segunda-feira, maio 21, 2007

Só de passagem...

Só de passagem rápida pelo blog porque continuo trabalhando igual a um burro de carga (mas nem tanto assim, não exageremos). É que li pelos blogs afora algo tão profundo, mas tão profundo, que decidi deixar registrado aqui antes que eu me esqueça:

As grandes coisas ficam para os grandes, os abismos para os profundos, as branduras e os tremores para os sutis e, em resumo, as coisas raras para os raros.
Nietzsche

Não sei se essas palavras são mesmo do Nietzsche (e a Arnild certamente me corrigirá se eu estiver errada) mas de qualquer forma, são de uma grande sabedoria. E viva a profundidade do abismo - e viva quem nos transformamos depois dele. O resto, quem (sobre)viver, verá.

PS. A foto é da bela e pacata cidadezinha inglesa Whitby, em Yorkshire. Mais um dos lugares mágicos que tive a sorte de conhecer neste mundo.

2 comentários:

Arnild disse...

"Liebe" Beth!
Este é um
trecho de "Além do Bem e do Mal", segundo livro ("A mente liberta", capítulo 43). É um trecho não muito longo, cuja parte antecedente também é interessante:

Man muss den schlechten Geschmack von sich abthun, mit Vielen übereinstimmen zu wollen. "Gut" ist nicht mehr gut, wenn der Nachbar es in den Mund nimmt. Und wie könnte es gar ein "Gemeingut" geben! Das Wort widerspricht sich selbst: was gemein sein kann, hat immer nur wenig Werth. Zuletzt muss es so stehn, wie es steht und immer stand: die grossen Dinge bleiben für die Grossen übrig, die Abgründe für die Tiefen, die Zartheiten und Schauder für die Feinen, und, im Ganzen und Kurzen, alles Seltene für die Seltenen. -

(É necessário libertar-se do mau hábito(gosto)de estar de acordo com muitos. "Bom" não é mais "bom", a partir do momento em que é pronunciado pela boca alheia. E como haveria de ser possível um "bem comum"! A expressão é em contraditória: o que é comum, carrega em si pouco valor. Por último, (as coisas) devem ficar, como o são e sempre o foram)- e aqui entra o texto publicado por você em seu blog. P.S.:A tradução é livre.
Beijos!

Beth Blue disse...

Arnild, obrigada pela elucidação! Eu sabia que você teria algo a dizer em se tratando de Nietzsche, hehehe.

Tecnologia do Blogger.

Só de passagem...

Só de passagem rápida pelo blog porque continuo trabalhando igual a um burro de carga (mas nem tanto assim, não exageremos). É que li pelos blogs afora algo tão profundo, mas tão profundo, que decidi deixar registrado aqui antes que eu me esqueça:

As grandes coisas ficam para os grandes, os abismos para os profundos, as branduras e os tremores para os sutis e, em resumo, as coisas raras para os raros.
Nietzsche

Não sei se essas palavras são mesmo do Nietzsche (e a Arnild certamente me corrigirá se eu estiver errada) mas de qualquer forma, são de uma grande sabedoria. E viva a profundidade do abismo - e viva quem nos transformamos depois dele. O resto, quem (sobre)viver, verá.

PS. A foto é da bela e pacata cidadezinha inglesa Whitby, em Yorkshire. Mais um dos lugares mágicos que tive a sorte de conhecer neste mundo.

2 comentários:

Arnild disse...

"Liebe" Beth!
Este é um
trecho de "Além do Bem e do Mal", segundo livro ("A mente liberta", capítulo 43). É um trecho não muito longo, cuja parte antecedente também é interessante:

Man muss den schlechten Geschmack von sich abthun, mit Vielen übereinstimmen zu wollen. "Gut" ist nicht mehr gut, wenn der Nachbar es in den Mund nimmt. Und wie könnte es gar ein "Gemeingut" geben! Das Wort widerspricht sich selbst: was gemein sein kann, hat immer nur wenig Werth. Zuletzt muss es so stehn, wie es steht und immer stand: die grossen Dinge bleiben für die Grossen übrig, die Abgründe für die Tiefen, die Zartheiten und Schauder für die Feinen, und, im Ganzen und Kurzen, alles Seltene für die Seltenen. -

(É necessário libertar-se do mau hábito(gosto)de estar de acordo com muitos. "Bom" não é mais "bom", a partir do momento em que é pronunciado pela boca alheia. E como haveria de ser possível um "bem comum"! A expressão é em contraditória: o que é comum, carrega em si pouco valor. Por último, (as coisas) devem ficar, como o são e sempre o foram)- e aqui entra o texto publicado por você em seu blog. P.S.:A tradução é livre.
Beijos!

Beth Blue disse...

Arnild, obrigada pela elucidação! Eu sabia que você teria algo a dizer em se tratando de Nietzsche, hehehe.