segunda-feira, setembro 05, 2011

Como manter a sanidade mental?


No mundo em que vivemos, vale tudo pra manter a sanidade mental. E juro que não é invenção minha, é a pura realidade. Sobrevivência na selva, cada um por si e Deus por todos.

Tem gente que vai pra igreja todo santo domingo. Tem quem prefira centros espíritas. Outros jogam tarô ou encomendam religiosamente sua revolução solar a cada novo ano. Tem os que passam a vida inteira fazendo terapia. E os que não podem perder uma aula de ioga ou tai chi. Tem a turma viciada em academia e pilates. E tem a turma das caminhadas.

Aí tem aqueles que respiram música 24 horas por dia. São aquelas pessoas que tem uma trilha sonora para cada momento do dia, da semana, do mês e do ano. Tem quem toque piano, violão ou outro instrumento musical. Tem quem decida formar uma banda (mesmo que a adolescência já esteja bem distante e talvez por isso mesmo). Tem quem faz ballet a vida inteira e tem quem não perca um espetáculo de ballet.  E não podemos esquecer a turma do teatro, claro.

Tem ainda a turma que pega pesado. Os que gostam de tomar uns drinks (na happy hour ou em qualquer outra hora do dia ou da noite). Tem os que fumam um cigarro atrás do outro. E tem os que comem para se distrair e não ter de lidar com suas emoções. Enfim: uns bebem, outros fumam e outros morrem pela boca.

Tem gente que escreve e tem gente que lê o que os outros escrevem. Entre os que escrevem, tem quem escreva porque gosta e tem quem escreva porque precisa (eu me incluo no segundo time, obviamente). Tem gente que tem máquina de costura em casa. Tem quem faça um belo tricô ou crochê. E tem também quem curta todo tipo de trabalhos manuais. Porque a arte - seja qual for sua forma - é uma das melhores estratégias de sobrevivência. Ser criativo é uma das melhores formas de sobreviver e de dizer sim à vida. Quando a gente dá vazão à nossa criatividade, as coisas começam a fazer sentido - de dentro para fora. E no final das contas, isso é o que importa (os outros que se danem).







Todas essas atividades acima não passam de estratégias individuais para mantermos algum nível de sanidade mental em um mundo doente. Para alguns de nós, essas estratégias ainda são inconscientes. São aquelas pessoas que vão levando a vida sem parar pra pensar muito e que torcem quietinhas pra que tudo acabe bem. Para outros, manter a sanidade mental é um ato consciente, uma escolha necessária. Esses vão adaptando estratégias no seu dia-a-dia.

Eu mesma não sei o que seria de mim sem as palavras. As palavras que escrevo aqui e as palavras que leio nos meus livros, fiéis amigos de toda hora. Também tenho tido uma satisfação enorme nos meus projetos de scrap. Enfim, a vida nem sempre é fácil mas alguns tem a sorte de encontrar uma válvula de escape - ou seria melhor dizer um canal de expressão?

E você, o que faz pra manter a sua sanidade mental?






PS. Post dedicado à minha amiga Bebete, com quem estive hoje e que me estimulou a continuar escrevendo por aqui.

9 comentários:

Bebete Indarte disse...

Bom, eu gosto e gostei de tudo. Seu cartão vintage (feito em casa, lindo e perfeito). Sua visita, porque suas conversas me inspiram tremendamente. Seu presente em video-tape (palavras sábias impressas nunca são demais). Assim é a amizade, uma troca e vamos mantendo nossa sanidade mental. O tempo passa voando e sempre fica aquele gostinho de quero mais, afinal a 'vida é a arte do encontro'. Eu fumo, bebo, converso, escrevo, leio, como farofa, canto junto e etcetera, mas assim pretendo levar a vida, não quero que ela me leve. Beijos e obrigada pela homenagem, fiquei toda arrepiada. ;-)

Pri S. disse...

Vc leu meus pensamentos... Venho pensando tanto sobre isso! Minhas leituras, meus filmes e seriados, minhas escritas e meus passeios pela net cumprem essa função, de manter a minha sanidade. Mas ultimamente não tem sido suficiente e eu tenho repensado a função dessas coisas na minha vida e a minha necessidade em produzir - seja lá de forma for...

De qualquer forma, num mundo como o que vivemos é preciso buscar formas de ser feliz, apesar do que não vai bem. Transcender o óbvio da rotina e perder tempo com o que nos traga prazer de verdade.

Bjos!

Dri disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Lilly disse...

Esse seu post suuuper inspirado reforça um que eu fiz há muito tempo atrás sobre como o sofrimento acaba levando a boas produções. Não que a gente queira sofrer, mas é inevitável reparar que muita coisa vem desses momentos.

Eu mantenho a minha sanidade mental criando. Seja postando no blogger, no tumblr, nas minhas criações digitais ou no scrap artesanal. Bom, na verdade não sei se mantenho a sanidade... Disse uma pessoa para mim certa vez que os loucos de verdade se acham normais. Adorei!!!

Beijos!!!

Maria Valéria disse...

eu faço de tudo um pouco: toco piano, faço teatro, escrevo, leio , vejo filmes. só que ultimamente não tenho conseguido tocar piano. Minha relação terminou há mais ou menos um mês- e sim, amiga, dessa vez é definitivo.... então, não consigo tocar piano quando passo por um momento triste. O piano me faz viajar no tempo, faz voltar memórias que quero apagar... só consegui tocar no fim de semana passado, porque foi a música que eu compus, num sarau.
então esse semestre vou canalizar tudo pro teatro... hehe!!
e minha professora de teatro tá tentando me botar na cabeça pra eu fazer balé... caraca, justo eu que sou grandona e desengonçada, fazer balé???
essa semana estava revendo o filme do titanic, e me deu muita vontade que aqui tivesse uma festa irlandesa como aquela mostrada no filme( na terceira classe do navio), pra eu sair dançando, pulando e fazendo trenzinho ao som de tambor, bumbo e gaita de fole... acho que to ficando doida mesmo!!! hehe!!!
beijos;))

Dri disse...

Tive que remover meu recado anterior, a falta de acentos estava me incomodando. Contato com a natureza... e um teclado devidamente configurado ajudam a manter a sanidade :)

kalina morena disse...

alo alo Bebete!
mais um otimo post. fique firme por ai que estamos aqui torcendo por voce, Beth.
eu adoro escrever. a palavra liberta a alma, afasta as nuvens escuras, traz alegria e leveza.
tambem gosto de caminhar num parque lindo que tem aqui pertinho de mim, escutando os passarinhos que cantam para mim.
ando ja com momentos de saudades da vida que nasceu aqui na inglaterra. bem sei que deveria simplesmente viver e ser feliz agora, e isso eu faco, mas a conclusao de alguns trabalhos, a mudanca das estacoes, . . . colocaram o futuro diante da minha alma.
beijo
Kalina

feijaocomcurrywurst disse...

Olá Beth!
Obrigada pela visita... estava lendo seu blog e este post me chamou a atenção... realmente, arte ou qualquer outro processo criativo é uma maneira de se redescobrir e tentar encontrar um ponto de equilíbrio, uma maneira de dar vazão a tudo o que há dentro de nós. Tudo o que guardamos em excesso é prejudicial, portanto, continuemos criando, cada um a sua maneira. Eu adoro escrever e ouvir música e tentar tocar meu violãozinho :)
Beijos e bom fim de semana!

absurdo contraditório disse...

Fiquei pensando numa frase que vi, algo como não haver mérito em ser são em um mundo doente... Não sei se acho isso válido pra mim... Manter minha sanidade - sem nenhum ser imaginário que "me ame", sem viver bêbado, drogado ou anestesiado de alguma forma - é muito difícil... eu faço exercícios, quando consigo. Mas não sei se fazemos isso pra manter a sanidade... O que vejo é que estamos todos doentes e fazemos isso pra tentar desesperadamente sobreviver.

Tecnologia do Blogger.

Como manter a sanidade mental?


No mundo em que vivemos, vale tudo pra manter a sanidade mental. E juro que não é invenção minha, é a pura realidade. Sobrevivência na selva, cada um por si e Deus por todos.

Tem gente que vai pra igreja todo santo domingo. Tem quem prefira centros espíritas. Outros jogam tarô ou encomendam religiosamente sua revolução solar a cada novo ano. Tem os que passam a vida inteira fazendo terapia. E os que não podem perder uma aula de ioga ou tai chi. Tem a turma viciada em academia e pilates. E tem a turma das caminhadas.

Aí tem aqueles que respiram música 24 horas por dia. São aquelas pessoas que tem uma trilha sonora para cada momento do dia, da semana, do mês e do ano. Tem quem toque piano, violão ou outro instrumento musical. Tem quem decida formar uma banda (mesmo que a adolescência já esteja bem distante e talvez por isso mesmo). Tem quem faz ballet a vida inteira e tem quem não perca um espetáculo de ballet.  E não podemos esquecer a turma do teatro, claro.

Tem ainda a turma que pega pesado. Os que gostam de tomar uns drinks (na happy hour ou em qualquer outra hora do dia ou da noite). Tem os que fumam um cigarro atrás do outro. E tem os que comem para se distrair e não ter de lidar com suas emoções. Enfim: uns bebem, outros fumam e outros morrem pela boca.

Tem gente que escreve e tem gente que lê o que os outros escrevem. Entre os que escrevem, tem quem escreva porque gosta e tem quem escreva porque precisa (eu me incluo no segundo time, obviamente). Tem gente que tem máquina de costura em casa. Tem quem faça um belo tricô ou crochê. E tem também quem curta todo tipo de trabalhos manuais. Porque a arte - seja qual for sua forma - é uma das melhores estratégias de sobrevivência. Ser criativo é uma das melhores formas de sobreviver e de dizer sim à vida. Quando a gente dá vazão à nossa criatividade, as coisas começam a fazer sentido - de dentro para fora. E no final das contas, isso é o que importa (os outros que se danem).







Todas essas atividades acima não passam de estratégias individuais para mantermos algum nível de sanidade mental em um mundo doente. Para alguns de nós, essas estratégias ainda são inconscientes. São aquelas pessoas que vão levando a vida sem parar pra pensar muito e que torcem quietinhas pra que tudo acabe bem. Para outros, manter a sanidade mental é um ato consciente, uma escolha necessária. Esses vão adaptando estratégias no seu dia-a-dia.

Eu mesma não sei o que seria de mim sem as palavras. As palavras que escrevo aqui e as palavras que leio nos meus livros, fiéis amigos de toda hora. Também tenho tido uma satisfação enorme nos meus projetos de scrap. Enfim, a vida nem sempre é fácil mas alguns tem a sorte de encontrar uma válvula de escape - ou seria melhor dizer um canal de expressão?

E você, o que faz pra manter a sua sanidade mental?






PS. Post dedicado à minha amiga Bebete, com quem estive hoje e que me estimulou a continuar escrevendo por aqui.

9 comentários:

Bebete Indarte disse...

Bom, eu gosto e gostei de tudo. Seu cartão vintage (feito em casa, lindo e perfeito). Sua visita, porque suas conversas me inspiram tremendamente. Seu presente em video-tape (palavras sábias impressas nunca são demais). Assim é a amizade, uma troca e vamos mantendo nossa sanidade mental. O tempo passa voando e sempre fica aquele gostinho de quero mais, afinal a 'vida é a arte do encontro'. Eu fumo, bebo, converso, escrevo, leio, como farofa, canto junto e etcetera, mas assim pretendo levar a vida, não quero que ela me leve. Beijos e obrigada pela homenagem, fiquei toda arrepiada. ;-)

Pri S. disse...

Vc leu meus pensamentos... Venho pensando tanto sobre isso! Minhas leituras, meus filmes e seriados, minhas escritas e meus passeios pela net cumprem essa função, de manter a minha sanidade. Mas ultimamente não tem sido suficiente e eu tenho repensado a função dessas coisas na minha vida e a minha necessidade em produzir - seja lá de forma for...

De qualquer forma, num mundo como o que vivemos é preciso buscar formas de ser feliz, apesar do que não vai bem. Transcender o óbvio da rotina e perder tempo com o que nos traga prazer de verdade.

Bjos!

Dri disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Lilly disse...

Esse seu post suuuper inspirado reforça um que eu fiz há muito tempo atrás sobre como o sofrimento acaba levando a boas produções. Não que a gente queira sofrer, mas é inevitável reparar que muita coisa vem desses momentos.

Eu mantenho a minha sanidade mental criando. Seja postando no blogger, no tumblr, nas minhas criações digitais ou no scrap artesanal. Bom, na verdade não sei se mantenho a sanidade... Disse uma pessoa para mim certa vez que os loucos de verdade se acham normais. Adorei!!!

Beijos!!!

Maria Valéria disse...

eu faço de tudo um pouco: toco piano, faço teatro, escrevo, leio , vejo filmes. só que ultimamente não tenho conseguido tocar piano. Minha relação terminou há mais ou menos um mês- e sim, amiga, dessa vez é definitivo.... então, não consigo tocar piano quando passo por um momento triste. O piano me faz viajar no tempo, faz voltar memórias que quero apagar... só consegui tocar no fim de semana passado, porque foi a música que eu compus, num sarau.
então esse semestre vou canalizar tudo pro teatro... hehe!!
e minha professora de teatro tá tentando me botar na cabeça pra eu fazer balé... caraca, justo eu que sou grandona e desengonçada, fazer balé???
essa semana estava revendo o filme do titanic, e me deu muita vontade que aqui tivesse uma festa irlandesa como aquela mostrada no filme( na terceira classe do navio), pra eu sair dançando, pulando e fazendo trenzinho ao som de tambor, bumbo e gaita de fole... acho que to ficando doida mesmo!!! hehe!!!
beijos;))

Dri disse...

Tive que remover meu recado anterior, a falta de acentos estava me incomodando. Contato com a natureza... e um teclado devidamente configurado ajudam a manter a sanidade :)

kalina morena disse...

alo alo Bebete!
mais um otimo post. fique firme por ai que estamos aqui torcendo por voce, Beth.
eu adoro escrever. a palavra liberta a alma, afasta as nuvens escuras, traz alegria e leveza.
tambem gosto de caminhar num parque lindo que tem aqui pertinho de mim, escutando os passarinhos que cantam para mim.
ando ja com momentos de saudades da vida que nasceu aqui na inglaterra. bem sei que deveria simplesmente viver e ser feliz agora, e isso eu faco, mas a conclusao de alguns trabalhos, a mudanca das estacoes, . . . colocaram o futuro diante da minha alma.
beijo
Kalina

feijaocomcurrywurst disse...

Olá Beth!
Obrigada pela visita... estava lendo seu blog e este post me chamou a atenção... realmente, arte ou qualquer outro processo criativo é uma maneira de se redescobrir e tentar encontrar um ponto de equilíbrio, uma maneira de dar vazão a tudo o que há dentro de nós. Tudo o que guardamos em excesso é prejudicial, portanto, continuemos criando, cada um a sua maneira. Eu adoro escrever e ouvir música e tentar tocar meu violãozinho :)
Beijos e bom fim de semana!

absurdo contraditório disse...

Fiquei pensando numa frase que vi, algo como não haver mérito em ser são em um mundo doente... Não sei se acho isso válido pra mim... Manter minha sanidade - sem nenhum ser imaginário que "me ame", sem viver bêbado, drogado ou anestesiado de alguma forma - é muito difícil... eu faço exercícios, quando consigo. Mas não sei se fazemos isso pra manter a sanidade... O que vejo é que estamos todos doentes e fazemos isso pra tentar desesperadamente sobreviver.