sexta-feira, setembro 08, 2006

A guarda alternada

Depois de 6 semanas de férias de verão, esta semana meu filho voltou às aulas e inauguramos oficialmente a guarda alternada como haviámos planejado final do ano passado...até então eu tinha a guarda do Liam durante a semana e o pai dele todo fim-de-semana, um esquema relativamente comum (embora mais comum seja dois fins-de semana alternados por mês para o pai).

Pois bem, coração de mãe é bicho estranho, e confesso que está sendo mais difícil do que andei alardeando por aí...Não, não tenho a menor dúvida de que a guarda alternada foi a melhor escolha que fizemos mas na prática, há muito com que se acostumar sim. Basicamente, meu filho vive metade do tempo com o pai e metade do tempo comigo, ele tem duas casas (e dois quartos!). Ou seja: agora sou mãe uma semana sim, outra não.

Convenhamos, não é o esquema mais usual, mesmo em tempos modernos com recordes de divórcio em todo o mundo. Pra piorar, volta e meia ouço uma reação de mãe: eu não conseguiria fazer isso que você está fazendo, ficar tantos dias sem ver meu filho! Pois eu consigo (sinto saudades, mas consigo), simplesmente porque penso no meu filho antes de pensar em mim mesma, amor de mãe é assim. Sei que ele precisa de um pai tanto quanto precisa de uma mãe -- eu não tenho o direito de destruir esta relação que eles estão construindo!

Engraçado como sempre fui uma ovelha negra...até mesmo na hora do divórcio, optei intuitivamente pela solução menos convencional. Embora a guarda alternada venha se tornando cada vez mais popular aqui na Europa (França, Inglaterra, Holanda, etc), ela ainda é algo relativamente novo, mesmo em termos jurídicos. No final das contas, o divórcio não foi escolha dos filhos e sim dos pais, e não temos o direito de tirar deles mais do que já tiramos! Felizmente, muitos psicólogos já comprovaram que pior do que ser filho do divórcio é ser filho em um casamento infeliz, em que ninguém consegue funcionar direito...

Moral da estória: cada um vive como pode.

12 comentários:

Bbt disse...

A guarda compartilhada e muito comum quando o casal divorcio, esta de comum acordo.
Diga-se que muita gente "usa os filhos" para continuar atormentando o outro, e as criancas vivem nesse fogo cruzado, ate que uma das partes cessa o fogo em prol do bem estar das criancas.
Mas ha casos, que os pais tem maior renda que a mae, e a mae fica com a guarda e ganha pensao alimenticia, e ou seguro social, podendo assim sobreviver.
Estou divorciada ha 5 anos, e ate agora nao tive nenhum problema em ficar toda a semana c/ as criancas, e o pai nos finais de semana. Estava muito confortavel ate agora para os dois, mas as coisas mudam com o passar do tempo, porque as criancasa crescem e nossas necessidades se modificam.
Hoje eu gostaria de ter mais espaco pra mim, para ser uma "mae melhor", uma pessoa melhor. Mas nao depende so de mim, o pai das criancas tambem tem que concordar, o que espero que o faca brevemente, para o bem estar de todos.
Vc sabe o q estou falando.
um beijo

Anônimo disse...

lendo o seu relato, gostaria de uma opinião, pois estou muito angustiada. Estou separada do pai do meu filho desde março deste ano. E o pai mora em outro estado. Alega que trabalha muito e é cansativo e caro vir com frequência, por essa razão só vê o filho de 2 em 2 meses e olhe lá. Sendo assim gostaria de fazer a guarda alternada. Agora inicialmente ele gostaria de pegar o nosso filho final de outubro, início de novembro e trazer final de dezembro. Na casa do pai ele tem um quarto e o pai iria matriculá-lo em uma escolinha, uma vez q ele tem 2anos e meio. O que vcs acham? Estou tão angustiada.

Anônimo disse...

Reação de mãe diz que "como pode conseguir viver tanto tempo sem o filho???".
Pois é, e porque o pai deveria conseguir??? Ou será que o pai não tem saudade do filho?
Pois responda às mães que tiverem esta reação, que o pai tem os mesmos direitos e sentimentos em relação aos filhos.
Cabeçinha curta de quem reage assim viu!

Anônimo disse...

Eu acho que a guarda alternada é de longe a melhor de todas, quando os dois lados desejam muito ter o filho ou filha ao seu lado, quanto ao tempo que cada um ficara com a criança vai depender da distacia existente da casa dos pais, o ideal é de uma semana para cada um pois assim ninguém sofreria muito com a separação. Assim os dois terá o mesmo tempo de convivio com a criança, podendo assim conhecer melhor a criança e a criança os pais, pois tenho certeza que depois de alguns dias longe dos filhos os pais irão parar para conversar e saber o que os filhos estão pensando e vivendo.

Marcela disse...

Só vivindo pensamentos sobre o assunto .....

Tb sou separada e tenho um filho de 3 anos. Optamso pela guarda alteranda e compartilhada, ainda nao sei responder se é a melhor para a criança.
Ja faz quase um ano que vivemos assim uma semana com cada um mas ainda acho que estamos em fase de teste.
Apesar de ser mto bom para a criança conviver com o pai e a mae as vezes vejo meu filho um pouco sem referencia de onde é a casa dele, quem define os limites...
Tento sempre pensar no que é melhor pra ele mas confesso que ainda nao tenho resposta. Apesar dele ser uma criança mto feliz e eu me dar mto bem com o pai dele ainda me questiono se esse modelo nao é melhor para os pais e nao para a criança.

Anônimo disse...

Pois é essa guarda alternada foi a pior coisa q ja tentei fazer pela minha filhA. FICAVA UMA SEMANA COMIGO E OUTRA COM O PAI por decisao dela e dele. chegou a um ponto em que ela tinha duas casas, dois endereços, até dois orkut ... mais nao tinha uma referencia...uma identidade...nao tinha um norte...no começo foi legal depois ela cansou e eu tambem .nunca conseguia dar uma continuidade aos devere da escola, as coisas aconteciam na semana q estava com o pai e eu nao sabia etc...

Anônimo disse...

"Pois é essa guarda alternada foi a pior coisa q ja tentei fazer pela minha filhA. FICAVA UMA SEMANA COMIGO E OUTRA COM O PAI por decisao dela e dele. chegou a um ponto em que ela tinha duas casas, dois endereços, até dois orkut ... mais nao tinha uma referencia...uma identidade...nao tinha um norte...no começo foi legal depois ela cansou e eu tambem .nunca conseguia dar uma continuidade aos devere da escola, as coisas aconteciam na semana q estava com o pai e eu nao sabia etc..."

Então faça o seguinte. Deixe a guarda para o pai! Pronto! Problema resolvido!

Paty Michele disse...

O post é antigo, mas me interessou. Qdo me separei meu filho tinha 6 meses e em meio a um turbilhão de desentendimentos, optamos pela guarda compartilhada (não alternada). Foi a melhor coisa que fizemos para o pequeno. Claro que eu tive que engolir mtos sapos e até hj eu tenho que ver o meu ex TODOS os dias.
Meu filho dorme comigo, eu o deixo na escola pela manhã, o pai pega ao meio dia, passa a tarde com ele e trás pra casa à noite.
É um vai e vem danado, mas hj ele é mto feliz por poder conviver diariamente com os pais, ainda que separados. Eles construíram uma relação linda, que eu nunca tive com meu pai, e jamais me perdoaria se tivesse tirado isso dele.

um abraço, Beth.

Anônimo disse...

Estou chocada com certas opiniões e sentimentos .Guarda alternada não é solução pra mãe que quer descanso, nem é melhor pra qualquer criança. Uma criança que tem pais extremamente diferentes, que não se entendem, como no meu caso, onde o pai já me ameaçou por pedir pensão, já fez de tudo pra me infernizar e tirar meu filho, só porque sabe que não consigo me distanciar dele, não daria a mesma criação que eu ,nem os mesmos horários, mesma rotina; e no meu caso, o pai nem o levava a natação, quando ficava com ele em dias de semana, entre outras coisas que aprontava, pra me tirar a paz , porque segundo ele ,o filho não queria. Mas comigo , eu o incentivava e ele ia. Isso é só um milésimo do que vivi, e mais fácil de narrar. Qualquer pessoa pode enxergar e concordar que , primeiramente, um dos pais não pode viver tentando usar o filho, deve ter caráter pra transmitir etc, e não é qualquer pai ( e mãe) que tem isso. Mas amor de mãe não pode se comparar a nenhum outro, pelo menos o que eu conheço como mãe. Já passei por muito sofrimento e suportei muito , como até hoje ,pelo meu filho. E desde que meu filho nasceu, nunca consegui ficar muito tempo sem ele e sem cuidar dele. O pai e eu somos aeronautas, e já nos distanciamos naturalmente alguns dias do filho, mas desconheço pais que sofrem por ficar longe do filho a trabalho, por exemplo, enquanto mães sofrem ,como eu sofri muito , por deixar ele com outras pessoas,sendo tão indefeso. O pai de meu filho, quando ele nasceu, queria atenção pra ele próprio, coisa que deveria ser dele voltada pro filho e pra me ajudar, não pensar como um egoísta! Não conheço pais que desejem ter guarda do filho ,a menos que não queiram pagar pensão e atingir a mãe ! E imagino que em alguns casos , realmente a mãe não possa de fato cuidar. Então fico triste de ver mães achando que podem dividir um filho entre 2 cidades e não tem esse sentimento que acredito ser de mãe de verdade. E eu como mãe, que nunca sentiu como qualquer pai dentre tantos que conheço, posso afirmar que nenhum pai ou outra mulher sem filhos vai conhecer sentimento de mãe, se não for de fato mãe!

Beth Blue disse...

Oi anônima,

Pra início de conversa: este post é de 2006...meu filho tinha na época 6 anos. Passados 7 anos, meu filho hoje tem 13 anos e mantemos a guarda alternada com ótimos resultados. Mas cada caso é um caso e eu nunca disse que a guarda alternada é melhor pra todo mundo! Depende dos pais, depende da criança. Mas eu continuo acreditando que, na melhor das hipóteses uma criança precisa ter a presença de mãe e pai em sua vida!

Nós moramos na mesma cidade e até no mesmo bairro, o pai sempre quis a guarda alternada desde que discutíamos a separação (e também sofri muito, inclusive com duas depressões sérias). Acho que no Brasil ainda é bem diferente neste aspecto, mas aqui na Holanda a guarda alternada tem se tornado cada dia mais comum!

Então acredito que seu comentário seja mais um desabafo pessoal e menos uma crítica porque é como eu disse: cada um vive como pode!

Eu sempre pensei na felicidade do meu filho primeiro, conheço até brasileiras que tiveram filho aqui, se separaram e voltaram pro Brasil. Eu nunca seria capaz de fazer isso (mas tento não julgar porque cada caso é um caso) porque meu filho precisa de um pai e eu não quero ser mãe solteira...

Enfim, como eu mesma disse no final deste post: cada um vive como pode. E de fato, a sua situação é muito diferente da minha. Espero que você consiga resolver esta crise da melhor forma possível para seu filho.

Um abraço

Beth Blue disse...

Quanto à questão do AMOR DE PAI...eu acho que a gente não pode generalizar e dizer que ele é inferior ao AMOR DE MÃE. Existem pais muito bons e responsáveis por ai, que amam seus filhos mais do que tudo na vida - exatamente como as mães.

O que também existe - e infelizmente vejo muito ao meu redor - são mães que nunca deveriam ter sido mães em primeiro lugar. Mulheres que só pensam nelas e usam os filhos como objeto para chantagear o ex-marido e conseguir uma pensão alimentícia bem gorda. Aqui na Holanda vejo isso bem menos, mas ainda vejo muitas mães sem a menor vocação para serem mães...

Enfim, acredito que AMOR DE PAI existe sim e é essencial na vida de uma criança. Uma criança que tem a sorte de ter o amor de pai e da mãe (o que anda cada vez mais raro) será um adulto muito mais equilibrado e feliz do que uma criança que só vivencia um dos lados da moeda...

Anônimo disse...

Pois é, a dificuldade ocorre quando os pais são egoístas e se colocam a frente dos filhos. Tenho dois filhos e a guarda alternada pra mim é ótima, o pai precisa de convívio, os filhos também.
Acho engraçado que na hora de fazerem o filho, eram ótimos pais e depois da separação viram crápulas.

Vamos amadurecer minha gente

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A guarda alternada

Depois de 6 semanas de férias de verão, esta semana meu filho voltou às aulas e inauguramos oficialmente a guarda alternada como haviámos planejado final do ano passado...até então eu tinha a guarda do Liam durante a semana e o pai dele todo fim-de-semana, um esquema relativamente comum (embora mais comum seja dois fins-de semana alternados por mês para o pai).

Pois bem, coração de mãe é bicho estranho, e confesso que está sendo mais difícil do que andei alardeando por aí...Não, não tenho a menor dúvida de que a guarda alternada foi a melhor escolha que fizemos mas na prática, há muito com que se acostumar sim. Basicamente, meu filho vive metade do tempo com o pai e metade do tempo comigo, ele tem duas casas (e dois quartos!). Ou seja: agora sou mãe uma semana sim, outra não.

Convenhamos, não é o esquema mais usual, mesmo em tempos modernos com recordes de divórcio em todo o mundo. Pra piorar, volta e meia ouço uma reação de mãe: eu não conseguiria fazer isso que você está fazendo, ficar tantos dias sem ver meu filho! Pois eu consigo (sinto saudades, mas consigo), simplesmente porque penso no meu filho antes de pensar em mim mesma, amor de mãe é assim. Sei que ele precisa de um pai tanto quanto precisa de uma mãe -- eu não tenho o direito de destruir esta relação que eles estão construindo!

Engraçado como sempre fui uma ovelha negra...até mesmo na hora do divórcio, optei intuitivamente pela solução menos convencional. Embora a guarda alternada venha se tornando cada vez mais popular aqui na Europa (França, Inglaterra, Holanda, etc), ela ainda é algo relativamente novo, mesmo em termos jurídicos. No final das contas, o divórcio não foi escolha dos filhos e sim dos pais, e não temos o direito de tirar deles mais do que já tiramos! Felizmente, muitos psicólogos já comprovaram que pior do que ser filho do divórcio é ser filho em um casamento infeliz, em que ninguém consegue funcionar direito...

Moral da estória: cada um vive como pode.

12 comentários:

Bbt disse...

A guarda compartilhada e muito comum quando o casal divorcio, esta de comum acordo.
Diga-se que muita gente "usa os filhos" para continuar atormentando o outro, e as criancas vivem nesse fogo cruzado, ate que uma das partes cessa o fogo em prol do bem estar das criancas.
Mas ha casos, que os pais tem maior renda que a mae, e a mae fica com a guarda e ganha pensao alimenticia, e ou seguro social, podendo assim sobreviver.
Estou divorciada ha 5 anos, e ate agora nao tive nenhum problema em ficar toda a semana c/ as criancas, e o pai nos finais de semana. Estava muito confortavel ate agora para os dois, mas as coisas mudam com o passar do tempo, porque as criancasa crescem e nossas necessidades se modificam.
Hoje eu gostaria de ter mais espaco pra mim, para ser uma "mae melhor", uma pessoa melhor. Mas nao depende so de mim, o pai das criancas tambem tem que concordar, o que espero que o faca brevemente, para o bem estar de todos.
Vc sabe o q estou falando.
um beijo

Anônimo disse...

lendo o seu relato, gostaria de uma opinião, pois estou muito angustiada. Estou separada do pai do meu filho desde março deste ano. E o pai mora em outro estado. Alega que trabalha muito e é cansativo e caro vir com frequência, por essa razão só vê o filho de 2 em 2 meses e olhe lá. Sendo assim gostaria de fazer a guarda alternada. Agora inicialmente ele gostaria de pegar o nosso filho final de outubro, início de novembro e trazer final de dezembro. Na casa do pai ele tem um quarto e o pai iria matriculá-lo em uma escolinha, uma vez q ele tem 2anos e meio. O que vcs acham? Estou tão angustiada.

Anônimo disse...

Reação de mãe diz que "como pode conseguir viver tanto tempo sem o filho???".
Pois é, e porque o pai deveria conseguir??? Ou será que o pai não tem saudade do filho?
Pois responda às mães que tiverem esta reação, que o pai tem os mesmos direitos e sentimentos em relação aos filhos.
Cabeçinha curta de quem reage assim viu!

Anônimo disse...

Eu acho que a guarda alternada é de longe a melhor de todas, quando os dois lados desejam muito ter o filho ou filha ao seu lado, quanto ao tempo que cada um ficara com a criança vai depender da distacia existente da casa dos pais, o ideal é de uma semana para cada um pois assim ninguém sofreria muito com a separação. Assim os dois terá o mesmo tempo de convivio com a criança, podendo assim conhecer melhor a criança e a criança os pais, pois tenho certeza que depois de alguns dias longe dos filhos os pais irão parar para conversar e saber o que os filhos estão pensando e vivendo.

Marcela disse...

Só vivindo pensamentos sobre o assunto .....

Tb sou separada e tenho um filho de 3 anos. Optamso pela guarda alteranda e compartilhada, ainda nao sei responder se é a melhor para a criança.
Ja faz quase um ano que vivemos assim uma semana com cada um mas ainda acho que estamos em fase de teste.
Apesar de ser mto bom para a criança conviver com o pai e a mae as vezes vejo meu filho um pouco sem referencia de onde é a casa dele, quem define os limites...
Tento sempre pensar no que é melhor pra ele mas confesso que ainda nao tenho resposta. Apesar dele ser uma criança mto feliz e eu me dar mto bem com o pai dele ainda me questiono se esse modelo nao é melhor para os pais e nao para a criança.

Anônimo disse...

Pois é essa guarda alternada foi a pior coisa q ja tentei fazer pela minha filhA. FICAVA UMA SEMANA COMIGO E OUTRA COM O PAI por decisao dela e dele. chegou a um ponto em que ela tinha duas casas, dois endereços, até dois orkut ... mais nao tinha uma referencia...uma identidade...nao tinha um norte...no começo foi legal depois ela cansou e eu tambem .nunca conseguia dar uma continuidade aos devere da escola, as coisas aconteciam na semana q estava com o pai e eu nao sabia etc...

Anônimo disse...

"Pois é essa guarda alternada foi a pior coisa q ja tentei fazer pela minha filhA. FICAVA UMA SEMANA COMIGO E OUTRA COM O PAI por decisao dela e dele. chegou a um ponto em que ela tinha duas casas, dois endereços, até dois orkut ... mais nao tinha uma referencia...uma identidade...nao tinha um norte...no começo foi legal depois ela cansou e eu tambem .nunca conseguia dar uma continuidade aos devere da escola, as coisas aconteciam na semana q estava com o pai e eu nao sabia etc..."

Então faça o seguinte. Deixe a guarda para o pai! Pronto! Problema resolvido!

Paty Michele disse...

O post é antigo, mas me interessou. Qdo me separei meu filho tinha 6 meses e em meio a um turbilhão de desentendimentos, optamos pela guarda compartilhada (não alternada). Foi a melhor coisa que fizemos para o pequeno. Claro que eu tive que engolir mtos sapos e até hj eu tenho que ver o meu ex TODOS os dias.
Meu filho dorme comigo, eu o deixo na escola pela manhã, o pai pega ao meio dia, passa a tarde com ele e trás pra casa à noite.
É um vai e vem danado, mas hj ele é mto feliz por poder conviver diariamente com os pais, ainda que separados. Eles construíram uma relação linda, que eu nunca tive com meu pai, e jamais me perdoaria se tivesse tirado isso dele.

um abraço, Beth.

Anônimo disse...

Estou chocada com certas opiniões e sentimentos .Guarda alternada não é solução pra mãe que quer descanso, nem é melhor pra qualquer criança. Uma criança que tem pais extremamente diferentes, que não se entendem, como no meu caso, onde o pai já me ameaçou por pedir pensão, já fez de tudo pra me infernizar e tirar meu filho, só porque sabe que não consigo me distanciar dele, não daria a mesma criação que eu ,nem os mesmos horários, mesma rotina; e no meu caso, o pai nem o levava a natação, quando ficava com ele em dias de semana, entre outras coisas que aprontava, pra me tirar a paz , porque segundo ele ,o filho não queria. Mas comigo , eu o incentivava e ele ia. Isso é só um milésimo do que vivi, e mais fácil de narrar. Qualquer pessoa pode enxergar e concordar que , primeiramente, um dos pais não pode viver tentando usar o filho, deve ter caráter pra transmitir etc, e não é qualquer pai ( e mãe) que tem isso. Mas amor de mãe não pode se comparar a nenhum outro, pelo menos o que eu conheço como mãe. Já passei por muito sofrimento e suportei muito , como até hoje ,pelo meu filho. E desde que meu filho nasceu, nunca consegui ficar muito tempo sem ele e sem cuidar dele. O pai e eu somos aeronautas, e já nos distanciamos naturalmente alguns dias do filho, mas desconheço pais que sofrem por ficar longe do filho a trabalho, por exemplo, enquanto mães sofrem ,como eu sofri muito , por deixar ele com outras pessoas,sendo tão indefeso. O pai de meu filho, quando ele nasceu, queria atenção pra ele próprio, coisa que deveria ser dele voltada pro filho e pra me ajudar, não pensar como um egoísta! Não conheço pais que desejem ter guarda do filho ,a menos que não queiram pagar pensão e atingir a mãe ! E imagino que em alguns casos , realmente a mãe não possa de fato cuidar. Então fico triste de ver mães achando que podem dividir um filho entre 2 cidades e não tem esse sentimento que acredito ser de mãe de verdade. E eu como mãe, que nunca sentiu como qualquer pai dentre tantos que conheço, posso afirmar que nenhum pai ou outra mulher sem filhos vai conhecer sentimento de mãe, se não for de fato mãe!

Beth Blue disse...

Oi anônima,

Pra início de conversa: este post é de 2006...meu filho tinha na época 6 anos. Passados 7 anos, meu filho hoje tem 13 anos e mantemos a guarda alternada com ótimos resultados. Mas cada caso é um caso e eu nunca disse que a guarda alternada é melhor pra todo mundo! Depende dos pais, depende da criança. Mas eu continuo acreditando que, na melhor das hipóteses uma criança precisa ter a presença de mãe e pai em sua vida!

Nós moramos na mesma cidade e até no mesmo bairro, o pai sempre quis a guarda alternada desde que discutíamos a separação (e também sofri muito, inclusive com duas depressões sérias). Acho que no Brasil ainda é bem diferente neste aspecto, mas aqui na Holanda a guarda alternada tem se tornado cada dia mais comum!

Então acredito que seu comentário seja mais um desabafo pessoal e menos uma crítica porque é como eu disse: cada um vive como pode!

Eu sempre pensei na felicidade do meu filho primeiro, conheço até brasileiras que tiveram filho aqui, se separaram e voltaram pro Brasil. Eu nunca seria capaz de fazer isso (mas tento não julgar porque cada caso é um caso) porque meu filho precisa de um pai e eu não quero ser mãe solteira...

Enfim, como eu mesma disse no final deste post: cada um vive como pode. E de fato, a sua situação é muito diferente da minha. Espero que você consiga resolver esta crise da melhor forma possível para seu filho.

Um abraço

Beth Blue disse...

Quanto à questão do AMOR DE PAI...eu acho que a gente não pode generalizar e dizer que ele é inferior ao AMOR DE MÃE. Existem pais muito bons e responsáveis por ai, que amam seus filhos mais do que tudo na vida - exatamente como as mães.

O que também existe - e infelizmente vejo muito ao meu redor - são mães que nunca deveriam ter sido mães em primeiro lugar. Mulheres que só pensam nelas e usam os filhos como objeto para chantagear o ex-marido e conseguir uma pensão alimentícia bem gorda. Aqui na Holanda vejo isso bem menos, mas ainda vejo muitas mães sem a menor vocação para serem mães...

Enfim, acredito que AMOR DE PAI existe sim e é essencial na vida de uma criança. Uma criança que tem a sorte de ter o amor de pai e da mãe (o que anda cada vez mais raro) será um adulto muito mais equilibrado e feliz do que uma criança que só vivencia um dos lados da moeda...

Anônimo disse...

Pois é, a dificuldade ocorre quando os pais são egoístas e se colocam a frente dos filhos. Tenho dois filhos e a guarda alternada pra mim é ótima, o pai precisa de convívio, os filhos também.
Acho engraçado que na hora de fazerem o filho, eram ótimos pais e depois da separação viram crápulas.

Vamos amadurecer minha gente