sábado, maio 05, 2007

Os dias e as noites

Vou pegar carona no post do meu amigo taurino e falar um pouco sobre a vida moderna - ou o que fizemos de nossas vidas. A vida da maioria das pessoas, na verdade, é vivida no piloto-automático. Acorda, toma banho, toma café, vai trabalhar. Pausa pro almoço, trabalha mais um pouco até o relógio dizer que agora sim, você pode ir pra casa - ou pra academia, supermercado, cinema, ou simplesmente pra cama...fica à critério do leitor.

Pois eu fico até com vergonha de dizer mas minha vida nunca foi assim - e sagitariana dupla que sou, acho que nem poderia (por outro lado, minhas contas volta e meia estão atrasadas, a liberdade tem seu preço). Sempre odiei rotina, chefe e tudo o que se relaciona ao ambiente de trabalho moderno com toda sua maquinaria e colegas mesquinhos e invejosos (sempre tentando te passar a perna quando você está distraído). Em toda a minha vida só tive emprego com carteira assinada por pouco mais de 1 ano (sem contar os dois anos de estágio obrigatório antes de concluir a faculdade, que até que foram bons). O resto da minha vida profissional foi sempre um filme de suspense...sempre trabalhei como freelance, vim para a Europa (Dublin) com um contrato de trabalho de 6 meses, fiquei 7 meses, não quis renovar o contrato e segui rumo à mais uma aventura: Amsterdam (e a aventura continua até hoje, com os altos e baixos de uma montanha-russa).

Há 13 anos que moro aqui e nunca tive um emprego, sempre trabalhei como freelance (parece loucura mas juro que é verdade). Quando era casada era mais fácil, obviamente. O marido pagava as contas básicas e eu ajudava com o resto, compras de supermercado, móveis, tv, viagens, aluguel de carro, etc. Hoje em dia, todo centavo conta, a grana raramente sobra mas eu me viro (e confesso que me orgulho disso, e por quê não?).

Como tudo na vida, a opção de não ter emprego (e sim trabalho) tem seu lado positivo e negativo. E para mim, apesar de tudo, o lado positivo sempre pesou mais do que o negativo (até prova em contrário). Embora tenha tido um momento da minha vida em que se eu tivesse um emprego de 9 às 5 provavelmente teria (sobre)vivido melhor. É que a rotina mata...mas também pode salvar. Quando tive depressão e fui tratada por psiquiatra e psicólogo, eles insistiam justamente que eu devia buscar uma vida mais estruturada, criar alguma rotina (segundo os especialistas de saúde mental, o ser humano não vive sem rotina). Tudo isso pra não pirar...uma das ironias da vida. Quem tem emprego quase morre afogado na rotina dos dias sempre iguais, quem não tem emprego pode um dia surtar pra não voltar nunca mais (quase aconteceu comigo). Posso estar errada, posso um dia surtar de novo...mas sinceramente, ainda prefiro minha liberdade (mesmo com algumas contas atrasadas, dinheiro entra, dinheiro sai). Ou isso, ou tenho mesmo alma de artista, hehehe.

4 comentários:

This Is So Julia! disse...

Olá,sou irmã do Antonio,ele me disse para ler seu blog que eu ia gostar e gostei mesmo.Também tenho um,o endereço é www.juliaporjulia,spaces.msn.com,se vc quiser dar uma olhada.Adorei esse seu último texto,eu tb odeio rotina e desde os meus 20 anos deixei de ter patrão.Mesmo que isso as vezes se transforme numa aflição...

Vânia Lúcia disse...

Bethinha, tinha 10 anos que eu não sabia o que era fazer bico!
Mas tb tinha 10 anos que eu não sabia o que era não estar estressada e com todos os meus cabelos na cabeça! Quase fiquei careca!!! rsrsr
Mas como escorpiana (duplamente escorpiana) gosto do fixo!
Mesmo que eu tenha que me privar de algumas coisas!



Beijocas

Eu não sei, você sabe? disse...

alma de artista...muito bom...me parece que também tenho um pouco dessa alma de artista, mas luto contra ela...é assim...
beijos

Antonio Fontelles disse...

Oi Beth,
Olha so a minha irma aqui! :-)
Bom, como taurino que sou, eu tenho mesmo MUITA perseveranca (beirando a teimosia), e MUITA disciplina (beirando o metodico), e sinceramente, eu gosto de rotina, pra mim quanto mais previsivel um dia for, melhor. Eu nao gosto de surpresas. Serio. Agora o que eu nao gosto eh quando a rotina vira uma panaceia de atividades superpostas que acabam te tirando o folego, ai ja nao eh mais rotina, vira suplicio mesmo. Enfim, a gente acaba se acostumand, e vai levando... mas tem dias que sao mesmo de matar...
a proposito, obrigado pelo presente de aniversario, gostei muito, vou aproveitar pra conhecer Bruxelas melhor, super obrigado pela lembranca, pena que vc nao pode vir. Fica pra proxima, ne?
beijo, Antonio

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Os dias e as noites

Vou pegar carona no post do meu amigo taurino e falar um pouco sobre a vida moderna - ou o que fizemos de nossas vidas. A vida da maioria das pessoas, na verdade, é vivida no piloto-automático. Acorda, toma banho, toma café, vai trabalhar. Pausa pro almoço, trabalha mais um pouco até o relógio dizer que agora sim, você pode ir pra casa - ou pra academia, supermercado, cinema, ou simplesmente pra cama...fica à critério do leitor.

Pois eu fico até com vergonha de dizer mas minha vida nunca foi assim - e sagitariana dupla que sou, acho que nem poderia (por outro lado, minhas contas volta e meia estão atrasadas, a liberdade tem seu preço). Sempre odiei rotina, chefe e tudo o que se relaciona ao ambiente de trabalho moderno com toda sua maquinaria e colegas mesquinhos e invejosos (sempre tentando te passar a perna quando você está distraído). Em toda a minha vida só tive emprego com carteira assinada por pouco mais de 1 ano (sem contar os dois anos de estágio obrigatório antes de concluir a faculdade, que até que foram bons). O resto da minha vida profissional foi sempre um filme de suspense...sempre trabalhei como freelance, vim para a Europa (Dublin) com um contrato de trabalho de 6 meses, fiquei 7 meses, não quis renovar o contrato e segui rumo à mais uma aventura: Amsterdam (e a aventura continua até hoje, com os altos e baixos de uma montanha-russa).

Há 13 anos que moro aqui e nunca tive um emprego, sempre trabalhei como freelance (parece loucura mas juro que é verdade). Quando era casada era mais fácil, obviamente. O marido pagava as contas básicas e eu ajudava com o resto, compras de supermercado, móveis, tv, viagens, aluguel de carro, etc. Hoje em dia, todo centavo conta, a grana raramente sobra mas eu me viro (e confesso que me orgulho disso, e por quê não?).

Como tudo na vida, a opção de não ter emprego (e sim trabalho) tem seu lado positivo e negativo. E para mim, apesar de tudo, o lado positivo sempre pesou mais do que o negativo (até prova em contrário). Embora tenha tido um momento da minha vida em que se eu tivesse um emprego de 9 às 5 provavelmente teria (sobre)vivido melhor. É que a rotina mata...mas também pode salvar. Quando tive depressão e fui tratada por psiquiatra e psicólogo, eles insistiam justamente que eu devia buscar uma vida mais estruturada, criar alguma rotina (segundo os especialistas de saúde mental, o ser humano não vive sem rotina). Tudo isso pra não pirar...uma das ironias da vida. Quem tem emprego quase morre afogado na rotina dos dias sempre iguais, quem não tem emprego pode um dia surtar pra não voltar nunca mais (quase aconteceu comigo). Posso estar errada, posso um dia surtar de novo...mas sinceramente, ainda prefiro minha liberdade (mesmo com algumas contas atrasadas, dinheiro entra, dinheiro sai). Ou isso, ou tenho mesmo alma de artista, hehehe.

4 comentários:

This Is So Julia! disse...

Olá,sou irmã do Antonio,ele me disse para ler seu blog que eu ia gostar e gostei mesmo.Também tenho um,o endereço é www.juliaporjulia,spaces.msn.com,se vc quiser dar uma olhada.Adorei esse seu último texto,eu tb odeio rotina e desde os meus 20 anos deixei de ter patrão.Mesmo que isso as vezes se transforme numa aflição...

Vânia Lúcia disse...

Bethinha, tinha 10 anos que eu não sabia o que era fazer bico!
Mas tb tinha 10 anos que eu não sabia o que era não estar estressada e com todos os meus cabelos na cabeça! Quase fiquei careca!!! rsrsr
Mas como escorpiana (duplamente escorpiana) gosto do fixo!
Mesmo que eu tenha que me privar de algumas coisas!



Beijocas

Eu não sei, você sabe? disse...

alma de artista...muito bom...me parece que também tenho um pouco dessa alma de artista, mas luto contra ela...é assim...
beijos

Antonio Fontelles disse...

Oi Beth,
Olha so a minha irma aqui! :-)
Bom, como taurino que sou, eu tenho mesmo MUITA perseveranca (beirando a teimosia), e MUITA disciplina (beirando o metodico), e sinceramente, eu gosto de rotina, pra mim quanto mais previsivel um dia for, melhor. Eu nao gosto de surpresas. Serio. Agora o que eu nao gosto eh quando a rotina vira uma panaceia de atividades superpostas que acabam te tirando o folego, ai ja nao eh mais rotina, vira suplicio mesmo. Enfim, a gente acaba se acostumand, e vai levando... mas tem dias que sao mesmo de matar...
a proposito, obrigado pelo presente de aniversario, gostei muito, vou aproveitar pra conhecer Bruxelas melhor, super obrigado pela lembranca, pena que vc nao pode vir. Fica pra proxima, ne?
beijo, Antonio