desde que me mudei pra cá há 17 anos! O lugar tem uma ótima localização (esquina com Singel, veja foto acima) e é muito frequentado por estudantes e locais durante a semana e turistas nos finais de semana.
Dali seguimos rumo a Oud West, um dos bairros mais badalados da cidade depois do Jordaan. Westermarkt (onde fica a famosa casa de Anne Frank), Rozengracht onde parei pra visitar duas lojas favoritas (anotem a dica): Kitsch Kitchen e De Kinderboekwinkel. Seguimos andando até a Bilderdijkstraat e a Kinkerstraat, onde visitei mais uma favorita, a livraria Hoogstins. No final da rua (a rua é bem comprida viu?) ainda aproveitei para comprar farofa na loja de produtos brasileiros Finalmente Brasil (. Quem mora aqui provavelmente conhece, mas fica a dica para quem está de passagem ou mora em outra cidade aqui da Holanda. Além da farinha de mandioca, não resisti e comprei um pacote de biscoitos BIS !!! Só não comprei mistura pra bolo de fubá e de mandioca porque trouxe do Brasil recentemente. Sim, eu sou gulosa.
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| Museumplein com Rijksmuseum ao fundo |
No final da Kinkerstraat dobramos na Jan van heijdenstraat (com várias lojinhas interessantes, mais uma dica), andamos a rua até a Overtoom, Nassaukade e dali até o Leidseplein. No Leidseplein, demos uma passada na LAST MINUTE TICKET OFFICE (grande dica para quem quer ingressos pela metade do preço para eventos no mesmo dia ou dia seguinte). E conseguimos ingressos para domingo de manhã na maior e mais renovada sala de concertos da cidade (Het Concertgebouw). Uma apresentação de música barroca que incluia ainda uma peça de um compositor brasileiro anônimo, como parte do Brasil Festival que rola na cidade este mês!
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| Dois cafés vizinhos no Keizersgracht: Walem e Morlang |
Depois continuamos pela Leidsestraat (rua comercial), dobramos a esquina no canal Keizersgracht e fomos tomar um vinho no café Walem, que conheço desde que moro aqui mas já não visitava há anos! Tomei um gostoso vinho branco e acabei decidindo comer uma Cesar Salade (tem melhor acompanhamento pra saladas do que um bom vinho branco?).
No domingo saímos nove e meia da manhã para tomar café num dos cafés mais escondidos de Amsterdã mas também muito agradável, o Grand Café, ali mesmo dentro da Centraal Station (no segundo andar). Um café com uma bela decoração do século passado e um cardápio que inclui as deliciosas panquecas holandesas. Depois do café, tomamos um tram para o Concertgebouw, onde encontramos meu filho e o pai dele, que também estavam indo ao concerto! Depois do concerto, com o sol brilhando lá fora seguimos pelo Museumplein novamente em direção ao Leidseplein, e sentamos os quatro numa mesa no terraço de um dos pubs irlandeses mais populares daqui, logo ao lado do Hard Rock Café (Max Euweplein, para quem está de passeio pela cidade). Sim, você leu bem: os quatro: eu, namorado, ex-marido e filho. Parece inacreditável mas é possível...nós conseguimos!
Dali ainda fomos passear um pouco mas a cidade estava abarrotada de gente pelas ruas então acabamos nos escondendo num outro café tranquilo, ali mesmo no burburinho da Praça Dam. O café do hotel Krasnapolsky, onde é possível tomar um café acompanhado de tortas ou de um croque mosieur Deluxe (como eu escolhi). Com direito à vista para a Dam, sem a multidão te empurrando!
E assim passou-se um fim-de-semana bastante agitado, mas no bom sentido.
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| Kitsch Kitchen, uma explosão de cores! |
2:44 PM | Marcadores: coisas de Holanda | 3 Comments
100 fatos sobre mim - 41 a 50
41 - Detesto natal. Sempre senti falta de família nesta data. Mesmo quando morava ainda no Rio com meus pais. Éramos sempre os três à mesa para a ceia e minha mãe ficava triste, com saudades da família em Porto Alegre. Acho que herdei essa tristeza dela. Hoje em dia pra mim natal é um dia comum, como qualquer outro. É a maneira que encontrei pra lidar com esta data.
42 - Em compensação, adoro Revéillon. Aqui na Holanda não chego a festejar mas ano novo é sempre uma esperança de vida nova, novos projetos e novas amizades. Começar de novo!
43 - Apesar de ser brasileira e ter morado no Rio de Janeiro, não sou fã de carnaval. Muito barulho e bagunça pro meu gosto. Vez ou outro até assistia os desfiles de carnaval na tv, com minha mãe.
44 - Desde que moro na Holanda, meu mês preferido do ano é maio. É o mês da primavera, das tulipas e narcissos e quando a temperatura começa a subir e as pessoas vão pra rua depois de um longo e tenebroso inverno! Também tem Dia das Mães, quando ganho um presente feito pelo meu filho e fazemos um café da manhã especial.
45 - Tenho sempre o mesmo pesadelo recorrente. Estou correndo atrasada tentando pegar um avião ou outro meio de transporte. Corro, corro mas sempre chego tarde demais! A tempo de ver o avião decolar ou o trem partir. É uma sensação angustiante.
46 - Pra piorar, raramente lembro dos meus sonhos ao acordar. Só quando tenho um desses pesadelos. Ninguém merece!
47 - Não sou uma pessoa de fazer planos e já sofri as consequências disso (ainda sofro, de certa forma). Gostaria de ser uma daquelas pessoas que faz lista de planos e metas mas nunca fui assim, Azar meu!
48 - Sou muito ansiosa e tenho tendência ao pessimismo (é patológico, viu?). Como se não bastasse eu penso demais, minha cabeça nunca para.
49 - Fisicamente, alguns me acham parecida com meu pai mas eu sinceramente não vejo a semelhança. Por outro lado, em termos de personalidade herdei muita coisa da minha mãe. Coisas boas e ruins.
50 - Não vou à igreja desde meus 18 anos.Não acredito que você precise ir à igreja pra encontrar Deus. E nem que as pessoas que frequentam a missa são melhores do que as outras (tudo é relativo). Pra mim Deus está em toda parte (até mesmo dentro de você). Com o passar dos anos, a única religião com a qual me identifico é o budismo.
1:10 PM | Marcadores: 100 fatos sobre mim | 4 Comments

























