quinta-feira, maio 30, 2013

Adolescentes, hoje.




Agora que tenho oficialmente um adolescente em casa, volta e meia me pego tentando comparar a adolescência desses garotos e garotas na Holanda (Europa, EUA, mundo) em pleno séc. XXI com a minha adolescência Brasil anos 80! E como não podia deixar de ser, as diferenças são tão gritantes que me deixam perplexa. Pior mesmo é quando me pego falando "na minha época não tinha isso ou aquilo", por aí vocês já imaginam o drama, né?

Meu filho ultimamente chega da escola e vai direto pro XBOX (que continua na sala, porque eu quero ao menos ter a ilusão de controle). Para os desavisados, o XBOX não é apenas uma console: Liam joga online com gamers de toda parte do mundo, faz download de demos de games proibidos pela mãe (e depois ainda vem contar com a maior cara lavada), surfa a internet, assiste vídeos no YouTube, etc...Como se não bastasse, mês passado o garoto ganhou de aniversário um Samsung Galaxy S3. E agora é um tal de What's App pra cá, Skype pra lá com os amigos da escola (eu tenho que tirar o smart phone das mãos dele antes do garoto ir dormir). E claro, mais YouTube e mais games porque a resolução de tela do tal Samsung é de deixar qualquer adolescente (e adulto) boquiaberto!

Moral da estória, esta nova geração quando não está jogando games no PlayStation ou no Xbox, está digitando ou falando no smartphone! Uma geração que já nasceu no meio destes avanços tecnológicos, que nunca viu uma vitrola, walkman SONY (de fitas, que eu amava) nem nunca viu um orelhão! Uma geração inteira que não pode sequer imaginar como é que seus pais sobreviveram sem celular num passado nem tão remoto assim...

Pois na minha adolescência nem DVD-player existia e meus pais demoraram muito pra comprar um vídeo-cassete (grande emoção quando chegou lá em casa e podíamos ver os filmes do cinema no conforto do nosso sofá). Obviamente não existiam games como os de hoje (eu tive um ATARI, quer coisa mais vintage?!!), muito menos celulares (ou melhor ainda: smart phones). A gente quando queria falar com o amigo ia visitar e tocava na campainha mesmo (pra quem morava perto) ou ligava pro telefone de casa. Se o amigo não estivesse em casa, a mãe, pai ou empregada dava o recado (ou não). Porque ainda não existia secretária eletrônica (nem voice mail).

Então confesso que sempre fico perplexa ao observar a vida dos adolescentes de hoje. E olha que sempre fui usuária ativa na internet, desde Orkut até Facebook, Twitter, Tumblr, Pinterest, blog há quase 7 anos, etc. Enfim, não sou daquelas mães lerdas. E posso estar errada mas esta tecnologia toda é uma faca de dois gumes: é muito legal e ao mesmo tempo ruim! E como tudo na vida, é preciso moderação. E um mínimo de bom senso para não deixar que estas ferramentas dominem totalmente nossas vidas. Se para nós adultos isso já é difícil, imaginem para os adolescentes!

Claro que toda esta tecnologia também tem suas óbvias vantagens. A maior delas talvez seja a possibilidade de estar em contato com todos em qualquer parte do mundo e a qualquer momento (24/7). O que por outro lado, também pode ser uma desvantagem em alguns dias (tem dia que eu deixo meu iPhone no still mode direto). Outra vantagem é o acesso imediato a inúmeras fontes de informação. O que também pode ser uma desvantagem caso o adolescente em questão não tenha o mínimo de capacidade crítica pra distinguir a fonte confiável entre tantas outras! No dever de casa e em pesquisas escolares por exemplo, os adolescentes de hoje usam e abusam do Google. No meu tempo a gente tinha mesmo era de pesquisar em muitos livros (e os trabalhos eram batidos à màquina pela minha mãe porque obviamente não existiam computadores). E claro que os professores também mudaram para se adaptar aos novos tempos. Dependendo da escola - acredito que na maioria seja assim- pesquisa ou trabalho em que aparece um parágrafo inteiro copiado da net (cut & paste) é nota ZERO. E eu dou toda a razão para o professor que faz isso, viu?

Sem falar na eterna discussão sobre a influência da internet e dos games em crianças e jovens e sua possível relação com a epidemia de ADHD (Attention Deficit Hiperactive Disorder), no Brasil chamado de Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade. Na minha singela opinião, acho que hoje as crianças recebem um excesso de estímulos de todas as partes desde muito cedo...E posso até parecer conservadora, mas desconfio que isso tenha sim a ver com o aumento de diagnósticos e de medicação. Nosso cérebro nem sempre está preparado para tamanho input. E algumas crianças realmente tem maior sensibilidade a estímulos. Enfim, acredito que nem todas as crianças e adolescentes sejam afetadas da mesma forma.

Moral da estória, o negócio é ficar de olho, definir limites e tentar orientar nossos adolescentes da melhor maneira possível neste mundo high tech em que vivemos! Ninguém disse que iria ser fácil...



7 comentários:

Albuq disse...

Bom dia Beth!!!
Realmente é uma distância gigante. E o pior de tudo isso, é nós, adultos, que não nascemos nesse meio, temos que nos atualizar o tempo inteiro para acompanhá-los, ou então, ficamos totalmente distante do mundo deles.
Também faço essa comparação com minha época!
bjsss

Eliana disse...

Beth...realmente a relaidade deles é totalmente diferente da nossa e olha que é uma geração só hahahah Tô contigo que precisa sim ter controle e desconfio que tudo isso de tecnologia, em excesso, é prejudical SIM! Pra nós adultos e pras crianças e adolescentes. É tudo muito lindo, prático...mas tem lá o lado negativo sim. Nosso sobrinho de 8 anos começou a se interar de todas estas coisas e os pais perceberam que ele estava "ficando estranho". Agitado, agressivo até...resolveram dar um basta: tiraram o tal playstation e tv do quarto, desconectaram o celular da internet, monitoram os jogos e o acesso na internet...o menino passou a dormir bem melhor e está bem mais tranquilo, centrado. Se tivesse filhos, eu não facilitaria tanto também, não. É como eu aprendi: pra tudo tem limite! Bjs

NBA disse...

Beth ñ tenho filhos, mas tb penso que essas coisas devem ser monitoradas. Pra falar a verdade tem hrs q eu msm me monitoro, já passei dias sem olhar a rua pq fiquei o dia todo na internet. Dei uma basta nisso e hj é tudo rápido, caso contrário esquecemos que temos vida própria.

Georgia Aegerter disse...

Beth, por aqui a estória nao é diferente.

O caso é que colocamos horários a partir de tal hora até tal hora. Claro que nao funciona 100%, ai o jeito foi ativar um programinha que desliga o Computador em tal hora sem reclamacao. Ele faz um aviso 15 minutos antes de que tudo vai se fechar...no comeco foi um chororô, mas agora menino já se acostumou e tudo funciona numa "nice".

E fora o quê, se trouxe pra casa uma nota melhor que a da última prova, menina ganha mais uma hora nos finais de semana.

O que menino tem estudado é coisa de louco, rs.


Bjao e jogo na cintura porque o negócio é sério,rs.

Pri S. disse...

Não é fácil mesmo... A minha filha tem 9 anos e tb curte games, Youtube e fala com a parentada que mora em SP pelo viber e skype. Estuda a tabuada jogando num site on line. Faz pesquisa pra escola usando o Google e por aí vai. É uma mudança completa de paradigmas e do processo educacional. Realmente é importante estarmos atentas, darmos limites e educá-los para serem, pessoas críticas para lidarem com o lado positivo e o negativo dessa realidade que para eles é natural, mas para nós é motivo de preocupação e ajustamento. Boa sorte por aí! ;-)

Palavras Vagabundas disse...

Beth, boa sorte!
Minhas filhas há muito passaram da adolescência então não sei como agiria nos dias de hoje. Vou te acompanhando por aqui para saber o que é os desafios do século XXI.
bjs
Jussara

Lilly disse...

Sabe, Beth, eu fui adolescente com video game. Eu jogava bastante Atari e um outros joguinhos portáteis. Mas não vivi a internet tão cedo. Tenho ficado horrorizada com o esvaziamento de valores. Coisa que me deixa brava, de verdade, é essa postura vulgar que se tornou moda entre as adolescentes, principalmente. Narcisismo, erotismo, isso eu não tolero. E olha que não me considero nem um pouco uma pessoa careta. Ando triste, cabisbaixa com a forma que a vida está tomando. Como diz o Zygmunt Bauman, a gente está vivendo um processo de individualização que nos leva a neurose, temos medo de nossos vizinhos. De minha parte, sinto-me cada vez mais só e não consigo achar o caminho de volta.

Tecnologia do Blogger.

Adolescentes, hoje.




Agora que tenho oficialmente um adolescente em casa, volta e meia me pego tentando comparar a adolescência desses garotos e garotas na Holanda (Europa, EUA, mundo) em pleno séc. XXI com a minha adolescência Brasil anos 80! E como não podia deixar de ser, as diferenças são tão gritantes que me deixam perplexa. Pior mesmo é quando me pego falando "na minha época não tinha isso ou aquilo", por aí vocês já imaginam o drama, né?

Meu filho ultimamente chega da escola e vai direto pro XBOX (que continua na sala, porque eu quero ao menos ter a ilusão de controle). Para os desavisados, o XBOX não é apenas uma console: Liam joga online com gamers de toda parte do mundo, faz download de demos de games proibidos pela mãe (e depois ainda vem contar com a maior cara lavada), surfa a internet, assiste vídeos no YouTube, etc...Como se não bastasse, mês passado o garoto ganhou de aniversário um Samsung Galaxy S3. E agora é um tal de What's App pra cá, Skype pra lá com os amigos da escola (eu tenho que tirar o smart phone das mãos dele antes do garoto ir dormir). E claro, mais YouTube e mais games porque a resolução de tela do tal Samsung é de deixar qualquer adolescente (e adulto) boquiaberto!

Moral da estória, esta nova geração quando não está jogando games no PlayStation ou no Xbox, está digitando ou falando no smartphone! Uma geração que já nasceu no meio destes avanços tecnológicos, que nunca viu uma vitrola, walkman SONY (de fitas, que eu amava) nem nunca viu um orelhão! Uma geração inteira que não pode sequer imaginar como é que seus pais sobreviveram sem celular num passado nem tão remoto assim...

Pois na minha adolescência nem DVD-player existia e meus pais demoraram muito pra comprar um vídeo-cassete (grande emoção quando chegou lá em casa e podíamos ver os filmes do cinema no conforto do nosso sofá). Obviamente não existiam games como os de hoje (eu tive um ATARI, quer coisa mais vintage?!!), muito menos celulares (ou melhor ainda: smart phones). A gente quando queria falar com o amigo ia visitar e tocava na campainha mesmo (pra quem morava perto) ou ligava pro telefone de casa. Se o amigo não estivesse em casa, a mãe, pai ou empregada dava o recado (ou não). Porque ainda não existia secretária eletrônica (nem voice mail).

Então confesso que sempre fico perplexa ao observar a vida dos adolescentes de hoje. E olha que sempre fui usuária ativa na internet, desde Orkut até Facebook, Twitter, Tumblr, Pinterest, blog há quase 7 anos, etc. Enfim, não sou daquelas mães lerdas. E posso estar errada mas esta tecnologia toda é uma faca de dois gumes: é muito legal e ao mesmo tempo ruim! E como tudo na vida, é preciso moderação. E um mínimo de bom senso para não deixar que estas ferramentas dominem totalmente nossas vidas. Se para nós adultos isso já é difícil, imaginem para os adolescentes!

Claro que toda esta tecnologia também tem suas óbvias vantagens. A maior delas talvez seja a possibilidade de estar em contato com todos em qualquer parte do mundo e a qualquer momento (24/7). O que por outro lado, também pode ser uma desvantagem em alguns dias (tem dia que eu deixo meu iPhone no still mode direto). Outra vantagem é o acesso imediato a inúmeras fontes de informação. O que também pode ser uma desvantagem caso o adolescente em questão não tenha o mínimo de capacidade crítica pra distinguir a fonte confiável entre tantas outras! No dever de casa e em pesquisas escolares por exemplo, os adolescentes de hoje usam e abusam do Google. No meu tempo a gente tinha mesmo era de pesquisar em muitos livros (e os trabalhos eram batidos à màquina pela minha mãe porque obviamente não existiam computadores). E claro que os professores também mudaram para se adaptar aos novos tempos. Dependendo da escola - acredito que na maioria seja assim- pesquisa ou trabalho em que aparece um parágrafo inteiro copiado da net (cut & paste) é nota ZERO. E eu dou toda a razão para o professor que faz isso, viu?

Sem falar na eterna discussão sobre a influência da internet e dos games em crianças e jovens e sua possível relação com a epidemia de ADHD (Attention Deficit Hiperactive Disorder), no Brasil chamado de Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade. Na minha singela opinião, acho que hoje as crianças recebem um excesso de estímulos de todas as partes desde muito cedo...E posso até parecer conservadora, mas desconfio que isso tenha sim a ver com o aumento de diagnósticos e de medicação. Nosso cérebro nem sempre está preparado para tamanho input. E algumas crianças realmente tem maior sensibilidade a estímulos. Enfim, acredito que nem todas as crianças e adolescentes sejam afetadas da mesma forma.

Moral da estória, o negócio é ficar de olho, definir limites e tentar orientar nossos adolescentes da melhor maneira possível neste mundo high tech em que vivemos! Ninguém disse que iria ser fácil...



7 comentários:

Albuq disse...

Bom dia Beth!!!
Realmente é uma distância gigante. E o pior de tudo isso, é nós, adultos, que não nascemos nesse meio, temos que nos atualizar o tempo inteiro para acompanhá-los, ou então, ficamos totalmente distante do mundo deles.
Também faço essa comparação com minha época!
bjsss

Eliana disse...

Beth...realmente a relaidade deles é totalmente diferente da nossa e olha que é uma geração só hahahah Tô contigo que precisa sim ter controle e desconfio que tudo isso de tecnologia, em excesso, é prejudical SIM! Pra nós adultos e pras crianças e adolescentes. É tudo muito lindo, prático...mas tem lá o lado negativo sim. Nosso sobrinho de 8 anos começou a se interar de todas estas coisas e os pais perceberam que ele estava "ficando estranho". Agitado, agressivo até...resolveram dar um basta: tiraram o tal playstation e tv do quarto, desconectaram o celular da internet, monitoram os jogos e o acesso na internet...o menino passou a dormir bem melhor e está bem mais tranquilo, centrado. Se tivesse filhos, eu não facilitaria tanto também, não. É como eu aprendi: pra tudo tem limite! Bjs

NBA disse...

Beth ñ tenho filhos, mas tb penso que essas coisas devem ser monitoradas. Pra falar a verdade tem hrs q eu msm me monitoro, já passei dias sem olhar a rua pq fiquei o dia todo na internet. Dei uma basta nisso e hj é tudo rápido, caso contrário esquecemos que temos vida própria.

Georgia Aegerter disse...

Beth, por aqui a estória nao é diferente.

O caso é que colocamos horários a partir de tal hora até tal hora. Claro que nao funciona 100%, ai o jeito foi ativar um programinha que desliga o Computador em tal hora sem reclamacao. Ele faz um aviso 15 minutos antes de que tudo vai se fechar...no comeco foi um chororô, mas agora menino já se acostumou e tudo funciona numa "nice".

E fora o quê, se trouxe pra casa uma nota melhor que a da última prova, menina ganha mais uma hora nos finais de semana.

O que menino tem estudado é coisa de louco, rs.


Bjao e jogo na cintura porque o negócio é sério,rs.

Pri S. disse...

Não é fácil mesmo... A minha filha tem 9 anos e tb curte games, Youtube e fala com a parentada que mora em SP pelo viber e skype. Estuda a tabuada jogando num site on line. Faz pesquisa pra escola usando o Google e por aí vai. É uma mudança completa de paradigmas e do processo educacional. Realmente é importante estarmos atentas, darmos limites e educá-los para serem, pessoas críticas para lidarem com o lado positivo e o negativo dessa realidade que para eles é natural, mas para nós é motivo de preocupação e ajustamento. Boa sorte por aí! ;-)

Palavras Vagabundas disse...

Beth, boa sorte!
Minhas filhas há muito passaram da adolescência então não sei como agiria nos dias de hoje. Vou te acompanhando por aqui para saber o que é os desafios do século XXI.
bjs
Jussara

Lilly disse...

Sabe, Beth, eu fui adolescente com video game. Eu jogava bastante Atari e um outros joguinhos portáteis. Mas não vivi a internet tão cedo. Tenho ficado horrorizada com o esvaziamento de valores. Coisa que me deixa brava, de verdade, é essa postura vulgar que se tornou moda entre as adolescentes, principalmente. Narcisismo, erotismo, isso eu não tolero. E olha que não me considero nem um pouco uma pessoa careta. Ando triste, cabisbaixa com a forma que a vida está tomando. Como diz o Zygmunt Bauman, a gente está vivendo um processo de individualização que nos leva a neurose, temos medo de nossos vizinhos. De minha parte, sinto-me cada vez mais só e não consigo achar o caminho de volta.