quinta-feira, agosto 25, 2011

Impressões de viagem: Os preços

Agora que já postei sobre duas coisas que adorei nesta viagem (os livros e o verde, pra quem está acompanhando), vou ter de falar uma coisa: fiquei assustadíssima com os preços no Brasil!!! Bem que todo mundo já tinha me avisado que o Brasil estava caro...mas peraí! Eu pensei que fosse tipo roupas e calçados - que por incrível que pareça sempre foram mais caros do que aqui na Europa, com exceção das nossas Havaianas, hehehe.

Mas não: tudo estava caro mesmo! Até comida a quilo, que costumava ser barato. E leite e pão no supermercado, que eu pago metade do preço aqui. Pão integral e produtos naturais então nem pensar: é só pra quem pode mesmo! Aqui na Holanda, pão integral é barato e tem vários tipos...assim sendo, no Brasil eu curti mesmo foi muito pão de queijo e pão francês porque não sou burra, né?!! E por falar em pão, o preço dos queijos também me deixou assustada...mas não era pra menos, a Holanda tem uma das maiores indústrias de laticínios da Europa - pensando bem, se tem uma coisa que senti falta nesta viagem foi do queijo holandês!

E nem vou falar nos preços de eletrônicos como iPad (o meu custou literalmente metade do preço), notebooks, tablets e consoles de game como Playstation, X-box e Nintendo DS. Soube que a moda agora é ir comprar nos EUA (pra quem pode, claro). O povo viaja e volta com X-box, iPad e tudo o mais que puder trazer na bagagem...com os preços que vi nas lojas brasileiras, eu faria o mesmo!

Quanto a mim, comprei mesmo só livros e algumas lembrancinhas aqui e ali (os inevitáveis imãs de geladeira, t-shirts do Rio e algum artesanato brasileiro). E perfumes do Boticário pra mim e pro namorido! Tudo bem que o euro está desvalorizado (e o dólar mais ainda), mas eu ouvi de gente que mora lá que os preços aumentaram muito nesses últimos 12 meses. O real está supervalorizado e a economia está superaquecida (como dizem os economistas de plantão). E isso faz com que os preços subam...Resultado: li recentemente que São Paulo já é a décima cidade com custo de vida mais alto no mundo. E o Rio fica um pouco atrás no décimo segundo lugar no mesmo ranking! Haja dinheiro.

Então fica a pergunta: a economia está crescendo, a classe média aumentando (as favelas idem), mas onde o brasileiro arruma dinheiro pra fazer suas compras? Sim, eu vi gente ganhando muito bem (a começar pelo meu tio e meu primo, que vão muito bem obrigado). Mas não acredito que seja o caso da maioria esmagadora de brasileiros.

6 comentários:

Glenda Di Muro disse...

Fazem dívida, Beth! Qualquer um está recebendo crédito e aumentando o seu poder de compra (que na real é poder de se endividar). E viva o consumo!

Beth Blue disse...

Glenda, você acertou em cheio:
é isso mesmo! A coisa mais comum no Brasil é tirar o cartão de crédito na hora de pagar a conta. Não apenas em restaurantes, mas lojas, supermercados, tudo! Eu que moro na Holanda, tinha me desacostumado com isso! Aqui a maioria paga à vista e assunto encerrado (inclusive viagens). Meu namorido tem cartão e nunca usa. Isso é que é poder aquisitivo de verdade.

Ou seja, me desculpem aí mas o poder aquisitivo do brasileiro é fictício. Tudo é pago em muitas e muitas prestações. Também com os salários das pessoas e os preços nas lojas, não tem mesmo outro jeito.

Todas as lojas oferecem 12 ou 18 prestações "sem juros". Pura ilusão, pois os juros já vem embutidos nos preços. Nesse ponto nada mudou.


PS. Meu comentário ficou quase maior do que meu post, rsrsrs.

Ana disse...

Tudo fiado! Porque salário que é bom, não tá nada bem. Eu to procurando emprego, e só o que aparece são vagas para ganhar bem menos do que o salário que eu tinha. Pedem muita coisa, mas querem pagar pouco.

Anita disse...

Beth, o Brasil ainda terá muito chão pela frente. Muita coisa tem que se ajustar, tanto os preços quanto a mentalidade das pessoas... Olha, todas minhas amigas, parentes, conhecidos por lá tem celular do mais moderno e - mesmo quem está desempregado. E carro novo. Acredita que eu tenho o mesmo celular há 10 anos (e que antes era do meu marido) ? Eu coloco um SIM card que dura meses e meses e meses. Nunca, nunca tive cartão de crédito. E nunca paguei uma manicure/pedicure na vida. Não, não sou pão dura. Apenas prefiro gastar com comida cara (muita coisa bio), sou membro da biblioteca local, pago Zumba pilates e musculação... Ou seja: invisto muito na saúde e na mente e pouquíssimo em gadgets ou tecnologias de última geração. Mas nunca compro nada a crédito nem tenho dívidas.

Pri S. disse...

Tem toda razão. Os preços aqui são ridículos. Para produtos importados, então, são valores imorais. E nada é devidamente revertido para a melhoria dos serviços públicos através dos altos impostos que pagamos.

O poder aquisitivo do brasileiro é meio que uma farsa. Não é nada fácil viver nessa ilusão... :-(

Lia disse...

Oi, Beth
Tb fiquei assustada com os preços!! E olha que estou só um ano fora do Brasil... Tive que levar um monte de tralha eletrônica por encomenda; fiquei até com medo de ser presa pela receita federal mas acabou dando tudo certo...rs
É um roubo o preço das coisas no Brasil, não pago mais mesmo! Só trouxe de lá alguns livros e alguns petiscos que não acho aqui..

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Impressões de viagem: Os preços

Agora que já postei sobre duas coisas que adorei nesta viagem (os livros e o verde, pra quem está acompanhando), vou ter de falar uma coisa: fiquei assustadíssima com os preços no Brasil!!! Bem que todo mundo já tinha me avisado que o Brasil estava caro...mas peraí! Eu pensei que fosse tipo roupas e calçados - que por incrível que pareça sempre foram mais caros do que aqui na Europa, com exceção das nossas Havaianas, hehehe.

Mas não: tudo estava caro mesmo! Até comida a quilo, que costumava ser barato. E leite e pão no supermercado, que eu pago metade do preço aqui. Pão integral e produtos naturais então nem pensar: é só pra quem pode mesmo! Aqui na Holanda, pão integral é barato e tem vários tipos...assim sendo, no Brasil eu curti mesmo foi muito pão de queijo e pão francês porque não sou burra, né?!! E por falar em pão, o preço dos queijos também me deixou assustada...mas não era pra menos, a Holanda tem uma das maiores indústrias de laticínios da Europa - pensando bem, se tem uma coisa que senti falta nesta viagem foi do queijo holandês!

E nem vou falar nos preços de eletrônicos como iPad (o meu custou literalmente metade do preço), notebooks, tablets e consoles de game como Playstation, X-box e Nintendo DS. Soube que a moda agora é ir comprar nos EUA (pra quem pode, claro). O povo viaja e volta com X-box, iPad e tudo o mais que puder trazer na bagagem...com os preços que vi nas lojas brasileiras, eu faria o mesmo!

Quanto a mim, comprei mesmo só livros e algumas lembrancinhas aqui e ali (os inevitáveis imãs de geladeira, t-shirts do Rio e algum artesanato brasileiro). E perfumes do Boticário pra mim e pro namorido! Tudo bem que o euro está desvalorizado (e o dólar mais ainda), mas eu ouvi de gente que mora lá que os preços aumentaram muito nesses últimos 12 meses. O real está supervalorizado e a economia está superaquecida (como dizem os economistas de plantão). E isso faz com que os preços subam...Resultado: li recentemente que São Paulo já é a décima cidade com custo de vida mais alto no mundo. E o Rio fica um pouco atrás no décimo segundo lugar no mesmo ranking! Haja dinheiro.

Então fica a pergunta: a economia está crescendo, a classe média aumentando (as favelas idem), mas onde o brasileiro arruma dinheiro pra fazer suas compras? Sim, eu vi gente ganhando muito bem (a começar pelo meu tio e meu primo, que vão muito bem obrigado). Mas não acredito que seja o caso da maioria esmagadora de brasileiros.

6 comentários:

Glenda Di Muro disse...

Fazem dívida, Beth! Qualquer um está recebendo crédito e aumentando o seu poder de compra (que na real é poder de se endividar). E viva o consumo!

Beth Blue disse...

Glenda, você acertou em cheio:
é isso mesmo! A coisa mais comum no Brasil é tirar o cartão de crédito na hora de pagar a conta. Não apenas em restaurantes, mas lojas, supermercados, tudo! Eu que moro na Holanda, tinha me desacostumado com isso! Aqui a maioria paga à vista e assunto encerrado (inclusive viagens). Meu namorido tem cartão e nunca usa. Isso é que é poder aquisitivo de verdade.

Ou seja, me desculpem aí mas o poder aquisitivo do brasileiro é fictício. Tudo é pago em muitas e muitas prestações. Também com os salários das pessoas e os preços nas lojas, não tem mesmo outro jeito.

Todas as lojas oferecem 12 ou 18 prestações "sem juros". Pura ilusão, pois os juros já vem embutidos nos preços. Nesse ponto nada mudou.


PS. Meu comentário ficou quase maior do que meu post, rsrsrs.

Ana disse...

Tudo fiado! Porque salário que é bom, não tá nada bem. Eu to procurando emprego, e só o que aparece são vagas para ganhar bem menos do que o salário que eu tinha. Pedem muita coisa, mas querem pagar pouco.

Anita disse...

Beth, o Brasil ainda terá muito chão pela frente. Muita coisa tem que se ajustar, tanto os preços quanto a mentalidade das pessoas... Olha, todas minhas amigas, parentes, conhecidos por lá tem celular do mais moderno e - mesmo quem está desempregado. E carro novo. Acredita que eu tenho o mesmo celular há 10 anos (e que antes era do meu marido) ? Eu coloco um SIM card que dura meses e meses e meses. Nunca, nunca tive cartão de crédito. E nunca paguei uma manicure/pedicure na vida. Não, não sou pão dura. Apenas prefiro gastar com comida cara (muita coisa bio), sou membro da biblioteca local, pago Zumba pilates e musculação... Ou seja: invisto muito na saúde e na mente e pouquíssimo em gadgets ou tecnologias de última geração. Mas nunca compro nada a crédito nem tenho dívidas.

Pri S. disse...

Tem toda razão. Os preços aqui são ridículos. Para produtos importados, então, são valores imorais. E nada é devidamente revertido para a melhoria dos serviços públicos através dos altos impostos que pagamos.

O poder aquisitivo do brasileiro é meio que uma farsa. Não é nada fácil viver nessa ilusão... :-(

Lia disse...

Oi, Beth
Tb fiquei assustada com os preços!! E olha que estou só um ano fora do Brasil... Tive que levar um monte de tralha eletrônica por encomenda; fiquei até com medo de ser presa pela receita federal mas acabou dando tudo certo...rs
É um roubo o preço das coisas no Brasil, não pago mais mesmo! Só trouxe de lá alguns livros e alguns petiscos que não acho aqui..