segunda-feira, janeiro 29, 2007

Serendipity

Ontem passou Serendipity na tv e eu, na falta do que fazer e precisando descansar a cabeça depois de um fim-de-semana cansativo com um garoto de 6 anos, decidi assistir.

Pois bem, não sei se é a idade (que alguns chamam de maturidade) ou um temperamento não chegado a romantismos mas achei o filme inacreditável - no sentido literal da palavra. Cá entre nós, qual a probabilidade de uma nota de 5 dólares retornar ao seu dono uma segunda vez em uma cidade como Nova Iorque? Qual a probabilidade de uma pessoa achar um determinado livro dentre tantos livros em tantos sebos espalhados pela cidade? E mais: qual a probabilidade dessas duas coisas acontecerem?

Pois no filme as duas coisas acontecem, bem ao estilo Holywood. Em outras palavras (e já me desculpando pelo espírito-de-porco), altamente improvável. Resumindo, não sei se fiquei mais chocada com o excesso de romantismo do filme ou com mais uma constatação da minha total ausência de romantismo (depois de 10 anos de casamento, admito que ficou uma certa amargura...e eu já nem era lá muito romântica).

O engraçado é que acredito sim no destino...mas não da forma como ele é retratado neste filme. Serendipity é acima de tudo, uma comédia romântica cheia de clichês do início ao fim (para alegria dos românticos de plantão). Porque convenhamos, clichês são reconfortantes e por serem clichês, previsíveis. E, needless to say, o ser humano gosta de tudo que é previsível.

Ou isso, ou eu é que devo estar ficando ranzinza. Mas fiquei mesmo é com vontade de assistir Paris, Je t´aime...em cartaz nas melhores salas de cinema de sua cidade.

1 comentários:

annix disse...

Que curioso. Parece que vai passar na Globo hoje, ou passou de ontem pra hoje, sei lá.
ah, eu gosto do filme - por causa do John Cusack, hahahaha - mas a idéia de "serendipity" nos acontecimentos da vida não é absurda não, e nem tão romântica. Se uma probabilidade existe, que seja mínima, ainda assim ela existe...e algumas coisas, convenhamos, parece que TÊM de acontecer. Boas ou ruins. Então...

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Serendipity

Ontem passou Serendipity na tv e eu, na falta do que fazer e precisando descansar a cabeça depois de um fim-de-semana cansativo com um garoto de 6 anos, decidi assistir.

Pois bem, não sei se é a idade (que alguns chamam de maturidade) ou um temperamento não chegado a romantismos mas achei o filme inacreditável - no sentido literal da palavra. Cá entre nós, qual a probabilidade de uma nota de 5 dólares retornar ao seu dono uma segunda vez em uma cidade como Nova Iorque? Qual a probabilidade de uma pessoa achar um determinado livro dentre tantos livros em tantos sebos espalhados pela cidade? E mais: qual a probabilidade dessas duas coisas acontecerem?

Pois no filme as duas coisas acontecem, bem ao estilo Holywood. Em outras palavras (e já me desculpando pelo espírito-de-porco), altamente improvável. Resumindo, não sei se fiquei mais chocada com o excesso de romantismo do filme ou com mais uma constatação da minha total ausência de romantismo (depois de 10 anos de casamento, admito que ficou uma certa amargura...e eu já nem era lá muito romântica).

O engraçado é que acredito sim no destino...mas não da forma como ele é retratado neste filme. Serendipity é acima de tudo, uma comédia romântica cheia de clichês do início ao fim (para alegria dos românticos de plantão). Porque convenhamos, clichês são reconfortantes e por serem clichês, previsíveis. E, needless to say, o ser humano gosta de tudo que é previsível.

Ou isso, ou eu é que devo estar ficando ranzinza. Mas fiquei mesmo é com vontade de assistir Paris, Je t´aime...em cartaz nas melhores salas de cinema de sua cidade.

1 comentários:

annix disse...

Que curioso. Parece que vai passar na Globo hoje, ou passou de ontem pra hoje, sei lá.
ah, eu gosto do filme - por causa do John Cusack, hahahaha - mas a idéia de "serendipity" nos acontecimentos da vida não é absurda não, e nem tão romântica. Se uma probabilidade existe, que seja mínima, ainda assim ela existe...e algumas coisas, convenhamos, parece que TÊM de acontecer. Boas ou ruins. Então...