quarta-feira, maio 14, 2008

Sorte e azar

Ando meio pensativa então lá vai mais um post da série Divagações...É que depois de levar meu filho hoje na escola, estava conversando com uma das mães e me dei conta de que tenho muita, muita sorte! Porque meu ex-marido pode não ter sido um bom marido mas ele é um excelente pai, não tenho absolutamente do que reclamar. Enquanto que muitas mulheres se vêem mães solteiras da noite pro dia, eu tenho um ex que toma conta do meu filho o suficiente pra eu poder retomar a minha vida. E retomar a minha vida é o que tenho feito desde o divórcio. Há cerca de 3 anos, eu ainda estava lutando contra uma depressão e achando que minha vida tinha acabado, que eu não podia fazer mais nada a não ser me resignar e aceitar o destino. Muitas lágrimas, antidepressivos e sessões de terapia depois, um dia resolvi virar a mesa e contactei um advogado para dar entrada no divórcio (aliás, vocês sabiam que a grande maioria dos divórcios são iniciados pelas mulheres?). Só vou dizer que foi a melhor decisão que tomei na minha vida.

Pois a estória desta mãe com quem eu estava conversando hoje é muito diferente. Ela foi mãe aos 23 anos de idade e hoje a filha tem 24 anos e ela 47. Até ai, tudo bem...o problema é que ela teve um filho há 10 anos (que cria sozinha) e a filha teve dois filhos. Como resultado, esta jovem senhora passa seus dias levando e buscando três crianças na escola (o filho de 10 anos e os netos de 7 e 5 anos). Desnecessário dizer, ela não pode se dar ao luxo de ter uma vida privada porque a filha precisa trabalhar e deixou os netos pra ela cuidar. Muito triste mesmo. Porque além de ter de criar filhos praticamente duas vezes, ela não tem a possibilidade de fazer mais nada nesta vida.

E eu vou todo fim-de-semana pra Haia ficar com o meu namorado, enquanto meu ex-marido cuida do nosso filho. Então quando penso que a vida é difícil (e não é fácil batalhar sozinha pra pagar as contas todo santo mês), eu pàro e penso que poderia ser muito pior! Porque ao menos eu tenho a chance de recuperar um pouco a minha vida, de reescrever a minha estória. E hoje até uma nova relação eu tenho, uma relação que me dá muito mais alegria e prazer do que qualquer outra coisa. Muitas mulheres não têm essa opção - seja por medo ou dependência financeira - e passam suas vidas aprisionadas em casamentos infelizes (como a minha mãe, na verdade eu me separei por mim e por ela). Ou então, acabam criando seus filhos sozinhas.

Moral da estória? Como tudo nesta vida, sorte e azar são relativos. Se por um lado tive azar no casamento (éramos totalmente incompatíveis, para resumir a estória), por outro lado tive sorte na escolha do pai do meu filho. E no final das contas, a gente é que decide se quer passar o resto da vida se lamuriando pelos erros do passado e pela falta de sorte. Ou se prefere agradecer a sorte que tem porque as coisas poderiam ser piores...muito piores!

4 comentários:

Vivia disse...

Você tem toda razão! Sempre achei que a vida é resultado das nossas escolhas... Que cada um seja responsável por si então! Lamentações não resolvem problemas...

Beijos pra vc!

Eu penso que... disse...

Amiga, vc tem mais é que levantar as mãos ao céu e agradecer!
Não é todo mundo que tem esta sorte e um ex-marido bonzinho...

Felicidades mil!!!

Bjs

isabella disse...

concordo com vc, Beth! Somos mesmos responsáveis por nossa felicidade e infelicidade. E cabe a nós fazer a escolha.

Tudo de MUITO bom pra vc e seu filho!

bjs

Bebete Indarte disse...

Nova geração de HOMENS:

Farão 7 anos que estou divorciada e tenho essa mesma sorte, aliás não acredito em sorte/azar. Acredito que algumas escolhas são corretas (quando seguimos nossa intuição e abrimos o coração), e outras podem fracassar, mas nos fazem quem somos. Ninguém aprende somente com vitórias na vida, e nem teria graça, não é mesmo.

Apesar do meu ex(pai dos meus filhos), ter uma relação com uma mulher que também tem um filho, e acabou "ganhando' 3 filhos, e sei que fica pesado às vezes, procuro compreender, mas o diálogo é o mais importante de tudo, pelo bem das crianças e de nós mesmos, mães modernas, afinal as crianças crescem rápido, viram adultos, alçam vôos maiors.

Os homens mudaram muito, UM FILHO, é uma companhia, vida social, um pedaço deles, e há muitos casais que têm uma relação civilizada, após a separação, como a sua ou a minha, outros não, é um fato da vida.
Vamos levantar as mãos pro céu...e agradecer.
Amém.

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Sorte e azar

Ando meio pensativa então lá vai mais um post da série Divagações...É que depois de levar meu filho hoje na escola, estava conversando com uma das mães e me dei conta de que tenho muita, muita sorte! Porque meu ex-marido pode não ter sido um bom marido mas ele é um excelente pai, não tenho absolutamente do que reclamar. Enquanto que muitas mulheres se vêem mães solteiras da noite pro dia, eu tenho um ex que toma conta do meu filho o suficiente pra eu poder retomar a minha vida. E retomar a minha vida é o que tenho feito desde o divórcio. Há cerca de 3 anos, eu ainda estava lutando contra uma depressão e achando que minha vida tinha acabado, que eu não podia fazer mais nada a não ser me resignar e aceitar o destino. Muitas lágrimas, antidepressivos e sessões de terapia depois, um dia resolvi virar a mesa e contactei um advogado para dar entrada no divórcio (aliás, vocês sabiam que a grande maioria dos divórcios são iniciados pelas mulheres?). Só vou dizer que foi a melhor decisão que tomei na minha vida.

Pois a estória desta mãe com quem eu estava conversando hoje é muito diferente. Ela foi mãe aos 23 anos de idade e hoje a filha tem 24 anos e ela 47. Até ai, tudo bem...o problema é que ela teve um filho há 10 anos (que cria sozinha) e a filha teve dois filhos. Como resultado, esta jovem senhora passa seus dias levando e buscando três crianças na escola (o filho de 10 anos e os netos de 7 e 5 anos). Desnecessário dizer, ela não pode se dar ao luxo de ter uma vida privada porque a filha precisa trabalhar e deixou os netos pra ela cuidar. Muito triste mesmo. Porque além de ter de criar filhos praticamente duas vezes, ela não tem a possibilidade de fazer mais nada nesta vida.

E eu vou todo fim-de-semana pra Haia ficar com o meu namorado, enquanto meu ex-marido cuida do nosso filho. Então quando penso que a vida é difícil (e não é fácil batalhar sozinha pra pagar as contas todo santo mês), eu pàro e penso que poderia ser muito pior! Porque ao menos eu tenho a chance de recuperar um pouco a minha vida, de reescrever a minha estória. E hoje até uma nova relação eu tenho, uma relação que me dá muito mais alegria e prazer do que qualquer outra coisa. Muitas mulheres não têm essa opção - seja por medo ou dependência financeira - e passam suas vidas aprisionadas em casamentos infelizes (como a minha mãe, na verdade eu me separei por mim e por ela). Ou então, acabam criando seus filhos sozinhas.

Moral da estória? Como tudo nesta vida, sorte e azar são relativos. Se por um lado tive azar no casamento (éramos totalmente incompatíveis, para resumir a estória), por outro lado tive sorte na escolha do pai do meu filho. E no final das contas, a gente é que decide se quer passar o resto da vida se lamuriando pelos erros do passado e pela falta de sorte. Ou se prefere agradecer a sorte que tem porque as coisas poderiam ser piores...muito piores!

4 comentários:

Vivia disse...

Você tem toda razão! Sempre achei que a vida é resultado das nossas escolhas... Que cada um seja responsável por si então! Lamentações não resolvem problemas...

Beijos pra vc!

Eu penso que... disse...

Amiga, vc tem mais é que levantar as mãos ao céu e agradecer!
Não é todo mundo que tem esta sorte e um ex-marido bonzinho...

Felicidades mil!!!

Bjs

isabella disse...

concordo com vc, Beth! Somos mesmos responsáveis por nossa felicidade e infelicidade. E cabe a nós fazer a escolha.

Tudo de MUITO bom pra vc e seu filho!

bjs

Bebete Indarte disse...

Nova geração de HOMENS:

Farão 7 anos que estou divorciada e tenho essa mesma sorte, aliás não acredito em sorte/azar. Acredito que algumas escolhas são corretas (quando seguimos nossa intuição e abrimos o coração), e outras podem fracassar, mas nos fazem quem somos. Ninguém aprende somente com vitórias na vida, e nem teria graça, não é mesmo.

Apesar do meu ex(pai dos meus filhos), ter uma relação com uma mulher que também tem um filho, e acabou "ganhando' 3 filhos, e sei que fica pesado às vezes, procuro compreender, mas o diálogo é o mais importante de tudo, pelo bem das crianças e de nós mesmos, mães modernas, afinal as crianças crescem rápido, viram adultos, alçam vôos maiors.

Os homens mudaram muito, UM FILHO, é uma companhia, vida social, um pedaço deles, e há muitos casais que têm uma relação civilizada, após a separação, como a sua ou a minha, outros não, é um fato da vida.
Vamos levantar as mãos pro céu...e agradecer.
Amém.