sábado, maio 18, 2013

Amizades e coordenadas geográficas




Eu sempre achei interessante o fato de a proximidade (ou não) de uma pessoa independer das coordenadas geográficas. E isso fica ainda mais óbvio quando se trata de amizade, né gente?

Eu tenho amigos que moram longe e sinto tão próximos...e tenho amigos que moram perto e a distância parece só aumentar a cada ano, até que eles um dia simplesmente desaparecem da minha vida, alguns até mesmo sem avisar (mas admito que já fiz o mesmo então deixa pra lá).

Enfim, estou falando da geografia do coração. E quando a gente mora no exterior, isso fica ainda mais óbvio. Viver no estrangeiro é estar condenado a uma vida de encontros e despedidas, entra ano, sai ano. E eu, que vivo aqui do outro lado do planeta, ainda tenho amizades de mais de 20 anos (quase 30) que mantive no Brasil. Enquanto que algumas amizades que fiz aqui na Holanda não duraram nem uma década (várias duraram muito menos). Acho que eu poderia até escrever um livro inteiro sobre a minha vida de imigrante. Porque é impressionante. Talvez seja eu, mas na minha experiência, tenho mais dificuldades em manter amizades com brasileiros vivendo aqui na Holanda do que com os brasileiros na terrinha.

Como não podia deixar de ser, tenho algumas teorias sobre isso. Acho que é nos momentos de dificuldade que descobrimos quem são nossos amigos e esses momentos ocorrem com uma certa frequencia quando moramos no exterior, longe de nossa família e amigos. Ao morar fora temos de lidar com situações, obstáculos, crises de adaptação e outras pedras no caminho. Por questões de sorte ou genética (entre outros fatores), alguns encontrarão mais pedras no caminho do que outros. Então some as batalhas do dia-a-dia que fazem parte da vida de todos, com as grandes batalhas internas (sim, me refiro a questões de saúde mental) patrocinadas por nossos ancestrais e temos um coquetel explosivo! Não é pra qualquer um.

Dito isso, se no ano passado perdi algumas amizades "graças" ao Facebook  (correndo o risco de me tornar repetitiva mas o blog é meu e eu escrevo o que quero, né?), ainda tenho amigos maravilhosos por cujas existências só tenho a agradecer. Pessoas que acrescentam muito à minha vida e com as quais existe uma afinidade natural, uma amizade que flui como o rio flui para o mar. Me refiro aos famosos "encontros de alma". Chato mesmo é que muitos moram longe - embora cada um deles esteja sempre presente no meu pensamento e no meu coração (até mesmo quando eu fico sem dar notícias).

Um exemplo de amizade assim é uma amiga blogueira daquelas que a afinidade é tanta (talvez porque temos vivido batalhas semelhantes) que é como se ela sempre tivesse feito parte da minha vida. E isso que moramos em partes diferentes do planeta. Muitas vezes leio um post dela e penso: poderia ter sido escrito por mim (a recíproca também é verdadeira). Mas outro dia ela me deu uma notícia ruim e eu fiquei triste. Ela tem vivido uma grande batalha - e não se iludam, as maiores batalhas são aquelas que ninguém vê - e  diante do problema dela, meus problemas automaticamente ficaram pequenininhos...tudo é tão relativo na vida que chega a assustar.

To cut a long story short, me dei conta de como a gente é capaz de ter afeto e amizade genuína por uma pessoa sem nunca sequer ter tido a chance de encontrá-la pessoalmente - o que sempre me faz lembrar aqule belo filme Charing Cross Road  (Nunca te Vi, Sempre te Amei). É que as verdadeiras amizades não se deixam intimidar por coordenadas geográficas. E mais do que em qualquer outro lugar, tenho vivido isso na blogosfera e por isso sempre vou preferir esta plataforma do que qualquer outra na net. Porque enquanto no Facebook a regra é as pessoas passarem uma imagem cor-de-rosa de suas vidas e de quem são (todo mundo quer fazer bonito), nos blogs as pessoas ainda são elas mesmas (em maior ou menor grau). Não dá nem pra começar a comparar a escrita e a comunicação destes dois meios. E eu posso afirmar isso porque tenho este blog há quase 7 anos e já acumulei muita experiência por aqui.

No mais, quando é pra acontecer, as pessoas se acham mesmo. E isso vale tanto para a amizade como para o amor.



Post dedicado às amizades que fiz na blogosfera.




13 comentários:

Marcela disse...

Lindo seu post, concordo com tudo que você escreveu. Desde que eu comecei a usar a internet, há quase 10 anos, eu tenho tido essa sensação de que as pessoas legais moram longe. Felizmente existe blogs e podemos nos interagir de uma maneira mais verdadeira com algumas pessoas. No Facebook eu sinto que é uma batalha pra ver quem tem a vida mais bacana, no blog as pessoas postam e vê quem quer, não é aquela batalha pra ver quem é o melhor. Nem tem batalha, pra falar a verdade (a não ser se for aqueles blogs com milhares de seguidores e que ganham horrores por causa dos patrocinadores).

beijos

Marina Ernst disse...

Oi Beth, linda homenagem! Pena mesmo morarmos relativamente distantes... também tenho essa sensação desde que comecei a usar a internet, bem antes do facebook, conheci muita gente interessante, engraçada, inteligente com quem venho aprendendo muito até hoje! E essa interação é mesmo muito melhor pelos blogs do que pelo facebook.

Continue escrevendo!
Beijos!
Marina Ernst (feijaocomcurrywurst.wordpress.com)

Eliana disse...

Olha só Beth, tava pensando neste assunto hoje, sabia? A distância não existe de fato para os amigos verdadeiros, para as pessoas que se consideram de fato. Quando a gente tem que gostar de alguém, a gente tem que gostar e respeitar os defeitos e chatices...outro dia, brigando com um amigo, me senti tão bem porque a gente pode apontar os defeitos, dizer o que pensa (claro que com toda boa educação do mundo) e continuar sendo amigo. A amizade não terminou por causa de uma discussão. Aqui se vc fala qualquer coisa ou discorda, nossa, já é o fim mesmo. Talvez até pelos motivos que vc citou no seu texto. Qualquer coisa é adrenalina pura e ohhhh Buuuummmm, Explode! rs Claro que tem gente com quem não vale a pena mesmo, porque tem outros valores, naturalmente a amizade não vai pra frente e dá em nada. Sem resentimentos!rs

Ana . disse...

Eu te entendo qdo disse que é dificil fazer amizades com brasileiros que moram na Holanda, moro no Canada e conheci tanto brasileiro arrogante e prepotente que é impossivel fazer amizade, os que sao legais, a gente até fala de vez em qdo, mas a maioria tá na correria e nao temos tempo para solidificar uma amizade como aquelas que a gente fazia no Brasil. Gostei do seu texto e me identifiquei bastante com ele

Pri S. disse...

Minha mudança não foi de país, mas de Estado. E posso dizer que tenho uma certa dificuldade para fazer novas amizades, me entregar. Mas amizade é mesmo diferente daquele "coleguismo" que se tem com as pessoas com quem se convive cotidianamente, né? Amizade passa pela afinidade,pela sintonia de alma pra alma. E essa, vc tem toda razão, independe de geografia. E na internet a gente acaba se cercando de pessoas "afins" e isso é muito legal. Melhor assim do que sentir-se um peixe fora d'água o tempo todo, né? rs A troca entre amigos de alma é mais poderosa! Gosto disso.

Beijo grandão com muito carinho e adorei a postagem! :-)

Nadja disse...

Sabe, isso tudo que você fala é muito verdade. Mas comigo, sempre foi o contrário. Aqui no Brasil quase nunca consegui fazer e manter amizades verdadeiras, elas vem e vão. E quando morei na Holanda, fiz amizades que levo pra sempre, pessoas que eu podia contar e que realmente gostavam de mim independente de defeitos ou qualquer coisa.

Fez diferença... até hoje faz. E até hoje penso o que eu faço aqui no Brasil que me afasta das pessoas... pois o motivo só pode ser eu,né?

Eu adoraria ser sua amiga :) hehe

Beijinhos

Maria Valéria disse...

Discordo que no face todo mundo finge ter vida cor de rosa .primeiro que face não élugar dê desabafar ,de contar vida pessoal .segundo que tenho visto muita gente agressiva - vide as ultimas ' amizades ' do face q eliminei pois ñ suporto agressividade .por fim vc está na lista das best friends ;))) Bis

Bruna Vicente disse...

Linda as tuas palavras!

Milena F. disse...

Eu ainda não consegui desvendar os mistérios da amizade! Tenho varias amizades não correspondidas, daquelas que me identifico com as pessoas, penso que temos coisas em comum... Mas a pessoa nunca mais entra em contato (como no amor!)
Porém realmente jah me senti muito frustrada com amizades com brasileiros aqui na França... Sempre digo e penso que não é pq somos brasileiros que isso é o suficiente para nos unir. Tem que ter algo a mais.
Essa é uma discussão que sempre tenho com o meu marido, ele acha que sempre que vejo um brasileiro tenho que ir lah falar, e eu não acho, creio que tem que ter algo a mais entre duas pessoas, ou entao serah apenas uma conversa de elevador.
E nos meus 4 anos e meio aqui na França, encontrei poucas pessoas com quem tenho interesses parecidos. Ok, sou um pouco difcil mesmo!!! Tenho MUITOS conhecidos, mas amigos mesmo...

Beth Blue disse...

Milena, difícil ou seletiva? Eu confesso que nos primeiros anos de Holanda eu até ia falar com brasileiros na rua (e levei uns foras também). Hoje em dia, fujo mesmo. Em toda parte tem brasileiro: onibus, tram, metró, cinema, cafēs, bares...impressionante! Mas no meu caso é trauma mesmo, embora eu também nào seja necessariamente uma pessoa fácil (muito pelo contrário, tenho minhas crises e não sei fingir nem fazer cara de paisagem por isso fui afastada de certos círculos, digamos assim).

Beth Blue disse...

Meninas, obrigada pelos comentários...é sempre um alívio saber que tem gente por este mundo afora que pensa como a gente...ao menos assim nos sentimos menos sozinhos em nossas jornadas.

E assim vamos (sobre)vivendo. xxx

Palavras Vagabundas disse...

Beth, que lindo post! Gosto muito mais do blog e por ele encontrei gente realmente legal e inesquecível. Amigos que apesar de alguns não conhecer pessoalmente é como se conhecesse desde sempre, do Face nem falo o meu só serve para trabalho e olhe lá.
Beijos
Jussara

Lilly disse...

Ah, que bonito, Beth! Eu nem sei se foi para mim também mas me senti homenageada rsrsrs Beijos!!

Tecnologia do Blogger.

Amizades e coordenadas geográficas




Eu sempre achei interessante o fato de a proximidade (ou não) de uma pessoa independer das coordenadas geográficas. E isso fica ainda mais óbvio quando se trata de amizade, né gente?

Eu tenho amigos que moram longe e sinto tão próximos...e tenho amigos que moram perto e a distância parece só aumentar a cada ano, até que eles um dia simplesmente desaparecem da minha vida, alguns até mesmo sem avisar (mas admito que já fiz o mesmo então deixa pra lá).

Enfim, estou falando da geografia do coração. E quando a gente mora no exterior, isso fica ainda mais óbvio. Viver no estrangeiro é estar condenado a uma vida de encontros e despedidas, entra ano, sai ano. E eu, que vivo aqui do outro lado do planeta, ainda tenho amizades de mais de 20 anos (quase 30) que mantive no Brasil. Enquanto que algumas amizades que fiz aqui na Holanda não duraram nem uma década (várias duraram muito menos). Acho que eu poderia até escrever um livro inteiro sobre a minha vida de imigrante. Porque é impressionante. Talvez seja eu, mas na minha experiência, tenho mais dificuldades em manter amizades com brasileiros vivendo aqui na Holanda do que com os brasileiros na terrinha.

Como não podia deixar de ser, tenho algumas teorias sobre isso. Acho que é nos momentos de dificuldade que descobrimos quem são nossos amigos e esses momentos ocorrem com uma certa frequencia quando moramos no exterior, longe de nossa família e amigos. Ao morar fora temos de lidar com situações, obstáculos, crises de adaptação e outras pedras no caminho. Por questões de sorte ou genética (entre outros fatores), alguns encontrarão mais pedras no caminho do que outros. Então some as batalhas do dia-a-dia que fazem parte da vida de todos, com as grandes batalhas internas (sim, me refiro a questões de saúde mental) patrocinadas por nossos ancestrais e temos um coquetel explosivo! Não é pra qualquer um.

Dito isso, se no ano passado perdi algumas amizades "graças" ao Facebook  (correndo o risco de me tornar repetitiva mas o blog é meu e eu escrevo o que quero, né?), ainda tenho amigos maravilhosos por cujas existências só tenho a agradecer. Pessoas que acrescentam muito à minha vida e com as quais existe uma afinidade natural, uma amizade que flui como o rio flui para o mar. Me refiro aos famosos "encontros de alma". Chato mesmo é que muitos moram longe - embora cada um deles esteja sempre presente no meu pensamento e no meu coração (até mesmo quando eu fico sem dar notícias).

Um exemplo de amizade assim é uma amiga blogueira daquelas que a afinidade é tanta (talvez porque temos vivido batalhas semelhantes) que é como se ela sempre tivesse feito parte da minha vida. E isso que moramos em partes diferentes do planeta. Muitas vezes leio um post dela e penso: poderia ter sido escrito por mim (a recíproca também é verdadeira). Mas outro dia ela me deu uma notícia ruim e eu fiquei triste. Ela tem vivido uma grande batalha - e não se iludam, as maiores batalhas são aquelas que ninguém vê - e  diante do problema dela, meus problemas automaticamente ficaram pequenininhos...tudo é tão relativo na vida que chega a assustar.

To cut a long story short, me dei conta de como a gente é capaz de ter afeto e amizade genuína por uma pessoa sem nunca sequer ter tido a chance de encontrá-la pessoalmente - o que sempre me faz lembrar aqule belo filme Charing Cross Road  (Nunca te Vi, Sempre te Amei). É que as verdadeiras amizades não se deixam intimidar por coordenadas geográficas. E mais do que em qualquer outro lugar, tenho vivido isso na blogosfera e por isso sempre vou preferir esta plataforma do que qualquer outra na net. Porque enquanto no Facebook a regra é as pessoas passarem uma imagem cor-de-rosa de suas vidas e de quem são (todo mundo quer fazer bonito), nos blogs as pessoas ainda são elas mesmas (em maior ou menor grau). Não dá nem pra começar a comparar a escrita e a comunicação destes dois meios. E eu posso afirmar isso porque tenho este blog há quase 7 anos e já acumulei muita experiência por aqui.

No mais, quando é pra acontecer, as pessoas se acham mesmo. E isso vale tanto para a amizade como para o amor.



Post dedicado às amizades que fiz na blogosfera.




13 comentários:

Marcela disse...

Lindo seu post, concordo com tudo que você escreveu. Desde que eu comecei a usar a internet, há quase 10 anos, eu tenho tido essa sensação de que as pessoas legais moram longe. Felizmente existe blogs e podemos nos interagir de uma maneira mais verdadeira com algumas pessoas. No Facebook eu sinto que é uma batalha pra ver quem tem a vida mais bacana, no blog as pessoas postam e vê quem quer, não é aquela batalha pra ver quem é o melhor. Nem tem batalha, pra falar a verdade (a não ser se for aqueles blogs com milhares de seguidores e que ganham horrores por causa dos patrocinadores).

beijos

Marina Ernst disse...

Oi Beth, linda homenagem! Pena mesmo morarmos relativamente distantes... também tenho essa sensação desde que comecei a usar a internet, bem antes do facebook, conheci muita gente interessante, engraçada, inteligente com quem venho aprendendo muito até hoje! E essa interação é mesmo muito melhor pelos blogs do que pelo facebook.

Continue escrevendo!
Beijos!
Marina Ernst (feijaocomcurrywurst.wordpress.com)

Eliana disse...

Olha só Beth, tava pensando neste assunto hoje, sabia? A distância não existe de fato para os amigos verdadeiros, para as pessoas que se consideram de fato. Quando a gente tem que gostar de alguém, a gente tem que gostar e respeitar os defeitos e chatices...outro dia, brigando com um amigo, me senti tão bem porque a gente pode apontar os defeitos, dizer o que pensa (claro que com toda boa educação do mundo) e continuar sendo amigo. A amizade não terminou por causa de uma discussão. Aqui se vc fala qualquer coisa ou discorda, nossa, já é o fim mesmo. Talvez até pelos motivos que vc citou no seu texto. Qualquer coisa é adrenalina pura e ohhhh Buuuummmm, Explode! rs Claro que tem gente com quem não vale a pena mesmo, porque tem outros valores, naturalmente a amizade não vai pra frente e dá em nada. Sem resentimentos!rs

Ana . disse...

Eu te entendo qdo disse que é dificil fazer amizades com brasileiros que moram na Holanda, moro no Canada e conheci tanto brasileiro arrogante e prepotente que é impossivel fazer amizade, os que sao legais, a gente até fala de vez em qdo, mas a maioria tá na correria e nao temos tempo para solidificar uma amizade como aquelas que a gente fazia no Brasil. Gostei do seu texto e me identifiquei bastante com ele

Pri S. disse...

Minha mudança não foi de país, mas de Estado. E posso dizer que tenho uma certa dificuldade para fazer novas amizades, me entregar. Mas amizade é mesmo diferente daquele "coleguismo" que se tem com as pessoas com quem se convive cotidianamente, né? Amizade passa pela afinidade,pela sintonia de alma pra alma. E essa, vc tem toda razão, independe de geografia. E na internet a gente acaba se cercando de pessoas "afins" e isso é muito legal. Melhor assim do que sentir-se um peixe fora d'água o tempo todo, né? rs A troca entre amigos de alma é mais poderosa! Gosto disso.

Beijo grandão com muito carinho e adorei a postagem! :-)

Nadja disse...

Sabe, isso tudo que você fala é muito verdade. Mas comigo, sempre foi o contrário. Aqui no Brasil quase nunca consegui fazer e manter amizades verdadeiras, elas vem e vão. E quando morei na Holanda, fiz amizades que levo pra sempre, pessoas que eu podia contar e que realmente gostavam de mim independente de defeitos ou qualquer coisa.

Fez diferença... até hoje faz. E até hoje penso o que eu faço aqui no Brasil que me afasta das pessoas... pois o motivo só pode ser eu,né?

Eu adoraria ser sua amiga :) hehe

Beijinhos

Maria Valéria disse...

Discordo que no face todo mundo finge ter vida cor de rosa .primeiro que face não élugar dê desabafar ,de contar vida pessoal .segundo que tenho visto muita gente agressiva - vide as ultimas ' amizades ' do face q eliminei pois ñ suporto agressividade .por fim vc está na lista das best friends ;))) Bis

Bruna Vicente disse...

Linda as tuas palavras!

Milena F. disse...

Eu ainda não consegui desvendar os mistérios da amizade! Tenho varias amizades não correspondidas, daquelas que me identifico com as pessoas, penso que temos coisas em comum... Mas a pessoa nunca mais entra em contato (como no amor!)
Porém realmente jah me senti muito frustrada com amizades com brasileiros aqui na França... Sempre digo e penso que não é pq somos brasileiros que isso é o suficiente para nos unir. Tem que ter algo a mais.
Essa é uma discussão que sempre tenho com o meu marido, ele acha que sempre que vejo um brasileiro tenho que ir lah falar, e eu não acho, creio que tem que ter algo a mais entre duas pessoas, ou entao serah apenas uma conversa de elevador.
E nos meus 4 anos e meio aqui na França, encontrei poucas pessoas com quem tenho interesses parecidos. Ok, sou um pouco difcil mesmo!!! Tenho MUITOS conhecidos, mas amigos mesmo...

Beth Blue disse...

Milena, difícil ou seletiva? Eu confesso que nos primeiros anos de Holanda eu até ia falar com brasileiros na rua (e levei uns foras também). Hoje em dia, fujo mesmo. Em toda parte tem brasileiro: onibus, tram, metró, cinema, cafēs, bares...impressionante! Mas no meu caso é trauma mesmo, embora eu também nào seja necessariamente uma pessoa fácil (muito pelo contrário, tenho minhas crises e não sei fingir nem fazer cara de paisagem por isso fui afastada de certos círculos, digamos assim).

Beth Blue disse...

Meninas, obrigada pelos comentários...é sempre um alívio saber que tem gente por este mundo afora que pensa como a gente...ao menos assim nos sentimos menos sozinhos em nossas jornadas.

E assim vamos (sobre)vivendo. xxx

Palavras Vagabundas disse...

Beth, que lindo post! Gosto muito mais do blog e por ele encontrei gente realmente legal e inesquecível. Amigos que apesar de alguns não conhecer pessoalmente é como se conhecesse desde sempre, do Face nem falo o meu só serve para trabalho e olhe lá.
Beijos
Jussara

Lilly disse...

Ah, que bonito, Beth! Eu nem sei se foi para mim também mas me senti homenageada rsrsrs Beijos!!