segunda-feira, abril 21, 2014

The Book Thief



Não resisti e voltei...É que ontem aproveitei o Domingo de Páscoa com filho e namorado e fomos finalmente conferir "The Book Thief". Não li necessariamente resenhas do filme (evito ler ANTES de assistir o filme), mas li e adorei o livro há uns dois anos (leia aqui) e confesso que estava apreensiva. É que sou chata mesmo e sempre fico apreensiva quando mais uma adaptação para o cinema é feita de um dos "meus" livros. Nesse caso eu tinha visto o trailer antes e como a produção era a mesma de Life of Pi (outro que li e admito gostei do filme), fiquei mais aliviada.

Voltando ao filme em questão, a estória se passa na Alemanha no período da Segunda Guerra Mundial, a página negra na história do país e da humanidade. A estória tem dois protagonistas. Liesel, uma menina judia que é adotada por um casal alemão depois que o irmãozinho morre e os pais (provavelmente) são enviados para um campo de concentração. E Max, um jovem judeu que uma noite bate na porta dos pais adotivos de Liesel pedindo abrigo. Ele está muito doente, e o casal apesar de ter pouco dinheiro, decide cuidar dele porque afinal, o pai do rapaz deu a sua vida pela do pai adotivo de Liesel em outra guerra (a Primeira Guerra Mundial). Antes de morrer, o pai de Liesel prometeu que cuidaria de seus filhos ou mulher caso algo viesse a acontecer com eles. E assim não pensa duas vezes quando Max vem pedir ajuda. Na verdade são três protagonistas, se considerarmos o narrador da estória: A Morte. Ela mesma, este personagem que todos iremos encontrar mais cedo ou mais tarde. E e a presença dela inevitavelmente percorre todo o livro ( e filme).

Se o pano de fundo da estória é o nazismo, o filme é centrado na estória da improvável amizade de uma menina que roubava livros e um jovem judeu que amava as palavras. Quando Liesel é adotada pelos pais alemães e é enviada para a escola (ela devia ter uns 11 anos na época), ela nem sabia escrever seu nome e foi logo vítima de bullying na escola. Pois não só ela aprendeu a ler e escrever como se transformou em uma leitora voraz que chegava a roubar livros pelo simples prazer da leitura. E mais tarde, torna-se escritora (como vemos no final do filme, mas não vou contar mais pra não estragar).

Outro momento importante na vida de Liesel é quando ela faz amizade com a mulher do prefeito. A mãe de Liesel - uma mulher aparentemente brava mas com um coração de ouro - lava e passa roupas para o prefeito da cidade, e quando um dia sua esposa descobre que Liesel adora ler, ela apresenta a biblioteca particular deles para a menina. Liesel fica fascinada com todos aqueles livros e a partir daí começa outra amizade importante na vida da menina. Ela sempre volta à mansão do prefeito para ler livros e quando um dia o prefeito decide que ela não é mais bem-vinda, ela não vê outra opção senão pegá-los emprestados escondido!



Para mim, uma das partes mais lindas do filme é quando vemos Liesel sentada ao lado de Max no porão lendo estórias para o amigo doente. O jovem está as beiras da morte e são as estórias de Liesel que o mantém vivo. Felizmente ele se recupera e quando Liesel faz aniversário, ele oferece a ela um presente simbólico que irá mudar sua vida. Um livro com páginas em branco, para ela escrever suas próprias estórias!

Enfim, The Book Thief é mais do que uma estória de judeus e nazistas - é uma estória de amizade, de sobrevivência e perseverança em tempos difíceis E também uma estória de amor pelos livros...Eu recomendo a todos que assistiram ao filme que leiam também o livro! Porque se a adaptação para o cinema ficou muito boa, o livro é muito melhor...

4 comentários:

Eber Soler Rochi disse...

Coincido con vos en que soy también bastante aprensiva cuando sale una película basada en un libro favorito; siempre tengo miedo que no le haga justicia. La verdad es que tenía mucha curiosidad por esta historia, ya que me interesan mucho las novelas históricas ambientadas en la época de la Segunda Guerra Mundial (The Boy in the Striped Pajamas, 22 Britannia Road, Sarah's Key, etc). Mi idea era leer primero el libro y después ver la película, pero la tentación fue más fuerte e hice al revés. Muy linda historia, me gustó bastante el filme.

Line disse...

Acredita que comecei a ler o livro e nunca terminei? Agora tô doida pra ler bem rapidinho pra poder assistir o filme, mas com um bebê "na minha cola", vai ficar difícil! Rs

Aline Aimée disse...

Lembro de ter gostado muito do livro, de ter-me sentido enredada por ele. Mas achei o filme tão lento que dormi antes do final. :(

Milena F. disse...

Que bom que você voltou a ter vontade de escrever!
Não vi o filme, queria mas acabou passando batido, e tinha lido algumas resenhas de leigos falando muito mal do filme (e do livro, por sinal), mas não me deixo influenciar tanto por isso. Quando coloco na cabeça que quero ver um filme (ou não), ninguém consegue me dissuadir!!!

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The Book Thief



Não resisti e voltei...É que ontem aproveitei o Domingo de Páscoa com filho e namorado e fomos finalmente conferir "The Book Thief". Não li necessariamente resenhas do filme (evito ler ANTES de assistir o filme), mas li e adorei o livro há uns dois anos (leia aqui) e confesso que estava apreensiva. É que sou chata mesmo e sempre fico apreensiva quando mais uma adaptação para o cinema é feita de um dos "meus" livros. Nesse caso eu tinha visto o trailer antes e como a produção era a mesma de Life of Pi (outro que li e admito gostei do filme), fiquei mais aliviada.

Voltando ao filme em questão, a estória se passa na Alemanha no período da Segunda Guerra Mundial, a página negra na história do país e da humanidade. A estória tem dois protagonistas. Liesel, uma menina judia que é adotada por um casal alemão depois que o irmãozinho morre e os pais (provavelmente) são enviados para um campo de concentração. E Max, um jovem judeu que uma noite bate na porta dos pais adotivos de Liesel pedindo abrigo. Ele está muito doente, e o casal apesar de ter pouco dinheiro, decide cuidar dele porque afinal, o pai do rapaz deu a sua vida pela do pai adotivo de Liesel em outra guerra (a Primeira Guerra Mundial). Antes de morrer, o pai de Liesel prometeu que cuidaria de seus filhos ou mulher caso algo viesse a acontecer com eles. E assim não pensa duas vezes quando Max vem pedir ajuda. Na verdade são três protagonistas, se considerarmos o narrador da estória: A Morte. Ela mesma, este personagem que todos iremos encontrar mais cedo ou mais tarde. E e a presença dela inevitavelmente percorre todo o livro ( e filme).

Se o pano de fundo da estória é o nazismo, o filme é centrado na estória da improvável amizade de uma menina que roubava livros e um jovem judeu que amava as palavras. Quando Liesel é adotada pelos pais alemães e é enviada para a escola (ela devia ter uns 11 anos na época), ela nem sabia escrever seu nome e foi logo vítima de bullying na escola. Pois não só ela aprendeu a ler e escrever como se transformou em uma leitora voraz que chegava a roubar livros pelo simples prazer da leitura. E mais tarde, torna-se escritora (como vemos no final do filme, mas não vou contar mais pra não estragar).

Outro momento importante na vida de Liesel é quando ela faz amizade com a mulher do prefeito. A mãe de Liesel - uma mulher aparentemente brava mas com um coração de ouro - lava e passa roupas para o prefeito da cidade, e quando um dia sua esposa descobre que Liesel adora ler, ela apresenta a biblioteca particular deles para a menina. Liesel fica fascinada com todos aqueles livros e a partir daí começa outra amizade importante na vida da menina. Ela sempre volta à mansão do prefeito para ler livros e quando um dia o prefeito decide que ela não é mais bem-vinda, ela não vê outra opção senão pegá-los emprestados escondido!



Para mim, uma das partes mais lindas do filme é quando vemos Liesel sentada ao lado de Max no porão lendo estórias para o amigo doente. O jovem está as beiras da morte e são as estórias de Liesel que o mantém vivo. Felizmente ele se recupera e quando Liesel faz aniversário, ele oferece a ela um presente simbólico que irá mudar sua vida. Um livro com páginas em branco, para ela escrever suas próprias estórias!

Enfim, The Book Thief é mais do que uma estória de judeus e nazistas - é uma estória de amizade, de sobrevivência e perseverança em tempos difíceis E também uma estória de amor pelos livros...Eu recomendo a todos que assistiram ao filme que leiam também o livro! Porque se a adaptação para o cinema ficou muito boa, o livro é muito melhor...

4 comentários:

Eber Soler Rochi disse...

Coincido con vos en que soy también bastante aprensiva cuando sale una película basada en un libro favorito; siempre tengo miedo que no le haga justicia. La verdad es que tenía mucha curiosidad por esta historia, ya que me interesan mucho las novelas históricas ambientadas en la época de la Segunda Guerra Mundial (The Boy in the Striped Pajamas, 22 Britannia Road, Sarah's Key, etc). Mi idea era leer primero el libro y después ver la película, pero la tentación fue más fuerte e hice al revés. Muy linda historia, me gustó bastante el filme.

Line disse...

Acredita que comecei a ler o livro e nunca terminei? Agora tô doida pra ler bem rapidinho pra poder assistir o filme, mas com um bebê "na minha cola", vai ficar difícil! Rs

Aline Aimée disse...

Lembro de ter gostado muito do livro, de ter-me sentido enredada por ele. Mas achei o filme tão lento que dormi antes do final. :(

Milena F. disse...

Que bom que você voltou a ter vontade de escrever!
Não vi o filme, queria mas acabou passando batido, e tinha lido algumas resenhas de leigos falando muito mal do filme (e do livro, por sinal), mas não me deixo influenciar tanto por isso. Quando coloco na cabeça que quero ver um filme (ou não), ninguém consegue me dissuadir!!!