terça-feira, outubro 09, 2007

O melhor de dois mundos

As casadas que me desculpem...mas casamento pra mim já era (sem falar que papel assinado nunca foi garantia de nada nesta vida, sorry girls). É que depois de ter sido casada 10 anos, ter me divorciado e ter encontrado um novo amor sem sequer estar procurando (e vocês que lêem isso aqui já sabem a estória de cor), cheguei à conclusão de que para mim o melhor tipo de relação é mesmo a LAT (Living Apart Together). Diga-se de passagem, um tipo de relação que vem deixando de ser a exceção para se tornar cada vez mais a regra aqui na Holanda e nos países escandinavos (até porque a situação econômica nesses países oferece essa opção, no Brasil a coisa tende a ser mais complicada).

Pra quem não tem idéia do que estou falando, a idéia básica é duas pessoas terem um relacionamento (favor não confundir com relacionamento aberto), mas cada um morando em sua casa. Ou seja, namora-se muito mas nada de juntar os trapos! É bem verdade que a pessoa vive transitando pra lá e pra cá e, dependendo das agendas, dorme-se várias noites consecutivas na casa do parceiro - eu mesma tenho passado metade da semana em Amsterdã e a outra metade em Haia e não apenas me acostumei com este esquema como já acho a coisa mais normal do mundo! E no final das contas, um dia a gente acorda e se dá conta de que ficou com o melhor de dois mundos. Porque não precisa abrir mão da vida que levava antes (amigos, hobbies, etc), não precisa pedir licença pra ficar sozinho quando está de mau humor ou precisa repensar a vida e ainda pode curtir mágicos momentos a dois sem se estressar com detalhes como a rotina das obrigações domésticas, contas atrasadas, o que fazer para o jantar, etc etc etc (been there, done that). Porque cá entre nós, rotina é a morte (pelo menos pra mim sempre foi assim).

No mais, casamento nunca foi mesmo a minha cara, nem nunca sonhei em casar em igreja com véu e grinalda...sou sagitariana demais para isso! Me lembro muito bem de um momento em minha vida em que me vi casada, trocando fraldas de um bebê e pensei: a vida então é isso?!! E me surpreendo ao ver as pessoas insistirem tanto em uma instituição falida. E me surpreendo ainda mais ao ver pessoas que já foram casadas uma vez se casarem de novo! Porque basta olhar os índices de divórcio pra ver que casamento hoje em dia é igual ganhar na loteria. E provavelmente as chances de se ganhar na loteria são maiores do que de se manter um casamento por 10 anos. Que me desculpem as românticas de plantão mas não é falta de romantismo não, é excesso de realismo mesmo (mas se quiserem me chamar de ranzinza eu deixo).

Agora, pelo amor de Deus...não pensem que vim aqui fazer a apologia do divórcio! Eu não acho que as pessoas devam se separar nas primeiras dificuldades (eu mesma tenho certeza de ter tentado tudo o que podia e mais um pouco antes de decidir me divorciar, inclusive terapia conjugal), mas sacrificar sua felicidade uma vida inteira também não dá, né?!! Como pessoas adultas, acredito que a gente deva sim tentar até onde for (humanamente) possível, mas dali pra frente é burrice...ou teimosia, medo do desconhecido, medo de ficar sozinho ou sabe-se lá o quê. Porque se errar é humano, insistir no erro é burrice (por outro lado, quem sou eu pra julgar os outros).

Pronto, falei e disse (podem concordar ou discordar à vontade).

8 comentários:

Arnild disse...

Eu adoro ir a festas de casamento:-))
Eu não sou nem tão romântica (aquela romântica melosa, quero dizer), mas adoro um cobertor de orelha. Na realidade, contudo, minha vida é mais ou menos assim... Embora todas as minhas coisas mais queridas estejam na toca do leão, eu vivo em mais de uma casa e não há quem me conheça que ache que eu suportaria uma vida diferente da que tenho. Sei lá, deve combinar comigo.
O essencial é saber qual roteiro é o (do filme da) tua vida. E escolher um bom diretor, se é que vosmecê me entende...:-))
Besitos!

Antonio Fontelles disse...

Eu concordo, e como já sou chamado de ranzinza de qualquer modo, então tudo bem... ;-)
vivo junto, mas na minha opinião cada um na sua casa é mais civilizado mesmo.
XXX/A

Eu penso que... disse...

Aos poucos começo a achar que para o casamento dar certo é preciso antes de tudo respeitar a individualdade de cada um. O que nem sempre é fácil de se conseguir.
E concordo com vc, a rotina é realmente o que acaba com o casamento.
Assim, morar em casas separadas, é o que há de melhor. Pelo menos, parece ser o mais saudável.
Estou casada há 10 anos e têm horas que é difícil ajustar as diferenças e divergências. Mas quando passa as dificuldades, percebemos que nada é fácil de se alcançar sem perseverança.
Acho que falei demais...
Beijos.

Sorriso® disse...

Beth, sabe de uma coisa.
Desde que me casei, já fazem 6 anos, ainda não fui a nenhum casamento.
O povo por estas bandas tá meio preguiçoso, sabe? rs
Acho que não tem receita para fazer o casamento dar certo.
Aqui no Brasil tem poucos casais que moram em casas separadas.
E, realmente a rotina, sempre ela, acaba com qualquer coisa...

Muitos beijos da Carla.

Bebete Indarte disse...

Há quatro anos tenho uma LAT relatie(relationship), e acredito que há "casais" e "casais".
Muita gente vive bem junto, e admiro principalmente quando essas pessoas conseguem manter o fogo nem digo da paixão, mas da admiração mútua baseada no respeito.
Mas creio também que uma LAT relatie pode crescer, e com o passar dos anos possa evoluir num contato diário mais íntimo, ajuda mútua (morar juntos).
Mas sou como a Arnild, adoro ir a casamentos, ver que duas pessoas se unem por AMOR e não pensam que possa a vir a se separar, mesmo que essa separação possa ocorrer.
O importante é ser feliz, casado, morando junto, morando separado e não perder o contato consigo mesmo.

E um adendo, adoro um COBERTOR DE ORELHA, dormir abraçados - como eu faço, não há coisa melhor do mundo, no inverno lá fora, no inverno da alma.

Beth Blue disse...

Bebete e Arnild: não se iludam, eu também adoro um cobertor de orelha, ainda mais se o cobertor gostar da gente tanto como gostamos dele (reciprocidade é fundamental), hehehe. No mais, há cobertor de orelha e cobertor de orelha, se é que vocês me entendem ;-)

Como eu disse antes, o que é bom pra uma pessoa nem sempre é bom pra outra (een vrouw is de andere niet). O importante é descobrirmos o que faz a gente feliz e ponto final. E no meu caso, certamente não foi o casamento...

Anônimo disse...


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Anônimo disse...

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Pra quem não tem idéia do que estou falando, a idéia básica é duas pessoas terem um relacionamento (favor não confundir com relacionamento aberto), mas cada um morando em sua casa. Ou seja, namora-se muito mas nada de juntar os trapos! É bem verdade que a pessoa vive transitando pra lá e pra cá e, dependendo das agendas, dorme-se várias noites consecutivas na casa do parceiro - eu mesma tenho passado metade da semana em Amsterdã e a outra metade em Haia e não apenas me acostumei com este esquema como já acho a coisa mais normal do mundo! E no final das contas, um dia a gente acorda e se dá conta de que ficou com o melhor de dois mundos. Porque não precisa abrir mão da vida que levava antes (amigos, hobbies, etc), não precisa pedir licença pra ficar sozinho quando está de mau humor ou precisa repensar a vida e ainda pode curtir mágicos momentos a dois sem se estressar com detalhes como a rotina das obrigações domésticas, contas atrasadas, o que fazer para o jantar, etc etc etc (been there, done that). Porque cá entre nós, rotina é a morte (pelo menos pra mim sempre foi assim).

No mais, casamento nunca foi mesmo a minha cara, nem nunca sonhei em casar em igreja com véu e grinalda...sou sagitariana demais para isso! Me lembro muito bem de um momento em minha vida em que me vi casada, trocando fraldas de um bebê e pensei: a vida então é isso?!! E me surpreendo ao ver as pessoas insistirem tanto em uma instituição falida. E me surpreendo ainda mais ao ver pessoas que já foram casadas uma vez se casarem de novo! Porque basta olhar os índices de divórcio pra ver que casamento hoje em dia é igual ganhar na loteria. E provavelmente as chances de se ganhar na loteria são maiores do que de se manter um casamento por 10 anos. Que me desculpem as românticas de plantão mas não é falta de romantismo não, é excesso de realismo mesmo (mas se quiserem me chamar de ranzinza eu deixo).

Agora, pelo amor de Deus...não pensem que vim aqui fazer a apologia do divórcio! Eu não acho que as pessoas devam se separar nas primeiras dificuldades (eu mesma tenho certeza de ter tentado tudo o que podia e mais um pouco antes de decidir me divorciar, inclusive terapia conjugal), mas sacrificar sua felicidade uma vida inteira também não dá, né?!! Como pessoas adultas, acredito que a gente deva sim tentar até onde for (humanamente) possível, mas dali pra frente é burrice...ou teimosia, medo do desconhecido, medo de ficar sozinho ou sabe-se lá o quê. Porque se errar é humano, insistir no erro é burrice (por outro lado, quem sou eu pra julgar os outros).

Pronto, falei e disse (podem concordar ou discordar à vontade).

8 comentários:

Arnild disse...

Eu adoro ir a festas de casamento:-))
Eu não sou nem tão romântica (aquela romântica melosa, quero dizer), mas adoro um cobertor de orelha. Na realidade, contudo, minha vida é mais ou menos assim... Embora todas as minhas coisas mais queridas estejam na toca do leão, eu vivo em mais de uma casa e não há quem me conheça que ache que eu suportaria uma vida diferente da que tenho. Sei lá, deve combinar comigo.
O essencial é saber qual roteiro é o (do filme da) tua vida. E escolher um bom diretor, se é que vosmecê me entende...:-))
Besitos!

Antonio Fontelles disse...

Eu concordo, e como já sou chamado de ranzinza de qualquer modo, então tudo bem... ;-)
vivo junto, mas na minha opinião cada um na sua casa é mais civilizado mesmo.
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Eu penso que... disse...

Aos poucos começo a achar que para o casamento dar certo é preciso antes de tudo respeitar a individualdade de cada um. O que nem sempre é fácil de se conseguir.
E concordo com vc, a rotina é realmente o que acaba com o casamento.
Assim, morar em casas separadas, é o que há de melhor. Pelo menos, parece ser o mais saudável.
Estou casada há 10 anos e têm horas que é difícil ajustar as diferenças e divergências. Mas quando passa as dificuldades, percebemos que nada é fácil de se alcançar sem perseverança.
Acho que falei demais...
Beijos.

Sorriso® disse...

Beth, sabe de uma coisa.
Desde que me casei, já fazem 6 anos, ainda não fui a nenhum casamento.
O povo por estas bandas tá meio preguiçoso, sabe? rs
Acho que não tem receita para fazer o casamento dar certo.
Aqui no Brasil tem poucos casais que moram em casas separadas.
E, realmente a rotina, sempre ela, acaba com qualquer coisa...

Muitos beijos da Carla.

Bebete Indarte disse...

Há quatro anos tenho uma LAT relatie(relationship), e acredito que há "casais" e "casais".
Muita gente vive bem junto, e admiro principalmente quando essas pessoas conseguem manter o fogo nem digo da paixão, mas da admiração mútua baseada no respeito.
Mas creio também que uma LAT relatie pode crescer, e com o passar dos anos possa evoluir num contato diário mais íntimo, ajuda mútua (morar juntos).
Mas sou como a Arnild, adoro ir a casamentos, ver que duas pessoas se unem por AMOR e não pensam que possa a vir a se separar, mesmo que essa separação possa ocorrer.
O importante é ser feliz, casado, morando junto, morando separado e não perder o contato consigo mesmo.

E um adendo, adoro um COBERTOR DE ORELHA, dormir abraçados - como eu faço, não há coisa melhor do mundo, no inverno lá fora, no inverno da alma.

Beth Blue disse...

Bebete e Arnild: não se iludam, eu também adoro um cobertor de orelha, ainda mais se o cobertor gostar da gente tanto como gostamos dele (reciprocidade é fundamental), hehehe. No mais, há cobertor de orelha e cobertor de orelha, se é que vocês me entendem ;-)

Como eu disse antes, o que é bom pra uma pessoa nem sempre é bom pra outra (een vrouw is de andere niet). O importante é descobrirmos o que faz a gente feliz e ponto final. E no meu caso, certamente não foi o casamento...

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