quinta-feira, agosto 27, 2009

A dor dos outros

A dor dos outros não é a nossa dor. Mas quando a dor pertence a uma das pessoas mais próximas em nossa vida, essa dor acaba sendo nossa também, ao menos de certa forma. E eu já tenho uma tendência a sentir com o outro então preciso definir meus limites. Nem que seja pra não atrapalhar mais!

Só sei que esses dias não tem sido nada fáceis. E me vejo revivendo duas experiências (não iguais mas semelhantes) que não gostaria de reviver nunca mais. Minha melhor amiga - isso mesmo, depois de uma certa idade a gente aprende a reconhecer dois tipos de amigos: os que passam e os que ficam - está passando por uma fase muito semelhante à minha antes do divórcio. E eu tento não me envolver demais mas ela desabafa e eu inevitavelmente me vejo revivendo coisas que preferia ter esquecido para sempre. A boa notícia é que pra mim tudo isso é PASSADO (sim, eu sobrevivi). Mas ela ainda tem de passar por tudo isso. E só ela pode decidir quanto tempo isso irá durar. Momento de decisão. E a gente fica só torcendo.

Outra coisa que tem me deixado muito triste por esses dias é a mãe do F. Ele não vai gostar de eu escrever isso aqui mas vou escrever assim mesmo. Ela tem câncer há cerca de 9 anos mas agora está com um tumor no cérebro. E dessa vez os médicos não pouparam ninguém e disseram a verdade nua e crua. E a verdade nua e crua é que eles não podem fazer mais nada por ela. Uma mulher forte, dedicada ao esposo e à família e decidida a não perder esta batalha...mas que agora está desistindo. Com consequências para toda a família, que vive uma vida em suspenso...esperando pra ver o que vem depois.

E sim, eu já vivi uma perda dessas quando perdi a minha mãe há mais de 10 anos...e é uma das piores perdas que uma pessoa pode sofrer nesta vida (quem já passou por isso, sabe). Pensando bem - e já li isso em algum lugar - a única perda pior que posso imaginar é a perda de um filho. Porque a perda de um filho não é algo natural. Não dá pra aceitar e tocar pra frente como se fosse a coisa mais natural do mundo. E no entanto, a morte faz parte da vida. Quer a gente queira ou não. Um dia nascemos, um dia morremos. E infelizmente, não cabe a nós decidir quando nem como...

Agora me desculpem o conteúdo pesado deste post, mas as coisas andam assim no momento. E a gente segue vivendo. E torcendo pra tempestade passar logo.

2 comentários:

Luciana disse...

Beth, sei como é difícil passar por tudo isso, nem sei o que dizer a não ser desejar força para quem atravessa momento tão difícil.
E que você também seja forte para poder ajudar a quem você ama.

Anônimo disse...

Força Beth nesse momento difícil.

Bjs, L

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A dor dos outros

A dor dos outros não é a nossa dor. Mas quando a dor pertence a uma das pessoas mais próximas em nossa vida, essa dor acaba sendo nossa também, ao menos de certa forma. E eu já tenho uma tendência a sentir com o outro então preciso definir meus limites. Nem que seja pra não atrapalhar mais!

Só sei que esses dias não tem sido nada fáceis. E me vejo revivendo duas experiências (não iguais mas semelhantes) que não gostaria de reviver nunca mais. Minha melhor amiga - isso mesmo, depois de uma certa idade a gente aprende a reconhecer dois tipos de amigos: os que passam e os que ficam - está passando por uma fase muito semelhante à minha antes do divórcio. E eu tento não me envolver demais mas ela desabafa e eu inevitavelmente me vejo revivendo coisas que preferia ter esquecido para sempre. A boa notícia é que pra mim tudo isso é PASSADO (sim, eu sobrevivi). Mas ela ainda tem de passar por tudo isso. E só ela pode decidir quanto tempo isso irá durar. Momento de decisão. E a gente fica só torcendo.

Outra coisa que tem me deixado muito triste por esses dias é a mãe do F. Ele não vai gostar de eu escrever isso aqui mas vou escrever assim mesmo. Ela tem câncer há cerca de 9 anos mas agora está com um tumor no cérebro. E dessa vez os médicos não pouparam ninguém e disseram a verdade nua e crua. E a verdade nua e crua é que eles não podem fazer mais nada por ela. Uma mulher forte, dedicada ao esposo e à família e decidida a não perder esta batalha...mas que agora está desistindo. Com consequências para toda a família, que vive uma vida em suspenso...esperando pra ver o que vem depois.

E sim, eu já vivi uma perda dessas quando perdi a minha mãe há mais de 10 anos...e é uma das piores perdas que uma pessoa pode sofrer nesta vida (quem já passou por isso, sabe). Pensando bem - e já li isso em algum lugar - a única perda pior que posso imaginar é a perda de um filho. Porque a perda de um filho não é algo natural. Não dá pra aceitar e tocar pra frente como se fosse a coisa mais natural do mundo. E no entanto, a morte faz parte da vida. Quer a gente queira ou não. Um dia nascemos, um dia morremos. E infelizmente, não cabe a nós decidir quando nem como...

Agora me desculpem o conteúdo pesado deste post, mas as coisas andam assim no momento. E a gente segue vivendo. E torcendo pra tempestade passar logo.

2 comentários:

Luciana disse...

Beth, sei como é difícil passar por tudo isso, nem sei o que dizer a não ser desejar força para quem atravessa momento tão difícil.
E que você também seja forte para poder ajudar a quem você ama.

Anônimo disse...

Força Beth nesse momento difícil.

Bjs, L