quarta-feira, março 04, 2009

Dos nossos monstros

Eu acredito que todo ser humano carrega consigo seus monstros, uns menores, outros maiores - mas de qualquer forma, monstros. Uns a gente até consegue ignorar e eles deixam a gente em paz...outros tiram noites de sono e nos deixam inquietos. Alguns são verdadeiros bullies e sabem arrancar lágrimas quando menos esperamos. Parece que sua principal razão de viver é nos tirar do sério. Pura maldade.

Pois um dos meus monstros que eu pensava estar bem quietinho no seu canto decidiu acordar pra atazanar a minha mente.... E (quase) fez um estrago danado. Porque monstro quando acorda sempre faz um estrago! Depois da tormenta a gente olha em volta pra avaliar os danos, recolher as ruínas e consertar o que pode ser consertado (e chorar pelo que se foi antes de seguir em frente). Chato é que monstro que se preze sempre surge sem avisar...e aí é que a coisa pega.

O meu monstro adora criar as estórias mais absurdas na minha cabeça, daquelas estórias que só existem na nossa cabeça mesmo (felizmente). Parece simples mas é bem mais complicado do que você pode imaginar... até porque, pimenta nos olhos dos outros é sempre refresco, né? Ele adora me encher de dúvidas e destruir minha arduamente conquistada paz de espírito. Ele conhece meus medos e inseguranças como ninguém e basta eu estar um pouco vulnerável pra ele atacar sem dó nem piedade.

Geralmente depois de um desses ataques, costumo passar uns dias de ressaca, tentando organizar as idéias e analisar as emoções, pra evitar repetir o estrago. Foi assim depois deste fim-de-semana, sorte que eu tinha terapia logo na segunda então conversando com a psicóloga já deu pra colocar algumas coisas em perspectiva. Confesso que cheguei com lágrimas e saí de lá com o coração leve. O melhor de tudo é que entrei naquela sala acompanhada de um monstro enorme e quando saí de lá, ele havia se transformado num monstrinho! Plaft, ploft...diante dos meus próprios olhos.

Então descobri que reconhecer o monstro é fundamental nessas horas. Antes de enfrentar o inimigo a gente deve reconhecê-lo. Só assim teremos alguma chance de vencer a batalha.

4 comentários:

Pat Ferret disse...

Eu não tenho medo de monstros. Tenho medo é de mim mesma... :-P

NiNah disse...

Hummmm...
Eu sou a monstra. Meda! rsss
Bjo

Lilly disse...

Adorei o seu blog e me identifiquei muito com o post. Vou ler tudo com mais calma. Interessei-me pelos filmes e livros...
Bjos!!!

Cris A. disse...

Ai Beth... Ainda bem que você reconheceu seus monstros! Essas coisas são realmente um saco.

Eu também andei mais ou menos assim, por causa do vestibular e tal. Eu não tenho psicóloga, mas livros/filmes/música sempre fizeram milagres por mim ;)

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Dos nossos monstros

Eu acredito que todo ser humano carrega consigo seus monstros, uns menores, outros maiores - mas de qualquer forma, monstros. Uns a gente até consegue ignorar e eles deixam a gente em paz...outros tiram noites de sono e nos deixam inquietos. Alguns são verdadeiros bullies e sabem arrancar lágrimas quando menos esperamos. Parece que sua principal razão de viver é nos tirar do sério. Pura maldade.

Pois um dos meus monstros que eu pensava estar bem quietinho no seu canto decidiu acordar pra atazanar a minha mente.... E (quase) fez um estrago danado. Porque monstro quando acorda sempre faz um estrago! Depois da tormenta a gente olha em volta pra avaliar os danos, recolher as ruínas e consertar o que pode ser consertado (e chorar pelo que se foi antes de seguir em frente). Chato é que monstro que se preze sempre surge sem avisar...e aí é que a coisa pega.

O meu monstro adora criar as estórias mais absurdas na minha cabeça, daquelas estórias que só existem na nossa cabeça mesmo (felizmente). Parece simples mas é bem mais complicado do que você pode imaginar... até porque, pimenta nos olhos dos outros é sempre refresco, né? Ele adora me encher de dúvidas e destruir minha arduamente conquistada paz de espírito. Ele conhece meus medos e inseguranças como ninguém e basta eu estar um pouco vulnerável pra ele atacar sem dó nem piedade.

Geralmente depois de um desses ataques, costumo passar uns dias de ressaca, tentando organizar as idéias e analisar as emoções, pra evitar repetir o estrago. Foi assim depois deste fim-de-semana, sorte que eu tinha terapia logo na segunda então conversando com a psicóloga já deu pra colocar algumas coisas em perspectiva. Confesso que cheguei com lágrimas e saí de lá com o coração leve. O melhor de tudo é que entrei naquela sala acompanhada de um monstro enorme e quando saí de lá, ele havia se transformado num monstrinho! Plaft, ploft...diante dos meus próprios olhos.

Então descobri que reconhecer o monstro é fundamental nessas horas. Antes de enfrentar o inimigo a gente deve reconhecê-lo. Só assim teremos alguma chance de vencer a batalha.

4 comentários:

Pat Ferret disse...

Eu não tenho medo de monstros. Tenho medo é de mim mesma... :-P

NiNah disse...

Hummmm...
Eu sou a monstra. Meda! rsss
Bjo

Lilly disse...

Adorei o seu blog e me identifiquei muito com o post. Vou ler tudo com mais calma. Interessei-me pelos filmes e livros...
Bjos!!!

Cris A. disse...

Ai Beth... Ainda bem que você reconheceu seus monstros! Essas coisas são realmente um saco.

Eu também andei mais ou menos assim, por causa do vestibular e tal. Eu não tenho psicóloga, mas livros/filmes/música sempre fizeram milagres por mim ;)