terça-feira, setembro 18, 2012

No More Drama Queen



O tempo passa, a gente surta e depois se acalma. A gente leva tombo, se machuca e depois levanta. A gente erra e tenta de novo. E um belo dia - meio assim do nada - a ficha cai. Aconteceu comigo recentemente, não sei dizer quando nem porque. Uma daquelas mudanças sutis, de dentro pra fora como apenas as mudanças verdadeiras sabem ser.

Eu cansei de dramas. Cansei de me preocupar com coisas que não podem ser mudadas, coisas que não dependem de mim ou da minha vontade. Cansei de me debater com a minha vidinha imperfeita. E desisti de lutar contra as injustiças do mundo (e não são poucas). Porque nem tudo na vida é como a gente quer e nem tudo sai como planejamos. E muito menos na hora em que desejamos né, gente?

Mas olha, a crise foi longa, um período muito doloroso em que preferi me esconder e ficar quieta no meu canto. Insatisfeita com muita coisa (e de certa forma, com razão) e sem saber por onde começar. Até que decidi olhar à minha volta e vi que muita gente também tem vivido os mesmos problemas, que esta maldita crise pegou uma boa parte da população. Basta ler os jornais pra saber sobre as taxas de desemprego, grandes empresas demitindo pessoal, cortes governamentais, etc etc etc.

Então não é só questão de vontade mas de timing. E de sorte, claro. Porque a gente pode ter vontade, pode espernear e gritar à vontade mas sem sorte nada acontece. E quem pensa que estou falando bobagem, provavelmente nem irá continuar lendo este post. Sorte deles!

Não, não sou a pessoa mais azarada do mundo mas tive o azar de estar procurando trabalho num momento histórico em que até os holandeses estão perdendo seus empregos! E gente, eu sou estrangeira, e ainda por cima mãe separada. Eu tenho filho pra criar e ele sempre será a minha prioridade (ser mãe é isso). Pra complicar ainda mais, já passei dos 45 anos...Então sofri muito com a minha situação mas agora resolvi relaxar. 

Por que? Porque eu tenho feito o que posso e o resto é esperar as coisas melhorarem. Felizmente já saí do olho do furacão. Pra terem uma idéia do que estou falando, estou no terceiro estágio. Não é emprego mas é trabalho - e pra mim dá tudo na mesmo (inclusive financeiramente). Uma espécie de contrato de trabalho temporário para fazer experiência antes de entrar no mercado. E muito melhor do que ficar em casa vendo a vida passar. Já começo a enxergar a luz no fim do túnel…uma luzinha ainda fraca, mas ela está lá! A crise vai acabar mais cedo ou mais tarde, enquanto isso vou acumulando experiência de trabalho.

Fora o trabalho, minha outra grande preocupação é que moro num bairro ruim, onde meu filho nunca pode brincar na rua porque os moleques não são companhia pra ele. Filhos de imigrantes cujos pais sequer sabem onde as crianças andam, para os quais educação não é prioridade. Crianças que inevitavelmente acabam tendo baixo rendimento escolar e seguem para o ensino secundário mais baixo do país. Muitos acabam desempregados e nas ruas e sim, alguns perdem o rumo e acabam entrando na vida do crime. Eu consegui com muito custo "contornar" este problema e educar o meu filho com o padrão dos holandeses (e até melhor). Sempre dei importância pra educação, levamos a cinema, teatro, museus. Compramos livros. Enfim, estimulamos o desenvolvimento emocional e intelectual do menino. E os frutos já começam a ser colhidos, ele acaba de começar o ensino secundário numa nova escola e com perspectivas de ensino superior e mesmo universitário. As portas estão abertas.

Já os pais imigrantes não fazem nada disso (falei sobre eles aqui), até porque não podem. 90% dos imigrantes que moram no meu bairro são semi-analfabetos e estão desempregados, a maioria das mulheres é dona de casa e nem pensa em ser outra coisa. Muitas tem 4 ou 5 filhos, os meninos vão tradicionalmente pra rua e as meninas ficam em casa ajudando a mãe na cozinha. Uma pena porque algumas dessas crianças são inteligentes e se recebessem o mínimo de bagagem em casa (na forma de estímulos), talvez tivessem até chance no sistema educacional holandês. Mas isso é raro. Basta entrar numa sala de aula HAVO-VWO e ver que a quantidade de filhos de imigrantes, dependendo da escola, é de menos de 10%! E nas universidades é pior ainda. A grande maioria dos alunos são holandeses mesmos, uma invasão de louros nas salas de aula. Mas isso é assunto pra outro post, né?

Bom, mas daqui a três anos vou me mudar finalmente para um bairro bom e daí poderemos seguir em frente. Enquanto isso, vou trabalhando como posso e meu filho vai estudando. Novamente, uma questão de timing e muita paciência. O mais estranho é que conheço aqui muitas brasileiras casadas com holandeses que não tem a menor idéia do que estou falando porque vivem em outra realidade. Elas tem um padrão de vida muito mais alto (duas rendas em vez de uma), moram em bairros bons (a maioria fora de Amsterdam porque pra morar em bairro bom aqui tem de ter nascido com o cu virado pra lua, sério).  Os filhos vão quase que automaticamente para boas escolas. Elas não tem a menor idéia das minhas batalhas diárias e se bobear, ainda me acham "negativa" (juro que aconteceu comigo). Para essas brasileiras, só digo uma coisa: se pudessem viver a minha vida nem que fosse por UMA SEMANA, mudariam de idéia. É aquela estória: pimenta nos olhos dos outros é suco.

Enfim, mais um post longo demais que a maioria das pessoas não irá ler até o fim. E viva o Twitter por ter conseguido diminuir a capacidade de concentração  já limitada das pessoas além dos 140 caracteres. Pra você que leu até aqui: parabéns!

10 comentários:

Pat Ferret disse...

Tenho pelo menos uns dois conhecidos que precisariam fazer um estágio com você, pra aprender a também deixar de dramatizar tudo. AFF

A verdade é que quase todos os dramalhões mexicanos em que me envolvo são criados por outras pessoas. Eu, como você, cada vez me preocupo menos com o que não posso mudar, mas o que tem de gente "surtando" à minha volta, e surtando FEIO, não tá no gibi...

Esse nosso mundinho tá MUITO bizarro! Rsrsrsrs

Palavras Vagabundas disse...

Li até o fim e só posso desejar que a luzinha do fim do túnel se transforme em um grande holofote para o futuro. Admiro sua persistência e percepção.
bjs
Jussara

Pri S. disse...

Que a luz inunde vc e o Liam! :-)

Às vezes a gente surta achando que é apenas uma questão de força de vontade e empenho. Mas não é. Acho que quem tem mais de 35 anos e já passou por alguma coisa entende que a vida é mais que isso: é sorte, contexto, resultado das escolhas, enfim... Não depende apenas de força de vontade, viu... E se o país está passando por um momento delicado, vc apenas está nadando pra manter a cabeça fora d'água - como todo mundo.

Pena que existam pessoas que não conseguem ser empáticas aos contextos alheios e sempre acham que a forma de viver delas é a única realidade possível. Perdem oportunidade de troca, crescimento enquanto seres humanos.

Força sempre! :-) Torcendo por vcs!

Maria Valéria disse...

Vc sabe que tem o meu apoio, nos bons e nos maus momentos,
Também cansei de me revoltar com coisas que nao deram certo( relacionamentos por ex..heheh!!!). E virar a pagina, cuidando mais de mim, do aprendizado, do teatro...sabe quando pela primeira vez você esta sozinha mas nao esta desesperada pra arrumar alguém? Acho que prefiro ficar um tempo quieta no meu canto, depois resolvo.
Boa sorte !! E posso te dar um conselho de amiga? Nao pronuncie, sequer escreva a palavra" a..." ( o contrario de sorte) ...sei lá, parece que essa palavra atrai!! Rsrsr ( sou supersticiosa) ...eu quando quero falar dessa palavra, no lugar dela escrevo " zica" hehehehe.!!!
Bjs

Mateus Medina disse...

Que bom que a maré começa a mudar =)

Essa crise tem sido um período MESMO delicado e não só no plano econômico, porque afinal, a condição econômica acaba por nos abalar psicologicamente.

Mesmo quem está empregado é afetado pela sensação de insegurança, de que tudo pode desmoronar de uma hora para outra... não é nada fácil, a não pra quem leva vida de madame...

Uma coisa é certa, a crise vai acabar. Mais cedo ou mais tarde, vai acabar. O capitalismo funciona em ciclos e esse também tem que acabar. Até lá, os "pobres mortais" têm que ir lutando e sobrevivendo, e que bom que você tem conseguido e que psicologicamente também está mais forte.

bjos

Eve disse...

Ih, minha fia, acho que nossas realidades nao sao tao diferentes assim, como vc disse. Eu moro num bairro de maioria estrangeira, e marido professor em escola com 85% de origem estrangeira, em que pais nao dao bolas para os filhos e se dao, é pra partir pra violencia. Uma minoria se importa. Fiz 2 estágios, esqueceu? E agora to doente. Mas, ó, a vida segue. Demora, entramos em crise, mas a vida segue. Eu só espero que esse ano passe logo e eu possa voltar a correr atras dos meus objetivos. Nem que eu corra uma maratona pra isso. rsrs
Bjs!

feijaocomcurrywurst disse...

Bom mesmo é você tomar esta postura. Faz a tua parte, te afasta de gente que não te adiciona nada, ou que te considera negativa: Só a ti cabe medir as felicidades e dificuldades da tua vida, ninguém mais, então ninguém pode te julgar.
Quanto à criação de filhos, olha, eu vejo situações muito parecidas por aqui, também em relação à situação dos filhos dos migrantes. Dei aula no último ano letivo em uma escola secundária do tipo mais "fraca", a Hauptschule, e realmente, a maioria eram filhos de migrantes ou de familias alemãs sem histórico de estudo... Parabéns por ter conseguido ajudá-lo a ir para uma escola boa... pra mim isso ainda vai demorar, mas é algo que também me preocupa...

bjs,

Marina.

Anônimo disse...

É a vida que segue!! boa sorte!!! Gabi

Eliana disse...

Beth, entendo perfeitamente as suas palavras. Sobre esta fase de crise e etc e tal: Tinha que ser bem na nossa vez???hahaha Saco! A minha situação podia ser melhor, podia. Não moro num lugar de grandes empresas, estou longe das grandes capitais onde tudo acontece e ainda rola a dificuldade com o idioma, ainda mais aos olhos de outras pessoas, porque sei que daria conta sim do recado se me aparecesse algo. E aí vc recebe olhares de rabo de olho pq todo mundo julga: fracassada ou que está com má vontade mesmo. Outras resolveram partir pra outras coisas e acham que vc tem que fazer o mesmo...acho isso muito chato, ainda mais quando sei que não tenho nenhuma vocação pra coisa. Acredito também na sorte, sim! Tem gente que tem sorte mesmo! Eu tenho sorte também, em outros quesitos...e como tudo é uma questão de tempo também...a nossa hora chegará! Fé em Deus e vamos mesmo é fazendo uma coisa de cada vez! Felicidades e oh, logo, tudo será melhor do que hoje! Sorte pra gente...bjs

Agamenon Plait disse...

Belo espaço. Inteligente e criativo.
Estarei por aqui sempre para buscar informações e me atualizar.
Sua comunicação flui facilmente deixando-nos à vontade.
Gostei muito do estilo do blog e vou trabalhar para o meu, que está recem inaugurado, ter a mesma qualidade.
A propósito, dê-me a honra de sua visita. Necessito de colaboração, críticas e sugestões. Elas serão bem-vindas.
Sempre que puder estarei participando com sugestões, caso entenda serem pertinentes e construtivas.
Sucesso sempre, foco contínuo.
Forte abraço.
agamenonplait.blogspot.com

P.S. Gostei também da confusão dos ex. :)))

Tecnologia do Blogger.

No More Drama Queen



O tempo passa, a gente surta e depois se acalma. A gente leva tombo, se machuca e depois levanta. A gente erra e tenta de novo. E um belo dia - meio assim do nada - a ficha cai. Aconteceu comigo recentemente, não sei dizer quando nem porque. Uma daquelas mudanças sutis, de dentro pra fora como apenas as mudanças verdadeiras sabem ser.

Eu cansei de dramas. Cansei de me preocupar com coisas que não podem ser mudadas, coisas que não dependem de mim ou da minha vontade. Cansei de me debater com a minha vidinha imperfeita. E desisti de lutar contra as injustiças do mundo (e não são poucas). Porque nem tudo na vida é como a gente quer e nem tudo sai como planejamos. E muito menos na hora em que desejamos né, gente?

Mas olha, a crise foi longa, um período muito doloroso em que preferi me esconder e ficar quieta no meu canto. Insatisfeita com muita coisa (e de certa forma, com razão) e sem saber por onde começar. Até que decidi olhar à minha volta e vi que muita gente também tem vivido os mesmos problemas, que esta maldita crise pegou uma boa parte da população. Basta ler os jornais pra saber sobre as taxas de desemprego, grandes empresas demitindo pessoal, cortes governamentais, etc etc etc.

Então não é só questão de vontade mas de timing. E de sorte, claro. Porque a gente pode ter vontade, pode espernear e gritar à vontade mas sem sorte nada acontece. E quem pensa que estou falando bobagem, provavelmente nem irá continuar lendo este post. Sorte deles!

Não, não sou a pessoa mais azarada do mundo mas tive o azar de estar procurando trabalho num momento histórico em que até os holandeses estão perdendo seus empregos! E gente, eu sou estrangeira, e ainda por cima mãe separada. Eu tenho filho pra criar e ele sempre será a minha prioridade (ser mãe é isso). Pra complicar ainda mais, já passei dos 45 anos...Então sofri muito com a minha situação mas agora resolvi relaxar. 

Por que? Porque eu tenho feito o que posso e o resto é esperar as coisas melhorarem. Felizmente já saí do olho do furacão. Pra terem uma idéia do que estou falando, estou no terceiro estágio. Não é emprego mas é trabalho - e pra mim dá tudo na mesmo (inclusive financeiramente). Uma espécie de contrato de trabalho temporário para fazer experiência antes de entrar no mercado. E muito melhor do que ficar em casa vendo a vida passar. Já começo a enxergar a luz no fim do túnel…uma luzinha ainda fraca, mas ela está lá! A crise vai acabar mais cedo ou mais tarde, enquanto isso vou acumulando experiência de trabalho.

Fora o trabalho, minha outra grande preocupação é que moro num bairro ruim, onde meu filho nunca pode brincar na rua porque os moleques não são companhia pra ele. Filhos de imigrantes cujos pais sequer sabem onde as crianças andam, para os quais educação não é prioridade. Crianças que inevitavelmente acabam tendo baixo rendimento escolar e seguem para o ensino secundário mais baixo do país. Muitos acabam desempregados e nas ruas e sim, alguns perdem o rumo e acabam entrando na vida do crime. Eu consegui com muito custo "contornar" este problema e educar o meu filho com o padrão dos holandeses (e até melhor). Sempre dei importância pra educação, levamos a cinema, teatro, museus. Compramos livros. Enfim, estimulamos o desenvolvimento emocional e intelectual do menino. E os frutos já começam a ser colhidos, ele acaba de começar o ensino secundário numa nova escola e com perspectivas de ensino superior e mesmo universitário. As portas estão abertas.

Já os pais imigrantes não fazem nada disso (falei sobre eles aqui), até porque não podem. 90% dos imigrantes que moram no meu bairro são semi-analfabetos e estão desempregados, a maioria das mulheres é dona de casa e nem pensa em ser outra coisa. Muitas tem 4 ou 5 filhos, os meninos vão tradicionalmente pra rua e as meninas ficam em casa ajudando a mãe na cozinha. Uma pena porque algumas dessas crianças são inteligentes e se recebessem o mínimo de bagagem em casa (na forma de estímulos), talvez tivessem até chance no sistema educacional holandês. Mas isso é raro. Basta entrar numa sala de aula HAVO-VWO e ver que a quantidade de filhos de imigrantes, dependendo da escola, é de menos de 10%! E nas universidades é pior ainda. A grande maioria dos alunos são holandeses mesmos, uma invasão de louros nas salas de aula. Mas isso é assunto pra outro post, né?

Bom, mas daqui a três anos vou me mudar finalmente para um bairro bom e daí poderemos seguir em frente. Enquanto isso, vou trabalhando como posso e meu filho vai estudando. Novamente, uma questão de timing e muita paciência. O mais estranho é que conheço aqui muitas brasileiras casadas com holandeses que não tem a menor idéia do que estou falando porque vivem em outra realidade. Elas tem um padrão de vida muito mais alto (duas rendas em vez de uma), moram em bairros bons (a maioria fora de Amsterdam porque pra morar em bairro bom aqui tem de ter nascido com o cu virado pra lua, sério).  Os filhos vão quase que automaticamente para boas escolas. Elas não tem a menor idéia das minhas batalhas diárias e se bobear, ainda me acham "negativa" (juro que aconteceu comigo). Para essas brasileiras, só digo uma coisa: se pudessem viver a minha vida nem que fosse por UMA SEMANA, mudariam de idéia. É aquela estória: pimenta nos olhos dos outros é suco.

Enfim, mais um post longo demais que a maioria das pessoas não irá ler até o fim. E viva o Twitter por ter conseguido diminuir a capacidade de concentração  já limitada das pessoas além dos 140 caracteres. Pra você que leu até aqui: parabéns!

10 comentários:

Pat Ferret disse...

Tenho pelo menos uns dois conhecidos que precisariam fazer um estágio com você, pra aprender a também deixar de dramatizar tudo. AFF

A verdade é que quase todos os dramalhões mexicanos em que me envolvo são criados por outras pessoas. Eu, como você, cada vez me preocupo menos com o que não posso mudar, mas o que tem de gente "surtando" à minha volta, e surtando FEIO, não tá no gibi...

Esse nosso mundinho tá MUITO bizarro! Rsrsrsrs

Palavras Vagabundas disse...

Li até o fim e só posso desejar que a luzinha do fim do túnel se transforme em um grande holofote para o futuro. Admiro sua persistência e percepção.
bjs
Jussara

Pri S. disse...

Que a luz inunde vc e o Liam! :-)

Às vezes a gente surta achando que é apenas uma questão de força de vontade e empenho. Mas não é. Acho que quem tem mais de 35 anos e já passou por alguma coisa entende que a vida é mais que isso: é sorte, contexto, resultado das escolhas, enfim... Não depende apenas de força de vontade, viu... E se o país está passando por um momento delicado, vc apenas está nadando pra manter a cabeça fora d'água - como todo mundo.

Pena que existam pessoas que não conseguem ser empáticas aos contextos alheios e sempre acham que a forma de viver delas é a única realidade possível. Perdem oportunidade de troca, crescimento enquanto seres humanos.

Força sempre! :-) Torcendo por vcs!

Maria Valéria disse...

Vc sabe que tem o meu apoio, nos bons e nos maus momentos,
Também cansei de me revoltar com coisas que nao deram certo( relacionamentos por ex..heheh!!!). E virar a pagina, cuidando mais de mim, do aprendizado, do teatro...sabe quando pela primeira vez você esta sozinha mas nao esta desesperada pra arrumar alguém? Acho que prefiro ficar um tempo quieta no meu canto, depois resolvo.
Boa sorte !! E posso te dar um conselho de amiga? Nao pronuncie, sequer escreva a palavra" a..." ( o contrario de sorte) ...sei lá, parece que essa palavra atrai!! Rsrsr ( sou supersticiosa) ...eu quando quero falar dessa palavra, no lugar dela escrevo " zica" hehehehe.!!!
Bjs

Mateus Medina disse...

Que bom que a maré começa a mudar =)

Essa crise tem sido um período MESMO delicado e não só no plano econômico, porque afinal, a condição econômica acaba por nos abalar psicologicamente.

Mesmo quem está empregado é afetado pela sensação de insegurança, de que tudo pode desmoronar de uma hora para outra... não é nada fácil, a não pra quem leva vida de madame...

Uma coisa é certa, a crise vai acabar. Mais cedo ou mais tarde, vai acabar. O capitalismo funciona em ciclos e esse também tem que acabar. Até lá, os "pobres mortais" têm que ir lutando e sobrevivendo, e que bom que você tem conseguido e que psicologicamente também está mais forte.

bjos

Eve disse...

Ih, minha fia, acho que nossas realidades nao sao tao diferentes assim, como vc disse. Eu moro num bairro de maioria estrangeira, e marido professor em escola com 85% de origem estrangeira, em que pais nao dao bolas para os filhos e se dao, é pra partir pra violencia. Uma minoria se importa. Fiz 2 estágios, esqueceu? E agora to doente. Mas, ó, a vida segue. Demora, entramos em crise, mas a vida segue. Eu só espero que esse ano passe logo e eu possa voltar a correr atras dos meus objetivos. Nem que eu corra uma maratona pra isso. rsrs
Bjs!

feijaocomcurrywurst disse...

Bom mesmo é você tomar esta postura. Faz a tua parte, te afasta de gente que não te adiciona nada, ou que te considera negativa: Só a ti cabe medir as felicidades e dificuldades da tua vida, ninguém mais, então ninguém pode te julgar.
Quanto à criação de filhos, olha, eu vejo situações muito parecidas por aqui, também em relação à situação dos filhos dos migrantes. Dei aula no último ano letivo em uma escola secundária do tipo mais "fraca", a Hauptschule, e realmente, a maioria eram filhos de migrantes ou de familias alemãs sem histórico de estudo... Parabéns por ter conseguido ajudá-lo a ir para uma escola boa... pra mim isso ainda vai demorar, mas é algo que também me preocupa...

bjs,

Marina.

Anônimo disse...

É a vida que segue!! boa sorte!!! Gabi

Eliana disse...

Beth, entendo perfeitamente as suas palavras. Sobre esta fase de crise e etc e tal: Tinha que ser bem na nossa vez???hahaha Saco! A minha situação podia ser melhor, podia. Não moro num lugar de grandes empresas, estou longe das grandes capitais onde tudo acontece e ainda rola a dificuldade com o idioma, ainda mais aos olhos de outras pessoas, porque sei que daria conta sim do recado se me aparecesse algo. E aí vc recebe olhares de rabo de olho pq todo mundo julga: fracassada ou que está com má vontade mesmo. Outras resolveram partir pra outras coisas e acham que vc tem que fazer o mesmo...acho isso muito chato, ainda mais quando sei que não tenho nenhuma vocação pra coisa. Acredito também na sorte, sim! Tem gente que tem sorte mesmo! Eu tenho sorte também, em outros quesitos...e como tudo é uma questão de tempo também...a nossa hora chegará! Fé em Deus e vamos mesmo é fazendo uma coisa de cada vez! Felicidades e oh, logo, tudo será melhor do que hoje! Sorte pra gente...bjs

Agamenon Plait disse...

Belo espaço. Inteligente e criativo.
Estarei por aqui sempre para buscar informações e me atualizar.
Sua comunicação flui facilmente deixando-nos à vontade.
Gostei muito do estilo do blog e vou trabalhar para o meu, que está recem inaugurado, ter a mesma qualidade.
A propósito, dê-me a honra de sua visita. Necessito de colaboração, críticas e sugestões. Elas serão bem-vindas.
Sempre que puder estarei participando com sugestões, caso entenda serem pertinentes e construtivas.
Sucesso sempre, foco contínuo.
Forte abraço.
agamenonplait.blogspot.com

P.S. Gostei também da confusão dos ex. :)))