terça-feira, janeiro 04, 2011

Saúde mental é tudo

Circulando pela blogosfera ontem e hoje, inevitavelmente esbarrei com muitas listas de resoluções, planos e metas para o novo ano que acaba de iniciar. E eu queria sinceramente ter uma dessas listas mas no momento não vejo o menor sentido. Pensando bem, no momento pouca coisa faz sentido.


Eu juro que queria que meu primeiro post do ano fosse uma mensagem positiva. Mas está difícil pra caramba. Eu acho que é muito fácil ser positivo quando tudo está dando certo na vida da gente, quando tudo acontece de acordo com nossos planos (planos, que planos?).

Quanto a mim, estou passando por uma fase muito delicada na minha vida aqui na Holanda e a única coisa que eu desejo este ano é saúde mental. Parece pouco mas pra mim é tudo - tudo mesmo! E eu pressinto que este será o fator que fará toda a diferença este ano. Então não se assustem se eu disser que meu único plano para 2011 é manter meu equilíbrio mental - apesar de mim mesma. Seguir em frente em vez de desistir. Continuar lutando e tentando sair do buraco em que me enfiei. Quando a gente chega aos 45 anos e percebe que não conquistou grande coisa (tá, tô exagerando mas deixa pra lá), não tem emprego nem perspectivas de arrumar algo decente (trabalho sempre tem, mas encontrar algo no meu nível é que são elas), é difícil manter o otimismo. 16 anos na Holanda e até hoje não tirei meu passaporte holandês, nunca trabalhei em nenhuma empresa daqui (mas trabalhei anos como freelance, é bem verdade) e nunca fiz a equivalência do meu diploma universitário do Brasil. Ontem comecei um trajeto de reintegração ao mercado de trabalho, o que significa que nas próximas semanas irei diariamente a um jobcenter (tentar) arrumar emprego. Mas com a crise econômica, a escolha é bastante limitada. Assim como as chances de encontrar algo no meu nível - que aqui é nenhum até eu fazer a tal equivalência que deveria ter feito anos atrás.



Enfim, queria que tudo fosse diferente, porque se o presente é um resultado das escolhas do passado, então eu fiz tudo (ou quase tudo) errado. Mas na vida não dá pra apagar e começar de novo...Se eu soubesse há 15 anos atrás tudo que eu sei hoje, teria feito muita coisa diferente (ou talvez não porque a vida é uma incógnita).

Agora chega de auto-comiseração. Desculpem aí...dias melhores virão.

15 comentários:

Albuq disse...

Oi Beth, também quero saúde mental!

Imagino como as coisas estão difíceis, nem sei medir quanto e nem achar solução para tal situação, mas, o que pode melhorar ao menos as sensações, é trabalhar a forma de ver as coisas. Tentar buscar crendo que algo vai acontecer, porque mentalizarmos que nada acontece, creio que se perpetuará. Bem, ao menos é isso que tento buscar olhando a minha vida. Cheguei aos 30 com a mesma impressão de não ter chego no topo, entendo você plenamente!

bjs, espero ter ajudado!

sindro disse...

Oi adorei o seu blog, passe lá no meu blog de textos. obrigado, beijo e até mais.

Liana disse...

beth, nunca eh tarde. nao da pra ficar se lamentando das escolhas que fizemos. se ha tempo, ha vida, ha oportunidade, entao vamos em frente!
nao desista!
bjos e feliz ano novo sim!

Glenda Dimuro disse...

Animo! :) Dias melhores virão, só não dá pra perder a esperança!

Pat Ferret disse...

Acho que estamos numa idade em que esse tipo de questionamento é normal, amiga. O tempo que nos resta pra conquistar coisas já não nos parece tão "infinito" qto aos 18 anos, e as responsabilidades da vida pesam.

Não se sinta sozinha, pq tb estou nesse barco. E olha que posso até dizer que o ano que se passou foi muito generoso comigo, já que fui bem no trabalho e encontrei o maridão. Isto é: não é um "problema" seu, mas de todas nós, mulheres de – AFF – "meia idade"... Rsrsrs

Fica firme, vc é inteligente, capaz, e já alcançou muito mais do que muitas de nós conseguiríamos. E, se precisar de um ombro, tamos aqui, viu? O futuro ainda reserva muito pra gente! ;-)

Line disse...

Você não é a única a desejar sanidade mental para 2011! Eu desejo para 2011, e se não for pedir muito, para os outros anos também!
Olha, sei que vc pode pensar que em 16 anos não fez muito, mas eu acho que você fez uma coisa que poucas estrangeiras conseguem fazer aqui, que é criar um filho, educá-lo sozinha! E por isso eu tiro me chapéu pra você, porque apesar dos altos e baixos, das dificuldades e obstáculos, você não deixou a peteca cair, não pediu "arrego" como muitas fazem ( e eu não recrimino de fomar alguma quem precise de "arrego"). Eu particularmente acho que não teria tido a mesma capacidade que vc teve e tem, juro.
Quanto ao trabalho, sei que é difícil achar alguma coisa que valha a pena sair de casa, mas tente sair sim, porque é na rua que a gente acaba fazendo nosso networking, e vai conhecendo outras pessoas e outras oportunidades vão surgindo! Pode parecer muito fácil falar, eu sei, mas eu tenho certeza que vc vai conseguir algo à sua altura sim!
Não sei em que área você está procurando, mas que tal na área offshore? Muitas empresas aqui estão fazendo negócios com o Brasil, e até abrindo filiais lá, e eles precisam de pessoas que falem português, inglês e holandês. Sei lá, foi só uma ideia minha, mas tem a Boskalis, empresa grande aqui e que tem negócios com o Brasil. Depois dá uma olhadinha ;)

Beijos!!!

Palavras Vagabundas disse...

Beth, dias melhores virão é lógico que sim!
bjs carinhosos
Jussara

Pri Sganzerla disse...

Nossa, isso eu tb quero muito: saúde mental!

E vou te falar, não é nada fácil de conseguir, viu! Muita gente se engana, evita de se aprofundar, de olhar pro espelho - porque sabe que se for se aprofundar, uma hora chega na dor. Parece dramático, mas pe natural do ser humano se questionar e ter suas dores escondidinhas lá no fundo. Só que muitos fogem disso.

A gente não, Beth. Encaramos de frente. E isso já é uma vitória! E daí que não estamos dentro dos padrões de sucesso que as pessoas defendem por aí?

Nossa estadia aqui na Terra é muito mais do que status, apartamento e carro novo.

Entendo perfeitamente os seus sentimentos descritos neste post. São questões minhas também. Claro que se eu pudesse voltar atrás faria trocentas coisas diferentes. Inveja da Erica e do Dr. Tom!!!! rsrsrsrs

Mas nossa realidade é essa e vc tem muito valor. Ousou fazer diferente, morar fora, tem a missão especial de criar seu filho e tem uma sensibilidade que te torna uma pessoa melhor.

Força! Danem-se os ideais e os padrões alheios! Viva a sua vida da melhor maneira posível. E não deixe nunca que esse mundo de valores distorcidos faça com que vc se sinta menos do que vc é!

Beijos com carinho!

Maria Valéria disse...

saúde mental é tudo, amiga...
mas não se cobre tanto.( sei que é facil falar).
qto ao passaporte holandes, pq ainda não deu certo? o que eles exigem aí pra que vc tire o passaporte? e p/ fazer equivalencia do seu diploma, o que seria necessario?...
( sou leiga no assunto, por isso to perguntando...) beijos do outor lado do mundo

Beth Blue disse...

Maria Valéria, o passaporte eu não tenho simplesmente porque nunca consegui juntar o dinheiro pra pagar o processo de naturalização (não sobra NADA no final do mês). Mas já posso pedir a qualquer momento. O problema é grana mesmo.

Quanto ao diploma, vou fazer este mês ainda...tenho tudo aqui em casa, inclusive histórico de notas. Enfim, não é o fim-do-mundo mas o desânimo é grande.

Beth Blue disse...

Pat, você descreveu (e entendeu) perfeitamente o meu drama:

Acho que estamos numa idade em que esse tipo de questionamento é normal, amiga. O tempo que nos resta pra conquistar coisas já não nos parece tão "infinito" qto aos 18 anos, e as responsabilidades da vida pesam.

A vida passa...rápido demais! Obrigada pelas palavras amigas...

Beth Blue disse...

Line: sim, é difícil achar alguma coisa que valha a pena sair de casa...mas é na rua que a gente acaba fazendo nosso networking, e vai conhecendo outras pessoas e outras oportunidades vão surgindo! ...eu tenho certeza que vc vai conseguir algo à sua altura sim!

Obrigada pela torcida, estou mesmo precisando.

Beth Blue disse...

Pri, parece que estamos mesmo no mesmo barco, rsrsrsrs (rir para não chorar).

E sim, muita inveja da Erica e do Dr. Tom. A vida não é rascunho que a gente pode reescrever quando bem entender...Com o passar dos anos, isso vai ficando cada dia mais óbvio.

Ju Haghverdian disse...

Oi Beth,

Retribuindo sua visita mais que especial no meu blog, ca venho da uma olhadinha no seu e me deparo com esse post que, sem querer querendo, cutuca num lugarzinho incomodo em cada um de nos que da a cara a bater em uma terra estrangeira.

Assim como voce, nao escrevi e nem pensei em nenhuma resolucao de ano novo. Honestamente, a unica coisa que me veio a mente enquanto lia o seu texto foi pensar em SABEDORIA... pra saber quando correr atras das oportunidades, pra lembrar que o futuro que me aguarda esta baseado nas escolhas que faco hoje... lendo teu post meio que me abriu os olhos pra pequenos detalhes que podem parecer insignificantes agora mas daqui a alguns anos podem fazer a diferenca entre arrependimento e realizacao.

Comecei esse processo de traduzir meu diploma/fazer equivalencia ano passado quando tentava arranjar um emprego melhor. Consegui um emprego bom durante esse processo e agora meio que deixei o processo de lado... esse eh um dos erros que cometemos quando a vida parece que ta boa, tudo dando certo... esquecemos daqueles "shit moments" quando tudo da errado, como se nunca mais fossem acontecer.

Minha meta maior para 2011: traduzir meu diploma e fazer equivalencia! Obrigada pela forcinha... eu sei que pode parecer repetitivo e irritante quando o problema ta na nossa pele e todo mundo soh sabe dizer: "as coisas vao melhorar", "o pior ja passou"... mas a unica coisa que eu posso te dizer eh... paciencia - nao sei quando nem como, mas a luz no fim do tunel chega, cedo ou tarde!

Beijos

Ana disse...

Beth,

concordo plenamente com vc! Tb busco saúde mental, e também tenho a sensação de que não construi nada na minha vida...
Mas... por mais dificil que seja, não podemos nunca perder a esperança e a motivação para recomeçar, mudar o que não está bom! Boa sorte para nós!

Tecnologia do Blogger.

Saúde mental é tudo

Circulando pela blogosfera ontem e hoje, inevitavelmente esbarrei com muitas listas de resoluções, planos e metas para o novo ano que acaba de iniciar. E eu queria sinceramente ter uma dessas listas mas no momento não vejo o menor sentido. Pensando bem, no momento pouca coisa faz sentido.


Eu juro que queria que meu primeiro post do ano fosse uma mensagem positiva. Mas está difícil pra caramba. Eu acho que é muito fácil ser positivo quando tudo está dando certo na vida da gente, quando tudo acontece de acordo com nossos planos (planos, que planos?).

Quanto a mim, estou passando por uma fase muito delicada na minha vida aqui na Holanda e a única coisa que eu desejo este ano é saúde mental. Parece pouco mas pra mim é tudo - tudo mesmo! E eu pressinto que este será o fator que fará toda a diferença este ano. Então não se assustem se eu disser que meu único plano para 2011 é manter meu equilíbrio mental - apesar de mim mesma. Seguir em frente em vez de desistir. Continuar lutando e tentando sair do buraco em que me enfiei. Quando a gente chega aos 45 anos e percebe que não conquistou grande coisa (tá, tô exagerando mas deixa pra lá), não tem emprego nem perspectivas de arrumar algo decente (trabalho sempre tem, mas encontrar algo no meu nível é que são elas), é difícil manter o otimismo. 16 anos na Holanda e até hoje não tirei meu passaporte holandês, nunca trabalhei em nenhuma empresa daqui (mas trabalhei anos como freelance, é bem verdade) e nunca fiz a equivalência do meu diploma universitário do Brasil. Ontem comecei um trajeto de reintegração ao mercado de trabalho, o que significa que nas próximas semanas irei diariamente a um jobcenter (tentar) arrumar emprego. Mas com a crise econômica, a escolha é bastante limitada. Assim como as chances de encontrar algo no meu nível - que aqui é nenhum até eu fazer a tal equivalência que deveria ter feito anos atrás.



Enfim, queria que tudo fosse diferente, porque se o presente é um resultado das escolhas do passado, então eu fiz tudo (ou quase tudo) errado. Mas na vida não dá pra apagar e começar de novo...Se eu soubesse há 15 anos atrás tudo que eu sei hoje, teria feito muita coisa diferente (ou talvez não porque a vida é uma incógnita).

Agora chega de auto-comiseração. Desculpem aí...dias melhores virão.

15 comentários:

Albuq disse...

Oi Beth, também quero saúde mental!

Imagino como as coisas estão difíceis, nem sei medir quanto e nem achar solução para tal situação, mas, o que pode melhorar ao menos as sensações, é trabalhar a forma de ver as coisas. Tentar buscar crendo que algo vai acontecer, porque mentalizarmos que nada acontece, creio que se perpetuará. Bem, ao menos é isso que tento buscar olhando a minha vida. Cheguei aos 30 com a mesma impressão de não ter chego no topo, entendo você plenamente!

bjs, espero ter ajudado!

sindro disse...

Oi adorei o seu blog, passe lá no meu blog de textos. obrigado, beijo e até mais.

Liana disse...

beth, nunca eh tarde. nao da pra ficar se lamentando das escolhas que fizemos. se ha tempo, ha vida, ha oportunidade, entao vamos em frente!
nao desista!
bjos e feliz ano novo sim!

Glenda Dimuro disse...

Animo! :) Dias melhores virão, só não dá pra perder a esperança!

Pat Ferret disse...

Acho que estamos numa idade em que esse tipo de questionamento é normal, amiga. O tempo que nos resta pra conquistar coisas já não nos parece tão "infinito" qto aos 18 anos, e as responsabilidades da vida pesam.

Não se sinta sozinha, pq tb estou nesse barco. E olha que posso até dizer que o ano que se passou foi muito generoso comigo, já que fui bem no trabalho e encontrei o maridão. Isto é: não é um "problema" seu, mas de todas nós, mulheres de – AFF – "meia idade"... Rsrsrs

Fica firme, vc é inteligente, capaz, e já alcançou muito mais do que muitas de nós conseguiríamos. E, se precisar de um ombro, tamos aqui, viu? O futuro ainda reserva muito pra gente! ;-)

Line disse...

Você não é a única a desejar sanidade mental para 2011! Eu desejo para 2011, e se não for pedir muito, para os outros anos também!
Olha, sei que vc pode pensar que em 16 anos não fez muito, mas eu acho que você fez uma coisa que poucas estrangeiras conseguem fazer aqui, que é criar um filho, educá-lo sozinha! E por isso eu tiro me chapéu pra você, porque apesar dos altos e baixos, das dificuldades e obstáculos, você não deixou a peteca cair, não pediu "arrego" como muitas fazem ( e eu não recrimino de fomar alguma quem precise de "arrego"). Eu particularmente acho que não teria tido a mesma capacidade que vc teve e tem, juro.
Quanto ao trabalho, sei que é difícil achar alguma coisa que valha a pena sair de casa, mas tente sair sim, porque é na rua que a gente acaba fazendo nosso networking, e vai conhecendo outras pessoas e outras oportunidades vão surgindo! Pode parecer muito fácil falar, eu sei, mas eu tenho certeza que vc vai conseguir algo à sua altura sim!
Não sei em que área você está procurando, mas que tal na área offshore? Muitas empresas aqui estão fazendo negócios com o Brasil, e até abrindo filiais lá, e eles precisam de pessoas que falem português, inglês e holandês. Sei lá, foi só uma ideia minha, mas tem a Boskalis, empresa grande aqui e que tem negócios com o Brasil. Depois dá uma olhadinha ;)

Beijos!!!

Palavras Vagabundas disse...

Beth, dias melhores virão é lógico que sim!
bjs carinhosos
Jussara

Pri Sganzerla disse...

Nossa, isso eu tb quero muito: saúde mental!

E vou te falar, não é nada fácil de conseguir, viu! Muita gente se engana, evita de se aprofundar, de olhar pro espelho - porque sabe que se for se aprofundar, uma hora chega na dor. Parece dramático, mas pe natural do ser humano se questionar e ter suas dores escondidinhas lá no fundo. Só que muitos fogem disso.

A gente não, Beth. Encaramos de frente. E isso já é uma vitória! E daí que não estamos dentro dos padrões de sucesso que as pessoas defendem por aí?

Nossa estadia aqui na Terra é muito mais do que status, apartamento e carro novo.

Entendo perfeitamente os seus sentimentos descritos neste post. São questões minhas também. Claro que se eu pudesse voltar atrás faria trocentas coisas diferentes. Inveja da Erica e do Dr. Tom!!!! rsrsrsrs

Mas nossa realidade é essa e vc tem muito valor. Ousou fazer diferente, morar fora, tem a missão especial de criar seu filho e tem uma sensibilidade que te torna uma pessoa melhor.

Força! Danem-se os ideais e os padrões alheios! Viva a sua vida da melhor maneira posível. E não deixe nunca que esse mundo de valores distorcidos faça com que vc se sinta menos do que vc é!

Beijos com carinho!

Maria Valéria disse...

saúde mental é tudo, amiga...
mas não se cobre tanto.( sei que é facil falar).
qto ao passaporte holandes, pq ainda não deu certo? o que eles exigem aí pra que vc tire o passaporte? e p/ fazer equivalencia do seu diploma, o que seria necessario?...
( sou leiga no assunto, por isso to perguntando...) beijos do outor lado do mundo

Beth Blue disse...

Maria Valéria, o passaporte eu não tenho simplesmente porque nunca consegui juntar o dinheiro pra pagar o processo de naturalização (não sobra NADA no final do mês). Mas já posso pedir a qualquer momento. O problema é grana mesmo.

Quanto ao diploma, vou fazer este mês ainda...tenho tudo aqui em casa, inclusive histórico de notas. Enfim, não é o fim-do-mundo mas o desânimo é grande.

Beth Blue disse...

Pat, você descreveu (e entendeu) perfeitamente o meu drama:

Acho que estamos numa idade em que esse tipo de questionamento é normal, amiga. O tempo que nos resta pra conquistar coisas já não nos parece tão "infinito" qto aos 18 anos, e as responsabilidades da vida pesam.

A vida passa...rápido demais! Obrigada pelas palavras amigas...

Beth Blue disse...

Line: sim, é difícil achar alguma coisa que valha a pena sair de casa...mas é na rua que a gente acaba fazendo nosso networking, e vai conhecendo outras pessoas e outras oportunidades vão surgindo! ...eu tenho certeza que vc vai conseguir algo à sua altura sim!

Obrigada pela torcida, estou mesmo precisando.

Beth Blue disse...

Pri, parece que estamos mesmo no mesmo barco, rsrsrsrs (rir para não chorar).

E sim, muita inveja da Erica e do Dr. Tom. A vida não é rascunho que a gente pode reescrever quando bem entender...Com o passar dos anos, isso vai ficando cada dia mais óbvio.

Ju Haghverdian disse...

Oi Beth,

Retribuindo sua visita mais que especial no meu blog, ca venho da uma olhadinha no seu e me deparo com esse post que, sem querer querendo, cutuca num lugarzinho incomodo em cada um de nos que da a cara a bater em uma terra estrangeira.

Assim como voce, nao escrevi e nem pensei em nenhuma resolucao de ano novo. Honestamente, a unica coisa que me veio a mente enquanto lia o seu texto foi pensar em SABEDORIA... pra saber quando correr atras das oportunidades, pra lembrar que o futuro que me aguarda esta baseado nas escolhas que faco hoje... lendo teu post meio que me abriu os olhos pra pequenos detalhes que podem parecer insignificantes agora mas daqui a alguns anos podem fazer a diferenca entre arrependimento e realizacao.

Comecei esse processo de traduzir meu diploma/fazer equivalencia ano passado quando tentava arranjar um emprego melhor. Consegui um emprego bom durante esse processo e agora meio que deixei o processo de lado... esse eh um dos erros que cometemos quando a vida parece que ta boa, tudo dando certo... esquecemos daqueles "shit moments" quando tudo da errado, como se nunca mais fossem acontecer.

Minha meta maior para 2011: traduzir meu diploma e fazer equivalencia! Obrigada pela forcinha... eu sei que pode parecer repetitivo e irritante quando o problema ta na nossa pele e todo mundo soh sabe dizer: "as coisas vao melhorar", "o pior ja passou"... mas a unica coisa que eu posso te dizer eh... paciencia - nao sei quando nem como, mas a luz no fim do tunel chega, cedo ou tarde!

Beijos

Ana disse...

Beth,

concordo plenamente com vc! Tb busco saúde mental, e também tenho a sensação de que não construi nada na minha vida...
Mas... por mais dificil que seja, não podemos nunca perder a esperança e a motivação para recomeçar, mudar o que não está bom! Boa sorte para nós!