segunda-feira, maio 14, 2007

A ordem e o caos

Ultimamente tenho percebido que existe uma ordem dentro do caos em que vivo (ou escolhi viver porque a gente faz escolhas na vida). Da mesma forma que consigo encontrar exatamente o que preciso no meio da bagunça da minha escrivaninha, também costumo sobreviver meus dias com alguma ordem no aparente caos. Não me perguntem como, mas eu consigo. O que me faz lembrar que a filosofia oriental afirma que existe ordem dentro do caos - e existe mesmo.

O que provavelmente faz de mim uma pessoa excêntrica e talvez fora dos padrões...é que a rotina que faz parte da vida de milhões de pessoas me asfixia, me deixa sem ar. Porque eu não sou uma criatura de hábitos (o único hábito que tenho é o de pensar demais). E eu sempre fui assim: do contra. Nunca gostei de seguir as normas estabelecidas pelos outros, sempre questionei as verdades absolutas (inclusive as minhas) e sempre busquei minhas próprias normas e verdades. Desnecessário dizer, também já sofri muito por isso.

Pensando bem, talvez por isso a maternidade tenha sido um susto do qual estou me recuperando até hoje (tenho meus dias bons e ruins, como toda mãe que se preze). Porque ser mãe obriga a gente a cumprir uma rotina rígida - senão por nós, pelos nossos filhos. As crianças precisam de estrutura, em outras palavras: elas precisam de rotina. Elas têm hora de dormir e acordar, tomar café e ir pra escola, tomar banho e fazer o dever de casa - todo santo dia. Eu posso até viver sem rotina, mas como mãe sou obrigada a criar o mínimo de rotina na vida do meu filho. E não é fácil porque não é a minha natureza. Eu me sinto à vontade no caos e consigo viver bem com ele.

E nesses dias de trabalho intenso, comprovo mais uma vez que não apenas gosto do caos como até consigo funcionar bem dentro dele. E quanto mais coisas tenho a fazer, mais produtiva eu sou. Porque eu não gosto da rotina, mas gosto menos ainda do ócio. Não, eu não gosto de trabalhar sob pressão ou com prazos apertados, mas o caos me empurra para a frente - enquanto que a rotina me paralisa.

E não, eu não sei viver de outra forma. E sinceramente, nem quero.

2 comentários:

Bebete Indarte disse...

Cara Beth,

Eu estou quase pedindo demissão do cargo de mãe e indo passar uns tempos no Brasil, pra procurar a minha turma, arrumar um negócio por lá, depois volta pega os miúdos, paga uma empregada, q vidão.

quem dera!
Caos é carnaval pra pessoas como você.

Pra mim, qdo os ratos saem A GATA aqui toma conta.
Quero a minha vida de volta!!!!!!!

Antonio Fontelles disse...

Oi Beth,
Quisera eu, ter a sua sabedoria, conseguir enxergar a ordem no caos. Os meus olhos só vêem caos. Felizmente para mim, que eu consigo conviver com isto.
A.

Tecnologia do Blogger.

A ordem e o caos

Ultimamente tenho percebido que existe uma ordem dentro do caos em que vivo (ou escolhi viver porque a gente faz escolhas na vida). Da mesma forma que consigo encontrar exatamente o que preciso no meio da bagunça da minha escrivaninha, também costumo sobreviver meus dias com alguma ordem no aparente caos. Não me perguntem como, mas eu consigo. O que me faz lembrar que a filosofia oriental afirma que existe ordem dentro do caos - e existe mesmo.

O que provavelmente faz de mim uma pessoa excêntrica e talvez fora dos padrões...é que a rotina que faz parte da vida de milhões de pessoas me asfixia, me deixa sem ar. Porque eu não sou uma criatura de hábitos (o único hábito que tenho é o de pensar demais). E eu sempre fui assim: do contra. Nunca gostei de seguir as normas estabelecidas pelos outros, sempre questionei as verdades absolutas (inclusive as minhas) e sempre busquei minhas próprias normas e verdades. Desnecessário dizer, também já sofri muito por isso.

Pensando bem, talvez por isso a maternidade tenha sido um susto do qual estou me recuperando até hoje (tenho meus dias bons e ruins, como toda mãe que se preze). Porque ser mãe obriga a gente a cumprir uma rotina rígida - senão por nós, pelos nossos filhos. As crianças precisam de estrutura, em outras palavras: elas precisam de rotina. Elas têm hora de dormir e acordar, tomar café e ir pra escola, tomar banho e fazer o dever de casa - todo santo dia. Eu posso até viver sem rotina, mas como mãe sou obrigada a criar o mínimo de rotina na vida do meu filho. E não é fácil porque não é a minha natureza. Eu me sinto à vontade no caos e consigo viver bem com ele.

E nesses dias de trabalho intenso, comprovo mais uma vez que não apenas gosto do caos como até consigo funcionar bem dentro dele. E quanto mais coisas tenho a fazer, mais produtiva eu sou. Porque eu não gosto da rotina, mas gosto menos ainda do ócio. Não, eu não gosto de trabalhar sob pressão ou com prazos apertados, mas o caos me empurra para a frente - enquanto que a rotina me paralisa.

E não, eu não sei viver de outra forma. E sinceramente, nem quero.

2 comentários:

Bebete Indarte disse...

Cara Beth,

Eu estou quase pedindo demissão do cargo de mãe e indo passar uns tempos no Brasil, pra procurar a minha turma, arrumar um negócio por lá, depois volta pega os miúdos, paga uma empregada, q vidão.

quem dera!
Caos é carnaval pra pessoas como você.

Pra mim, qdo os ratos saem A GATA aqui toma conta.
Quero a minha vida de volta!!!!!!!

Antonio Fontelles disse...

Oi Beth,
Quisera eu, ter a sua sabedoria, conseguir enxergar a ordem no caos. Os meus olhos só vêem caos. Felizmente para mim, que eu consigo conviver com isto.
A.