terça-feira, agosto 03, 2010

Overexposure

Continuando o post anterior sobre a Petite Anglaise, acabei de devorar o livro e quem gosta de chick-lit vai adorar (sim, ela escreve muito bem). Ao mesmo tempo, me vi divagando quanto à necessidade um tanto autodestrutiva de expor tanto drama e tanta emoção à flor da pele de forma tão inconsequente. Isso foi o que mais me impressionou no livro - justamente por ser uma estória verídica e não apenas mais uma chick lit. Fiquei perplexa (e irritada) ao ver alguém tão articulado e inteligente se expôr de forma tão imatura e ingênua... quase adolescente! E sim, como não poderia deixar de ser, mais cedo ou mais tarde o sonho acabou (mais cedo do que tarde) e ela teve de lidar sozinha com as consequências de tanta exposição. No mundo dos blogs (e creio também das redes sociais) é assim: quem estabelece os limites é você. Você é que decide até que ponto deseja ou não se expor...depois não venha reclamar!


To cut a long story short, Petite Anglaise não apenas traiu o parceiro e pai de sua filha (e a questão que eu quero levantar aqui nem é essa porque existem situações e situações e quem sou eu pra atirar a primeira pedra) como descreveu em detalhes o caso no seu blog, pra quem quiser ler - e dar sua opinião! No blog (e no livro baseado nele) ela descreve todos os encontros com seu Lover, fala mal do ex-marido mesmo enquanto ainda vivem sobre o mesmo teto e por ai vai. Como se não bastasse, ainda tem a santa ingenuidade de fazer planos tipo mudar de cidade e morar no campo com o amor da sua vida em menos de 6 meses de uma relação a distância, em que eles mais escrevem um para o outro do que se encontram (ela mora em Paris e ele em Rennes, a três horas de trem).

Tenho de confessar uma coisa, quanto mais eu lia, mais irritada ficava com tanta ingenuidade (se o amor é cego, a paixão então nem se fala) e acima de tudo, com a necessidade de exposição beirando o exibicionismo (daí o título deste post). Cada encontro, cada briga, tudo é postado religiosamente no blog. Petite Anglaise toma as rédeas da relação, com todas as consequências envolvidas. E as consequências não são poucos quando a pessoa deixa sua persona definir sua vida. Não fiquei nada admirada quando menos de um ano depois do início de uma relação turbulenta, o tal Lover terminou tudo com a desculpa de que a amava, mas não o bastante. Se eu estivesse no lugar dele, teria pulado fora na primeira oportunidade também!!!

Enfim, o livro mexeu comigo porque como blogueira entendo mais do que ninguém a necessidade que alguns tem de escrever para tentar entender melhor o que está acontecendo à nossa volta e principalmente, dentro de nós (eu mesma já me expus muito, mas aprendi a tempo de me salvar). A constante necessidade de ser o centro do universo, o hábito de viver olhando pro próprio umbigo e esquecer de tudo que não se relaciona direto aos seus próprios dramas. Felizmente tenho aprendido a mudar isso porque a gente um dia amadurece...

E tem mais, já vivi o bastante pra saber que todo relacionamento passa por crises - algumas incontornáveis - por períodos difíceis em que damos dois ou mais passos pra trás antes de prosseguir. Sem falar nas brigas em que ninguém ganha e a relação só perde. Casal que diz que nunca briga ou está mentindo ou não briga porque há tempos já perdeu o interesse no outro e não está nem aí pro que o parceiro pensa ou deixa de pensar. Muitos casais vivem vidas paralelas onde a tolerância beira a indiferença, e onde a rotina é a única que mantém tudo em movimento. E se eles acham que podem ser felizes assim, melhor pra eles. Minha idéia de relacionamento ideal passa beeeeeeem longe disso. Por outro lado, insistir em querer uma relação só de paixão como nos primeiros tempos é imaturidade emocional. Porque na sequência natural dos acontecimentos, a paixão morre e vira amor...ou não. É assim em todo relacionamento.

Enfim, um livro que me fez pensar, ainda mais pra quem é blogueiro e passou por experiências semelhantes. Tanto que há tempos não escrevo um post tão longo quanto este!

5 comentários:

Fernanda disse...

Ei! Estava lendo arquivos antigos do meu blog (quando ainda era Batata Belga) e encontrei um comentário seu. Uma coisa leva à outra e aqui estou.
Eu ainda acho incrível como que, nos dias de hoje quando tanto já foi dito sobre over-exposição da vida pessoal na internet, as pessoas ainda o façam.
Quando se tem um blog pessoal, é impossível não falar sobre sua vida pessoal, escolhas, passeios, opniões e sobre as pessoas mais próximas à você. Mas é estranho visitar um blog onde o/a escritor(a) conta em detalhes uma briga ou discussão com o marido.
Afinal, ao expor detalhes tão privados na internet vc acaba convidando todos aqueles que vem ao seu blog à fazer parte daquele momento que deveria ser só seu. Comentários desnecessários, incabidos e hurtful são consequências da sua própria escolha.
Bom, parabéns pelo blog ;o)

Pri Sganzerla disse...

Engraçado... Tenho blogs desde 2005 (já tive outros deletados antes do atual), mas jamais expus detalhes de relacionamento com meu marido ou filha. No máximo alguns diálogos, descontextualizados. E olha que conheci meu marido na internet e durante um tempo tivemos um relacionamento a distância...

Não vejo benefícios em dissecar relacionamentos em público, custando uma exposição desnecessária a ambos.

E concordo com vc: manter a ilusão de que um relacionamento maduro deva carregar essa devastação das paixões avassaladoras é muita ilusão. É querer ser eternamente adolescente. É negar-se a crescer e encarar a realidade.

Em relação a própria exposição, eu sempre me questiono, exatamente pelo meu blog ser pessoal. Antes não colocava meu nome. Agora coloco. E confesso que depois que coloquei meu nome e minha foto, muitas pessoas legais e afins se aproximaram. Isso me faz levantar a hipótese de que pessoas reais, com vidas reais, questionando-se e não caindo na armadilha de fazer de si uma vitrine idealizada, pode tocar de alguma forma a alma das pessoas. Como tantas já me tocaram.

No meu blog eu sou autocentrada. Porque realmente é o espaço que tenho para me repensar, registrar fases, lembrar o que ficou pra trás quando o tempo ameniza as sensações. Ele tem uma função que pode ser que um dia se perca - ou não.

Uma coisa é fato: há de se lidar com as consequências sempre.

Beijos!

Line disse...

Você me deixou super curiosa sobre esse livro, vou tentar encontrar por aqui ;)

Concordo com cada palavra que você disse sobre exposição e exibicionismo. Meu blog também já foi muito mais pessoal, hoje não é tanto mais. Não que eu evite falar da minha vida, mas tem coisas que não valem mesmo à pena escrever simplesmente porque não agregam nada e nem vão me fazer sentir melhor.

"Casal que diz que nunca briga ou está mentindo ou não briga porque há tempos já perdeu o interesse no outro e não está nem aí pro que o parceiro pensa ou deixa de pensar. Muitos casais vivem vidas paralelas onde a tolerância beira a indiferença, e onde a rotina é a única que mantém tudo em movimento."

Penso exatamente como você.
Eu particularmente prefiro mil vezes discutir, me desentender, conversar, negociar e chegar a um acordo(e às vezes não) do que viver com uma pessoa que te ignora, que é indiferente ao que você fala.

Beijos e poste mais, adoro ler seus posts!

Albuq disse...

Oi Beth, você me deixou instigada e curiosa sobre o livro.

De tudo que você escreveu duas coisas me chamaram atenção, primeiro, sobre o caso da exposição como blogueiro, porque sabemos que depois que se fala qualquer coisa aqui nesse meio virtual ele ganha vida, toma espaço, a gente acaba não tendo como controlar. Então, fazer o que ela fez de expor assim, acho que passou de desabafo, já se tornou talvez um 'querer mesmo expor', se for ingenuidade, é muita mesmo como você falou.
Outra coisa é com relação as brigas de relacionamento, creio que quando não se briga, não há diálogo, não há conversa, uma parte concorda com a outra e pronto, ou seja, um pensamento existe e alguém está nulo nessa relação, daí não existe mais 'o perceber o outro', talvez não exista mais dois, relação, amor... precisa-se repensar quando está assim.

Fiquei curiosa do livro.
Adorei o post, falei demais até kkkk

bjs

Maria Valéria disse...

Belíssimo post. Pra pensar mesmo.
Pouco tempo, coisa de 2 anos atrás, eu tinha o péssimo hábito de expor coisas pessoais minhas no orkut. Parei de fazer isso no ano passado( sábia decisão). Mas mesmo qdo me expunha, jamais falei muito de namorados, casos, rolos, ficantes, noivo, nem dos ex e nem do atual.Nem falar bem nem falar mal. O maximo foi citar a situação nas entrelinhas, com referências vagas. Como começou, por que começou, como e por que terminou, enfim, isso é problema meu e da parte envolvida. Isso é minha vida privada.Lógico que para amigas mais íntimas vc conta uma coisa ou outra, mas escrever na internet, aberto ao público,contando os mínimos detalhes, só sendo muito maluca mesmo.
às vezes tenho vontade de escrever sobre minha relação atual( que não é um namoro sério), mas... penso duas vezes e tranco. Uma hora vou acabar escrevendo sobre, mas só para mim, entende??Sei que a pessoa não gostaria de ser exposta assim na internet, e respeito muito ele nesse sentido( e tbem me respeito, por tabela).Nem fot dele não pus no meu orkut, exatamente para evitar dar margem a comentários do tipo " conheço fulano que se encontra com vc", ou pior, alguem chegar nele e dizer com a cara mais lavada que viu foto nossa no meu orkut ou blog(!!) Quer saber, amiga?? nem se fosse meu namorado sério eu não exporia minha intimidade na internet.Acho feio e falta de respeito com a pessoa que está com vc.Expus uma vez fotos com namorado( ex agora), mas não faria isso de novo.
Já escrevi sobre essa relação( atual) no blog, poucas vezes, com cuidado, mas sem entrar em detalhes, em intmidade.Falar de brigas com ex ou atual? Falar bem ou mal de ex ou atual?? tá louco. Tudo bem que a gente vez ou outra acaba desabafando, mas detalhar e destrinchar minha vida nem morta.
E já vi coisa pior , sabe?? me espantei vendo relatos em comunidades que eu frequentava( e onde caiu muito o nivel)... onde fulana dizia, nos minimos detalhes, como foi a maravilhosa experiencia de sexo orla com chantilly que rolou entre ela e sicrano. SE fosse comigo, se um cara fizesse uma coisa dese tipo comigo, de boa, eu nunca mais olhava na cara dele. dá pra confiar e levar a sério uma pessoa assim??
*** e vou fazer o que vc falou mesmo... vou acabar escrevendo sobre minha vida uma hora, mas vou arquivar só para mim!! hehe... beijos do outro lado do mundo ;)

Tecnologia do Blogger.

Overexposure

Continuando o post anterior sobre a Petite Anglaise, acabei de devorar o livro e quem gosta de chick-lit vai adorar (sim, ela escreve muito bem). Ao mesmo tempo, me vi divagando quanto à necessidade um tanto autodestrutiva de expor tanto drama e tanta emoção à flor da pele de forma tão inconsequente. Isso foi o que mais me impressionou no livro - justamente por ser uma estória verídica e não apenas mais uma chick lit. Fiquei perplexa (e irritada) ao ver alguém tão articulado e inteligente se expôr de forma tão imatura e ingênua... quase adolescente! E sim, como não poderia deixar de ser, mais cedo ou mais tarde o sonho acabou (mais cedo do que tarde) e ela teve de lidar sozinha com as consequências de tanta exposição. No mundo dos blogs (e creio também das redes sociais) é assim: quem estabelece os limites é você. Você é que decide até que ponto deseja ou não se expor...depois não venha reclamar!


To cut a long story short, Petite Anglaise não apenas traiu o parceiro e pai de sua filha (e a questão que eu quero levantar aqui nem é essa porque existem situações e situações e quem sou eu pra atirar a primeira pedra) como descreveu em detalhes o caso no seu blog, pra quem quiser ler - e dar sua opinião! No blog (e no livro baseado nele) ela descreve todos os encontros com seu Lover, fala mal do ex-marido mesmo enquanto ainda vivem sobre o mesmo teto e por ai vai. Como se não bastasse, ainda tem a santa ingenuidade de fazer planos tipo mudar de cidade e morar no campo com o amor da sua vida em menos de 6 meses de uma relação a distância, em que eles mais escrevem um para o outro do que se encontram (ela mora em Paris e ele em Rennes, a três horas de trem).

Tenho de confessar uma coisa, quanto mais eu lia, mais irritada ficava com tanta ingenuidade (se o amor é cego, a paixão então nem se fala) e acima de tudo, com a necessidade de exposição beirando o exibicionismo (daí o título deste post). Cada encontro, cada briga, tudo é postado religiosamente no blog. Petite Anglaise toma as rédeas da relação, com todas as consequências envolvidas. E as consequências não são poucos quando a pessoa deixa sua persona definir sua vida. Não fiquei nada admirada quando menos de um ano depois do início de uma relação turbulenta, o tal Lover terminou tudo com a desculpa de que a amava, mas não o bastante. Se eu estivesse no lugar dele, teria pulado fora na primeira oportunidade também!!!

Enfim, o livro mexeu comigo porque como blogueira entendo mais do que ninguém a necessidade que alguns tem de escrever para tentar entender melhor o que está acontecendo à nossa volta e principalmente, dentro de nós (eu mesma já me expus muito, mas aprendi a tempo de me salvar). A constante necessidade de ser o centro do universo, o hábito de viver olhando pro próprio umbigo e esquecer de tudo que não se relaciona direto aos seus próprios dramas. Felizmente tenho aprendido a mudar isso porque a gente um dia amadurece...

E tem mais, já vivi o bastante pra saber que todo relacionamento passa por crises - algumas incontornáveis - por períodos difíceis em que damos dois ou mais passos pra trás antes de prosseguir. Sem falar nas brigas em que ninguém ganha e a relação só perde. Casal que diz que nunca briga ou está mentindo ou não briga porque há tempos já perdeu o interesse no outro e não está nem aí pro que o parceiro pensa ou deixa de pensar. Muitos casais vivem vidas paralelas onde a tolerância beira a indiferença, e onde a rotina é a única que mantém tudo em movimento. E se eles acham que podem ser felizes assim, melhor pra eles. Minha idéia de relacionamento ideal passa beeeeeeem longe disso. Por outro lado, insistir em querer uma relação só de paixão como nos primeiros tempos é imaturidade emocional. Porque na sequência natural dos acontecimentos, a paixão morre e vira amor...ou não. É assim em todo relacionamento.

Enfim, um livro que me fez pensar, ainda mais pra quem é blogueiro e passou por experiências semelhantes. Tanto que há tempos não escrevo um post tão longo quanto este!

5 comentários:

Fernanda disse...

Ei! Estava lendo arquivos antigos do meu blog (quando ainda era Batata Belga) e encontrei um comentário seu. Uma coisa leva à outra e aqui estou.
Eu ainda acho incrível como que, nos dias de hoje quando tanto já foi dito sobre over-exposição da vida pessoal na internet, as pessoas ainda o façam.
Quando se tem um blog pessoal, é impossível não falar sobre sua vida pessoal, escolhas, passeios, opniões e sobre as pessoas mais próximas à você. Mas é estranho visitar um blog onde o/a escritor(a) conta em detalhes uma briga ou discussão com o marido.
Afinal, ao expor detalhes tão privados na internet vc acaba convidando todos aqueles que vem ao seu blog à fazer parte daquele momento que deveria ser só seu. Comentários desnecessários, incabidos e hurtful são consequências da sua própria escolha.
Bom, parabéns pelo blog ;o)

Pri Sganzerla disse...

Engraçado... Tenho blogs desde 2005 (já tive outros deletados antes do atual), mas jamais expus detalhes de relacionamento com meu marido ou filha. No máximo alguns diálogos, descontextualizados. E olha que conheci meu marido na internet e durante um tempo tivemos um relacionamento a distância...

Não vejo benefícios em dissecar relacionamentos em público, custando uma exposição desnecessária a ambos.

E concordo com vc: manter a ilusão de que um relacionamento maduro deva carregar essa devastação das paixões avassaladoras é muita ilusão. É querer ser eternamente adolescente. É negar-se a crescer e encarar a realidade.

Em relação a própria exposição, eu sempre me questiono, exatamente pelo meu blog ser pessoal. Antes não colocava meu nome. Agora coloco. E confesso que depois que coloquei meu nome e minha foto, muitas pessoas legais e afins se aproximaram. Isso me faz levantar a hipótese de que pessoas reais, com vidas reais, questionando-se e não caindo na armadilha de fazer de si uma vitrine idealizada, pode tocar de alguma forma a alma das pessoas. Como tantas já me tocaram.

No meu blog eu sou autocentrada. Porque realmente é o espaço que tenho para me repensar, registrar fases, lembrar o que ficou pra trás quando o tempo ameniza as sensações. Ele tem uma função que pode ser que um dia se perca - ou não.

Uma coisa é fato: há de se lidar com as consequências sempre.

Beijos!

Line disse...

Você me deixou super curiosa sobre esse livro, vou tentar encontrar por aqui ;)

Concordo com cada palavra que você disse sobre exposição e exibicionismo. Meu blog também já foi muito mais pessoal, hoje não é tanto mais. Não que eu evite falar da minha vida, mas tem coisas que não valem mesmo à pena escrever simplesmente porque não agregam nada e nem vão me fazer sentir melhor.

"Casal que diz que nunca briga ou está mentindo ou não briga porque há tempos já perdeu o interesse no outro e não está nem aí pro que o parceiro pensa ou deixa de pensar. Muitos casais vivem vidas paralelas onde a tolerância beira a indiferença, e onde a rotina é a única que mantém tudo em movimento."

Penso exatamente como você.
Eu particularmente prefiro mil vezes discutir, me desentender, conversar, negociar e chegar a um acordo(e às vezes não) do que viver com uma pessoa que te ignora, que é indiferente ao que você fala.

Beijos e poste mais, adoro ler seus posts!

Albuq disse...

Oi Beth, você me deixou instigada e curiosa sobre o livro.

De tudo que você escreveu duas coisas me chamaram atenção, primeiro, sobre o caso da exposição como blogueiro, porque sabemos que depois que se fala qualquer coisa aqui nesse meio virtual ele ganha vida, toma espaço, a gente acaba não tendo como controlar. Então, fazer o que ela fez de expor assim, acho que passou de desabafo, já se tornou talvez um 'querer mesmo expor', se for ingenuidade, é muita mesmo como você falou.
Outra coisa é com relação as brigas de relacionamento, creio que quando não se briga, não há diálogo, não há conversa, uma parte concorda com a outra e pronto, ou seja, um pensamento existe e alguém está nulo nessa relação, daí não existe mais 'o perceber o outro', talvez não exista mais dois, relação, amor... precisa-se repensar quando está assim.

Fiquei curiosa do livro.
Adorei o post, falei demais até kkkk

bjs

Maria Valéria disse...

Belíssimo post. Pra pensar mesmo.
Pouco tempo, coisa de 2 anos atrás, eu tinha o péssimo hábito de expor coisas pessoais minhas no orkut. Parei de fazer isso no ano passado( sábia decisão). Mas mesmo qdo me expunha, jamais falei muito de namorados, casos, rolos, ficantes, noivo, nem dos ex e nem do atual.Nem falar bem nem falar mal. O maximo foi citar a situação nas entrelinhas, com referências vagas. Como começou, por que começou, como e por que terminou, enfim, isso é problema meu e da parte envolvida. Isso é minha vida privada.Lógico que para amigas mais íntimas vc conta uma coisa ou outra, mas escrever na internet, aberto ao público,contando os mínimos detalhes, só sendo muito maluca mesmo.
às vezes tenho vontade de escrever sobre minha relação atual( que não é um namoro sério), mas... penso duas vezes e tranco. Uma hora vou acabar escrevendo sobre, mas só para mim, entende??Sei que a pessoa não gostaria de ser exposta assim na internet, e respeito muito ele nesse sentido( e tbem me respeito, por tabela).Nem fot dele não pus no meu orkut, exatamente para evitar dar margem a comentários do tipo " conheço fulano que se encontra com vc", ou pior, alguem chegar nele e dizer com a cara mais lavada que viu foto nossa no meu orkut ou blog(!!) Quer saber, amiga?? nem se fosse meu namorado sério eu não exporia minha intimidade na internet.Acho feio e falta de respeito com a pessoa que está com vc.Expus uma vez fotos com namorado( ex agora), mas não faria isso de novo.
Já escrevi sobre essa relação( atual) no blog, poucas vezes, com cuidado, mas sem entrar em detalhes, em intmidade.Falar de brigas com ex ou atual? Falar bem ou mal de ex ou atual?? tá louco. Tudo bem que a gente vez ou outra acaba desabafando, mas detalhar e destrinchar minha vida nem morta.
E já vi coisa pior , sabe?? me espantei vendo relatos em comunidades que eu frequentava( e onde caiu muito o nivel)... onde fulana dizia, nos minimos detalhes, como foi a maravilhosa experiencia de sexo orla com chantilly que rolou entre ela e sicrano. SE fosse comigo, se um cara fizesse uma coisa dese tipo comigo, de boa, eu nunca mais olhava na cara dele. dá pra confiar e levar a sério uma pessoa assim??
*** e vou fazer o que vc falou mesmo... vou acabar escrevendo sobre minha vida uma hora, mas vou arquivar só para mim!! hehe... beijos do outro lado do mundo ;)