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Bergman foi e continua sendo essencial na minha formação de cinema. Não que eu tenha pretensão a qualquer tipo de formação acadêmica...mas como cinéfila de carteirinha que já frequentou muitos festivais e cinematecas por esta vida afora, só posso dizer que ele foi e continua sendo uma das minhas principais fontes de referência e inspiração. E claro, a mais pura admiração. Até hoje me lembro do primeiro filme do diretor sueco que assisti aos 14 anos com minha mãe: Sonata de Outono. Saí do cinema sem palavras, garganta apertada e uma sensação inenarrável...completamente assoberbada com as imagens que acabara de ver na tela (porque dos diálogos eu nem preciso falar). A mesma sensação se repetiu ao assistir vários de seus filmes mais tarde. Entre os meus favoritos de todos os tempos poderia citar: Morangos Silvestres, O Sétimo Selo, Cenas de Um Casamento, Persona, Gritos e Sussuros, Face a Face, Da Vida de Marionetes e Fanny e Alexander.
Fim de uma Era, como tão bem descreve este artigo publicado hoje em um blog de cinema:
Bergmanolatry is sometimes an excuse for grumpy denunciations of the decline of arthouse cinema, and the decline of a media that supports it. But right now I'm straining to think of a European film-maker who really does believe in the urgency of moral questions the way Bergman did. It really is the end of an era.
1 comentários:
shit, agora que vi - escrevi a mesma coisa, "fim de uma era". Zeitgeist!
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