domingo, agosto 12, 2007

Sessão de cinema: Paris Je T´aime

Thomas Listen. Listen. There are times when life calls out for a change. A transition. Like the seasons. Our spring was wonderful, but summer is over now and we missed out on autumn. And now all of a sudden, it's cold, so cold that everything is freezing over. Our love fell asleep, and the snow took it by surprise. But if you fall asleep in the snow, you don't feel death coming. Take care...(do segmento Faubourg Saint-Denis)

Este fim-de-semana assisti com F. um filme que já estava querendo assistir há tempos. Ele já tinha feito download do filme para assistirmos em casa mas para minha sorte - porque eu amo cinema e nada supera a experiência de assistir um belo filme em uma sala escura - o filme voltou ao cartaz na cidade dele (e nos últimos tempos também um pouco minha cidade).

Mas antes que eu comece a divagar, vamos ao que interessa. Paris Je T´aime é um fascinante caleidoscópio de imagens composto de diferentes estórias em diferentes arrondissements de uma das minhas cidades favoritas. Uma ode cinematográfica à cidade-luz dirigida por nada menos que 18 diretores, entre eles alguns dos melhores diretores da atualidade - como Olivier Assayas, os irmãos Coen, Alfonso Cuarón, Isabel Coixet, Tom Tykwer, Gus Van Sant e até mesmo Walter Salles, só para citar alguns.

Como era de se esperar, alguns segmentos dominam a paisagem, deixando inevitavelmente uma marca mais forte. Outros são menos bem-sucedidos (incluiria aqui a segmento de Gus Van Sant, que já fez coisa bem melhor) mas mesmo assim contribuem na elaboração do quadro final. Entre meus favoritos, não poderia deixar de incluir os segmentos Quais de Seine (que mostra o encontro casual entre uma moça muçulmana e um rapaz francês com uma delicadeza impressionante) e Faubourg Saint-Denis (com o casal apaixonado Thomas e Francine). O fragmento Tuilleries (dos insuperáveis irmãos Cohen) é, sem dúvida, um dos momentos mais hilários do filme. Já Loin du 16ème (de Walter Salles) consegue sintetizar em imagens e com o mínimo de palavras um pouco da vida dos imigrantes em Paris, esta população invisível (mas nem tanto assim) que tenta (sobre)viver da melhor forma possível nos subúrbios da cidade (aliás uma realidade em qualquer capital européia nos dias de hoje). Ainda falando de imigrantes, a estória do rapaz africano em Place de Fêtes é algo de singelo e comovente...O episódio Père-Lachaise mostra um casal em plena lua-de-mel que é confrontado com suas diferenças e recebe uma ajudinha de nada menos do que Oscar Wilde (isso mesmo!). Já o segmento Tour Eiffel homenageia a Paris dos artistas e dos mímicos em uma rápida sucessão de imagens policromáticas e poéticas.

Fica a dica pra quem (como eu) ama Paris ou sonha em conhecer a charmosa capital francesa!


4 comentários:

Antonio Fontelles disse...

Que filme genial, aparentemente. Como todo amante de Paris, vou correndo ver se está passando por aqui... obrigado pela dica!

La Belle® disse...

Eu ainda não conheci Paris, mas se tudo der certo, ano que vem estarei por lá!

Vou procurar o filme também. Beijocas Bethinha!

Eu penso que... disse...

Estou doida para ver este filme...mas na minha cidade ainda não chegou.
Tentei assistir quando estive no Rio, mas também não deu.
Acho simplesmente o máximo Paris e espero que o filme reflita um pouco isso...
Bjs

Paloma disse...

Parece que temos mesmo afinidades! Você falou justo dos segmentos que mais me tocaram! Também adoro cinema e acho que nada substitui a sala escura, a pipoca, a expectativa do filme. Gostei muito de te ler!
Quanto à distimia, um problema sério demais e sobre o qual pouca gente fala. Depois de anos sofrendo e oscilando entre depressões, enfim, no ano passado, tive o diagnóstico e estou bem como nunca pensei que fosse ficar.
Você não acha que todo mundo que sofre precisa falar mais sobre isso?
Obrigada pela visita ao "Colar", volte sempre!
Beijos!

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Sessão de cinema: Paris Je T´aime

Thomas Listen. Listen. There are times when life calls out for a change. A transition. Like the seasons. Our spring was wonderful, but summer is over now and we missed out on autumn. And now all of a sudden, it's cold, so cold that everything is freezing over. Our love fell asleep, and the snow took it by surprise. But if you fall asleep in the snow, you don't feel death coming. Take care...(do segmento Faubourg Saint-Denis)

Este fim-de-semana assisti com F. um filme que já estava querendo assistir há tempos. Ele já tinha feito download do filme para assistirmos em casa mas para minha sorte - porque eu amo cinema e nada supera a experiência de assistir um belo filme em uma sala escura - o filme voltou ao cartaz na cidade dele (e nos últimos tempos também um pouco minha cidade).

Mas antes que eu comece a divagar, vamos ao que interessa. Paris Je T´aime é um fascinante caleidoscópio de imagens composto de diferentes estórias em diferentes arrondissements de uma das minhas cidades favoritas. Uma ode cinematográfica à cidade-luz dirigida por nada menos que 18 diretores, entre eles alguns dos melhores diretores da atualidade - como Olivier Assayas, os irmãos Coen, Alfonso Cuarón, Isabel Coixet, Tom Tykwer, Gus Van Sant e até mesmo Walter Salles, só para citar alguns.

Como era de se esperar, alguns segmentos dominam a paisagem, deixando inevitavelmente uma marca mais forte. Outros são menos bem-sucedidos (incluiria aqui a segmento de Gus Van Sant, que já fez coisa bem melhor) mas mesmo assim contribuem na elaboração do quadro final. Entre meus favoritos, não poderia deixar de incluir os segmentos Quais de Seine (que mostra o encontro casual entre uma moça muçulmana e um rapaz francês com uma delicadeza impressionante) e Faubourg Saint-Denis (com o casal apaixonado Thomas e Francine). O fragmento Tuilleries (dos insuperáveis irmãos Cohen) é, sem dúvida, um dos momentos mais hilários do filme. Já Loin du 16ème (de Walter Salles) consegue sintetizar em imagens e com o mínimo de palavras um pouco da vida dos imigrantes em Paris, esta população invisível (mas nem tanto assim) que tenta (sobre)viver da melhor forma possível nos subúrbios da cidade (aliás uma realidade em qualquer capital européia nos dias de hoje). Ainda falando de imigrantes, a estória do rapaz africano em Place de Fêtes é algo de singelo e comovente...O episódio Père-Lachaise mostra um casal em plena lua-de-mel que é confrontado com suas diferenças e recebe uma ajudinha de nada menos do que Oscar Wilde (isso mesmo!). Já o segmento Tour Eiffel homenageia a Paris dos artistas e dos mímicos em uma rápida sucessão de imagens policromáticas e poéticas.

Fica a dica pra quem (como eu) ama Paris ou sonha em conhecer a charmosa capital francesa!


4 comentários:

Antonio Fontelles disse...

Que filme genial, aparentemente. Como todo amante de Paris, vou correndo ver se está passando por aqui... obrigado pela dica!

La Belle® disse...

Eu ainda não conheci Paris, mas se tudo der certo, ano que vem estarei por lá!

Vou procurar o filme também. Beijocas Bethinha!

Eu penso que... disse...

Estou doida para ver este filme...mas na minha cidade ainda não chegou.
Tentei assistir quando estive no Rio, mas também não deu.
Acho simplesmente o máximo Paris e espero que o filme reflita um pouco isso...
Bjs

Paloma disse...

Parece que temos mesmo afinidades! Você falou justo dos segmentos que mais me tocaram! Também adoro cinema e acho que nada substitui a sala escura, a pipoca, a expectativa do filme. Gostei muito de te ler!
Quanto à distimia, um problema sério demais e sobre o qual pouca gente fala. Depois de anos sofrendo e oscilando entre depressões, enfim, no ano passado, tive o diagnóstico e estou bem como nunca pensei que fosse ficar.
Você não acha que todo mundo que sofre precisa falar mais sobre isso?
Obrigada pela visita ao "Colar", volte sempre!
Beijos!