quarta-feira, abril 18, 2007

Columbine, mais uma vez...

Mais uma vez, os EUA foram ontem manchete dos principais jornais em todo o mundo. Foi o maior massacre ocorrido dentro de uma instituição de ensino americana, com o total de mortos chegando a 33, entre estudantes e professores (incluindo o rapaz que atirou várias vezes e depois se matou). Até o momento, pouco se sabe sobre os motivos do rapaz de origem asiática (Coréia do Sul) que havia se mudado para os EUA com 8 anos de idade. Tinha 23 anos e cursava Inglês na faculdade, um rapaz calado e reservado, de quem pouco se sabia...Não obstante, alguns professores de redação já haviam comentado sobre os textos nebulosos do estudante e haviam até mesmo aconselhado atendimento psicológico. Atendimento psicológico ou não, um dia o rapaz compra uma arma de fogo - nos EUA existem mais lojas vendendo armas do que postos de gasolina - e sabe-se lá porque cargas d´água, decide sair atirando no campus de uma universidade - desta vez a Virginia Tech, no estado de Washington.

O que inevitavelmente nos remete a filmes recentes como Bowling for Columbine (Michael Moore, 2002) e Elephant (Gus van Sant, 2003). Pensando bem, em um país que não apenas autoriza como incentiva a posse de armas - e consequentemente a justiça pelas próprias mãos - não chega a surpreender quando o feitiço vira contra o feiticeiro. Aconteceu uma vez, duas vezes e ontem mais uma vez. Como bem disse uma amiga no blog dela: pára o mundo que eu quero descer!

5 comentários:

Eu não sei, você sabe? disse...

Não é hora para brincadeiras, mas vou te contar uma coisa, que talvez saiba, talvez não!
Imigrantes são mais susceptíveis a apresentarem doenças psiquiátricas.
Você sabia?

Sobre esse assunto li algo no blog do Daniel Piza(um jornalista do Estadão):
O massacre do sentido
por Daniel Piza, Seção: comportamento às 20:51:30.
Não sei como reagir a notícias como a desse massacre de 32 pessoas em Virginia. Vi agora no "Jornal Nacional" um psicólogo especializado nesses casos, mas o que ele descreve - o perfil de um psicopata - é mais velho que a psicologia. Por que isso tem acontecido tão repetidamente nos EUA? Seria a "cultura da violência", que dá aura heróica a matadores? Mas ela é universal, tanto que casos parecidos já aconteceram na Alemanha ou no Brasil. Então seria a mentalidade americana, em que a pressão social pelo destaque individual é tão forte? Isso, porém, é suficiente para explicar um comportamento anômalo como esse? A velha discussão sobre propensões pessoais e ambientes sociais está longe de resolvida. Acho que nessa hora somos todos ignorantes, e tudo que se diga é clichê. Inclusive isto.

Curto e sincero.
Diante de fatos como esse a apoplexia me toma por completo.E preferiria não saber que sou humana. E o que me vem na cabeça é uma profunda, enorme mesmo, pena do rapaz(e principalmente de sua família)

besito

Beth Blue disse...

Já sabia sim, e até faço parte desta estatística - eu e muitos brasileiros que, como eu, também (sobre)vivem no exterior. Quanto ao rapaz, tenho pena sim mas ele vivia num país totalmente doente...Os EUA são um país psicopata e portanto, propícios a este tipo de acontecimento. Triste, sem dúvida, mas um reflexo da sociedade americana e suas paranóias.

vania disse...

bethinha, o que posso dizer?

vc já disse tudo no seu comentário!!

quando se há incentivo à venda de armas, há incentivo à violência e justiça com as próprias mãos.

a gente colhe o que planta e os EUA vem colhendo o que planta há tempos, espero que um dia eles acordem!!!

bjs

La Belle® disse...

Eu já pedi algumas vezes pro mundo parar imediatamente porque eu precisava descer e me situar! Ainda me assusto muito com a violência nos grandes centros e por ter vivenciado algumas situações, me sinto exposta em qualquer canto. Uma droga!
Luto para não desacreditar nas autoridades e ainda tenho esperança de que um dia acordem e percebam que já passou dos limites. Enfim.

Bebete Indarte disse...

Estatísticas ou não, os EUA sempre gostam de botar a culpa de algo "não americano".(falando pra eu não sei, vc sabe?pessoa).
Como vc já falou Beth, se vende arma lá que nem pão quente.
E a América é igualzinha aqueles filmes babacas que a indústria produz.
Americano "puro", não faz bobagens.

- é loiro ou branco puro
- estuda só em Universidades de primeira linha
- é muito bom em esporte
- mora em vizinhança abastada
- é de família cristã
- um idiota que votou no Bush

Sem negros, sem desastre em New Orleans, sem chicanos na Florida, sem índios bêbados a procura da identidade perdida.

Eu fui lá, e vi de perto...a obesidade das pessoas, todo mundo tem CARRO (poluíndo o planeta).
Fora New York, q é um pouco mais normal.
As idéias do "povo" são fracas e centradas no próprio umbigo do império decadente.
Armas = "necessidade"...
É um país contraditório.

E o louco do coreano, devia ter ficado na Coréia, coitado dos pais, que com certeza queriam dar um futuro "melhor" pra ele, se mudando.

Tecnologia do Blogger.

Columbine, mais uma vez...

Mais uma vez, os EUA foram ontem manchete dos principais jornais em todo o mundo. Foi o maior massacre ocorrido dentro de uma instituição de ensino americana, com o total de mortos chegando a 33, entre estudantes e professores (incluindo o rapaz que atirou várias vezes e depois se matou). Até o momento, pouco se sabe sobre os motivos do rapaz de origem asiática (Coréia do Sul) que havia se mudado para os EUA com 8 anos de idade. Tinha 23 anos e cursava Inglês na faculdade, um rapaz calado e reservado, de quem pouco se sabia...Não obstante, alguns professores de redação já haviam comentado sobre os textos nebulosos do estudante e haviam até mesmo aconselhado atendimento psicológico. Atendimento psicológico ou não, um dia o rapaz compra uma arma de fogo - nos EUA existem mais lojas vendendo armas do que postos de gasolina - e sabe-se lá porque cargas d´água, decide sair atirando no campus de uma universidade - desta vez a Virginia Tech, no estado de Washington.

O que inevitavelmente nos remete a filmes recentes como Bowling for Columbine (Michael Moore, 2002) e Elephant (Gus van Sant, 2003). Pensando bem, em um país que não apenas autoriza como incentiva a posse de armas - e consequentemente a justiça pelas próprias mãos - não chega a surpreender quando o feitiço vira contra o feiticeiro. Aconteceu uma vez, duas vezes e ontem mais uma vez. Como bem disse uma amiga no blog dela: pára o mundo que eu quero descer!

5 comentários:

Eu não sei, você sabe? disse...

Não é hora para brincadeiras, mas vou te contar uma coisa, que talvez saiba, talvez não!
Imigrantes são mais susceptíveis a apresentarem doenças psiquiátricas.
Você sabia?

Sobre esse assunto li algo no blog do Daniel Piza(um jornalista do Estadão):
O massacre do sentido
por Daniel Piza, Seção: comportamento às 20:51:30.
Não sei como reagir a notícias como a desse massacre de 32 pessoas em Virginia. Vi agora no "Jornal Nacional" um psicólogo especializado nesses casos, mas o que ele descreve - o perfil de um psicopata - é mais velho que a psicologia. Por que isso tem acontecido tão repetidamente nos EUA? Seria a "cultura da violência", que dá aura heróica a matadores? Mas ela é universal, tanto que casos parecidos já aconteceram na Alemanha ou no Brasil. Então seria a mentalidade americana, em que a pressão social pelo destaque individual é tão forte? Isso, porém, é suficiente para explicar um comportamento anômalo como esse? A velha discussão sobre propensões pessoais e ambientes sociais está longe de resolvida. Acho que nessa hora somos todos ignorantes, e tudo que se diga é clichê. Inclusive isto.

Curto e sincero.
Diante de fatos como esse a apoplexia me toma por completo.E preferiria não saber que sou humana. E o que me vem na cabeça é uma profunda, enorme mesmo, pena do rapaz(e principalmente de sua família)

besito

Beth Blue disse...

Já sabia sim, e até faço parte desta estatística - eu e muitos brasileiros que, como eu, também (sobre)vivem no exterior. Quanto ao rapaz, tenho pena sim mas ele vivia num país totalmente doente...Os EUA são um país psicopata e portanto, propícios a este tipo de acontecimento. Triste, sem dúvida, mas um reflexo da sociedade americana e suas paranóias.

vania disse...

bethinha, o que posso dizer?

vc já disse tudo no seu comentário!!

quando se há incentivo à venda de armas, há incentivo à violência e justiça com as próprias mãos.

a gente colhe o que planta e os EUA vem colhendo o que planta há tempos, espero que um dia eles acordem!!!

bjs

La Belle® disse...

Eu já pedi algumas vezes pro mundo parar imediatamente porque eu precisava descer e me situar! Ainda me assusto muito com a violência nos grandes centros e por ter vivenciado algumas situações, me sinto exposta em qualquer canto. Uma droga!
Luto para não desacreditar nas autoridades e ainda tenho esperança de que um dia acordem e percebam que já passou dos limites. Enfim.

Bebete Indarte disse...

Estatísticas ou não, os EUA sempre gostam de botar a culpa de algo "não americano".(falando pra eu não sei, vc sabe?pessoa).
Como vc já falou Beth, se vende arma lá que nem pão quente.
E a América é igualzinha aqueles filmes babacas que a indústria produz.
Americano "puro", não faz bobagens.

- é loiro ou branco puro
- estuda só em Universidades de primeira linha
- é muito bom em esporte
- mora em vizinhança abastada
- é de família cristã
- um idiota que votou no Bush

Sem negros, sem desastre em New Orleans, sem chicanos na Florida, sem índios bêbados a procura da identidade perdida.

Eu fui lá, e vi de perto...a obesidade das pessoas, todo mundo tem CARRO (poluíndo o planeta).
Fora New York, q é um pouco mais normal.
As idéias do "povo" são fracas e centradas no próprio umbigo do império decadente.
Armas = "necessidade"...
É um país contraditório.

E o louco do coreano, devia ter ficado na Coréia, coitado dos pais, que com certeza queriam dar um futuro "melhor" pra ele, se mudando.