terça-feira, maio 15, 2012

10 coisas simples que me fazem feliz



Este post foi inspirado neste aqui do blog 3x30. É que com o passar dos anos, a gente para de correr atrás da tal felicidade e aprende que ela é feito de pequenos momentos. Pequenas coisas do dia-a-dia. Pequenos detalhes que muitas vezes passam despercebidos. Aqueles raros momentos em que estamos sintonizados com nós mesmos. Momentos de puro prazer em que podemos nos dedicar aquilo que gostamos.

Abaixo uma lista das coisas que me fazem feliz:

1. Uma xícara de café preto feito na hora, cheiro de café fresco pela casa
2. Melhor ainda, um café da manhã caprichado no fim-de-semana (com suco de laranja e ovos)
3. Ler um bom livro. Livros são meus melhores companheiros, não vivo sem eles
4. Ir ao cinema, sozinha ou acompanhada... amo a sétima arte 
5. Encontrar com amigos pra conversar num dos meus cafés favoritos
6. Assistir a uma das minhas séries de tv favoritas
7. Escrever no meu blog e ler (e comentar) nos blogs de amigos 
8. Fazer scrapbook numa tarde chuvosa 
9. Numa tarde de inverno, fazer uma das receitas de muffins de um dos vários livros que tenho aqui em casa (brownie também é outro favorito aqui em casa) 
10. Meu ritual para as noites de frio: Tomar um banho quente. Fazer uma xícara de chai (chá indiano). Escolher um livro e ir pra debaixo das cobertas

 Não necessariamente nesta ordem. Porque acreditem, a felicidade é simples. Nós é que complicamos.





sábado, maio 12, 2012

Dia das Mães...



Amanhã é Dia das Mães, uma data em que eu fico feliz e triste ao mesmo tempo. Triste porque, inevitavelmente, sempre lembro da minha mãe neste dia. Feliz porque eu mesma sou mãe e ganhei o melhor presente que uma mulher poderia desejar. Porque para muitas mulheres ser mãe é apenas um sonho - e eu me sinto até culpada nessas horas de reclamar de presente.

Explicando melhor. É que enquanto outras mães vão ganhar perfumes, flores, livros e outros presentes, eu não ganharei presente algum...porque meu ex-marido nem quando éramos casados se dava ao trabalho de pensar em algo - e todas nós mães sabemos que por trás de um presente de Dia das Mães está um pai que ama e valoriza sua parceira (as crianças não tem dinheiro pra comprar presentes, né?).  Então eu vou me contentar com um cartão feito na escola e este ano, ganharei também um café da manhã na cama, com direito a suco de laranja, croissants com geléia, ovos e café...tudo preparado com carinho pelo Liam. E se for pensar bem, tem presente melhor do que carinho de filho?

No final das contas, esta é apenas mais uma daquelas datas comerciais em que as lojas fazem de tudo pra vender mais perfumes, presentes, etc. Claro que deve ser maravilhoso receber um belo presente neste dia mas o melhor presente de todos eu já recebi...no dia 28/04/2000!

E hoje subitamente também me lembrei do ex-namorado, que sempre fazia deste dia uma data especial para mim. Dormíamos uma noite num hotel da cidade para saborear um buffet de cafë da manhã daqueles bem caprichados - até se podia escolher entre English Breakfast e Continental Breakfast. Ou quando o tempo permitia (e este ano não permite), comemorávamos na praia com umas cervejas e uns petiscos de bar (quem pensa que na Holanda não tem praia, leia aqui e aqui).

Mas chega de ladainha. Vou aproveitar este post pra desejar um Feliz Dia das Mães a todas as mamães que visitam este blog! Nossos filhos são mesmo os melhores presentes que poderíamos ganhar.



sexta-feira, maio 11, 2012

Top 5 - 52x5 Momentos pra compartilhar: SEMANA 19



Semana 19 - Meus seriados favoritos:
1) Grey's Anatomy
2) The Big Bang Theory
3) Law & Order
4) Without a Trace
5) Cold Case

Esta semana foi um grande desafio porque eu simplesmente AMO séries de tv! Principalmente no inverno aqui na Holanda que, diga-se de passagem, dura meses. Adoro séries de crime como Criminal Minds, The Closer, The Forgotten e as citadas aqui encima. Mas também adoro clássicos como Frasier (leia mais aqui), Friends e Seinfeld. Além disso, curto as séries que passam no Comedy Central como The Simpsons, Family Guy e South Park (embora as vezes eles exagerem). E Dharma & Greg - um casal muito diferente e divertido!

Também tive fases em que assistia muito Third Rock from the Sun, Medium e Ghost Whisperer...Dito isso, se eu tivesse que escolher uma série favorita que eu curto há anos, não poderia dar outra: Grey´s Anatomy!






terça-feira, maio 08, 2012

The Pleasure Seekers





Engraçado, eu nunca tive nenhuma fascinação específica pela Índia como país, mas tenho lido muita literatura indiana nos últimos tempos, uma melhor do que a outra! The Pleasure Seekers é mais um livro com a Índia como pano de fundo, mas bem diferente do Space Between Us que li antes deste. Ele acompanha a bela estória de amor de Sian (nascida em Walles) e Babo, um jovem indiano. Os dois se conhecem na Londres de 1968, ano em que o jovem de 18 anos Babo acaba de chegar ao país. Babo vem de uma família de classe média alta.

O livro acompanha a trajetória dos dois ao longo de mais de 30 anos, desde o momento em que Babo é chamado pela família de volta com a desculpa de que sua mãe está doente (o que ele logo descobre ser mentira e apenas um motivo para afastá-lo da sua nova paixão). Alguns meses depois, a família de Babo aceita o namoro com a condição de que Sian venha morar dois anos na Índia, na casa da família de Babo. Se o amor deles sobreviver a esse período, a família aceitará o casamento.

Dois anos se passam, Sian se adapta cada vez mais a uma nova vida na Índia e eles finalmente se casam. Um casamento indiano, conforme manda a tradição. Nos próximos anos, Sian e Babo tem duas meninas e seu amor continua florescendo apesar das dificuldades no caminho.

O livro é dividido em três partes distintas. A primeira parte é Sylvan Lodge 1968 - 1974 e abrange os primeiros dois anos em que Sian e Babo moram na casa dos pais dele e os primeiros anos do casamento, antes deles terem sua própria casa e ainda morando com os sogros. A segunda parte é The House of Orange and Black Gates 1974 - 1995, a casa de Sian e Babo onde eles criam suas filhas até o dia em que elas, por sua vez, resolvem sair do ninho. A mais velha decide casar e a caçula resolve refazer o caminho inverso da mãe e passar um tempo em Londres. Essa parte conta ainda as estórias de vários membros da família, como o tio Choku. A terceira parte se chama Lewisham to Ganga Bazaar 1996 - 2001 e fecha o ciclo. Ela conta a temporada de Bean (a caçula) em Londres e o momento em que ela decide voltar pra Índia e passar uns tempos com a avó em Ganga Bazaar para lidar com algumas questões pessoais.

Enfim uma saga cativante de uma família indiana, avós, pais, filhos, sobrinhos, primos...tudo está ali. O eixo principal da estória continua sendo Sian, Babo e Mayuri e Bean, as duas filhas nascidas na Índia. O livro compõe um retrato delicado e profundo de um casamento inter-racial com seus desejos, buscas e questionamentos. Enfim, vale a pena ler! Em especial para aquelas que como eu, também largaram seu país pra viverem com um amor no estrangeiro. Vocês certamente irão se identificar com muitos aspectos dessa busca. Fica a dica.



PS. Detalhe interessante é que a autora indiana Tishani Doshi dedica o livro a seus pais: For my parents, the original pleasure seekers.

domingo, maio 06, 2012

Duas broncas e duas conclusões




Que os amigos sempre querem o melhor pra gente é sabido. Que o caminho do céu está cheio de más intenções também. E como dizem as más línguas: se conselho fosse bom se vendia, não se dava. Fora os clichês, levei duas broncas no Facebook de amigos muito queridos (no hard feelings) que disseram que eu estava sendo muito negativa na rede social...que eu só postava comentários negativos.

Aí fui correndo olhar a minha página e não vi nada disso. Ou melhor vi um pouco disso - porque sou um ser pensante e não sei viver em um mundo cor-de-rosa. Mas também vi muitos links para o meu blog, para artigos de jornais, ilustrações, dicas de filmes e livros...enfim, vi um bocado de coisa que eu não classificaria como negativa!

Aí me dei conta que o problema eram os comentários que eu andava escrevendo na página desses dois amigos. Que eu andava numa fase meio esquisita e me sentindo meio sozinha (eu que sempre busquei a solidão). E acho que talvez os tais comentários tenham sido mais um pedido de socorro do que qualquer outra coisa. Então depois de lamber as feridas (porque ninguém gosta de ser criticado), cheguei a DUAS conclusões:

1. Depois de 5 anos de namoro, preciso dar mais atenção as minhas amizades ao invés de reclamar que ninguém me procura. Porque verdade seja dita, eu nunca telefono pra ninguém...então não tenho nem o direito de reclamar. Como eu mesma já disse aqui mesmo neste blog, amizade é algo a ser cultivado.


2.  Para ter o nível de satisfação no Facebook que as outras pessoas parecem ter, eu vou precisar baixar as minhas expectativas. É que eu sou marinheira de primeira viagem e ainda etou tentando entender as regras do jogo. No mais, o tipo de amizade que eu estou acostumada não existe em redes sociais e sim na vida real. Ali no Facebook ninguém quer saber dos seus problemas, seu status não é um diário como li em alguns posts. E pra mim, amizade é justamente quando você pode compartilhar suas alegrias e tristezas (tão óbvio e tão raro). Enfim, a ficha caiu! Foi uma lição dura mas eu aprendi!

Moral da estória, decidi pegar leve no Facebook e quando estiver me sentindo estranha melhor nem abrir aquilo ali. Vou deixar a nuvem passar e quando estiver "melhorzinha" vou lá espiar as novidades.

Já este blog ainda é meu espaço pessoal e aqui quem faz as regras sou eu (coisa boa, rsrsrs). Aqui eu posso escrever o que quiser desde que seja verdadeiro para mim, posso ser eu mesma sem me preocupar com as regras de convivência das redes sociais. Claro que não sou uma tolinha e sei que isso é um espaço público e sim, eu me preservo e volta meia me censuro (meus famosos posts mentais). De qualquer forma, aqui me sinto mais à vontade pra falar o que eu quiser, então fiquem avisados!

quinta-feira, maio 03, 2012

Top 5 - 52x5 momentos pra compartilhar: SEMANA 18



Semana 18 - Sinto saudades...
1) Da minha mãe, que já faleceu há 13 anos 
2) Da família e amigos que deixei no Brasil 
3) Das comidinhas brasileiras (incl. os salgadinhos) 
4) Das montanhas e praias do Brasil, aqui até tem praia mas montanha... 
5) Do calor humano e alegria do brasileiro, aqui todo mundo é sério!

Como vocês podem notar, saudade é o que não falta por aqui! Também, eu moro fora e não podia mesmo ser diferente. Dos 18 anos que moro fora, consegui a façanha de ficar 11 anos sem ir ao Brasil (uma longa estória, em partes por opção, em partes por falta de grana mesmo). Fui ano passado e a viagem foi uma grande revelação - tanto pra mim quanto para meu filho, que nunca tinha visitado o país da mãe dele antes e ficou apaixonado...Espero voltar ano que vem.
 

Visconde de Mauá, um dia eu volto...


segunda-feira, abril 30, 2012

Confissões de mãe




Aproveitando que o meu menino acabou de completar 12 anos no sábado passado, eu vou fazer uma confissão. Mas não se assustem porque eu sou estranha mesma (e já assumi a minha estranheza há tempos, quem lê este blog sabe disso).


Este negócio de maternidade é coisa complicada. Eu sempre digo que a maior decisão na vida de uma mulher é ter ou não ter filhos (se é que a gente escolhe, porque em alguns casos o destino acaba escolhendo pra gente). E digo mais, por mais que se leia sobre o assunto, por mais que a gente se informe, por mais que se discuta horas a fio com amigas e com parentes próximos, a verdade é que ninguém está preparado para a maternidade! Eu certamente não estava e admito que foi a maior mudança na minha vida. Se for pensar bem, mudar de continente foi mais fácil pra mim do que cuidar de um recém-nascido (eu avisei que era estranha). Eu não tinha nenhuma experiência com bebês, sou filha única e nunca fui daquelas que vivia segurando bebê dos outros no colo (eu até fugia deles, rsrsrs)...Enfim, ter um bebê nunca foi um sonho acalentado desde a infancia, como ouço algumas mulheres dizerem. Tenho até uma certa vergonha em dizer isso mas o meu sonho sempre foi viajar...eu nunca fui daquelas que sonhava em se casar e ter filhos. Juro por Deus!

Mas o destino quis que eu fosse mãe e entre dias bons e ruins, eu e meu filho sobrevivemos. E a cada ano que passa, mais eu curto ser mãe! Quanto a confissão do título: tem mulher que adora bebês e crianças pequenas, eu prefiro crianças a partir de 7 ou 8 anos (pronto, falei). Talvez por prezar demais a minha independência e odiar grude, eu estimulo meu filho a ser independente, a fazer as coisas sozinho e a pensar por si próprio em vez de repetir a opinião alheia. E enquanto algumas mães ficam tristes quando o filho cresce e sai da barra da saia, eu comemoro! Eu adoro quando ele vai dormir na casa de um amigo, sem falar na guarda alternada que foi a solução ideal aqui em casa...meu filho passa uma semana comigo, outra com o pai. Isso há quase 6 anos, comentarei minha experiência em breve num post.


E os anos passam e hoje meu bebê é um pré-adolescente inteligente, comunicativo e sociável, com uma ótima cabeça - talvez até maduro demais pra sua idade em certos aspectos. A cada aniversário me dou conta que Liam está se tornando gente grande. Uma pessoa com opiniões e gostos próprios, que faz amizades com uma facilidade incrível e que tem uma paciência impressionante para lidar com pessoas difíceis (dois dos melhores amigos dele tem ADHD e eu mesma não sei como ele aguenta, fomos com um deles ao cinema e eu quase surtei). Um menino com talentos excepcionais, que além de saber tudo sobre animais ainda desenha muito bem - e isso não sou eu que digo, ouvi de professores no atelier que ele frequentou, ouço regularmente na escola e também ouvi de um amigo que dá aulas de arte para crianças!


De resto, uma das maiores vantagens de ter um filho maiorzinho é poder assistir com ele filmes mais adultos, com classificação a partir de 12 anos (mas eu presto atenção e costumo assistir o filme antes de assistir de novo com ele). E embora eu tenha curtido assistir com ele aos clássicos da Disney e Pixar (desconfio que tanto ou mais do que ele) e tenha chorado de emoção na Disney Parade quando ele tinha 6 anos, eu adoro apresentar novos filmes a ele. E não podia ser diferente porque cinema sempre teve um papel importante na minha vida. E assim foi que semana passada assistimos em casa Slumdog Millionaire (que ele adorou) e About a Boy (um dos meus favoritos e que não via a hora de assistir com o menino). Também já assistimos alguns filmes de horror como The Ring, The Others, The Orphanage, Blair Witch Project, Paranormal Activity e Insidious. Mas The Shining e The Exorcist ainda estão proibidos aqui em casa...Outro que vimos juntos recentemente foi Amelie Poulain, que ele curtiu ainda mais por já ter visitado Paris! No aniversário sábado passado, o filme escolhido foi The Avengers. Claro que os meninos adoraram o filme, então aproveitei a oportunidade pra dar os DVDs Iron Man 1 e Iron Man 2 de presente de aniversário!


Enfim, ser mãe não é nada fácil, principalmente quando a gente mora no exterior e não tem ninguém pra ajudar! Mas os filhos enriquecem demais as nossas vidas, e acho até que aprendemos mais com eles do que eles conosco. Pra finalizar, não poderia mais imaginar minha vida sem o meu menino. Ser mãe é padecer no paraíso. Acreditem.
Tecnologia do Blogger.

10 coisas simples que me fazem feliz



Este post foi inspirado neste aqui do blog 3x30. É que com o passar dos anos, a gente para de correr atrás da tal felicidade e aprende que ela é feito de pequenos momentos. Pequenas coisas do dia-a-dia. Pequenos detalhes que muitas vezes passam despercebidos. Aqueles raros momentos em que estamos sintonizados com nós mesmos. Momentos de puro prazer em que podemos nos dedicar aquilo que gostamos.

Abaixo uma lista das coisas que me fazem feliz:

1. Uma xícara de café preto feito na hora, cheiro de café fresco pela casa
2. Melhor ainda, um café da manhã caprichado no fim-de-semana (com suco de laranja e ovos)
3. Ler um bom livro. Livros são meus melhores companheiros, não vivo sem eles
4. Ir ao cinema, sozinha ou acompanhada... amo a sétima arte 
5. Encontrar com amigos pra conversar num dos meus cafés favoritos
6. Assistir a uma das minhas séries de tv favoritas
7. Escrever no meu blog e ler (e comentar) nos blogs de amigos 
8. Fazer scrapbook numa tarde chuvosa 
9. Numa tarde de inverno, fazer uma das receitas de muffins de um dos vários livros que tenho aqui em casa (brownie também é outro favorito aqui em casa) 
10. Meu ritual para as noites de frio: Tomar um banho quente. Fazer uma xícara de chai (chá indiano). Escolher um livro e ir pra debaixo das cobertas

 Não necessariamente nesta ordem. Porque acreditem, a felicidade é simples. Nós é que complicamos.





Dia das Mães...



Amanhã é Dia das Mães, uma data em que eu fico feliz e triste ao mesmo tempo. Triste porque, inevitavelmente, sempre lembro da minha mãe neste dia. Feliz porque eu mesma sou mãe e ganhei o melhor presente que uma mulher poderia desejar. Porque para muitas mulheres ser mãe é apenas um sonho - e eu me sinto até culpada nessas horas de reclamar de presente.

Explicando melhor. É que enquanto outras mães vão ganhar perfumes, flores, livros e outros presentes, eu não ganharei presente algum...porque meu ex-marido nem quando éramos casados se dava ao trabalho de pensar em algo - e todas nós mães sabemos que por trás de um presente de Dia das Mães está um pai que ama e valoriza sua parceira (as crianças não tem dinheiro pra comprar presentes, né?).  Então eu vou me contentar com um cartão feito na escola e este ano, ganharei também um café da manhã na cama, com direito a suco de laranja, croissants com geléia, ovos e café...tudo preparado com carinho pelo Liam. E se for pensar bem, tem presente melhor do que carinho de filho?

No final das contas, esta é apenas mais uma daquelas datas comerciais em que as lojas fazem de tudo pra vender mais perfumes, presentes, etc. Claro que deve ser maravilhoso receber um belo presente neste dia mas o melhor presente de todos eu já recebi...no dia 28/04/2000!

E hoje subitamente também me lembrei do ex-namorado, que sempre fazia deste dia uma data especial para mim. Dormíamos uma noite num hotel da cidade para saborear um buffet de cafë da manhã daqueles bem caprichados - até se podia escolher entre English Breakfast e Continental Breakfast. Ou quando o tempo permitia (e este ano não permite), comemorávamos na praia com umas cervejas e uns petiscos de bar (quem pensa que na Holanda não tem praia, leia aqui e aqui).

Mas chega de ladainha. Vou aproveitar este post pra desejar um Feliz Dia das Mães a todas as mamães que visitam este blog! Nossos filhos são mesmo os melhores presentes que poderíamos ganhar.



Top 5 - 52x5 Momentos pra compartilhar: SEMANA 19



Semana 19 - Meus seriados favoritos:
1) Grey's Anatomy
2) The Big Bang Theory
3) Law & Order
4) Without a Trace
5) Cold Case

Esta semana foi um grande desafio porque eu simplesmente AMO séries de tv! Principalmente no inverno aqui na Holanda que, diga-se de passagem, dura meses. Adoro séries de crime como Criminal Minds, The Closer, The Forgotten e as citadas aqui encima. Mas também adoro clássicos como Frasier (leia mais aqui), Friends e Seinfeld. Além disso, curto as séries que passam no Comedy Central como The Simpsons, Family Guy e South Park (embora as vezes eles exagerem). E Dharma & Greg - um casal muito diferente e divertido!

Também tive fases em que assistia muito Third Rock from the Sun, Medium e Ghost Whisperer...Dito isso, se eu tivesse que escolher uma série favorita que eu curto há anos, não poderia dar outra: Grey´s Anatomy!






The Pleasure Seekers





Engraçado, eu nunca tive nenhuma fascinação específica pela Índia como país, mas tenho lido muita literatura indiana nos últimos tempos, uma melhor do que a outra! The Pleasure Seekers é mais um livro com a Índia como pano de fundo, mas bem diferente do Space Between Us que li antes deste. Ele acompanha a bela estória de amor de Sian (nascida em Walles) e Babo, um jovem indiano. Os dois se conhecem na Londres de 1968, ano em que o jovem de 18 anos Babo acaba de chegar ao país. Babo vem de uma família de classe média alta.

O livro acompanha a trajetória dos dois ao longo de mais de 30 anos, desde o momento em que Babo é chamado pela família de volta com a desculpa de que sua mãe está doente (o que ele logo descobre ser mentira e apenas um motivo para afastá-lo da sua nova paixão). Alguns meses depois, a família de Babo aceita o namoro com a condição de que Sian venha morar dois anos na Índia, na casa da família de Babo. Se o amor deles sobreviver a esse período, a família aceitará o casamento.

Dois anos se passam, Sian se adapta cada vez mais a uma nova vida na Índia e eles finalmente se casam. Um casamento indiano, conforme manda a tradição. Nos próximos anos, Sian e Babo tem duas meninas e seu amor continua florescendo apesar das dificuldades no caminho.

O livro é dividido em três partes distintas. A primeira parte é Sylvan Lodge 1968 - 1974 e abrange os primeiros dois anos em que Sian e Babo moram na casa dos pais dele e os primeiros anos do casamento, antes deles terem sua própria casa e ainda morando com os sogros. A segunda parte é The House of Orange and Black Gates 1974 - 1995, a casa de Sian e Babo onde eles criam suas filhas até o dia em que elas, por sua vez, resolvem sair do ninho. A mais velha decide casar e a caçula resolve refazer o caminho inverso da mãe e passar um tempo em Londres. Essa parte conta ainda as estórias de vários membros da família, como o tio Choku. A terceira parte se chama Lewisham to Ganga Bazaar 1996 - 2001 e fecha o ciclo. Ela conta a temporada de Bean (a caçula) em Londres e o momento em que ela decide voltar pra Índia e passar uns tempos com a avó em Ganga Bazaar para lidar com algumas questões pessoais.

Enfim uma saga cativante de uma família indiana, avós, pais, filhos, sobrinhos, primos...tudo está ali. O eixo principal da estória continua sendo Sian, Babo e Mayuri e Bean, as duas filhas nascidas na Índia. O livro compõe um retrato delicado e profundo de um casamento inter-racial com seus desejos, buscas e questionamentos. Enfim, vale a pena ler! Em especial para aquelas que como eu, também largaram seu país pra viverem com um amor no estrangeiro. Vocês certamente irão se identificar com muitos aspectos dessa busca. Fica a dica.



PS. Detalhe interessante é que a autora indiana Tishani Doshi dedica o livro a seus pais: For my parents, the original pleasure seekers.

Duas broncas e duas conclusões




Que os amigos sempre querem o melhor pra gente é sabido. Que o caminho do céu está cheio de más intenções também. E como dizem as más línguas: se conselho fosse bom se vendia, não se dava. Fora os clichês, levei duas broncas no Facebook de amigos muito queridos (no hard feelings) que disseram que eu estava sendo muito negativa na rede social...que eu só postava comentários negativos.

Aí fui correndo olhar a minha página e não vi nada disso. Ou melhor vi um pouco disso - porque sou um ser pensante e não sei viver em um mundo cor-de-rosa. Mas também vi muitos links para o meu blog, para artigos de jornais, ilustrações, dicas de filmes e livros...enfim, vi um bocado de coisa que eu não classificaria como negativa!

Aí me dei conta que o problema eram os comentários que eu andava escrevendo na página desses dois amigos. Que eu andava numa fase meio esquisita e me sentindo meio sozinha (eu que sempre busquei a solidão). E acho que talvez os tais comentários tenham sido mais um pedido de socorro do que qualquer outra coisa. Então depois de lamber as feridas (porque ninguém gosta de ser criticado), cheguei a DUAS conclusões:

1. Depois de 5 anos de namoro, preciso dar mais atenção as minhas amizades ao invés de reclamar que ninguém me procura. Porque verdade seja dita, eu nunca telefono pra ninguém...então não tenho nem o direito de reclamar. Como eu mesma já disse aqui mesmo neste blog, amizade é algo a ser cultivado.


2.  Para ter o nível de satisfação no Facebook que as outras pessoas parecem ter, eu vou precisar baixar as minhas expectativas. É que eu sou marinheira de primeira viagem e ainda etou tentando entender as regras do jogo. No mais, o tipo de amizade que eu estou acostumada não existe em redes sociais e sim na vida real. Ali no Facebook ninguém quer saber dos seus problemas, seu status não é um diário como li em alguns posts. E pra mim, amizade é justamente quando você pode compartilhar suas alegrias e tristezas (tão óbvio e tão raro). Enfim, a ficha caiu! Foi uma lição dura mas eu aprendi!

Moral da estória, decidi pegar leve no Facebook e quando estiver me sentindo estranha melhor nem abrir aquilo ali. Vou deixar a nuvem passar e quando estiver "melhorzinha" vou lá espiar as novidades.

Já este blog ainda é meu espaço pessoal e aqui quem faz as regras sou eu (coisa boa, rsrsrs). Aqui eu posso escrever o que quiser desde que seja verdadeiro para mim, posso ser eu mesma sem me preocupar com as regras de convivência das redes sociais. Claro que não sou uma tolinha e sei que isso é um espaço público e sim, eu me preservo e volta meia me censuro (meus famosos posts mentais). De qualquer forma, aqui me sinto mais à vontade pra falar o que eu quiser, então fiquem avisados!

Top 5 - 52x5 momentos pra compartilhar: SEMANA 18



Semana 18 - Sinto saudades...
1) Da minha mãe, que já faleceu há 13 anos 
2) Da família e amigos que deixei no Brasil 
3) Das comidinhas brasileiras (incl. os salgadinhos) 
4) Das montanhas e praias do Brasil, aqui até tem praia mas montanha... 
5) Do calor humano e alegria do brasileiro, aqui todo mundo é sério!

Como vocês podem notar, saudade é o que não falta por aqui! Também, eu moro fora e não podia mesmo ser diferente. Dos 18 anos que moro fora, consegui a façanha de ficar 11 anos sem ir ao Brasil (uma longa estória, em partes por opção, em partes por falta de grana mesmo). Fui ano passado e a viagem foi uma grande revelação - tanto pra mim quanto para meu filho, que nunca tinha visitado o país da mãe dele antes e ficou apaixonado...Espero voltar ano que vem.
 

Visconde de Mauá, um dia eu volto...


Confissões de mãe




Aproveitando que o meu menino acabou de completar 12 anos no sábado passado, eu vou fazer uma confissão. Mas não se assustem porque eu sou estranha mesma (e já assumi a minha estranheza há tempos, quem lê este blog sabe disso).


Este negócio de maternidade é coisa complicada. Eu sempre digo que a maior decisão na vida de uma mulher é ter ou não ter filhos (se é que a gente escolhe, porque em alguns casos o destino acaba escolhendo pra gente). E digo mais, por mais que se leia sobre o assunto, por mais que a gente se informe, por mais que se discuta horas a fio com amigas e com parentes próximos, a verdade é que ninguém está preparado para a maternidade! Eu certamente não estava e admito que foi a maior mudança na minha vida. Se for pensar bem, mudar de continente foi mais fácil pra mim do que cuidar de um recém-nascido (eu avisei que era estranha). Eu não tinha nenhuma experiência com bebês, sou filha única e nunca fui daquelas que vivia segurando bebê dos outros no colo (eu até fugia deles, rsrsrs)...Enfim, ter um bebê nunca foi um sonho acalentado desde a infancia, como ouço algumas mulheres dizerem. Tenho até uma certa vergonha em dizer isso mas o meu sonho sempre foi viajar...eu nunca fui daquelas que sonhava em se casar e ter filhos. Juro por Deus!

Mas o destino quis que eu fosse mãe e entre dias bons e ruins, eu e meu filho sobrevivemos. E a cada ano que passa, mais eu curto ser mãe! Quanto a confissão do título: tem mulher que adora bebês e crianças pequenas, eu prefiro crianças a partir de 7 ou 8 anos (pronto, falei). Talvez por prezar demais a minha independência e odiar grude, eu estimulo meu filho a ser independente, a fazer as coisas sozinho e a pensar por si próprio em vez de repetir a opinião alheia. E enquanto algumas mães ficam tristes quando o filho cresce e sai da barra da saia, eu comemoro! Eu adoro quando ele vai dormir na casa de um amigo, sem falar na guarda alternada que foi a solução ideal aqui em casa...meu filho passa uma semana comigo, outra com o pai. Isso há quase 6 anos, comentarei minha experiência em breve num post.


E os anos passam e hoje meu bebê é um pré-adolescente inteligente, comunicativo e sociável, com uma ótima cabeça - talvez até maduro demais pra sua idade em certos aspectos. A cada aniversário me dou conta que Liam está se tornando gente grande. Uma pessoa com opiniões e gostos próprios, que faz amizades com uma facilidade incrível e que tem uma paciência impressionante para lidar com pessoas difíceis (dois dos melhores amigos dele tem ADHD e eu mesma não sei como ele aguenta, fomos com um deles ao cinema e eu quase surtei). Um menino com talentos excepcionais, que além de saber tudo sobre animais ainda desenha muito bem - e isso não sou eu que digo, ouvi de professores no atelier que ele frequentou, ouço regularmente na escola e também ouvi de um amigo que dá aulas de arte para crianças!


De resto, uma das maiores vantagens de ter um filho maiorzinho é poder assistir com ele filmes mais adultos, com classificação a partir de 12 anos (mas eu presto atenção e costumo assistir o filme antes de assistir de novo com ele). E embora eu tenha curtido assistir com ele aos clássicos da Disney e Pixar (desconfio que tanto ou mais do que ele) e tenha chorado de emoção na Disney Parade quando ele tinha 6 anos, eu adoro apresentar novos filmes a ele. E não podia ser diferente porque cinema sempre teve um papel importante na minha vida. E assim foi que semana passada assistimos em casa Slumdog Millionaire (que ele adorou) e About a Boy (um dos meus favoritos e que não via a hora de assistir com o menino). Também já assistimos alguns filmes de horror como The Ring, The Others, The Orphanage, Blair Witch Project, Paranormal Activity e Insidious. Mas The Shining e The Exorcist ainda estão proibidos aqui em casa...Outro que vimos juntos recentemente foi Amelie Poulain, que ele curtiu ainda mais por já ter visitado Paris! No aniversário sábado passado, o filme escolhido foi The Avengers. Claro que os meninos adoraram o filme, então aproveitei a oportunidade pra dar os DVDs Iron Man 1 e Iron Man 2 de presente de aniversário!


Enfim, ser mãe não é nada fácil, principalmente quando a gente mora no exterior e não tem ninguém pra ajudar! Mas os filhos enriquecem demais as nossas vidas, e acho até que aprendemos mais com eles do que eles conosco. Pra finalizar, não poderia mais imaginar minha vida sem o meu menino. Ser mãe é padecer no paraíso. Acreditem.