segunda-feira, abril 30, 2012

Confissões de mãe




Aproveitando que o meu menino acabou de completar 12 anos no sábado passado, eu vou fazer uma confissão. Mas não se assustem porque eu sou estranha mesma (e já assumi a minha estranheza há tempos, quem lê este blog sabe disso).


Este negócio de maternidade é coisa complicada. Eu sempre digo que a maior decisão na vida de uma mulher é ter ou não ter filhos (se é que a gente escolhe, porque em alguns casos o destino acaba escolhendo pra gente). E digo mais, por mais que se leia sobre o assunto, por mais que a gente se informe, por mais que se discuta horas a fio com amigas e com parentes próximos, a verdade é que ninguém está preparado para a maternidade! Eu certamente não estava e admito que foi a maior mudança na minha vida. Se for pensar bem, mudar de continente foi mais fácil pra mim do que cuidar de um recém-nascido (eu avisei que era estranha). Eu não tinha nenhuma experiência com bebês, sou filha única e nunca fui daquelas que vivia segurando bebê dos outros no colo (eu até fugia deles, rsrsrs)...Enfim, ter um bebê nunca foi um sonho acalentado desde a infancia, como ouço algumas mulheres dizerem. Tenho até uma certa vergonha em dizer isso mas o meu sonho sempre foi viajar...eu nunca fui daquelas que sonhava em se casar e ter filhos. Juro por Deus!

Mas o destino quis que eu fosse mãe e entre dias bons e ruins, eu e meu filho sobrevivemos. E a cada ano que passa, mais eu curto ser mãe! Quanto a confissão do título: tem mulher que adora bebês e crianças pequenas, eu prefiro crianças a partir de 7 ou 8 anos (pronto, falei). Talvez por prezar demais a minha independência e odiar grude, eu estimulo meu filho a ser independente, a fazer as coisas sozinho e a pensar por si próprio em vez de repetir a opinião alheia. E enquanto algumas mães ficam tristes quando o filho cresce e sai da barra da saia, eu comemoro! Eu adoro quando ele vai dormir na casa de um amigo, sem falar na guarda alternada que foi a solução ideal aqui em casa...meu filho passa uma semana comigo, outra com o pai. Isso há quase 6 anos, comentarei minha experiência em breve num post.


E os anos passam e hoje meu bebê é um pré-adolescente inteligente, comunicativo e sociável, com uma ótima cabeça - talvez até maduro demais pra sua idade em certos aspectos. A cada aniversário me dou conta que Liam está se tornando gente grande. Uma pessoa com opiniões e gostos próprios, que faz amizades com uma facilidade incrível e que tem uma paciência impressionante para lidar com pessoas difíceis (dois dos melhores amigos dele tem ADHD e eu mesma não sei como ele aguenta, fomos com um deles ao cinema e eu quase surtei). Um menino com talentos excepcionais, que além de saber tudo sobre animais ainda desenha muito bem - e isso não sou eu que digo, ouvi de professores no atelier que ele frequentou, ouço regularmente na escola e também ouvi de um amigo que dá aulas de arte para crianças!


De resto, uma das maiores vantagens de ter um filho maiorzinho é poder assistir com ele filmes mais adultos, com classificação a partir de 12 anos (mas eu presto atenção e costumo assistir o filme antes de assistir de novo com ele). E embora eu tenha curtido assistir com ele aos clássicos da Disney e Pixar (desconfio que tanto ou mais do que ele) e tenha chorado de emoção na Disney Parade quando ele tinha 6 anos, eu adoro apresentar novos filmes a ele. E não podia ser diferente porque cinema sempre teve um papel importante na minha vida. E assim foi que semana passada assistimos em casa Slumdog Millionaire (que ele adorou) e About a Boy (um dos meus favoritos e que não via a hora de assistir com o menino). Também já assistimos alguns filmes de horror como The Ring, The Others, The Orphanage, Blair Witch Project, Paranormal Activity e Insidious. Mas The Shining e The Exorcist ainda estão proibidos aqui em casa...Outro que vimos juntos recentemente foi Amelie Poulain, que ele curtiu ainda mais por já ter visitado Paris! No aniversário sábado passado, o filme escolhido foi The Avengers. Claro que os meninos adoraram o filme, então aproveitei a oportunidade pra dar os DVDs Iron Man 1 e Iron Man 2 de presente de aniversário!


Enfim, ser mãe não é nada fácil, principalmente quando a gente mora no exterior e não tem ninguém pra ajudar! Mas os filhos enriquecem demais as nossas vidas, e acho até que aprendemos mais com eles do que eles conosco. Pra finalizar, não poderia mais imaginar minha vida sem o meu menino. Ser mãe é padecer no paraíso. Acreditem.

5 comentários:

Milena F. disse...

Ainda não tenho experiência no assunto, mas acredito!!!

Maria Valéria disse...

Os desenhos dele sao obra de arte mesmo!!! Palavra de quem viu -:)

Eliana disse...

Beth, vc não é estranha.hahaha O problema é que a mulher cresce com aquela visão romântica casamento e maternidade e acha que tudo é lindo. Que tudo é um conto de fadas. Bebezinhos são lidinhos, fofinhos e cheirosinhos, mas tem lá o seu lado "perverso"hahaha É complicado porque quando se é pé no chão, recebemos centenas de críticas por pensarmos diferente e termos opiniões próprias. Acho que a maternidade sim é uma missão muito nobre, porém não é nada fácil. Acho que tem muita gente que entra de gaiato na história da maternidade. Mesmo vc nunca tendo pensado em ser mãe, tá aí, tá sendo super mãe e cheia de orgulho do seu menino. Vc sim, é uma felizarda no final das contas...se superou e tá educando bem o seu filho para o mundo. Acho que vc "pegou o espírito da coisa", mesmo sem querer, querendo! hahaha Boa semana!

Pri S. disse...

Beth,
Adorei o texto! E fiquei morrendo de curiosidade de ver os desenho do seu menino lindo.

Concordo MUITO com as suas colocações a respeito da maternidade. Taí um bom tema sobre o qual ainda vou escrever: o lado B da maternidade! rs Bjos e parabéns pro Liam! :-)

El Poro_CR disse...

Oi Beth!

Obrigada pelo comentário.
Estou com 33 anos e depois de 8 anos de feliz casamento me encontro nessa fase em que todos cobram a chegada dos filhos. Atualmente moro no Brasil, mas sou estrangeira, minha família toda está longe e não tenho uma estrutura de apoio, só meu marido. Mas ainda não me sinto preparada para esse momento, sinto muito medo de deixar a minha carreira, do futuro do planeta, do mundo complexo que terão que viver as futuras gerações...em fim. achei interessante o fato de que existem muitas mulheres com esses mesmos medos que sinto. A gente pensa realmente que é estranho, mas acho que é "humano" sentir medo perante uma responsabilidade como a de ser mãe. No fundo, no fundo eu adoraria ter filhos, só que o medo as vezes parece mais forte. Mas tenho certeza se um dia eu tiver, será a experiencia mais maravilhosa da minha vida. Obrigada por fazer essa confissão!

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Confissões de mãe




Aproveitando que o meu menino acabou de completar 12 anos no sábado passado, eu vou fazer uma confissão. Mas não se assustem porque eu sou estranha mesma (e já assumi a minha estranheza há tempos, quem lê este blog sabe disso).


Este negócio de maternidade é coisa complicada. Eu sempre digo que a maior decisão na vida de uma mulher é ter ou não ter filhos (se é que a gente escolhe, porque em alguns casos o destino acaba escolhendo pra gente). E digo mais, por mais que se leia sobre o assunto, por mais que a gente se informe, por mais que se discuta horas a fio com amigas e com parentes próximos, a verdade é que ninguém está preparado para a maternidade! Eu certamente não estava e admito que foi a maior mudança na minha vida. Se for pensar bem, mudar de continente foi mais fácil pra mim do que cuidar de um recém-nascido (eu avisei que era estranha). Eu não tinha nenhuma experiência com bebês, sou filha única e nunca fui daquelas que vivia segurando bebê dos outros no colo (eu até fugia deles, rsrsrs)...Enfim, ter um bebê nunca foi um sonho acalentado desde a infancia, como ouço algumas mulheres dizerem. Tenho até uma certa vergonha em dizer isso mas o meu sonho sempre foi viajar...eu nunca fui daquelas que sonhava em se casar e ter filhos. Juro por Deus!

Mas o destino quis que eu fosse mãe e entre dias bons e ruins, eu e meu filho sobrevivemos. E a cada ano que passa, mais eu curto ser mãe! Quanto a confissão do título: tem mulher que adora bebês e crianças pequenas, eu prefiro crianças a partir de 7 ou 8 anos (pronto, falei). Talvez por prezar demais a minha independência e odiar grude, eu estimulo meu filho a ser independente, a fazer as coisas sozinho e a pensar por si próprio em vez de repetir a opinião alheia. E enquanto algumas mães ficam tristes quando o filho cresce e sai da barra da saia, eu comemoro! Eu adoro quando ele vai dormir na casa de um amigo, sem falar na guarda alternada que foi a solução ideal aqui em casa...meu filho passa uma semana comigo, outra com o pai. Isso há quase 6 anos, comentarei minha experiência em breve num post.


E os anos passam e hoje meu bebê é um pré-adolescente inteligente, comunicativo e sociável, com uma ótima cabeça - talvez até maduro demais pra sua idade em certos aspectos. A cada aniversário me dou conta que Liam está se tornando gente grande. Uma pessoa com opiniões e gostos próprios, que faz amizades com uma facilidade incrível e que tem uma paciência impressionante para lidar com pessoas difíceis (dois dos melhores amigos dele tem ADHD e eu mesma não sei como ele aguenta, fomos com um deles ao cinema e eu quase surtei). Um menino com talentos excepcionais, que além de saber tudo sobre animais ainda desenha muito bem - e isso não sou eu que digo, ouvi de professores no atelier que ele frequentou, ouço regularmente na escola e também ouvi de um amigo que dá aulas de arte para crianças!


De resto, uma das maiores vantagens de ter um filho maiorzinho é poder assistir com ele filmes mais adultos, com classificação a partir de 12 anos (mas eu presto atenção e costumo assistir o filme antes de assistir de novo com ele). E embora eu tenha curtido assistir com ele aos clássicos da Disney e Pixar (desconfio que tanto ou mais do que ele) e tenha chorado de emoção na Disney Parade quando ele tinha 6 anos, eu adoro apresentar novos filmes a ele. E não podia ser diferente porque cinema sempre teve um papel importante na minha vida. E assim foi que semana passada assistimos em casa Slumdog Millionaire (que ele adorou) e About a Boy (um dos meus favoritos e que não via a hora de assistir com o menino). Também já assistimos alguns filmes de horror como The Ring, The Others, The Orphanage, Blair Witch Project, Paranormal Activity e Insidious. Mas The Shining e The Exorcist ainda estão proibidos aqui em casa...Outro que vimos juntos recentemente foi Amelie Poulain, que ele curtiu ainda mais por já ter visitado Paris! No aniversário sábado passado, o filme escolhido foi The Avengers. Claro que os meninos adoraram o filme, então aproveitei a oportunidade pra dar os DVDs Iron Man 1 e Iron Man 2 de presente de aniversário!


Enfim, ser mãe não é nada fácil, principalmente quando a gente mora no exterior e não tem ninguém pra ajudar! Mas os filhos enriquecem demais as nossas vidas, e acho até que aprendemos mais com eles do que eles conosco. Pra finalizar, não poderia mais imaginar minha vida sem o meu menino. Ser mãe é padecer no paraíso. Acreditem.

5 comentários:

Milena F. disse...

Ainda não tenho experiência no assunto, mas acredito!!!

Maria Valéria disse...

Os desenhos dele sao obra de arte mesmo!!! Palavra de quem viu -:)

Eliana disse...

Beth, vc não é estranha.hahaha O problema é que a mulher cresce com aquela visão romântica casamento e maternidade e acha que tudo é lindo. Que tudo é um conto de fadas. Bebezinhos são lidinhos, fofinhos e cheirosinhos, mas tem lá o seu lado "perverso"hahaha É complicado porque quando se é pé no chão, recebemos centenas de críticas por pensarmos diferente e termos opiniões próprias. Acho que a maternidade sim é uma missão muito nobre, porém não é nada fácil. Acho que tem muita gente que entra de gaiato na história da maternidade. Mesmo vc nunca tendo pensado em ser mãe, tá aí, tá sendo super mãe e cheia de orgulho do seu menino. Vc sim, é uma felizarda no final das contas...se superou e tá educando bem o seu filho para o mundo. Acho que vc "pegou o espírito da coisa", mesmo sem querer, querendo! hahaha Boa semana!

Pri S. disse...

Beth,
Adorei o texto! E fiquei morrendo de curiosidade de ver os desenho do seu menino lindo.

Concordo MUITO com as suas colocações a respeito da maternidade. Taí um bom tema sobre o qual ainda vou escrever: o lado B da maternidade! rs Bjos e parabéns pro Liam! :-)

El Poro_CR disse...

Oi Beth!

Obrigada pelo comentário.
Estou com 33 anos e depois de 8 anos de feliz casamento me encontro nessa fase em que todos cobram a chegada dos filhos. Atualmente moro no Brasil, mas sou estrangeira, minha família toda está longe e não tenho uma estrutura de apoio, só meu marido. Mas ainda não me sinto preparada para esse momento, sinto muito medo de deixar a minha carreira, do futuro do planeta, do mundo complexo que terão que viver as futuras gerações...em fim. achei interessante o fato de que existem muitas mulheres com esses mesmos medos que sinto. A gente pensa realmente que é estranho, mas acho que é "humano" sentir medo perante uma responsabilidade como a de ser mãe. No fundo, no fundo eu adoraria ter filhos, só que o medo as vezes parece mais forte. Mas tenho certeza se um dia eu tiver, será a experiencia mais maravilhosa da minha vida. Obrigada por fazer essa confissão!