quinta-feira, agosto 19, 2010

Introspecção x Extroversão



Estava aqui pensando com meus botões, e antes que este se tornasse mais um daqueles posts mentais, decidi abrir uma nova postagem. Porque o que eu mais tenho escrito ultimamente são posts mentais (leia-se: o ócio é um perigo).

Eu sempre me considerei uma pessoa extrovertida - com crises agudas de introspecção. Sempre pronta pra bater papo horas a fim, pra encarar uma festa ou programa legal. Só que nos últimos anos tenho percebido uma mudança (nem tão sutil assim) no meu comportamento social.

Não sei de quem é a culpa - se é que pode-se usar a palavra culpa neste contexto - se foram circunstâncias da vida (aquelas decepções que todo mundo tem) ou se, com o passar dos anos, minha necessidade de estímulos externos tem se tornado cada dia menor.

Outra hipótese é que depois de 16 anos de Holanda, finalmente estou me tornando holandesa...Porque uma coisa deve ficar bem clara: os holandeses são, acima de tudo, um povo introspectivo. Poucas palavras e poucos amigos bem selecionados. O clima certamente influi no caráter deste povo, que passa a maior parte do ano dentro de casa - ou no escritório. O que torna os surtos de extroversão no verão (ou em viagens ao exterior) algo impressionante de se presenciar...É só o termômetro registrar temperaturas mais elevadas e fazer sol pras pessoas assumirem outra personalidade! Quem mora aqui sabe que não estou exagerando.

Então basta observar a natureza pra chegarmos à conclusão de que outono e inverno são propícios aos períodos de introspecção, enquanto que na primavera e no verão as pessoas tiram as manguinhas pra fora e saem a desfilar pelas ruas da cidade buscando contatos. Como as quatro estações do ano, precisamos respeitar nossas estações. Elas fazem parte de um processo pessoal. Cada coisa a seu tempo. Momentos de introspecção e isolamento intercalados com momentos de extroversão e intensos contatos sociais.

Mas confesso que tenho aprendido cada dia mais a ser feliz com a minha companhia (e não sei se isso é bom ou ruim). Aprendi a curtir minha solidão sem precisar dar satisfação a ninguém. Respeitar meus ritmos internos sem cobranças. Antigamente eu até forçava a barra e saía pra rua assim mesmo, hoje em dia não estou nem aí: se eu quero ficar em casa lendo, eu simplesmente fico em casa lendo, oras bolas!!! Parece óbvio mas tanta gente passa grande parte de suas vidas tentando ignorar seu ritmo e suas fases.

E eu preciso ficar sozinha, nem que seja pra recarregar as baterias. Duas de minhas atividades favoritas são um ode à introspecção: ler e escrever. Nesses momentos entro em contato com o mais íntimo de mim mesma - um confronto nem sempre dos mais agradáveis, admito. É quando ouço aquela vozinha que muitas vezes mal consigo distinguir no meio de tanto barulho lá fora. Um exercício aliás que todos deveriam praticar vez ou outra.

Não obstante (e com meu filho de férias), tenho sentido falta dos alunos e colegas do estágio, quando meus dias eram recheados de contatos sociais e eu chegava em casa cansada mas feliz. Ou seja, introspectivo ou extrovertido, a verdade é que ninguém pode viver sozinho! E na correria dos dias de hoje, as relações estão se tornando cada vez mais virtuais. Sem falar que as amizades hoje em dia moram em várias cidades e países e nem sempre o contato real é possível. Um mal da modernidade (e assunto para outro post).

Enfim, é preciso equilíbrio. Um equilíbrio que busco até hoje...um dia eu chego lá.

10 comentários:

Lilly disse...

Beth,
acho que não é a Holanda não. Eu estou no Brasil e também estou assim. No meu caso acho que durante algum tempo eu fiquei sem tempo para mim então agora quero recuperar tudo lendo, vendo filmes e estudando. Talvez também a gente comece a perceber que certas atividades não tem muito sentido. É preferível ter um tempo produtivo sozinha do que perder tempo em festas em que a gente não conhece ninguém ou não aproveita para dançar, por exemplo.
Beijos.

Albuq disse...

Oi Beth, eu permeio os dois a 'Introspecção e a Extroversão'. Tem períodos que estou na minha, mais em mim, tem momentos que extravaso, mas, no geral sou muito mais na minha do que gostaria.

Hoje em dia como você mesmo falou tudo é tão virtual, vivemos tão distante, que por um lado é bom, porque se não fosse o contato virtual nem conseguiríamos falar, mas, também sinto falta de tá perto, do calor, do abraço... faz parte.

bjs, ótimo dia!

Suziley disse...

Bom dia, Beth:
Cheguei até aqui por causa da Márcia Albuq do blog Relacionamento, Vida e Coditidano. Adorei o seu espaço e vou acompanhá-lo. Um abraço ;)

Pat Ferret disse...

Acho que a idade (feliz ou infelizmente) tb influi. Não somente pq, mais velhos, acabamos precisando de mais tempo para recarregar as baterias, mas tb pq a nossa percepção do mundo se torna mais sutil e, por que não dizer, mais precisa. A perda da inocência é amiga da introspecção, creio... ;-)

Anita disse...

Sempre fui introvertida, mas com otima capacidade verbal. Acho que equilibro bem o meu vasto mundo interior com golpes aqui e ali de extroversao. Sinto que agora aos 40anos que estou me liberando da necessidade de me justificar de pequenas e grandes coisas para os outros. Tambem estou me desligando da importancia da opiniao ou reconhecimento dos outros.
Curta cada estacao do seu ser !

Pri Sganzerla disse...

Digamos que eu passe mais tempo na estação da introspecção do que da extroversão. Desde sempre. rs

Isso não quer dizer que tenho problemas com relacionamentos: tive namorados, amigos, trabalho e adorava apresentar seminários sobre temas interessantes na faculdade.

Hoje, não sei se me tornei ainda mais seletiva por causa da idade, da fase ou do estilo de vida (morando longe dos amigos e da família). Mas sei que é uma escolha. Prefiro qualidade à quantidade. É minha escolha passar tempo com a minha filha e meu marido ou com meus filmes, livros, seriados, escrevendo - a forçar uma barra pra ser "sociável".

Entendo que hoje em dia as pessoas com uma rede de relacionamentos mais extensa consigam oportunidades mais facilmente: de diversão, de trabalho, etc. Mas não estou afim de pagar o preço que está embutido nesse suposto "networking". Acho falso, interesseiro e não me sinto apta - pesar de entender completamente quem sucumba e viva de acordo com essas regras.

Adoro estar comigo mesma. Aliás, preciso muito disso. Ando com extrema dificuldade para vestir máscaras sociais. Não aguento por muito tempo. Resta-me aguardar as consequências dessa escolha... As positivas e as nem tanto... rs

Bjos!

AC disse...

Cheguei aqui através da Albuq e não fiquei nada desiludido. Antes pelo contrário, foi um prazer conhecer este sítio.

Beijo :)

Maria Valéria disse...

Mas confesso que tenho aprendido cada dia mais a ser feliz com a minha companhia (e não sei se isso é bom ou ruim). Aprendi a curtir minha solidão sem precisar dar satisfação a ninguém. Respeitar meus ritmos internos sem cobranças.
E eu preciso ficar sozinha, nem que seja pra recarregar as baterias

Bethinha, vc parece que leu meus pensamentos. Sou igualzinha a vc.
E nem preciso morar na Holanda pra ficar assim, rs. Gosto de ser sozinha.Aprecio companhia de vez em quando, mas ninguem grudando em mim que nem carrapato que ngem merece. Amo estar com amigos, com familia e com a pessoa especial. Amo mesmo. Mas tem dias que troco tudo isso por um dia sozinha em casa vendo filme e comendo algo gostoso. Ou então indo ao cinema ou a restaurante- sozinha!
Confesso que tive varias fases, começando pela de menina timida que não conseguia ser "popular" em lugar nenhum, que nõ suportava ficar sozinh e precisava o tempo todo de companhia/ aprovação das outras pessoas... até a fase mais extrovertida e libera geral, dançar de madrugada, rs.Hoje vivo um enquilibrio, mas tendendo ser mais caseira. Sou seletiva com os amigos desde os meus 30 anos( confesso que antes escolhia bem mal, agora melhorei).
Pro meu aniversario, convido poucas pessoas.Não tenho mais pique nem condições fisicas pra baderna, e bebedeira, só se for em casa com uma pessoa especial ou na casa de alguma amiga( como ontem, rs), corro longe de balada e de barulho.Meia noite viro abobora e to dormindo.rs.
Parece que qdo vc descobre que pode/ consegue ser extrovertida vc não quer mais isso pra vc... engraçado ne?
Tento tomar cuidado pra não me isolar demais, procuro aceitar alguns convites de amigas, mas só programas light.Gosto tanto de ficar só que tenho que cuidar pra não exagerar na dose, rs.
ótimo post, somos muito parecidas.
bjs

Beth Blue disse...

Lilly, Pri e Val: somos mesmo muito parecidas! E que gostoso compartilhar tantas afinidades com gente que nunca encontramos na vida!

Pat Ferret, quanto tempo não via você por aqui! Saudades...

Albuq, também sinto falta de estar perto e falar ao vivo e a cores com os amigos...hoje em dia vivemos cada vez mais no mundo virtual. Com todas suas vantagens e desvantagens.

Anita, sim o importante é curtir cada estação, cada faceta do seu ser - inclusive as mais sombrias. Só assim estaremos em paz com nós mesmos!

Suziley e AC: bem-vindos ao blog, voltem sempre ;-)

Anônimo disse...

Exatamente, o clima influência bastante, sinto o mesmo.
E daria outro nome à isso: maturidade, não temos mais a necessidade exaustiva de 'correr atrás das coisas".
Somos um animal social claro,(até os macacos o são)...mas são nos momentos de instrospecção que realmente contam ao conhecimento próprio, as máscaras caem, e podemos enxergar melhor quem somos, e assim abrirmos o canal ao diálogo interno.
Parabéns, estamos na mesma ONDA.
Bbt/xxx

Tecnologia do Blogger.

Introspecção x Extroversão



Estava aqui pensando com meus botões, e antes que este se tornasse mais um daqueles posts mentais, decidi abrir uma nova postagem. Porque o que eu mais tenho escrito ultimamente são posts mentais (leia-se: o ócio é um perigo).

Eu sempre me considerei uma pessoa extrovertida - com crises agudas de introspecção. Sempre pronta pra bater papo horas a fim, pra encarar uma festa ou programa legal. Só que nos últimos anos tenho percebido uma mudança (nem tão sutil assim) no meu comportamento social.

Não sei de quem é a culpa - se é que pode-se usar a palavra culpa neste contexto - se foram circunstâncias da vida (aquelas decepções que todo mundo tem) ou se, com o passar dos anos, minha necessidade de estímulos externos tem se tornado cada dia menor.

Outra hipótese é que depois de 16 anos de Holanda, finalmente estou me tornando holandesa...Porque uma coisa deve ficar bem clara: os holandeses são, acima de tudo, um povo introspectivo. Poucas palavras e poucos amigos bem selecionados. O clima certamente influi no caráter deste povo, que passa a maior parte do ano dentro de casa - ou no escritório. O que torna os surtos de extroversão no verão (ou em viagens ao exterior) algo impressionante de se presenciar...É só o termômetro registrar temperaturas mais elevadas e fazer sol pras pessoas assumirem outra personalidade! Quem mora aqui sabe que não estou exagerando.

Então basta observar a natureza pra chegarmos à conclusão de que outono e inverno são propícios aos períodos de introspecção, enquanto que na primavera e no verão as pessoas tiram as manguinhas pra fora e saem a desfilar pelas ruas da cidade buscando contatos. Como as quatro estações do ano, precisamos respeitar nossas estações. Elas fazem parte de um processo pessoal. Cada coisa a seu tempo. Momentos de introspecção e isolamento intercalados com momentos de extroversão e intensos contatos sociais.

Mas confesso que tenho aprendido cada dia mais a ser feliz com a minha companhia (e não sei se isso é bom ou ruim). Aprendi a curtir minha solidão sem precisar dar satisfação a ninguém. Respeitar meus ritmos internos sem cobranças. Antigamente eu até forçava a barra e saía pra rua assim mesmo, hoje em dia não estou nem aí: se eu quero ficar em casa lendo, eu simplesmente fico em casa lendo, oras bolas!!! Parece óbvio mas tanta gente passa grande parte de suas vidas tentando ignorar seu ritmo e suas fases.

E eu preciso ficar sozinha, nem que seja pra recarregar as baterias. Duas de minhas atividades favoritas são um ode à introspecção: ler e escrever. Nesses momentos entro em contato com o mais íntimo de mim mesma - um confronto nem sempre dos mais agradáveis, admito. É quando ouço aquela vozinha que muitas vezes mal consigo distinguir no meio de tanto barulho lá fora. Um exercício aliás que todos deveriam praticar vez ou outra.

Não obstante (e com meu filho de férias), tenho sentido falta dos alunos e colegas do estágio, quando meus dias eram recheados de contatos sociais e eu chegava em casa cansada mas feliz. Ou seja, introspectivo ou extrovertido, a verdade é que ninguém pode viver sozinho! E na correria dos dias de hoje, as relações estão se tornando cada vez mais virtuais. Sem falar que as amizades hoje em dia moram em várias cidades e países e nem sempre o contato real é possível. Um mal da modernidade (e assunto para outro post).

Enfim, é preciso equilíbrio. Um equilíbrio que busco até hoje...um dia eu chego lá.

10 comentários:

Lilly disse...

Beth,
acho que não é a Holanda não. Eu estou no Brasil e também estou assim. No meu caso acho que durante algum tempo eu fiquei sem tempo para mim então agora quero recuperar tudo lendo, vendo filmes e estudando. Talvez também a gente comece a perceber que certas atividades não tem muito sentido. É preferível ter um tempo produtivo sozinha do que perder tempo em festas em que a gente não conhece ninguém ou não aproveita para dançar, por exemplo.
Beijos.

Albuq disse...

Oi Beth, eu permeio os dois a 'Introspecção e a Extroversão'. Tem períodos que estou na minha, mais em mim, tem momentos que extravaso, mas, no geral sou muito mais na minha do que gostaria.

Hoje em dia como você mesmo falou tudo é tão virtual, vivemos tão distante, que por um lado é bom, porque se não fosse o contato virtual nem conseguiríamos falar, mas, também sinto falta de tá perto, do calor, do abraço... faz parte.

bjs, ótimo dia!

Suziley disse...

Bom dia, Beth:
Cheguei até aqui por causa da Márcia Albuq do blog Relacionamento, Vida e Coditidano. Adorei o seu espaço e vou acompanhá-lo. Um abraço ;)

Pat Ferret disse...

Acho que a idade (feliz ou infelizmente) tb influi. Não somente pq, mais velhos, acabamos precisando de mais tempo para recarregar as baterias, mas tb pq a nossa percepção do mundo se torna mais sutil e, por que não dizer, mais precisa. A perda da inocência é amiga da introspecção, creio... ;-)

Anita disse...

Sempre fui introvertida, mas com otima capacidade verbal. Acho que equilibro bem o meu vasto mundo interior com golpes aqui e ali de extroversao. Sinto que agora aos 40anos que estou me liberando da necessidade de me justificar de pequenas e grandes coisas para os outros. Tambem estou me desligando da importancia da opiniao ou reconhecimento dos outros.
Curta cada estacao do seu ser !

Pri Sganzerla disse...

Digamos que eu passe mais tempo na estação da introspecção do que da extroversão. Desde sempre. rs

Isso não quer dizer que tenho problemas com relacionamentos: tive namorados, amigos, trabalho e adorava apresentar seminários sobre temas interessantes na faculdade.

Hoje, não sei se me tornei ainda mais seletiva por causa da idade, da fase ou do estilo de vida (morando longe dos amigos e da família). Mas sei que é uma escolha. Prefiro qualidade à quantidade. É minha escolha passar tempo com a minha filha e meu marido ou com meus filmes, livros, seriados, escrevendo - a forçar uma barra pra ser "sociável".

Entendo que hoje em dia as pessoas com uma rede de relacionamentos mais extensa consigam oportunidades mais facilmente: de diversão, de trabalho, etc. Mas não estou afim de pagar o preço que está embutido nesse suposto "networking". Acho falso, interesseiro e não me sinto apta - pesar de entender completamente quem sucumba e viva de acordo com essas regras.

Adoro estar comigo mesma. Aliás, preciso muito disso. Ando com extrema dificuldade para vestir máscaras sociais. Não aguento por muito tempo. Resta-me aguardar as consequências dessa escolha... As positivas e as nem tanto... rs

Bjos!

AC disse...

Cheguei aqui através da Albuq e não fiquei nada desiludido. Antes pelo contrário, foi um prazer conhecer este sítio.

Beijo :)

Maria Valéria disse...

Mas confesso que tenho aprendido cada dia mais a ser feliz com a minha companhia (e não sei se isso é bom ou ruim). Aprendi a curtir minha solidão sem precisar dar satisfação a ninguém. Respeitar meus ritmos internos sem cobranças.
E eu preciso ficar sozinha, nem que seja pra recarregar as baterias

Bethinha, vc parece que leu meus pensamentos. Sou igualzinha a vc.
E nem preciso morar na Holanda pra ficar assim, rs. Gosto de ser sozinha.Aprecio companhia de vez em quando, mas ninguem grudando em mim que nem carrapato que ngem merece. Amo estar com amigos, com familia e com a pessoa especial. Amo mesmo. Mas tem dias que troco tudo isso por um dia sozinha em casa vendo filme e comendo algo gostoso. Ou então indo ao cinema ou a restaurante- sozinha!
Confesso que tive varias fases, começando pela de menina timida que não conseguia ser "popular" em lugar nenhum, que nõ suportava ficar sozinh e precisava o tempo todo de companhia/ aprovação das outras pessoas... até a fase mais extrovertida e libera geral, dançar de madrugada, rs.Hoje vivo um enquilibrio, mas tendendo ser mais caseira. Sou seletiva com os amigos desde os meus 30 anos( confesso que antes escolhia bem mal, agora melhorei).
Pro meu aniversario, convido poucas pessoas.Não tenho mais pique nem condições fisicas pra baderna, e bebedeira, só se for em casa com uma pessoa especial ou na casa de alguma amiga( como ontem, rs), corro longe de balada e de barulho.Meia noite viro abobora e to dormindo.rs.
Parece que qdo vc descobre que pode/ consegue ser extrovertida vc não quer mais isso pra vc... engraçado ne?
Tento tomar cuidado pra não me isolar demais, procuro aceitar alguns convites de amigas, mas só programas light.Gosto tanto de ficar só que tenho que cuidar pra não exagerar na dose, rs.
ótimo post, somos muito parecidas.
bjs

Beth Blue disse...

Lilly, Pri e Val: somos mesmo muito parecidas! E que gostoso compartilhar tantas afinidades com gente que nunca encontramos na vida!

Pat Ferret, quanto tempo não via você por aqui! Saudades...

Albuq, também sinto falta de estar perto e falar ao vivo e a cores com os amigos...hoje em dia vivemos cada vez mais no mundo virtual. Com todas suas vantagens e desvantagens.

Anita, sim o importante é curtir cada estação, cada faceta do seu ser - inclusive as mais sombrias. Só assim estaremos em paz com nós mesmos!

Suziley e AC: bem-vindos ao blog, voltem sempre ;-)

Anônimo disse...

Exatamente, o clima influência bastante, sinto o mesmo.
E daria outro nome à isso: maturidade, não temos mais a necessidade exaustiva de 'correr atrás das coisas".
Somos um animal social claro,(até os macacos o são)...mas são nos momentos de instrospecção que realmente contam ao conhecimento próprio, as máscaras caem, e podemos enxergar melhor quem somos, e assim abrirmos o canal ao diálogo interno.
Parabéns, estamos na mesma ONDA.
Bbt/xxx