quinta-feira, outubro 31, 2013

A morte sempre nos pega de surpresa



Os últimos dias foram muito pesados. Uma amiga de longa data (dos meus tempos de Brasil, mas que morava aqui na Holanda há 10 anos) faleceu subitamente na madrugada de sábado de um AVC (o segundo porque ela teve o primeiro, estava se recuperando e quase levando alta do hospital quando teve a recaída).

Ela iria completar 47 anos em novembro...e deixou um marido desolado e um menininho de 7 anos sem mãe (o garoto ainda nem entendeu direito o que está acontecendo à sua volta). Sem falar na tristeza dos familiares e amigos que ficaram. E ela deixou muitos amigos, fez  amizades sinceras aqui na Holanda (o que é muito difícil) e eu fico muito feliz por ela. Porque na minha experiência, amizade de verdade é coisa rara...amigos pra ir a festas todo mundo tem aos montes, né? Pois é.

No mais, é sempre assim: sofre mais quem fica. Quem morre, segue em paz...ou assim queremos acreditar. E eu só espero que ela esteja em paz neste momento.

Ontem foi o meu primeiro velório na Holanda (e eu moro aqui há quase 20 anos). E claro, foi muito triste - mas muito comovente também. Músicas especialmente selecionadas pelo marido e pela família dela. Um slideshow com fotos de várias fases de sua vida, etc. E aí bate aquela tristeza enorme ao ver uma mulher ainda tão jovem e cheia de vida e amor pra dar, morrer assim tão subitamente. Mesmo que a gente acredite que nada acontece por acaso, é difícil lidar com a morte. Ninguém está preparado para este momento, que acontece inevitavelmente na vida de cada um de nós. Quando menos esperamos.

E apesar de ela morar também na Holanda, morávamos em partes diferentes do país, uma no norte outra no sul. E cada uma criando o seu filho da melhor maneira possível sem família por perto pra dividir a carga (quem mora fora sabe como é difícil). Enfim, eu não a via com frequência mas era uma pessoa muito sincera e amiga. E tentávamos manter contato, acompanhar um pouco a vida da outra no Facebook por exemplo.

Enfim, ando sem palavras. E muito reflexiva, tentando ver sentido onde não existe...

4 comentários:

Line disse...

Beth, é verdade, por mais que saibamos que a morte é natural e um dia todos nós teremos que passar por isso, ainda assim é difícil de aceitar.

Há duas semanas fiquei sabendo que uma colega teve uma ruptura numa veia do pescoço, tem 36 anos e 3 filhos pequenos. Só que ela não morreu, e segundo os médicos daqui, não há o que se fazer, ela é na verdade um caso raríssimo já que a grande maioria não resiste.

Ela está no hospital, super consciente, já teve duas hemorragias, vários desmaios e não pode fazer esforço algum, nem mesmo atender o telefone quando amigos ligam. Fiquei triste demais quando soube disso, que situação difícil! Os médicos disseram que a veia pode ser regenerar(?), mas que o processo pode levar anos!

Agora veja, num dia a pessoa leva uma vida normal. E no outro corre risco de morte. Não é mesmo difícil de entender?

NBA disse...

Beth estou sem palavras pensando no que você escreveu, principalmente pelo filho dela.

Milena F. disse...

Muito triste mesmo...
Mas eu já acho que não é na morte que devemos buscar sentido... mas na vida!

Maria Valéria disse...

Eu ainda nao perdi ninguém com quem tive uma convivência grande pra sofrer por causa de uma morte....
Talvez minha avo, mãe do meu pai, mas em tinha so 12 anos e nem me deixaram ir ao velório...
Nao tive tanta convivência com ela, mas me identificava muito, e gostaria de poder te- la conhecido melhor...

Os outros avós que morreram ( o ultimo foi o pai da minha mãe,ano passado ) tambem tive pouca convivência para sofrer....tenho boas lembranças, mas pouca convivência,....e amigo graças a deus ainda nao perdi nenhum

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A morte sempre nos pega de surpresa



Os últimos dias foram muito pesados. Uma amiga de longa data (dos meus tempos de Brasil, mas que morava aqui na Holanda há 10 anos) faleceu subitamente na madrugada de sábado de um AVC (o segundo porque ela teve o primeiro, estava se recuperando e quase levando alta do hospital quando teve a recaída).

Ela iria completar 47 anos em novembro...e deixou um marido desolado e um menininho de 7 anos sem mãe (o garoto ainda nem entendeu direito o que está acontecendo à sua volta). Sem falar na tristeza dos familiares e amigos que ficaram. E ela deixou muitos amigos, fez  amizades sinceras aqui na Holanda (o que é muito difícil) e eu fico muito feliz por ela. Porque na minha experiência, amizade de verdade é coisa rara...amigos pra ir a festas todo mundo tem aos montes, né? Pois é.

No mais, é sempre assim: sofre mais quem fica. Quem morre, segue em paz...ou assim queremos acreditar. E eu só espero que ela esteja em paz neste momento.

Ontem foi o meu primeiro velório na Holanda (e eu moro aqui há quase 20 anos). E claro, foi muito triste - mas muito comovente também. Músicas especialmente selecionadas pelo marido e pela família dela. Um slideshow com fotos de várias fases de sua vida, etc. E aí bate aquela tristeza enorme ao ver uma mulher ainda tão jovem e cheia de vida e amor pra dar, morrer assim tão subitamente. Mesmo que a gente acredite que nada acontece por acaso, é difícil lidar com a morte. Ninguém está preparado para este momento, que acontece inevitavelmente na vida de cada um de nós. Quando menos esperamos.

E apesar de ela morar também na Holanda, morávamos em partes diferentes do país, uma no norte outra no sul. E cada uma criando o seu filho da melhor maneira possível sem família por perto pra dividir a carga (quem mora fora sabe como é difícil). Enfim, eu não a via com frequência mas era uma pessoa muito sincera e amiga. E tentávamos manter contato, acompanhar um pouco a vida da outra no Facebook por exemplo.

Enfim, ando sem palavras. E muito reflexiva, tentando ver sentido onde não existe...

4 comentários:

Line disse...

Beth, é verdade, por mais que saibamos que a morte é natural e um dia todos nós teremos que passar por isso, ainda assim é difícil de aceitar.

Há duas semanas fiquei sabendo que uma colega teve uma ruptura numa veia do pescoço, tem 36 anos e 3 filhos pequenos. Só que ela não morreu, e segundo os médicos daqui, não há o que se fazer, ela é na verdade um caso raríssimo já que a grande maioria não resiste.

Ela está no hospital, super consciente, já teve duas hemorragias, vários desmaios e não pode fazer esforço algum, nem mesmo atender o telefone quando amigos ligam. Fiquei triste demais quando soube disso, que situação difícil! Os médicos disseram que a veia pode ser regenerar(?), mas que o processo pode levar anos!

Agora veja, num dia a pessoa leva uma vida normal. E no outro corre risco de morte. Não é mesmo difícil de entender?

NBA disse...

Beth estou sem palavras pensando no que você escreveu, principalmente pelo filho dela.

Milena F. disse...

Muito triste mesmo...
Mas eu já acho que não é na morte que devemos buscar sentido... mas na vida!

Maria Valéria disse...

Eu ainda nao perdi ninguém com quem tive uma convivência grande pra sofrer por causa de uma morte....
Talvez minha avo, mãe do meu pai, mas em tinha so 12 anos e nem me deixaram ir ao velório...
Nao tive tanta convivência com ela, mas me identificava muito, e gostaria de poder te- la conhecido melhor...

Os outros avós que morreram ( o ultimo foi o pai da minha mãe,ano passado ) tambem tive pouca convivência para sofrer....tenho boas lembranças, mas pouca convivência,....e amigo graças a deus ainda nao perdi nenhum