quinta-feira, maio 03, 2007

(A Very) Inconvenient Truth

Ontem finalmente assisti ao filme An Inconvenient Truth e quase tive pesadelos à noite! Sem dúvida, o mais assustador (e constrangedor) é ver quanta destruição o homem foi capaz de fazer em nosso planeta em meros 100 anos. Nunca foi registrada tamanha destruição em um período tão curto de tempo na história da humanidade. Definitely not something to be proud of. Os sinais alarmantes estão por toda a parte (e são cada vez mais difíceis de serem ignorados), a começar pelo discutido aquecimento global. Não é à toa que o verão chegou 2 meses mais cedo aqui na Europa, este mês de abril foi o mais quente na Holanda desde 1962 ou algo assim - e a frente de calor tem registrado recordes em vários países europeus. Furacões, tsunamis, vendavais, geleiras derretendo no Ártico e na Antártica com consequências aterrorizantes. Dito isso, quem ainda tiver coragem, assista ao trailer aqui.

A boa notícia é que, apesar dos fatos assustadores (e comprovados por cientistas e estudiosos de todo o mundo), a mensagem de otimismo no final do filme nos dá a esperança de que ainda há tempo de salvar nosso planeta azul - se começarmos agora. Em suma, a mensagem está dada, e se os líderes governamentais, cidadãos e indústrias pelo mundo afora não tomarem uma atitude ainda hoje, a coisa realmente ficará complicada para nossos filhos...Sinceramente, me dá arrepios só de pensar.

5 comentários:

Antonio Fontelles disse...

Oi Beth,
Voce tem toda razao. Eu nao assisti ao filme, mas tinha vontade de ir ver.
Infelizmente este e' o tipo de problema facil de diagnosticar, mas dificil de resolver. Dificil por pura falta de forca de vontade da humanidade. Os politicos sao imediatistas, so' pensam na proxima eleicao; os empresarios sao imediatistas, so' pensam no proximo balanco; e os cidadaos, sao imediatistas, so' pensam nas proximas ferias. Enquanto for assim, nenhum politico vai arriscar voto, nenhum empresario vai arriscar lucro, nenhum cidadao vai arriscar o seu conforto, pra tomar as atitudes necessarias, e fazer deste mundo um mundo melhor. Infelizmente. Somos todos culpados.

Anônimo disse...

Assisti uma entrevista com um oceanógrafo da UERJ que me deixou de certa forma mais tranqüila quanto à atribuição da responsabilidade unicamente ao ser humano quanto ao aquecimento global. Ele disse que, além do comportamento inadequado dos homens, existem fenômenos da natureza que não devem ser negligenciados: as marés, o próprio movimento do magma terrestre, terremotos, maremotos, etc. Vale lembrar que um dia África e a América do Sul já foram unidas... Foram justamente as transformações da natureza que desencadearam o afastamento geográfico. Em todo o caso, é super-válido a gente rever nosso comportamento e adotar uma postura mais respeitosa com os recursos naturais, né?
Beijos da Ana Amélia

Beth Blue disse...

Ana Amélia, se você ficou tranquila então tem mesmo de assistir ao filme. Até porque, o que o oceanógrafo disse reflete muito o que a administração Bush vem dizendo há anos...(a bandeira do governo Bush sendo o terrorismo e o resto pouco importa). O ponto é que as mudanças climáticas atuais ocorreram em tempo recorde e muito em função do que o homem andou fazendo neste último século (enquanto foram necessários séculos para a separação dos continentes que você citou). Eu acho que a gente deve ter muito cuidado com esse tipo de atitude em relação a um assunto tão sério. Basicamente, nossa vida depende do planeta!

La Belle® disse...

Sou da área ambiental, amiga... Vi esse documentário na pré-estréia aqui no Rio e cheguei a me emocionar... Só depende da gente, infelizmente as pessoas não se dão conta disso e muitos sequer se interessam... É triste, mas se cada um fizesse a sua parte, daria para nos poupar de muitos problemas no futuro.

Anônimo disse...

Pode ser... Eu admito que não entendo do assunto. Talvez tenha sido um equívoco consciente meu por ser esta uma visão bem mais confortável, não sei. Mas sinto que as pessoas estão ficando mais conscientes. O simples fato de haverem filmes sobre essa temática, filmes como os do Michael Moore. O Senhor das Armas, etc. já é mostra de um avanço.
Eu não me acho culpada não porque faço o que me cabe: aderi totalmente aos lixos para reciclagem do meu prédio, procuro agir com racionalidade (economizando energia, água, evitando até sair de carro, essas coisas). O problema é que não depende só de mim, depende de toda a coletividade. E sobretudo desses governantes idiotas!!
Beijos da Ana Amélia

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(A Very) Inconvenient Truth

Ontem finalmente assisti ao filme An Inconvenient Truth e quase tive pesadelos à noite! Sem dúvida, o mais assustador (e constrangedor) é ver quanta destruição o homem foi capaz de fazer em nosso planeta em meros 100 anos. Nunca foi registrada tamanha destruição em um período tão curto de tempo na história da humanidade. Definitely not something to be proud of. Os sinais alarmantes estão por toda a parte (e são cada vez mais difíceis de serem ignorados), a começar pelo discutido aquecimento global. Não é à toa que o verão chegou 2 meses mais cedo aqui na Europa, este mês de abril foi o mais quente na Holanda desde 1962 ou algo assim - e a frente de calor tem registrado recordes em vários países europeus. Furacões, tsunamis, vendavais, geleiras derretendo no Ártico e na Antártica com consequências aterrorizantes. Dito isso, quem ainda tiver coragem, assista ao trailer aqui.

A boa notícia é que, apesar dos fatos assustadores (e comprovados por cientistas e estudiosos de todo o mundo), a mensagem de otimismo no final do filme nos dá a esperança de que ainda há tempo de salvar nosso planeta azul - se começarmos agora. Em suma, a mensagem está dada, e se os líderes governamentais, cidadãos e indústrias pelo mundo afora não tomarem uma atitude ainda hoje, a coisa realmente ficará complicada para nossos filhos...Sinceramente, me dá arrepios só de pensar.

5 comentários:

Antonio Fontelles disse...

Oi Beth,
Voce tem toda razao. Eu nao assisti ao filme, mas tinha vontade de ir ver.
Infelizmente este e' o tipo de problema facil de diagnosticar, mas dificil de resolver. Dificil por pura falta de forca de vontade da humanidade. Os politicos sao imediatistas, so' pensam na proxima eleicao; os empresarios sao imediatistas, so' pensam no proximo balanco; e os cidadaos, sao imediatistas, so' pensam nas proximas ferias. Enquanto for assim, nenhum politico vai arriscar voto, nenhum empresario vai arriscar lucro, nenhum cidadao vai arriscar o seu conforto, pra tomar as atitudes necessarias, e fazer deste mundo um mundo melhor. Infelizmente. Somos todos culpados.

Anônimo disse...

Assisti uma entrevista com um oceanógrafo da UERJ que me deixou de certa forma mais tranqüila quanto à atribuição da responsabilidade unicamente ao ser humano quanto ao aquecimento global. Ele disse que, além do comportamento inadequado dos homens, existem fenômenos da natureza que não devem ser negligenciados: as marés, o próprio movimento do magma terrestre, terremotos, maremotos, etc. Vale lembrar que um dia África e a América do Sul já foram unidas... Foram justamente as transformações da natureza que desencadearam o afastamento geográfico. Em todo o caso, é super-válido a gente rever nosso comportamento e adotar uma postura mais respeitosa com os recursos naturais, né?
Beijos da Ana Amélia

Beth Blue disse...

Ana Amélia, se você ficou tranquila então tem mesmo de assistir ao filme. Até porque, o que o oceanógrafo disse reflete muito o que a administração Bush vem dizendo há anos...(a bandeira do governo Bush sendo o terrorismo e o resto pouco importa). O ponto é que as mudanças climáticas atuais ocorreram em tempo recorde e muito em função do que o homem andou fazendo neste último século (enquanto foram necessários séculos para a separação dos continentes que você citou). Eu acho que a gente deve ter muito cuidado com esse tipo de atitude em relação a um assunto tão sério. Basicamente, nossa vida depende do planeta!

La Belle® disse...

Sou da área ambiental, amiga... Vi esse documentário na pré-estréia aqui no Rio e cheguei a me emocionar... Só depende da gente, infelizmente as pessoas não se dão conta disso e muitos sequer se interessam... É triste, mas se cada um fizesse a sua parte, daria para nos poupar de muitos problemas no futuro.

Anônimo disse...

Pode ser... Eu admito que não entendo do assunto. Talvez tenha sido um equívoco consciente meu por ser esta uma visão bem mais confortável, não sei. Mas sinto que as pessoas estão ficando mais conscientes. O simples fato de haverem filmes sobre essa temática, filmes como os do Michael Moore. O Senhor das Armas, etc. já é mostra de um avanço.
Eu não me acho culpada não porque faço o que me cabe: aderi totalmente aos lixos para reciclagem do meu prédio, procuro agir com racionalidade (economizando energia, água, evitando até sair de carro, essas coisas). O problema é que não depende só de mim, depende de toda a coletividade. E sobretudo desses governantes idiotas!!
Beijos da Ana Amélia