sexta-feira, setembro 21, 2012

Reclamando de barriga cheia





Eu posso reclamar da vida mas em alguns aspectos até que tive sorte. Por exemplo, eu não tenho família aqui na Holanda mas tenho meu ex-marido que me ajuda na criação do nosso filho. Hoje vou buscar o Liam na casa do pai para ajudar a carregar os livros da escola (são quase 20 livros, coitado do menino) e o ex me convidou para jantar lá. O que, diga-se de passagem, não é a primeira vez. Pra muita gente, jantar na casa do ex-marido é algo inconcebível. Mas não para nós que temos a guarda compartilhada do nosso filho há 6 anos (e até moramos no mesmo bairro). Ou seja, o casamento pode não ter dado certo, mas a guarda compartilhada funciona que é uma beleza. Dos males, o menor.

Como se não bastasse jantar na casa do ex-marido, este fim-de-semana meu ex-namorado vem nos visitar. É que depois de cinco anos de convivência, F. não aceita sumir simplesmente das nossas vidas. Até porque, ele se considera de certa forma também pai do Liam (o que faz sentido considerando-se que ele conviveu com o menino dos 7 aos 12 anos). Nos até brincamos que Liam tem dois pais (uma mãe maluca e dois pais)! Isso que eu chamo de família moderna. O quadro só complicará se eu arranjar outro namorado porque aí convenhamos, é gente demais (veja o cartoon acima).

Brincadeiras à parte, quando vejo casais separados infernizando a vida um do outro, brigando durante anos na justiça pela guarda dos filhos, eu chego à conclusão que ou 1. eu tenho muita sorte ou 2. sou uma pessoa muita bacana ou 3. ambas as coisas. O que vocês acham?

O segredo talvez seja o fato de que o Liam sempre foi e sempre será prioridade na minha vida. E isso muitos pais ainda precisam aprender. Porque se um divórcio já deixa sequelas inevitáveis, pior ainda quando o casal divorciado vive brigando, fazendo chantagem e jogando o filho contra o outro! Quando vejo mães proibirem terminantemente que os pais tenham acesso aos filhos (o que quando há violência física ou psicológica envolvida é até compreensível) eu fico com muita raiva. E me pergunto quem lhes deu o direito de decidir se o filho terá ou não um pai? Porque sinceramente, ter mãe e pai é - ou deveria ser - um direito básico de toda criança. Acho que há algo de egoísmo (ou talvez prepotência) em uma mãe (ou pai) que quer porque quer criar o filho sozinho. Claro que existem casos e casos…E eu obviamente não me refiro aos casos em que o próprio pai (ou mãe) abandona a família. Porque nesses casos não há mesmo nada a fazer, né?

Enfim, ao menos neste aspecto estou "bem servida". Mas isso porque também faço a minha parte, viu gente?




PS. O título deste post ia ser Os homens da minha vida mas além de brega, achei muito Dona Flor e Seus Dois Maridos...pra não dizer coisa pior hehehe.




5 comentários:

Pri S. disse...

Vc tem muita sorte e é uma pessoa bacana! hahahaha

Muito legal quando as coisas podem ser assim. Infelizmente, nem toda história termina bem...

Bom para o Liam que fica cercado de gente que o ama! :-)

Palavras Vagabundas disse...

Beth,
você equilibrada antes de tudo, o que não acontece com a maioria, muitos (pais ou mães) pautam sua vida pelo próprio egoismo.
Acho que você é muito legal, por isso eles querem uma convivência harmoniosa.
bjs
Jussara

Eliana disse...

Tá aí, sorte e também porque as coisas ficaram bem resolvidas e todos seguem numa boa em prol do amor que todos tem e sentem pelo Liam. E porque não, a consideração que vcs ainda têm um pelo outro. Isso sim é bonito de se ver...bom fim de semana!

tania disse...

Bacana isso. Sorte do Liam, porque viver no meio de brigas de adultos deve ser o uó. Você disse bem, fez sua parte, mas nesse tipo de situação - na hora que o conflito se instala, quando é o caso - nem sempre a outra parte consegue ou quer continuar em contato. E nem todo mundo entende as implicações que um rompimento pode ter para a criança envolvida e que isso exige toda uma administração mais cuidadosa da situação, que leve em conta mais que o casal e o 'romance' em si. Mesmo quando não há criança, um namoro longo sempre envolve as respectivas famílias. Todo mundo cria vínculo. É somente nossa miopia individualista que faz a gente reduzir tudo ao microcosmo do 'casal' e suas necessidades, sentimentos, interesses. Está claro que no relacionamento de vocês sempre foram levados em conta esses vínculos, entre os adultos envolvidos e também o Liam.
Beijo, Beth.

Maria Valéria disse...

Acho que ambas as coisas,vc e uma pessoa bacana, centrada, preocupada com o filho e ao mesmo tempo deu sorte de o pai dele também pensar assim!!! -;)

Beijao e saudades!!!

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Reclamando de barriga cheia





Eu posso reclamar da vida mas em alguns aspectos até que tive sorte. Por exemplo, eu não tenho família aqui na Holanda mas tenho meu ex-marido que me ajuda na criação do nosso filho. Hoje vou buscar o Liam na casa do pai para ajudar a carregar os livros da escola (são quase 20 livros, coitado do menino) e o ex me convidou para jantar lá. O que, diga-se de passagem, não é a primeira vez. Pra muita gente, jantar na casa do ex-marido é algo inconcebível. Mas não para nós que temos a guarda compartilhada do nosso filho há 6 anos (e até moramos no mesmo bairro). Ou seja, o casamento pode não ter dado certo, mas a guarda compartilhada funciona que é uma beleza. Dos males, o menor.

Como se não bastasse jantar na casa do ex-marido, este fim-de-semana meu ex-namorado vem nos visitar. É que depois de cinco anos de convivência, F. não aceita sumir simplesmente das nossas vidas. Até porque, ele se considera de certa forma também pai do Liam (o que faz sentido considerando-se que ele conviveu com o menino dos 7 aos 12 anos). Nos até brincamos que Liam tem dois pais (uma mãe maluca e dois pais)! Isso que eu chamo de família moderna. O quadro só complicará se eu arranjar outro namorado porque aí convenhamos, é gente demais (veja o cartoon acima).

Brincadeiras à parte, quando vejo casais separados infernizando a vida um do outro, brigando durante anos na justiça pela guarda dos filhos, eu chego à conclusão que ou 1. eu tenho muita sorte ou 2. sou uma pessoa muita bacana ou 3. ambas as coisas. O que vocês acham?

O segredo talvez seja o fato de que o Liam sempre foi e sempre será prioridade na minha vida. E isso muitos pais ainda precisam aprender. Porque se um divórcio já deixa sequelas inevitáveis, pior ainda quando o casal divorciado vive brigando, fazendo chantagem e jogando o filho contra o outro! Quando vejo mães proibirem terminantemente que os pais tenham acesso aos filhos (o que quando há violência física ou psicológica envolvida é até compreensível) eu fico com muita raiva. E me pergunto quem lhes deu o direito de decidir se o filho terá ou não um pai? Porque sinceramente, ter mãe e pai é - ou deveria ser - um direito básico de toda criança. Acho que há algo de egoísmo (ou talvez prepotência) em uma mãe (ou pai) que quer porque quer criar o filho sozinho. Claro que existem casos e casos…E eu obviamente não me refiro aos casos em que o próprio pai (ou mãe) abandona a família. Porque nesses casos não há mesmo nada a fazer, né?

Enfim, ao menos neste aspecto estou "bem servida". Mas isso porque também faço a minha parte, viu gente?




PS. O título deste post ia ser Os homens da minha vida mas além de brega, achei muito Dona Flor e Seus Dois Maridos...pra não dizer coisa pior hehehe.




5 comentários:

Pri S. disse...

Vc tem muita sorte e é uma pessoa bacana! hahahaha

Muito legal quando as coisas podem ser assim. Infelizmente, nem toda história termina bem...

Bom para o Liam que fica cercado de gente que o ama! :-)

Palavras Vagabundas disse...

Beth,
você equilibrada antes de tudo, o que não acontece com a maioria, muitos (pais ou mães) pautam sua vida pelo próprio egoismo.
Acho que você é muito legal, por isso eles querem uma convivência harmoniosa.
bjs
Jussara

Eliana disse...

Tá aí, sorte e também porque as coisas ficaram bem resolvidas e todos seguem numa boa em prol do amor que todos tem e sentem pelo Liam. E porque não, a consideração que vcs ainda têm um pelo outro. Isso sim é bonito de se ver...bom fim de semana!

tania disse...

Bacana isso. Sorte do Liam, porque viver no meio de brigas de adultos deve ser o uó. Você disse bem, fez sua parte, mas nesse tipo de situação - na hora que o conflito se instala, quando é o caso - nem sempre a outra parte consegue ou quer continuar em contato. E nem todo mundo entende as implicações que um rompimento pode ter para a criança envolvida e que isso exige toda uma administração mais cuidadosa da situação, que leve em conta mais que o casal e o 'romance' em si. Mesmo quando não há criança, um namoro longo sempre envolve as respectivas famílias. Todo mundo cria vínculo. É somente nossa miopia individualista que faz a gente reduzir tudo ao microcosmo do 'casal' e suas necessidades, sentimentos, interesses. Está claro que no relacionamento de vocês sempre foram levados em conta esses vínculos, entre os adultos envolvidos e também o Liam.
Beijo, Beth.

Maria Valéria disse...

Acho que ambas as coisas,vc e uma pessoa bacana, centrada, preocupada com o filho e ao mesmo tempo deu sorte de o pai dele também pensar assim!!! -;)

Beijao e saudades!!!